Mai 1
Heloísa Faissol, uma funkeira que dá pra cachorro

É, a crise anda braba. E, como diria o Faustão, tem gente latindo no quintal pra economizar cachorro. Que o diga a inquieta socialite Heloisa Faissol. Em entrevista concedida ao Jornal do Brasil em 2003, ela dizia que já tinha sido estilista, marqueteira, atriz de teatro, pintora e trapezista. Seis anos depois, eis que encontro no YouTube um singelo funk de sua autoria chamado "Dou pra Cachorro". A letra não prima pela sutileza, como vocês poderão conferir (por sua própria conta e riso) a seguir.

Caso você deseje seguir a bola pulando e cantar junto com esta neofunkeira da high society, eis a letra de "Dou pra Cachorro":

Ai ai ai ai ai
Para não, tá bom demais!
Ai ai ai ai ai
Vem com tudo, eu quero mais

Tô fervendo, tô no ponto, eu dou no primeiro encontro
Se você for tarado, vem que eu gosto do babado
Vem com tudo nesse clima, ou me come ou sai de cima
Vem por trás, meu cachorrinho, também gosto do bichinho

Se você não me acalmar, baby, a fila vai andar
Não nasci pra ser noviça, então vê se não me atiça
Mostre que tu é meu macho e sossega esse meu facho
Tô ficando molhadinha, quero ser sua bonequinha

Beija logo minha boca e arranca a minha roupa
Com dedinho e a linguinha
Vem, me deixa maluquinha
Depois faço minha parte que eu sei fazer com arte
Te aqueço, enlouqueço, só pra ter o que eu mereço

Tô carente, tô na seca, satisfaz a tua preta
Vê se agarra a minha bundinha, me chama de danadinha
Assim vou pro paraíso, vou gemendo num sorriso
E num êxtase total vamos juntos ao final

Glauco Sabino, em matéria para o site de Lilian Pacce, encontrou Heloisa Faissol perambulando pela rua Oscar Freire, cometendo uma versão à capela de sua singela composição. E aproveitando, bóbvio, para pedir uma ajudinha dos transeuntes para o lançamento de seu CD. Afinal de contas, ela poderia estar roubando ou sequestrando velhinhas, mas ao invés disso entoa funks de sutileza paquidérmica no meio da rua...

Alexandre Inagaki EmailMúsica, SexoPermalink 25 comentários
Mar 2
"Sexo anal não faz meu estilo"

Às vezes os ouvintes distraídos do Virunduns pensam "naquilo", como diria aquela personagem da Escolinha do Professor Raimundo, quase sem querer. É o meu caso. Quando ouvia "Eu Sei", sucesso da Legião Urbana gravado em 1987, em vez de "sexo verbal não faz meu estilo" eu entendia a pérola descrita no título deste post. Frase digna de atriz de filme pornô que faz charminho, mas acaba por ceder a pedidos mais insistentes em suas produções seguintes... XX(

Na comunidade do Virunduns no Orkut, há outras bizarrices do mesmo naipe. É o caso de uma internauta conhecido como M., que responsabilizou outra pessoa pelo seu virundum erótico:

- E o mesmo amigo criou uma pérola com uma música romântica das Chiquititas. Na mão dele, 'Ao som de um saxofone... Chorará, meu coração...' virou 'Ao som de um sexo ao fone...'"

A canção que inspirou esta recriação obscena (adjetivo predileto do Wando) é "Te Encontrei", das Chiquititas. Confiram-na no clipe a seguir, estrelado por Flávia Monteiro, que foi capa da revista Playboy em maio de 2005.

