Nov 26
Djavan, o "Grande Muso Inspirador" dos virunduns

Djavan Caetano VianaQuando Djavan Caetano Viana nasceu, em 27 de janeiro de 1949, ele mal poderia imaginar que um dia se tornaria um dos maiores responsáveis pela profusão de virunduns mundo afora, inspirando a criação de vários tópicos em nossa comunidade no Orkut. Culpa, digamos assim, da poética de suas letras um tanto quanto singelas. Um exemplo típico é a letra de "Açaí", sucesso do álbum Luz de 1982. Os versos de seu refrão dizem o seguinte:

"Açaí
Guardiã
Zum de besouro
Um imã
Branca é a tez da manhã"

Já para a nossa leitora Luciana Teixeira, a letra significava o seguinte:

"A sair
guardiã
Zumdibizum
Um limão
branca é às
Três-da-ma-nhã"

Seu comentário: "Ah, eu gostava do zumdibizum. Devia ser alguma coisa como uni-duni-dunitê, salamê-minguê".

Lorena é outra internauta com ouvidos distraidamente criativos. Eis a sua versão:

"Ao sair do avião
Rum de tesouro
Uma irmã
Grande é a fez da manhã"

Djavan e seus cachorrosUmberto Eco[bb], ao teorizar sobre obras abertas, certamente piraria ao descobrir as letras djavânicas: cada cabeça, um virundum. Outro exemplo cRássico é "Oceano", sucesso de 1989 incluído na trilha sonora da novela Top Model. A letra original diz:

"Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores"

Já para os leitores do Virunduns...

Patricia Louise Affonso
Um virundum que eu SEMPRE cometia é na música do Djavan... Na parte do "Amar é um deserto e seus temores..." eu cantava "Amarelo deserto e seus temores...". Até que fazia sentido, não???? :-)

Luckystrike
Certo: amar é um deserto e seus temores...
Virundiana: amar é um deserto e OS TRÊS TENORES

KFK
Putz, e eu cantava "a maré é um deserto e seus temores"... Eu não entendia o significado - como algo molhado pode ser seco????

O alagoano Djavan é inspiração pra tudo quanto é tipo de virundum. A seguir, outros exemplos pra dar e vender:

Vinicius
Uma clássica minha é a música "Se" do Djavan. Em vez de eu cantar "Mais fácil aprender japonês em braile / do que você decidir se dá ou não", eu cantava "mais fácil aprender japonês e hebraico / do que você dizer se me dá ou não".

Djavaneando o que há de bom?Gangorra Um
Uma fonte de inspiração fortíssima para meus virunduns é o Djavan. Eu simplesmente não entendo xongas do que o cara fala. Daí sai essas coisas maravilhosas do tipo "O amor é um grande lago..." (correto: "O amor é um grande laço"), e a pior de todas, "Você me diz a peça e é nessa que eu vou..." (correto: "Você me diz à beça e eu nessa de horror"). Horror mesmo...

Rodrigo Della Libera
"E o meu jardim da vida, ressecou, morreu, do breque brotou maria, nem margarida nasceu...."

Renata
Naquela música "Nem Um Dia" eu cantava "o elo com todas as cores para enfeitar amores, crimes...(!?!)". Na verdade, o certo é "amores gris" (cinza)... Haha!

Andie
Tem uma música do Djavan que eu adoro, "Nem Um Dia", que eu sempre cantei assim: "E tudo nascerá mais belo/ O verde faz do azul com amarelo/ O elo com todas as cores/ Pra enfeitar ÁRVORES E RIOS" (o certo é "pra enfeitar amores gris").

