"Total Eclipse of the Heart" é um indiscutível crássico dos anos 80. Gravado por Bonnie Tyler em seu álbum Faster Than the Speed of Night de 1983, é uma daquelas baladas que costumam ser incluídas em todas as listas de guilty pleasures. É uma canção catártica, derramada, melodramática, talhada pra ser cantada em karaokês em altos brados, feito certa canção do Roupa Nova que brada: "eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir!". E como se a música em si já não bastasse, "Total Eclipse of the Heart" ainda ganhou um videoclipe antológico, com direito a aparições nonsense de ninjas, ginastas, esgrimistas, fisioculturistas de sunguinhas e estudantes com olhos fosforescentes em meio aos clichês típicos de vídeos oitentistas, como pombas voando e ventiladores fazendo madeixas e cortinas tremularem em slow motion ao vento. Um típico caso de uma obra tão ruim que chega a ser boa.
Mui justamente este sucesso retumbante de Bonnie Tyler foi descrito, pela personagem de Cate Blanchett em Vida Bandida (Bandits), como "a música mais romântica de todos os tempos". E até hoje recebe covers que, no entanto, ressaltam seu lado mais cafona. Por exemplo, a (per)versão que a dupla Wilson & Soraya cometeu: "Total Eclipse do Amor". Com direito ao singular verso "por te amar, choro". Sim, meus caros: o amor é cego, lindo e brega de doer.
Outra cover digna de menção é a cometida pela cantora Lissette em 1985, que cunhou um vídeo quase tão singelo quanto o de Bonnie Tyler em sua versão hispânica: "Eclipse Total Del Amor".
Mais uma regravação que merece citação: a versão mais anárquica, desconstrutivista e sensacional desta canção, cunhada pelo grupo norueguês Hurra Torpedo. Um arranjo à base de guitarra e percussão feita com geladeiras e fogões velhos (?).
Pra encerrar, o resgate de uma parceria pouco lembrada: o dia em que Bonnie Tyler entrou em estúdio com ninguém menos que Fábio Jr., quando ambos gravaram "Sem Limites Pra Sonhar" em 1987. Um encontro a ser registrado nos anais da música romântica tupinambá. Ou não.
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Podiscrer Gabi, esqueci de citar a parte do cofrinho. Nem Courtney Cox teve a manha de expor tanto o seu derriére publicamente.
Resta saber se foi pela canção em si, pela ruindade de Kelly e Sharon ou por notar que mesmo depois de se separar de Pete Doherty ela continua rodeada de pessoas que cantem mal.
Eric, creio que a razão das lágrimas foi uma junção de todos esses fatores.
O vídeo é fantástico, nunca vi nos anos oitenta. O video dos noruegueses é bem bom também. Quanto ao Fábio Jr. tinha me esquecido que o que ele tinha de bonitinho tinha de ruinzinho.
Um post que valeu a pena visitar, Alexandre Inagaki.
Excelentes vídeos esses ^^
♥



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