Por fim, é preciso destacar o virundum cometido por Ian Black, um dos criadores deste blog em "Como Eu Quero", um dos primeiros sucessos do grupo Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, de 1984. Nos versos iniciais deste clássico do rock nacional, Ian entendia que "tira essa bermuda que eu quero você sério" na verdade era "tira essa bermuda que eu quero ver seu sexo". Ah, essa juventude depravada! :>

Jonas Bittencourt • Música, Sexo, Legião UrbanaPermalink 2 comentários
Mai 14
"Revista de Mulher Pelada" e outros hits dos anos 90

Em idos dos anos 90, quando o Napster e o Audiogalaxy ainda estavam ativos e a MTV Brasil ainda era uma boa fonte para a descoberta de novas bandas, foram muitos os grupos brasileiros que aproveitaram essa época para buscar um lugar ao sol com seus clipes. Foi a época de sucessos como "Bagulho no Bumbá" (Virgulóides), "Uma, Duas ou Três (Punheta)" (Os Ostras), "Puêra" (Catapulta), "Corvos Sobre o Campo" (Tantra), "Conhece o Mário?" (Maria do Relento), "Esperando na Janela" (Cogumelo Plutão), "1,2,3,4" (Little Quail & The Mad Birds), "Emaconhada (Erva Danada)" (Akundum) e "Revista de Mulher Pelada", sucesso gravado pelo grupo Lagoa no álbum Agora Sai, de 1996.

Agora Sai, álbum do Lagoa com o sucesso Revista de Mulher Pelada.Grupo paulistano fundado por Tadeu Patola em 1986, era originalmente chamado "Lagoa 66". Tiraram o 66 do nome quando foram contratados pela gravadora EMI-Odeon, e acabaram por emplacar o videoclipe de "Revista de Mulher Pelada" na MTV. A letra dessa canção foi escrita por Dagomir Marquezi, que divide os créditos do grande sucesso do Lagoa com Tadeu, Guapo Munari e Elio Cosmo. São versos singelos: "Eu vivia uma vida muito ativa e mais legal/ Incluindo uma vasta atividade manual/ Se eu fico solitário eu começo a passar mal/ Vou correndo lá na esquina até a banca de jornal/ Lá tem Playboy, tem Panthouse e mais um monte de revista/ Tem modelo, tem piranha e até umas artistas". É claro que o fato de a modelo Paloma Bock exibir generosamente seus seios no clipe dirigido por João Elias Jr. deu uma mãozinha para que o vídeo emplacasse o número 1 no Top 20 da MTV Brasil, mas a música até que tem uma levada bacana.

A música, que narra o sumiço da "coleção de revista de mulher pelada" de um justiceiro com as próprias mãos, também fez com que o Lagoa aparecesse em outros programas da MTV. Confiram, pois, o vídeo a seguir, que mostra Tadeu Patola e seus partners apresentando uma versão acústica de seu hit no Luau MTV, na época em que ele era apresentado por Cuca Lazarotto.

Alexandre Inagaki EmailMúsica, Sexo, One-hit wondersPermalink 2 comentários
Mai 10
2 Girls 1 Cup, 2 Girls 1 Finger, BME Pain Olympics e outros vídeos que causam fortes, hmm, reações

Até então, tratava-se possivelmente do mais repulsivo vídeo que já viu a luz do dia na internet. Fenômeno de viralização, 2 Girls 1 Cup surgiu como o trailer de um filme pornográfico intitulado Hungry Bitches, e foi produzido por um brasileiro chamado Marco Fiorito. O vídeo, que começou a circular pela internet em meados de outubro de 2007, e mostra duas garotas que possuem um modo muito, hmm, peculiar de demonstrar estima uma pela outra, recorrendo a fezes, vômito e uma mistura realmente desagradável de fluidos humanos. Mas o fenômeno mesmo no YouTube ocorreu quando centenas de usuários começaram a filmar suas reações de perplexidade, assombro e risos nervosos ao ver 2Girls1Cup, botando-as na internet. Basta procurar no Google por "2 girls 1 cup reaction" para encontrar alguns desses vídeos.

Two Girls One Cup realmente marcou época. E criou uma nova moda: a dos internautas que disponibilizam na Web suas próprias reações a este e muitos outros vídeos escatológicos e repulsivos que começaram a pipocar por aí. A compilação de reações que você verá a seguir foi causada pelo singular vídeo 2 Girls 1 Finger, protagonizado por duas jovens orientais tão porcalhonas quanto as moças do copo de "sorvete de chocolate".

