Categoria: Automobilísmo histórico

Sexta, Nov 20, 2009



UMA PROVA PARA POUCOS...1967


O titulo diz tudo, e parece que estamos nos dias de hoje, com a falta de público nas competições regionais.
O evento foi a Prova "Valdir Figueiredo", no autódromo do Rio de Janeiro, em 1967, organizada pelos próprios pilotos, mas com supervisão da Faerj. Em duas baterias, e a segunda em baixo de chuva.


Na primeira, deu Mário Olivetti na cabeça (acima), a lenda viva do automobilísmo petropolitano e da terrinha, na primeira colocação e Jorge Mourão, fuca branca de numeral 11 em segundo, e não sei ao certo se já estava com equipamento Okrasa, porque andou muito e levou a melhor sobre a Simca de Carlos B. de Souza.
Dada a largada, pelo anel externo, Fábio Crespi, DKW #19 e Francisco Perelo, Simca #200, ficaram atrasados, depois de rodarem, em relação a galera que avançava para a curva sul. Fábio, com a barata de Renato Malcotti, uma Deka muito bem acertada, tocou muito e abusava nas curvas de lado, conseguiu se aproximar dos lideres, que já eram, Carlos Sá Motta, DKW #95 (lindo carro com o capot preto), Carlos B. Souza, Simca #78, Jorge Mourão, Fuca #11 (já andando também uma barbaridade, no meio de carros mais potentes) e Mário Olivetti, conservador e aproveitando para passar sem brigar com seu JK #29. Fábio passou todo mundo e ficou a pouco mais de 15 segundos atrás de Sá Motta, mas teve seu semi-eixo traseiro direito quebrado, e abandonou.
Sá Motta, tranquilo, diminuiu o "train" de corrida, mas foi traído pelo volante do motor que se partiu (as Dekas tinham, alguns problemas de vibração por trabalharem em giro muito alto). Mário Olivetti que já tinha passado Jorge Mourão e Carlos Souza na força do motor do seu bem preparado JK pela "Oficina Peixoto" de Petrópolis, manteve-se em primeiro lugar e Jorge depois de brigar com a Simca de Carlos Souza chegou num brilhante segundo lugar.
Segunda bateria, em baixo de chuva, teve a Deka de Fábio Crespi, largando em último, mas na primeira volta, já era líder, seguido de Dr. Jivago, Simca #78, Olivetti JK #29, Perelo Simca #200 e Abelardo Aguiar, agora com a fuca #11 fechando o pelotão. Passando a chuva, no meio da bateria, Aguiar se aproximou dos líderes e passou os Simcas e JK e se firmou em segundo. Final da segunda bateria, com Fábio Crespi, Deka #19, Abelardo Aguira, VW #11, Dr. Jivago, Simca #78, Mário Olivetti, JK #29.

E com o resultado somados das duas baterias, a dupla Jorge Mourão e Abelardo Aguiar (acima) ficou em primeiro, com 18 pontos e comentários da época, Jorge Mourão e Abelardo Aguira, fizeram uma das melhores corridas, no seco e no molhado.
Saloma
(reprodução/AE)

Segunda, Nov 09, 2009



AUTODROMO DO RIO – O SONHO QUE DUROU POUCO


Papo com Pedro “Baleiro”

"Eu era feliz e sabia. Quantas vezes descemos a Serra de Petrópolis para participar de uma prova, ou mesmo para assistir.
A pista era precária, as arquibancadas improvisadas, não existia área de escape, o público assistia praticamente na beira da pista.
E daí?
Era maravilhoso ver o público vibrando pertinho dos seus ídolos.
Esses, uns abnegados sonhadores, que tinham certeza que aquele Autódromo ainda seria grande.
Não se sonhava com fórmula 1.
Os sonhos eram bem menores, mas de muita importância.
Aqui podíamos ver os cobras do automobilismo brasileiro, não convém citar nomes, pois eram todos amantes das corridas de automóveis, e em maior ou menor escala, pioneiros, que juntamente com São Paulo, abririam caminho para outros tantos Templos de raça, habilidade e coragem.
O sonho se realizou, e foi além das expectativas, o Autódromo cresceu, em tamanho, em importância e em arquitetura.

Depois virou Autódromo Internacional do Rio, foi batizado com o nome de um carioca que chegou ao topo do automobilismo mundial: Autódromo Nelson Piquet.
Agora já temos provas do mundial de Formula 1, Mundial de Moto Velocidade, Formula Indy e as nossa competições domésticas.

