Primeiro capítulo
52.
Clique no último capítulo que você leu ou que você se lembra que tenha lido:
2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23 - 24 - 25 - 26 - 27 - 28 - 29 - 30 - 31 - 32 - 33 - 34 - 35 - 36 - 37 - 38 - 39 - 40 - 41 - 42 - 43 - 44 - 45 - 46 - 47 - 48 - 49 - 50
Ainda não tive notícias de Daniela, o que me dá uma certa agonia. Nicolò não fala nada comigo, até porque suas conversas com seu mico de estimação se limitam à frugalidades, como a ração diária ou a temperatura ambiente. Ele é louco, mas não é tão louco de começar um monólogo sobre a saúde de entes queridos com um mico. Se ele fizesse isso, eu fugiria.
Também não saí do apartamento desde que aconteceu o acidente. Acho que foi uma espécie de castigo ou prevenção. De qualquer forma isso deve mudar nos próximos dias, já que Nicolò comprou uma coleira para mim. A besta agora vai ser encoleirada. Nada mais justo.
Minhas visões não mostram Daniela, nem Giulia, nem qualquer coisa relativa ao acidente. Ainda vejo a velha do violãozinho sendo trancada por aquele homem sem rosto. Ódio. Só vejo o que eu não quero, só vivo o que eu não pedi e só faço o que eu não deveria. Deve ter algum livro nesse mundo que me ensine a reverter isso.
Comentários, Pingbacks:
Sem Comentários/Pingbacks para esse post ainda...