Como quase tudo na vida, a Lei de Murphy mais uma vez mostra-se implacável ao provar que não há nada que esteja ruim que não possa ser piorado. Se você tiver a pachorra de buscar no Google por "BME Pain Olympics Final Round", "Hatchet vs Genitals", "Mr. Hands" ou "4 Girls Fingerpaint", encontrará vídeos que definitivamente não prezam pelos valores da família brasileira. Eu realmente não consideraria uma atitude saudável assistir a essas coisas. Melhor ficar com os vídeos de reações, que são mais divertidos. Como este, em que Mr. Kermit, o sapo Caco dos Muppets, tem uma reação um tanto quanto heterodoxa ao assistir a 2Girls1Cup.

Não deixa de ser simbólico o fato de que toda essa onda de usuários filmando a si mesmos tem muito a ver com esta era de reality shows e exibicionismos virtuais. Ainda mais representativo é constatar que todas essas auto-exibições são desencadeados pelo voyeurismo e curiosidade inerentes a cada um de nós. Mas chega de papo-cabeça. Para encerrar esta compilação de vídeos, fiquemos com um singelo momento musical: a canção que o humorista americano Jon Lajoie compôs inspirado no encontro filmado entre duas moças e um copo que desencadeou toda essa onda de "video reactions". Até poderia ser encarada como mais uma balada romântica, se não fosse pelos seus singulares versos...

Alexandre Inagaki EmailSexo, 2 Girls 1 CupPermalink 3 comentários
Abr 16
Mulher Filé e a Dança do Pisca

Ah, os modismos de estação. Depois da Mulher Jaca e da Mulher Melancia (que, após sair na Playboy, deixou seu posto de musa do Créu e foi substituída por Ellen Cardoso, que adotou a originalíssima alcunha de Mulher Moranguinho), pois não é que inventaram uma opção, hmm, "carnívora" para o que se tornou a guerra da salada de frutas das dançarinas de funk?

Yani de Simone, a Mulher Filé do MC CatraYani de Simone, que adotou o nome artístico (sic) de Mulher Filé, tem 19 anos, 1,58 metro de altura e abundantes 100 cm de quadris, atributos que ainda assim deixam-na a 19 cm das medidas do derrière de sua principal rival, Andressa Soares, a musa melanciosa da estação.

Porém, a Mulher Filé diz a que veio na hora de abrir a boca e soltar o verbo. Em entrevista concedida a Pedro Moraes, do jornal O Dia, Yanni afirma: "Chega de fruta. Homem gosta é de comer carne". Mister Catra, funkeiro que apadrinhou a Mulher Filé, defende sua bailarina das inevitáveis comparações, dizendo: "Ela é diferente de todas as outras. Ela é a primeira que consegue se comunicar com o bumbum".

Quem assistir ao vídeo abaixo entenderá imediatamente o que Mr. Catra queria dizer com comunicações por vias nadegais. A especialidade da Mulher Filé é uma singela coreografia conhecida como a "Dança do Pisca". Em declaração dada a Eliane Santos do site Ego, Yanni diz: "Não sei muito bem explicar, mas vou contraindo os músculos do bumbum e ele pisca automaticamente". Pois é, só vendo pra crer.

(Ins)pirado pela dança paquidermicamente sutil de sua Mulher Filé, Mr. Catra canta os seguintes versos: "Bumbum não se pede/ Bumbum se conquista/ Seu bumbum é uma arte/ Gata, eu sou um artista/ Devagar, devagar/ Só pra não sair da pista/ Bumbum não se pede/ Bumbum se conquista". Perguntar não ofende, algumas respostas sim: depois da Dança do Pisca, o que mais virá por aí? |-|

Alexandre Inagaki EmailMúsica, SexoPermalink 25 comentários

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