A realidade superou os sonhos mais otimistas.
Estávamos nas nuvens, daí pra frente era só acertar uns probleminhas e teríamos um automobilismo à altura de São Paulo e do Brasil.
Lêdo engano. Primeiro perdemos a Formula 1 para São Paulo, quando deveríamos ter um revezamento, ou até mais de uma prova no Brasil. Depois, numa crise de "inexplicável aversão” ($$$$???) por esse esporte que promoveu o Brasil no mundo todo, um prefeitinho de merda resolve iniciar a destruição deste patrimônio, fazendo obras do PAN ($$$), ignorando áreas maiores e disponíveis, porém ambicionadas pela especulação imobiliária.
Agora teremos os Jogos Olímpicos, e a patota dos coveiros do automobilismo vai se deliciar em acabar com o atual arremedo de Autódromo, como urubus devorando os despojos do nosso sonho.
"Adeus Autódromo".
Eles serão substituídos na administração, e talvez, quem sabe, possamos voltar a sonhar.
Pedro “Baleiro”
(reprodução)

Quarta, Out 28, 2009



CLAY REGAZZONI - 1968


Clay Regazzoni, se meteu num puta acidente e saiu ileso, salvo pelos reflexos de piloto. Foi em Mônaco, na temporada de Fórmula 3, em 1968.
Na prova de F3, que antecedeu o GP de Mônaco, Clay perdeu o controle do seu Tecno na chicane, e foi direto encarar a lâmina de metal, quase uma decapitação no local.
A lamina suportou a panca e o lado direito da sua cabeça, quase fica preso. Regazzoni abaixou-se apenas o suficiente e no momento certo.
Que panca..."puta madonna"...o nome do arquivo! O material foi enviado pelo brother Divila, que em semana de F1, fica mais atento do que corujinha em Interlagos ao amanhecer, não é mesmo Sr. Ceregati!
(reprodução)

Quinta, Out 22, 2009



LUIZ ANTONIO GRECO - NIVER


Na carona do post anterior, veio na cachola e pelo que me lembro, a última vitória de Pace.
Já campeão brasileiro da Divisão 1, em 1975, participou das 25 Horas de Interlagos, nos dias 13 e 14 de dezembro de 1975, no encerramento do calendário automobilístico no Brasil. Foi com o Maveco, verde e amarelo de numeral 22, em dupla com Paulo Gomes.

Mas, essa empreitada não teria sucesso se não fosse pela batuta do "cara" Luiz Antonio Greco, o "TROVÃO"...falar do cabra é recontar a história de automobilísmo da terrinha e para isso temos uma galera informada e atenta!
Hoje é niver do "TROVÃO", e as histórias precisam ser contadas; Berlinetas, carreteras Gordinis, Bino, Mark II, F3 brasuca, El Pinar, recorde internacional na condução de Luis Pereira Bueno, coroando o feito na mão de Luiz Antonio Greco, o de 22 dias de pau dentro de Gordini em Interlagos e por aí vai...e com carinho abraço minhas lindinhas Drica e Ornella!
Saloma
(reprodução/Fasp/Sergio Sultani)

Quarta, Out 14, 2009


RETRATO DE UMA ÉPOCA


Quando vi essa foto no Blog do Flavio Gomes, não me contive e pedi autorização para republicar. Porque é assim que a coisa funciona. Mas, soube que tambem a recebi, no nosso grupo de DKW do Yahoo que mantemos. Veio do brother Augusto Sanchez, que tem o domínio dos arquivos do "Sotão da Vovó, nossa querida D. Ilde". Vendo a imagem, me fez voltar num tempo que emociona os mais desavisados das histórias da época. Para não voltar muito, as nossas saudosas corridas em Interlagos, Saloma e Flavinho na dekinha verde, que poderia estar perfeitamente aí, alinhada para largar, ao lado do Okrasinha. Que tempos...bom agora é com vocês!

Nota do blog: Galera em vez de alterar o texto acima, vamos deixar, porque equívocos acontecem. E a troca de informação foi atropelada pela emoção da imagem. Sempre fazemos a menção de créditos, seja na troca de emails ou na postagem. A foto em questão foi repassada, pelo nosso "auditor" do Sotão da Vovó, como foi dito, mas pega do blog do nosso querido Gabriel Marazzi.
Augusto, como é de seu perfil, foi rápido em comunicar o blog e muito claro em dizer que a foto não é sua, e ainda nos dá o caminho das pedras para nos deliciarmos com mais história.
Realmente foi uma prova de estreantes e detalhes da prova estão no blog dele:

