Numa aula na ECA-USP, duas turmas de Relações Públicas me fizeram perguntas sobre algoritmização da sociedade, interações mediadas por tecnologia e simbiose entre humanos e máquinas. Reuni as 24, e quase todas perguntavam a mesma coisa: quem decide, e com que critério. As respostas passam pela mediação que sempre existiu e ficou invisível, por um gráfico viral refeito com números mais realistas, pelo viés que mora no pedido de quem usa a IA, pelo que o feed faz com a memória e a criatividade, e por quem de fato define o que uma empresa consegue comunicar.
Inteligência artificial na logística: o framework de decisão que falta antes de aprovar o próximo projeto
A maioria dos projetos de IA na logística entrega um número bonito na apresentação e nenhuma mudança real na operação porque falta critério, não tecnologia. Este artigo traz o framework de três perguntas para aprovar um projeto de IA, o mapa das quatro camadas onde a IA já atua na cadeia de suprimentos, um exemplo real de prompt para dado operacional, e por que boa parte do que o mercado chama de "IA agêntica" em logística ainda é automação reativa com nome novo. Inclui as perguntas de governança que o conselho precisa fazer antes de aprovar orçamento.
O que Google e Monashees avaliam antes de investir em startups de IA
Arthur Soroken (AI Futures Fund, Google) e Jan Diniz (Monashees) explicam, numa live sobre o Gama Fund, o que pesa de verdade na decisão de investir em startups de IA: a diferenciação real, do moat técnico à distribuição, não o rótulo "wrapper". O artigo cruza os critérios dos dois investidores com o debate global de 2026 sobre GTM como novo moat e traz os dados do Gama Fund, o programa de coinvestimento para startups brasileiras.
