Set 11
Os vídeos do Pastor Pilão ou Pastor Zangief no YouTube

De tempos em tempos surge algum vídeo que cai no gosto popular dos internautas a ponto de ser satirizado e remixado dezenas, até centenas de vezes, originando inúmeras sátiras. Foi o que aconteceu, por exemplo, com uma cena do filme A Queda - Os Últimos Dias de Hitler, dirigido por Oliver Hirschbiegel em 2004. A sequência em que o Führer, protagonizado por Bruno Ganz, perde a cabeça e dá um esporro em seus subordinados dentro de um bunker, tornou-se meme de internet, sendo relegendado ao menos desde junho de 2007 com diálogos fictícios em que Hitler perde a compostura diante da morte de Michael Jackson, do desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2008, do Nerdcast do Jovem Nerd e até das piadas publicadas no YouTube.

Pois bem: a bola da vez é um vídeo no qual o Pastor Marco Feliciano supostamente recebe uma profecia, causando uma reação um tanto quanto singela. Esta cena, cuja primeira publicação no YouTube foi feita em dezembro de 2007, tem originado uma série de sátiras baseadas em outro vídeo, com melhor qualidade, intitulado "Pr. Marco Feliciano Recebe Profecia Em Pregação". Nelas, acabou sendo popularizada a alcunha de "Pastor Pilão" ou "Pastor Zangief", por motivos bastante visuais.

A sequência performática do "Pilão de Deus" rapidamente começou a circular na internet com outras trilhas sonoras. Por exemplo, na versão "Me Chama que eu Vou", a la Sidney Magal na fase de lambada.

Outra versão de impacto exibe o pastor em altos delírios ao som de "Maniac", música que Michael Sembello gravou para a trilha sonora do filme Flashdance, originando a "Pastordance".

Já surgiu também o vídeo do Pastor Pilão dançando ao ritmo do Pião da Casa Própria do programa Silvio Santos.

Os poderes de Grayskull também já inspiraram a fé demais do Pastor.

O que mais virá a seguir? Acompanhe as citações do Pastor Pilão no Twitter para descobrir...

Alexandre Inagaki EmailReligiosos, Videos, HumorPermalink 1 comentário
Abr 23
Como assassinar uma canção com requintes de crueldade

As diversas versões internacionais do programa Ídolos já renderam momentos memoráveis (ou não), estrelados por aqueles que são possivelmente os piores cantores do mundo. Mas eu confesso que não estava preparado para assistir à performance da incauta do vídeo abaixo, que protagonizou na versão búlgara do programa a maior demonstração de embromation society de todos os tempos.

Em tempo: a canção original, que foi rebatizada como "Ken Lee" pela caloura búlgara, na realidade chama-se "Without You", foi originalmente gravada pelo grupo Badfinger em 1970 e de lá pra cá ganhou inúmeras versões, de nomes como Harry Nilsson, Mariah Carey e Air Supply. Nenhuma delas, porém, tão catastrófica quanto a interpretação do vídeo acima. 88|

Alexandre Inagaki EmailMúsica, Embromation, VideosPermalink 2 comentários
Fev 22
"Ai que susto!": o funk da aula de sexo anal

Até recentemente, o SBT apresentava, aos domingos à noite, uma pérola televisiva intitulada "Aprendendo sobre Sexo". Era um programa de educação sequiçual apresentado pela sexóloga e pós-graduanda em Psicologia Carla Cecarello, cujo intuito, segundo o press-release que foi divulgado na época, era "orientar e informar sobre a sexualidade de uma maneira simples e direta". Diretrizes definitivamente seguidas à risca, como mostra o vídeo abaixo.

"Ai, se fosse o meu!". "Ai que susto!". "Ai, como é duro!". O quadro, no qual Carla Cecarello orienta os telespectadores do SBT com didática digna de jardim da infância, como se fosse uma espécie de Sue Johansson mais tatibitate, ao ser postado no YouTube tornou-se um hit imediato. Na remixagem funkeada do DJ Raphael Mendes, aí é que a coisa viralizou de vez.