http://gabrielmarazzi.blogspot.com/

E desconhecemos o autor...
Blog

Segunda, Set 07, 2009


HÁ 40 ANOS A LOLA DESENCANTAVA


Palco: Autódromo de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, julho de 1969.
Segunda Etapa do Campeonato Carioca de Automobilísmo, mostrou para que veio, fazer nas terras brazucas, a Lola T70/Chevy MKIII-V8 de 5 litros. Pilotada por Marcelo de Paoli, não teve adversários. Venceu fácil, não forçando a bagaça, chegando a fazer uma média de 121, 397km/h, na classificação, bem baixa, levando em relação a barata. Mas como nada é perfeito, tiveram que se ver com um vazamento de óleo...
Em segundo, com mais de 1 minuto atrás, nosso comparsa Sidney Cardoso, com seu Lorena/Porsche e em terceiro o Campeão Carioca, Mário Olivetti, com a sua já conhecida Alfa GTA...tanto Sidney e Mário, não puderam fazer nada frente ao bólido e já estavam prevendo um futuro complicado, se quisesem chegar ao lugar mais alto do pódio.
Com dois papões, chegados para aterrorizar a galera brazuca, a Alfa P33 e a Lola T70, que na primeira Etapa do Campeonato, quebrou na segunda volta, com a vitória de seu mais direto concorrente, a Alfa P33, que venceu com uma diferença de 10 voltas sobre o segundo colocado. Na segunda, ela não deu as caras e a Lola papou. E não podemos esquecer da volta da Ferrari de Paulo Newlands, mas não passou da segunda volta.
No grid, uma particularidade, a primeira posição, foi ocupada pelo então Campeão, Mário Olivetti e sua Alfa GTA. Em segundo, com o tempo de 1m35s7, vinha o "monstro verde", a Lola T70 e toda a sua cavalaria a sua disposição. Sidney, marcou 1m41s redondos com seu Lorena/Porsche. E Mário já comentava, nos bastidores do grid..."quando pensar em colocar a segunda, a Lola ainda vai estar de primeira e indo embora...fazer o que"....
"Sorry" grande Mário e conterrâneo, bom de braço, mas cadê o "RedBull"...he...he. E na terceira colocação, vinha o Patinho Feio de José de Moraes, com o tempo de 1m42s. E já configurava que o duelo "mortal" seria entre o Lorena/Porsche X Alfa GTA X Patinho Feio.

Deu o larga...e a cena que o Mário previu no grid, aconteceu, antes de chegar ao fim da reta dos boxes a Lola, já tinha uma vantagem de dois a três carros, e na segunda foi-se embora. Distante, vinha o Patinho Feio, seguido da Alfa de Olivetti. Em quarto, "seu" Fernando Feiticeiro, com o Mark I duelando com o Lorena de Sidney. Seguindo a fila, Luiz Lima-Prot.VW, Aloísio Renato, mais outro conterrâneo, de Alfa GTA, a Ferrari de Paulo Newlands, que reinou soberana, anos atrás em prova de rua no Circuito da Cidade de Petrópolis, Toni Lima-Prot.VW, o Fiat Abarth, branco de Carlos de Souza e o Grupo VII de Neudy Geraldes, com problemas no trambulador.
Esquecendo um pouco da Lola, que zarpou em primeiro.


Mário, na segunda volta, passa o Patinho de Moraes (na foto,uma das tentavivas de ultrapassagem de Mário sobre o Patinho feio, na primeira volta) e passa para segundo. Mais Sidney, vinha com a faca nos dentes, com o Lorena, e já tinha ganho a batalha com "Feiticeiro" e rumava para ir para cima do Patinho Feio. Mesmo com Mário passando o Patinho Feio, esse não deu trégua e foi atrás. E Sidney que chegava forte, aproveitando o duelo dos dois, vestiu-os, sem perdão!
Bem mais atrás, a "bella rossa" de Newlands, vinha com o pneu raspando no paralama; nos boxes depois de algum tempo parado, desistiu.
Na terceira volta, já com Sidney em segundo, Mário vinha em terceiro, Moraes em quarto e Feiticeiro em quinto. E fazendo uma corrida regular, Aloísio com sua Alfa GTV vinha em sexto, praticamente só. Mas na sexta volta, Moraes roda na entrada do Miolo e quebra a suspensão traseira, desistindo de vez da prova.
E na décima volta, seguia assim pela ordem:
De Paoli-LolaT70, Sidney Cardoso-Lorena/Porsche, Mário Olivetti-Alfa GTA, Fernando Feiticeiro-Mark I, Aloísio Renato-Alfa GTV, Toni Lima-Prot.VW e Carlos de Souza-Fiat/Abarth...e foi assim até o final da prova, com os dois primeiros colocando volta em cima dos demais.