Alexandre Inagaki EmailMúsica, Açaí - DjavanPermalink 5 comentários
Mai 16
Djavan: Amarelo é um deserto ao sair do avião

Quando Djavan Caetano Viana nasceu, em 27 de janeiro de 1949, ele mal poderia imaginar que um dia se tornaria um dos maiores responsáveis pela profusão de virunduns mundo afora. Culpa, digamos assim, da poética de suas letras um tanto quanto singelas. Um exemplo típico, e que chegou a despertar polêmica no espaço neste blog, é a letra de Açaí, sucesso do álbum Luz de 1982. Os versos de seu refrão dizem o seguinte:

"Açaí / Guardiã / Zum de besouro / Um imã / Branca é a tez da manhã"

Para muitos leitores, a letra era entendida de maneiras, digamos, discordantes:

"A sair / guardiã / Zumdibizum / Um limão / branca é às / Três-da-ma-nhã"

"Ao sair do avião / Rum de tesouro / Uma irmã / Grande é a fez da manhã"

O comentário de uma leitora: "Ah, eu gostava do zumdibizum. Devia ser alguma coisa como uni-duni-dunitê, salamê-minguê".

Umberto Eco, ao teorizar sobre obras abertas, certamente piraria ao descobrir as letras djavânicas: cada cabeça, um virundum. Outro exemplo cRássico é Oceano, sucesso de 1989 incluído na trilha sonora da novela "Top Model". A letra original diz:

"Amar é um deserto / E seus temores / Vida que vai na sela / Dessas dores"

Já para os leitores do Virunduns...

"Amarelo deserto e seus temores..."

"a maré é um deserto e seus temores"

O alagoano Djavan é inspiração pra tudo quanto é tipo de virundum. A seguir, depoimentos dos nossos leitores:

Arnaldo
Qual é música do Djavan que ele diz "encheria o que tenho de fundo" or something? Entendia "o cheirinho que eu tenho de fungo".

Gangorra Um
Uma fonte de inspiração fortíssima para meus virunduns é o Djavan. Eu simplesmente não entendo xongas do que o cara fala. Daí sai essas coisas maravilhosas do tipo "O amor é um grande lago..." (correto: "O amor é um grande laço"), e a pior de todas, "Você me diz a peça e é nessa que eu vou..." (correto: "Você me diz à beça e eu nessa de horror"). Horror mesmo...

Rodrigo
"E o meu jardim da vida, ressecou, morreu, do breque brotou maria, nem margarida nasceu...."

Andie
Tem uma música do Djavan que eu adoro, "Nem Um Dia", que eu sempre cantei assim: "E tudo nascerá mais belo/ O verde faz do azul com amarelo/ O elo com todas as cores/ Pra enfeitar ÁRVORES E RIOS" (o certo é "Pra enfeitar amores gris").

Marcos
ao invés de "mais fácil aprender japonês em braille", eu cantava "mais para apedrejar pôneis em bali..."

Jonas Bittencourt • Açaí - DjavanPermalink 11 comentários
Mar 14
Intermezzo Romântico: O Virundum que me CASOU

wedding-couple-cartoon

A mensagem a seguir foi enviada por nosso leitor Wagner Siqueira Romão, e fui obrigado a publicá-la na íntegra. Primeiro, porque a história narrada pelo Wagner é pra lá de bacana. Segundo, porque prova que VIRUNDUNS, mais do que causar risos, também servem para conquistar corações incautos. Confiram:

Com muito prazer conto minha história.

No meu primeiro encontro com minha atual esposa, nunca fui de ouvir MPB, mas sabia que ela gostava e arrisquei uma Antena 1 Light FM no Rio de Janeiro. Claro que as músicas não eram de meu conhecimento, pagodeiro que sou. Como estava com ela, somente MPB tocava no meu carro e disse a ela que eram minhas músicas favoritas.

Na ponte Rio-Niterói começa a tocar Djavan. Ela se anima e canta junto. Para minha surpresa ela canta: "Açaí, guardiã, zum de besouro..." Eu comecei, naturalmente a rir. Ela achou estranho e perguntou por que eu estava rindo. Eu timidamente lhe disse que havia rido pois ela havia cantado a música errado. Ela me perguntou então, como se cantava já que estava errado. Eu convictamente lhe cantei cheio de razão: "Ao sair, do avião, luz de besouro em vão..."

Ela ficou envergonhada e disse que sempre achou que fosse do jeito que ela cantava. Eu disse: "está vendo, sair comigo também é cultura". Para minha surpresa quando ela chegou em casa, pegou a letra no CD e me ligou no celular para me dizer que ela estava certa e eu errado.

Foi um virundum que me fez ganhar a simpatia de minha esposa pois rimos muito desta história.




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