Categoria: Greco
Sexta, Jul 03, 2009
DO SONHO À REALIDADE

O F3 e seu piloto Wilson Fittipaldi Jr.
Mãos a obra...ao chegar na terrinha, Greco apresentou a idéia de construir um fórmula 3 ao Departamento de Competições da Willys. Aprovada, começaram os estudos, e Wilson Fittipaldi Jr. foi o escolhido para ser o piloto da barata. E em cima dele foi dimensionada a barata.

O F3 em três visões, de frente, apenas com as carenagens laterais inferiores e carenagem traseira à esquerda; visto de trás à direita e a vista lateral
Toni Bianco foi o escolhido para ser o construtor do charuto. Brizzi e seus mecânicos, já com uma puta experiência automobilística, se encarregariam da parte mecânica. E em cima dos dados e fotos que Greco trouxera da viagem a Europa, começaram os trabalhos.
O chassis, foi o ponto inicial e cromo molibidênio foi o material escolhido. E usadas três medidas de espessura diferentes: de 32mm de diâmetro e 1,2mm de parede; de 19mm de diâmetro e 1,0 de parede e finalmente 13mm de diâmetro e 1,0 de parede. Em princípio, o chassis visto de frente ficou com forma quadrada, mas o próximo teria forma trapezóide, tipo barqueta.
Os freios, a disco nas quatro rodas, da marca Amadori Campagnolo, com disco de 250mm de diâmetro e 8mm de espessura. Com dois burrinhos de 40mm de diâmetro, sendo o conjunto traseiro, possuidor de válvula equalizadora de pressão. Os cubos da rodas foi modificado para usar seis parafusos de fixação.

Detalhe da suspensão dianteira
O conjunto de suspensão dianteira é independente, com braços triangulares e conjunto de mola espiral e amortecedores (em 45 graus). Mais barra estabilizadora, interligando os dois lados da suspensão. Em tese, seria praticamente idêntica a usada nas baratas da Brabham F1, traseira igual, mais barra tensora com a finalidade de evitar movimentos longitudinais e barra estabilizadora com quatro pontos de ajuste.
As rodas de magnésio com 5 polegadas na dianteira e 6 polegadas na traseira de aros de 13 polegadas, usando pneus Dunlop Racing ou Pirelli Supersport.

Motorização da barata, 1300cc Renault; carburadores duplos e coletor desenvolvido pela Willys
Na época em que foi criado, não havia competições de F3 na terrinha, para isso, a barata iria participar de provas na Categoria Mecânica Continental, usando motor de 1300cc da Renault (e quem já viu esse motorzinho de perto, sabe que tamanho não é documento. Ele responde por uma potência, de gente grande).

Os grandes do projeto...Greco, inclinado falando com Wilson na barata; Toni logo atrás de Greco observando e Brizzi à direita. E com esse conjunto, nasceu o Willys F3.
(reprodução/AE)
Saloma
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Quarta, Jul 01, 2009
GRECO E OS PLANOS DO F3 BRASILEIRO
Em 1965, com a firme idéia de criar um F3 brasileiro, Luiz Antonio Greco, tomou o rumo do velho continente. Isso na cabeça dele, porque para todos o motivo da viagem do cabra, seria assistir uma prova de F1, o GP da França, em Clermont-Ferrand. Acompanhado do subgerente de competições da Willys, Turbina, foram a caça de opiniões e ver como de perto como andavam as baratas e sua logística de preparação para as provas.

Greco, a esquerda, observa Dan Gurney, no cockpit da barata, nos últimos preparativos, observado por Jack Brabham, da "Brabham Racing Organization", em pé ao lado direito
A idéia foi-se materializando, quando Greco viu os F3 nas pistas européias. Impressionado ficou com as performances dos Brabham e dos Alpines, que tinha como um dos pilotos, Tony Hitchcock, filho do próprio diretor de cinema "seu" Alfredo Hitchcock.

Tony Hitchcock, de macacão branco, a revelação da F3...

O subgerente Turbina, papeando com Graham Hill, antes da prova em Clermont-Ferrand
E Greco, retorna com a firme idéia de construir o F3 brasileiro, no bairro de Santo Amaro, SP, usando a motorização dos Renaults, que fizeram sexto e sétimo na edição de LeMans de 1965, de 1300cc, bloco de alumínio e 134 cavalinhos, isso tudo coordenado pelo Brizzi e Toni Bianco. E tendo como pilotos, Wilsinho, Bird, Luizinho e Môco.
Continua, com os detalhes da barata e sua estréia dos 500kms de Interlagos, nas mãos de Wilson Fittipaldi...
(reprodução/AE)
Saloma


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