Resultado final, com 25 voltas completadas pelos líderes:
1-Márcio de Paoli-Lola T70/Chevy MK III, 25v
2-Sidney Cardoso-Lorena/Porsche, 25v
3-Mário Olivetti-Alfa GTA, 24v
4-Fernando "Feiticeiro"-Mark I, 24v
5-Aloísio Renato-Alfa GTV, 23v
6-Toni Lima-Prot.VW, 23v
7-Carlos de Souza-Fiat Abarth, 23v
Volta mais rápida (piada) Márcio de Paoli, Lola T70/Chevy, 124,700km/h

É isso, mais uma história interessante, patrocinada pela AE, que nos bastidores teve muita discussão sobre a Lola T70 MKIII, que em terras cariocas seria imbatível. E isso galera, faz precisamente 40 anos...
(reprodução)
Saloma

Sexta, Ago 21, 2009


A ÚLTIMA CORRIDA DO FITTI-PORSCHE


OS 1000 QUILOMETROS DE BRASILIA #1969

A “Fittipaldi Veículos e Equipamentos” não fazia somente volantes esportivos, mas também vendia equipamentos, preparava carros e motores, e o Wilson queira fazer propaganda disso, então resolveu colocar um motor VW de 1600cc bem preparado pelo mecânico Darci de Medeiros, no FittiPorsche, apostava na resistência do motor, e a corrida de rua em Brasília, nas comemorações do aniversário da cidade, era o momento de fazer isso.
O carro estava quase pronto, e como o Emerson já estava na Inglaterra, o Luis Fernando Terra-Smith iria fazer dupla com o Wilson, porém faltando dois dias para a saída da equipe, o “Tigrão” ficou olhando um tempão para o carro já com o motor montado, e por fim falou:
“Não consigo imaginar esse carro com tão pouco motor”
Acho que nem preciso dizer que todo mundo parou e ficou olhando para ele com cara de interrogação e de concordância também, afinal era o carro de corrida brasileiro que todos queriam ver andando, e muito.
O motor e câmbio foram trocados rapidamente, mais uma série de modificações foi feita e no último instante estava tudo pronto, a pick-up laranja com grandes rodas de 9 pol., um monte de carga em cima, inclusive 600lts de gasolina de aviação para o amamentar os cavalinhos do Porsche, e a carreta com o FittiPorsche em cima partiram para Brasília, o Terra-Smith dirigindo junto com os mecânicos, Darci e Deusdedith, o resto da equipe ia depois. E foi quando começaram os problemas, era muita carga, os pneus não agüentavam e começaram a estourar no caminho, afinal eram 1200 km de estradas não muito boas.

A história da foto, por Paulo Picciuto: Nessa do Fitti-Porsche sobre a carreta, meu pai contava que foi numa viagem a caminho de Brasília, para a corrida que comemorava a inauguração da Cidade. Infelizmente outras fotos da mesma viagem se perderam. Meu pai - Francisco Picciuto - é o de macacão encostado na porta da pick-up. Ele contava que andava com o pé tão embaixo nessa viagem com a carreta, que nas curvas, ele via a traseira do Fitti-Porsche ao lado dele (parece história de pescador), acho que o Emerson e o Wilsinho não sabem dessa parte da história...
(retirados do site da Obvio para ilustrar a matéria, a imagem e a legenda original...)

Nessa época a verba era muito curta, o Wilson ia de carro com a Suzy, mas era um Porsche com dois lugares, então eu e o Ricardo“Inglês”Divila conseguimos uma carona com dois caras que iam fazer a cronometragem da Equipe BMW, eles iam no DKW do Jan Balder, era o carro que havia ganho a corrida em El Pinar no Uruguai, e as únicas modificações foram a instalação de um banco traseiro e um silenciador no escapamento, não tinha forrações, borrachas nas portas e o cambio era curto, na estrada conseguimos alcançar 109 km/h, foi uma viagem muito dura, teve inclusive um afogamento do motor no fim da madrugada e no meio do nada em Goiás, depois da troca das velas conseguimos chegar a Brasília, tão pirados que quase entramos no Palácio do Planalto. Eu e o “Inglês” não conseguimos vaga nos hotéis lotados por causa das festas do aniversário da cidade, fomos atrás do Alex Dias Ribeiro na CAMBER, estava uma loucura por lá, iam correr com o “Patinho Feio”, ele nos ofereceu o apartamento dos seus pais que parecia um albergue de tanta gente acampada.

