Primeiro capítulo
56.
Clique no último capítulo que você leu ou que você se lembra que tenha lido:
2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23 - 24 - 25 - 26 - 27 - 28 - 29 - 30 - 31 - 32 - 33 - 34 - 35 - 36 - 37 - 38 - 39 - 40 - 41 - 42 - 43 - 44 - 45 - 46 - 47 - 48 - 49 - 50 - 51 - 52 - 53 - 54
Daniela voltou! Mistura de alívio e alegria em saber que vou poder voltar a passar um tempo escondida naqueles cabelos. Ao que parece ela não se machucou muito. A menina só tinha uma proteção no braço direito e um tipo de corda amarrada no ombro, o que deixava braço pendurado, como se fosse uma bolsa. Era engraçado de ver. Para minha surpresa Giulia deixou que a menina brincasse comigo. Talvez o meu sono induzido pelas drogas e a posterior visita ao médico de bicho tenha amolecido o coração da mulher. Mas foi bom saber que meu momento de bestialidade não resultou em nada muito trágico."Infrangibile". Foi desse jeito que Nicolò chamou a menina – e, assim que eu conseguir um dicionário, vou tentar descobrir o que é.
Até agora não tive mais qualquer visão de futuro. Já não sei se gosto ou não disso, o fato de não ver mais a velha dos infernos é excelente. Mas a perspectiva de nunca mais ter esse poder é bem angustiante. A gente se acostuma com as coisas que acontecem na nossa vida, por mais estranhas que elas sejam. Enxergar o futuro era algo rotineiro para mim. Acho que fazia parte do que eu sou.
Às vezes bate um arrependimento de ter tomado o remédio. Fico pensando que talvez minhas visões mudassem em algum momento e voltassem a mandar mensagens sobre a minha vida. Que talvez a visão da velha fosse relativa à minha vida. Muitos "talvez" e nenhuma certeza. Tenho cada vez mais certeza de que a vida é sempre assim.
Comentários, Pingbacks:
Sem Comentários/Pingbacks para esse post ainda...
Este post tem 6 comentários aguardando aprovação...