Ler a letra do "Funk do Ai Que Susto" é diversão garantida. E me fez lembrar do clássico jingle do Banco Nacional, que dizia: "quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz"... :roll:

Alexandre Inagaki EmailVideos, SexoPermalink
Jan 18
O mágico da bolha de sabão

Tom NoddyBolhas ficaram sobrevoando meus pensamentos depois de ter escrito um post sobre a campanha publicitária do Istituto Europeo di Design, que tem exatamente A Bolha como tema. Pudera: se a gente for parar pra pensar, bolhas são um assunto realmente fascinante. Não à toa, inspiraram um dos melhores contos de Lygia Fagundes Telles, "A Estrutura da Bolha de Sabão", em que a escritora paulista divaga sobre a bolha como uma representação metafórica do amor: "é frágil como película e fácil de ser rompida. Ao mesmo tempo, é beleza e plenitude".

Procurando sobre "bolha" na comunidade dos Virunduns no Orkut, encontrei um resultado interessante de um leitor anônimo que entendia um verso de "Pais e Filhos", da Legião Urbana, desse jeito: "Sou a bolha d'água, sou um pão de areiaaaaa...". Mas sensacional mesmo foi encontrar, na pesquisa do YouTube, uma pérola que eu havia assistido há muitos, muitos anos no Show de Calouros do Silvio Santos: um americano que fazia coisas sensacionais usando bolhas de sabão e fumaça de cigarro, incluindo um vulcão, um carrossel e uma estrela. Seu nome é Tom Noddy, e é uma foto do seu website que ilustra este post.

No site pessoal de Tom, achei link para uma aparição recente que ele fez no talk show de Dave Letterman. Que o apresenta como um homem que há trinta faz apresentações como o "bubbleguy". Os sinais do tempo, comparando-se os dois vídeos, são mais do que evidentes. Mas foi bacana ver um cara que, durante a minha infância, me encantou com aqueles truques com bolhas de sabão, ainda na ativa.

Lembranças felizmente duram um pouco mais que bolhas de sabão. :D

Alexandre Inagaki EmailVideos, Não MusicaisPermalink 3 comentários
Jan 10
O total eclipse do amor de Bonnie Tyler

Capa do single de Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler."Total Eclipse of the Heart" é um indiscutível crássico dos anos 80. Gravado por Bonnie Tyler em seu álbum Faster Than the Speed of Night de 1983, é uma daquelas baladas que costumam ser incluídas em todas as listas de guilty pleasures. É uma canção catártica, derramada, melodramática, talhada pra ser cantada em karaokês em altos brados, feito certa canção do Roupa Nova[bb] que brada: "eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir!". E como se a música em si já não bastasse, "Total Eclipse of the Heart" ainda ganhou um videoclipe antológico, com direito a aparições nonsense de ninjas, ginastas, esgrimistas, fisioculturistas de sunguinhas e estudantes com olhos fosforescentes em meio aos clichês típicos de vídeos oitentistas, como pombas voando e ventiladores fazendo madeixas e cortinas tremularem em slow motion ao vento. Um típico caso de uma obra tão ruim que chega a ser boa.

Mui justamente este sucesso retumbante de Bonnie Tyler foi descrito, pela personagem de Cate Blanchett em Vida Bandida (Bandits), como "a música mais romântica de todos os tempos". E até hoje recebe covers que, no entanto, ressaltam seu lado mais cafona. Por exemplo, a (per)versão que a dupla Wilson & Soraya cometeu: "Total Eclipse do Amor". Com direito ao singular verso "por te amar, choro". Sim, meus caros: o amor é cego, lindo e brega de doer.

Outra cover digna de menção é a cometida pela cantora Lissette em 1985, que cunhou um vídeo quase tão singelo quanto o de Bonnie Tyler em sua versão hispânica: "Eclipse Total Del Amor".

Mais uma regravação que merece citação: a versão mais anárquica, desconstrutivista e sensacional desta canção, cunhada pelo grupo norueguês Hurra Torpedo. Um arranjo à base de guitarra e percussão feita com geladeiras e fogões velhos (?).

Pra encerrar, o resgate de uma parceria pouco lembrada: o dia em que Bonnie Tyler entrou em estúdio com ninguém menos que Fábio Jr., quando ambos gravaram "Sem Limites Pra Sonhar" em 1987. Um encontro a ser registrado nos anais da música romântica tupinambá. Ou não.

Alexandre Inagaki EmailMúsica, VideosPermalink 10 comentários

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