Bom, estávamos acomodados e sem descansar fomos para a concessionária da VW que ia dar o apoio, o carro tinha sido montado, porém nenhum teste foi feito, então só tínhamos uma sessão de treino disponível para os acertos. Levamos o carro para o circuito e não deu outra, problema! A embreagem travava e o motor esquentou muito, de volta para oficina eu e o Deusdedith adaptamos um radiador óleo (de Ferrari) maior na dianteira e o “Inglês” com o Darci ficaram no motor e cambio. Mais ou menos por aqui comecei a perder a noção do tempo, cortávamos, preparávamos novas mangueiras, e o pior, não havia equipamento para içar o pesado motor e precisávamos ter acesso a embreagem, o defeito era o colar muito largo que provocava o travamento do “chapéu chinês”. Foi preciso tirar o motor no braço, amarramos uma corda e passamos um caibro e levantamos, era muito pesado mesmo, o Darci saiu em busca de um torneiro para dar um passe no su
porte do rolamento, em algum momento o Wilson chegou com comida, trouxe uns frangos assados, coca-cola, pão e o resultado foi uma tremenda diarréia no Deusdedith. Já era noite quando terminamos, faltavam minutos para a largada e não dava mais tempo para nada, então o Wilson fez uma loucura mesmo, ligou o carro e foi tocando para a largada, pelas ruas e avenidas de Brasília.
Não sei se por causa do problema da embreagem nos treinos, ou se por outra razão qualquer, o carro perdeu a primeira marcha logo na largada, e era a marcha usada na curva em subida logo depois dos boxes, a relação era para se chegar a 110 km/h com ela, e ainda tinha a saída dos boxes após os reabastecimentos, era preciso empurrar fortemente o carro para se ter velocidade suficiente e sair em segunda marcha, estava ficando difícil, a temperatura do motor tinha se normalizado, mas o radiador que tinha sido adaptado apresentou uma pequena trinca e um fino jato de óleo quente ia direto ao pára-brisa, ficava quase impossível enxergar e era noite.

No reabastecimento e troca de piloto, quando o Terra-Smith assumiu, o Wilson desceu do carro e amarrou um lenço no radiador, o óleo continuava vazando, mas pelo menos parou de molhar o pára-brisa e dava para ver a frente, e foi olhando para frente que na madrugada o Wilson encheu a traseira do “Patinho Feio”, em plena reta, a bateria do carro do Alex se soltou e aconteceu um corte no motor, o Wilson vinha muito forte e o desvio que fez não foi suficiente, bateu com a parte direita do bico do carro e foi-se uma aleta e o farol, o Alex que tinha se abaixado para tentar segurar a bateria nem viu quem bateu. A Suzy fazia a cronometragem e eu sinalizava, a cada parada nos boxes devido ao problema no câmbio, perdíamos muitas posições e caíamos para sétimo ou oitavo lugar, o carro andava muito e logo estava em terceiro, mas era horrível ouvir o motor embaralhando naquela subida que pedia a 1°, então no final da madrugada perdeu a terceira marcha. Mesmo assim o Wilson continuou a tocada, toda a equipe estava como que dopada, fazíamos as coisas sem pensar, o que me impressionava era a calma do Terra-Smith, ele não se abalava e continuava, só que já de manhã, faltando cerca de uma hora para terminar a corrida veio a notícia que ele tinha batido na curva da Torre da TV, voltou para a pista, mas logo em seguida o cambio travou geral, ele chegou aos boxes mas não tinha como continuar e assim terminou a ultima corrida do FittiPorsche.

Depois disso ainda andou, mas motor VW.Mas a aventura de Brasilia não findou por aí, estávamos há praticamente três dias sem dormir, voltamos para a oficina, montamos as coisas na pick-up e fomos para o apartamento do Alex dar uma descansada, a noite tinha a entrega de prêmios no auditório da TV, e então aconteceu o acidente com o “Moco”, estava conversando comigo quando foi chamado para receber a taça das mãos da Miss Brasília, foi correndo e ao pegar a taça pelas alças, não percebeu que o pesado pé de madeira era solto, e ele caiu bem no pé da miss, o “Moco” não sabia o que fazer, segurava o pé da taça ou o pé da miss...

Ainda fomos tomar café da manhã no hotel com o Wilson, ele tinha dormido quase 24 horas, a Suzy disse que nunca tinha visto ele tão cansado. Retornamos e dessa vez o DKW do Jan Balder veio direto para São Paulo, logo que chegamos veio a notícia que a pick-up tinha quebrado o diferencial na estrada, o Terra-Smith estava vindo num ônibus, o Deusdedith e o Darci ficaram esperando, como não havia nada em volta, compraram uma caixa de laranjas de um caminhão que passava e pelo menos não iam se desidratar. O Wilson caiu de novo na estrada para levar socorro, em algumas horas eles estavam montando o diferencial da Pick-up em pleno acostamento, assim são os mecânicos de corrida, pau-pra-toda obra, absoluta dedicação. Dois dias depois estavam chegando e trazendo o FittiPorsche de volta, foi sua última corrida com alma Porsche.

Resultado da prova:
1. Marivaldo Fernandes/Jose C. Pace, Alfa GTA, 209 v, 9h23m35.79s
2. Mario Olivetti/Pedro Victor de Lamare - Alfa GTA, 204 v
3. Ricardo Achcar/Agnaldo de Gois - BMW, 204 v
4. Emilio Zambello/F. Lameirao - Alfa GTA, 198
5. Paulo Gomes/Luis Claudio Targa - VW 1600, 194
6. Luis Carlos Torres/Boris Feldman, VW 1600, 193
7. Ugo Galina/Jaime SIlva, FNM 2000, 190
8. Dirceu Bernardin/Ernani Rodrigues, VW 1600, 190
9. Marcelo Campos/Ivaldo da Mata, Puma, 189
10. Eduardo Ribeiro/Bob Sharp, DKW, 198
11. Fernando Batista Ramos/Carlos Cerqueira Zarur, VW 1700, 188
12. Luiz Aguiar/Stanley Ostrower, Puma, 187
13. Antonio Martins Filho/Enio Garcia, Prt Elgar, 185 v
14. Hercules Nieger/Romulo Consorte - VW 1600, 182
15. Negrao Jildbrand/Ary de C Alcantara, VW 1600, 181 v

(reprodução/SiteObvio/Brazilexporters.com)
Ary Leber

Terça, Ago 11, 2009


D3 BY NIGHT #1980


Do arquivo do brother Alfredo Brito, as imagens de uma prova noturna da extinta Divisão 3. VW #3 - Ricardo Mogames, Lenços Presidente, #2 - Amadeu Campos e Amadeu Rodrigues - fuca amarelo - com patrocínio dos Ovos Asada, e Claudio Gonzales - fuca vermelho - patrocinado pelos Filtros Nasa...isso era corrida! Correção providencial do brother Fabiano.
(reprodução/arq. pessoal)

Terça, Ago 04, 2009




A prova foi encerrada há três voltas do final em razão de forte acidente na Curva do Café. Nonô Figueiredo, com o Porsche 911 GT3 RSR, vinha perseguindo o líder Daniel Serra, que estava cerca de 2s à frente. Na Curva do Café, no momento em que fazia ultrapassagem sobre o Spyder Race de Claudemir Barros, então retardatário, houve um choque entre ambos, mesmo porque o protótipo deu um lado e depois mudou de direção. Não se sabe se o piloto se desviou de atenção, mas foi um desleixo imperdoável, mesmo porque o mesmo já havia, no miolo atrazado as ultrapassagem de carros mais rápidos.

O protótipo ainda nos boxes...

...e depois da panca!

Enquanto Nonô se dirigia para os boxes com o pneu traseiro direito furado e a estrutura do Porsche comprometida em razão por ter rigorosamente “decolado”, Barros batia violentamente nas defensas da parte externa da pista.

Ao retornar desgovernado, foi colhido pela Ferrari F430 Challenge de Pedro Queirolo, da FG Racing, que ainda conseguiu desviar para evitar um choque lateral de altas proporções, embora não tenha conseguido evitar a batida.
Apesar de as conseqüências não terem sido graves – Barros teve um corte na língua e uma luxação no pescoço – a quantidade de destroços e a necessidade de resgatar o piloto imediatamente fizeram com que o diretor de prova Ernesto Costa e Silva determinasse a bandeira vermelha. Dessa forma, foi validado o resultado da 113ª volta como final.

As cinco posições do pódio foram ocupadas por carros da categoria I. O estouro de dois pneus não impediu que trio Marcel Visconde/Max Wilson/Nonô Figueiredo conquistasse o 2º posto, seguido por Eduardo de Souza Ramos, Leandro de Almeida e Guilherme Spinelli, que enfrentaram problemas de freios praticamente durante toda a corrida no Ford GT da equipe Old Boys. Valter Rossete e Norberto Gresse Filho, com Maserati Light da FG Racing, e os pilotos do Porsche 911 GT3 Cup (Scuderia 111), Guilherme Figueroa e Pedro Gomes completaram o pódio da geral.

Entre os competidores da categoria II (acima), o trio do BMW M3 da equipe Eurobike – Henry Visconde, Fábio Sotto Mayor e Ricardo Landi faturaram a vitória.
Landi, aliás, foi o único piloto desta edição a vencer em duas categorias, pois ele também conduziu o outro carro da equipe, o Volvo C30 (abaixo)...

...ao lado de Geciel de Andrade no grupo IV.
Entre os protótipos nacionais da categoria III, o grande domínio foi de Lorenzo e Paulo Varassin, com o Protótipo OCR (abaixo)...

...que lideraram praticamente todas as 98 voltas completas pela classe.
(reprodução/assesor da prova Américo Teixeira Jr.)

Segunda, Ago 03, 2009



Aos parentes e amigos ...
A missa de 7o. dia pelo falecimento de Nelson Enzo Brizzi será realizada na Igreja Cruz Torta (Mãe do Salvador), a Av. Prof. Frederico Hermann Jr. 105 - Alto de Pinheiros, amanhã, dia 04/AGO - as 18,00 hrs.
Marco Brizzi

Domingo, Ago 02, 2009



Saloma, chegando ao Templo...

Cadê...

Indo para a pista...

Já, manager da equipe! Observando Eric na pista...

...e mais um pódio!

Celso, Rodrigo, Sacoman, Saloma, Eric, Rogerio e Joca! A turma no pódio!




(reprodução)
Saloma

Sábado, Ago 01, 2009




#12-Walter Salles, Ricardo Rosset, Clemente Lunardi/GT Competições

(reprodução)

Quinta, Jul 30, 2009




Começarão nesta sexta-feira, 31 de julho, as atividades da 27ª edição da prova 500 km de São Paulo, no Autódromo Municipal José Carlos Pace (Interlagos). Os participantes da tradicional competição de endurance do Automóvel Clube Paulista entrarão na pista a partir das 11h00 para treinos livres. O sábado será dedicado principalmente às classificações e, no domingo, as competições terão início já a partir da 8h00, com o Festival de Regularidade. A corrida de 500 km terá largada às 13h05, com previsão de aproximadamente quatro horas de duração. A entrada é franca, mediante um quilo de alimento.
O presidente do Automóvel Clube Paulista e ex-piloto, Emilio Zambello, será um dos entrevistados do programa Linha de Chegada, que será exibido nesta quinta-feira pelo SporTV, a partir das 21h30. O esportista falará de sua carreira, do automobilismo em sua fase mais romântica.
O ACP é responsável pela tradicional prova de endurance desde sua criação, em 1957, e Zambello foi o vencedor da etapa de 1961, ao lado de Celso Lara Barberis e Ruggero Peruzzo, com Maserati.

Emilio Zambello (dir.) e Rubens Carpinelli, presidente da FASP (Silvia Linhares - www.retrovisoronline.com.br)

A programação completa:
Sexta – Feira, 31 de Julho de 2009
08h00 às 18h00 Expediente Secretaria
09h00 às 11h00 Vistoria Técnica 500 KM
11h00 às 12h00 1º Treino Livre 500 KM
13h15 às 14h15 2º Treino Livre 500 KM
14h30 às 15h15 1º Treino Livre Carros Antigos
15h30 às 16h30 3º Treino Livre 500 KM
16h30 às 17h30 Pista Livre Horário Promocional

Sábado, 01 de Agosto de 2009
08h00 às 18h00 Expediente Secretaria
09h00 às 10h00 4º Treino Livre 500 KM
10h15 às 10h45 2º Treino Livre Carros Antigos
10h00 às 10h45 Briefing Festival Comolatti
11h00 às 11h30 Treino Festival Comolatti
11h45 às 12h45 5º Treino Livre 500 KM
13h00 às 13h30 Classificação Carros Antigos
13h45 Briefing Carros Antigos
13h00 às 13h30 Briefing Festival Comolatti
13h45 às 14h15 Treino Festival Comolatti
14h00 Briefing Festival Regularidade
14h30 às 15h00 Classificação I e III 500 KM
15h15 às 15h45 Classificação II e IV 500 KM
16h00 Briefing 500 KM
16h00 às 16h30 Treino / Antigos Festival Regularidade / Antigos
16h40 às 17h10 Treino / Atuais Festival Regularidade / Atuais
17h20 às 18h00 Pista Livre Horário Promocional

Domingo, 02 de Agosto de 2009
08h00 às 08h30 Prova / Atuais Festival Regularidade
08h45 às 09h15 Prova / Antigos Festival Regularidade
09h30 às 09h50 Warm Up 500 KM
10h00 às 11h00 Horário Promocional Visitação no Box
10h10 às 10h50 Pista Livre Horário Promocional
11h00 Pódio / Atuais Festival Regularidade
11h15 Pódio / Antigos Festival Regularidade

11h00 Abertura Box Prova Carros Antigos
11h10 Fechamento Box Prova Carros Antigos
11h15 Placa de 5 Minutos Prova Carros Antigos
11h20 Largada Prova Carros Antigos
11h45 Chegada Prova Carros Antigos

12h00 às 12h30 Prova / Comolatti Festival Comolatti

12h00 Pódio Carros Antigos
13h30 Pódio Festival Comolatti

12h35 Abertura Box 500 KM
12h50 Fechamento Box 500 KM
12h55 Placa de 5 Minutos 500 KM
13h00 Volta de Apresentação 500 KM
13h05 Largada 500 KM
17h00 Chegada 500 KM
17h15 Pódio 500 KM

(reprodução/Assessor da prova Américo Teixeira Jr.)

Quarta, Jul 29, 2009


NELSON BRIZZI...


Mais uma lenda vai nos deixar na saudade dos tempos românticos do automobilísmo na terrinha. Nelson Brizzi, 89 anos, foi para o andar de cima...como bem disse o blog do conhecedor profundo da sua história, Luizinho Pereira Bueno, fazia milagres num tôrno, montagem, acertos e afinação em motores de competição.Talento nato nas soluções criativas, em chassis e suspensão.Muitos tiveram o previlégio de estar ao seu lado nos seus projetos e um dos de mais gosto e admiro, O Fitti-Fusca de oito cilindros com dois motores acoplados.

Relato do site Obvio!..."Na construção da barata, Nelson Brizzi chefia uma tropa de elite, como Ary Leber (projeto de carroceria) e Ricardo Divila ( projeto de chassi e suspensão), Darci ( foi mecânico dos Fittipaldi até a Fórmula 1) e José Deusdedith (solda e chapa), em aproximadamente um mês. Seus dois motores VW ligados por uma junta elástica "Giubo", de borracha, formando um único motor de oito cilindros e 3,2 litros de cilindrada, 1,6 por motor, que geravam 400 cavalos, empurrados por metanol.
Como o carro pesava 420 quilos -- a carroceria de fibra pesava 17 quilos -- dava quase um cavalo para cada quilo. O câmbio de cinco marchas era de um Porsche 550/1500 RS, assim como os freios a tambor e o sistema de direção. A suspensão dianteira era Porsche com barras de torção semelhante a do Fusca, a traseira era em parte de Formula V com molas e amortecedores redimensionados. As rodas de liga leve tinham nove polegadas na frente e 10 atrás".

O boteco se junta a dor de perda de um grande cara! Nosso sentimentos ao Marco Brizzi, seu filho.
Mais aqui sobre o Fiiti-VW...
(reprodução)
Saloma

Domingo, Jul 19, 2009


QUIZZZ QUE VIROU MATÉRIA!


Vamos falar mais dos "500 Km de Brasília", de 1967, pegando carona nos comentários do Mestre Joca e das imagens enviadas pelo Jovino do Planalto.

Na Ferradura, a GTA #23 de Lolli, SP e o KG #66 nono na geral de Gabriele e Carlos, DF e o VW #34??

Foi uma prova sem adversários para a Alfa GTA #23 de Ubaldo Lolli, que cobriu a prova em 6h41m, numa média aproximada de 80KM/h, monstrando que a falta de concorrentes, não o preocupou e muito menos obrigou a fazer uma média mais alta. Mas o que fêz esse "Quizzz" virar matéria, foi a atuação do protótipo dos cabras, Alex Ribeiro e João Fonseca. E chegou em segundo.
Realizada nos 2.800 metros, do prédio da Cia. Vale do Rio Doce até a Asa Norte, sobre o isso deixamos para Jovino e Joca falar do assunto.
Trinta e dois pilotos na prova, paulistas, mineiros, cariocas e fluminenses, goianos e da terrinha. Dado o larga, o duelo pelas primeiras posições, ficou com as Alfas TI de Zambello e a GTA de Lolli e o R8 de Marivaldo Fernandes, o magrão do Guarujá. Mas na curva do prédio da Cia Vale, Zambello capotou ao derrapar no óleo e ficou fora. E na carona, algumas voltas depois, se repetiu, com o DKW de Goiânia, de Rômulo Consorte. O R8 1300 de Marivado visitando os boxes com problemas no motor, e abandonaria.
O protótipo dos "universitários", que obteve a terceira posição depois da largada e mantendo o ritmo, passou para segundo com a saída do R8 e manteve a posição até o final.
A conclusão é a seguinte, mesmo tendo uma participação de inúmeros pilotos, o nível técnico dêste ano ficou além do que representava a prova...
Classificação final da prova:
1-Ubaldo Lolli #23, Alfa GTA, SP, 182voltas
2-Alex Dias Ribeiro e Luis Fonseca #17, Protótipo VW, DF, 176v
3-Nélder Motta e Edmar #38, VW, GO, 172v
4-Ernâni Roberto e João Laerte #99, DF
5-Vanderlei Clemente #70, VW, DF
6-Paulo César Lopes #41, Renault 1093, DF
7-Nélson Weiis e Oswaldo Amorim #14, Renault 1093, JF
8-Ênio Garcia e Antônio Martins #27, VE, DF
9-Gabriele Arena ecarlos Costa #66, Karman Ghia, DF
10-Tito Passarinho #33, Renault 1093, DF

Lengedada por Mestre Joca, Tito Passarinho #33, DKW #32 de Roberto Faria e a Alfa GTA #23 de Ubaldo Lolli

Legenda?

Nélson Weiis e Oswaldo Amorim #14, Renault 1093, de Juiz de Fora, uma parada básica para apreciar a paisagem. Só resta saber se estavam indo ou voltando de Brasília!

(reprodução/AE/Jovino)
Saloma

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