AMAURI MESQUITA - NIVER
Domingo, Jan 31, 2010
AMAURI MESQUITA - NIVER

Hoje é dia de niver, Amauri Mesquita, uma lenda viva do automobilísmo. Tocada com toque de classe, levar uma barata ao rendimento máximo, tocada suave, limpa. Nas pontas dos dedos, Amauri me ensinou a desvendar os caminhos para fazer uma subida de montanha perfeita. E sou muitíssimo grato por isso, e fizemos uma bela amizade.
Amauri, veio de uma bela ilha, Florianópolis, em Santa catarina, terrinha em que o amigo Águia não arreda o pé. Participando de provas de Quilômetro de arrancada, Subidas de montanha, Circuito de rua e pista, fez uma trajetória digna e respeito. Cara técnico e habilidoso na tocada da barata.

1963 - Sudida de Montanha
O 1º lugar geral na subida das Furnas - Tijuca, um recorde que permanece válido até hoje. Vale ressaltar que foi desta forma que Amauri Mesquita entrou para o hall das maiores vitórias do automóvel DKW-Vemag em 1963 (considerada uma das maiores vitórias da VEMAG neste ano), recebendo inclusive o premio Esportista da Auto Union Alemã por este grande feito.

1964 - #9 Circuito Cidade de Petrópolis

1968 - Amauri #177, Carlos Eryma Carneiro #85 e Chulan #111

1969 - Autódromo de Jacarepaguá, Amauri #177 e Chulan #111

1969 - Autódromo de Jacarepaguá, Amauri #177

1972 - Amauri Mesquita, pole no início da Stock Car
Amauri é uma lenda viva do automobilismo nacional...
Parabéns meu amigo e professor...vida longa!!
(reprodução)
Categorias: Carros, Esportes, Pilotos Brasileiros
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Comentários:
E o mais legal é que hoje, a gente vive "trombando" com o Amauri, nas corridinhas pela aí...
Valeu gente!
Saloma:
O Amaury Mesquita participou da primeira corrida da Fórmula Vê no Brasil, em 14/05/1967, com um Spadaccini-Vê, chegando na quinta posição.
Em 1969, com o Mini-Cooper, ele foi o segundo colocado na quarta etapa do Campeonato Carioca, atrás apenas do Sidney Cardoso, com o Ford GT-40, e venceu a quinta etapa.
Um abraço.
Ricardo Cunha
Um grande abraço a mais um dos grandes do automobilismo brasileiro.
felicidades pela passagem
jc sete lagoas
Sei lá por que eu me lembro disso...acho que para comentar aqui algum dia. Amauri Mesquita era nome certo nas minhas AUTO ESPORTE de fim dos anos 60.
Amanhã envio as fotos do evento pro Saloma postar.
O Amauri ganhou um linda camiseta que o Mauricio Morais mandou, com o denho do Mini, e o Sidney estava usando uma outra, com os densenhos do GT40, KG-Porsche, Lorena e Alfa Giulia 1600, igualmente linda. Fiquei com uma inveja das boas...Parabéns ao Mauricio pela qualidade dos desenhos, maravilhosos como sempre.
Antonio
DESCULPE O ATRASO PELOA NIVERSARIO
SUPER SAUDE E MUITOS ANOS.
FAZ TEMPO QUE ENCONTRAMOS E COMO DISSE O AGUIA VAMOS RELEMBRAR OS NOSSOS TEMPOS ROMANTICOS, ONDE VC COM O MINI COOPER, O DKW,OS PROTÓTIPOS E TUDO MAIS FOI MAIS QUE UM VENCEDOR.
SUPER ABRAÇO
JAN
Conheci o Amauri no início dos anos 70, quando eu, aos 18 anos, matava aula na oficina do João Luiz, a Motorfix, na rua Assunção aqui no Rio. O João era conhecido de meu pai porque seu irmão (Tomás) havia estudado com meu pai. O pai deles, o "velho" Tomas Woenderbag, tinha uma das melhores oficinas do Rio antigo.
O Amauri era amigo do João Luis e vivia lá - vide o Opala com a marca da Motorfix.
Andei muito de carro com o Amauri pelo Rio de Janeiro. Ele ajudava o João Luiz e sempre ia levar, buscar ou simplesmente testar o carro de algum cliente da Motorfix, e eu ia junto, feliz da vida, claro.
Ótima figura, dono de uma suavidade ao guiar que é invejavel, e isto no seco e no molhado. Fui seu "navegador" em Porsches, BMWs, Opalas mexidos, Alfas, Fuscas e em muitos outros carros. Faziamos o circuito de testes da oficina várias vezes por dia - Este circuito era (e ainda é
Amauri sempre deu muito valor aos pneus, claro. Não só na sua qualidade mas também na importância de estarem com a calibragem correta, o que nem sempre significa obedecer as recomendações de fábrica.
Seus comentários e conselhos era da maior importância. Uma vez nós estavamos num Porsche 914 parados num sinal num dia de chuva. De repente ele engata a primeira e sai rapidinho com o carro para um lado da rua. Eu não entendi nada além do susto que levei ao ver ela arrancando com o sinal fechado. Logo em seguida ele mandou que eu olhasse para o lugar que estavamos parados momentos antes, e foi ai que caiu a ficha. Tinha um carro meio torto exatamente no mesmo local que estávamos, o cara devia estar distraido e não viu a fila de carros parado a sua frente, e como estava chovendo, veio com tudo para ocupar a nossa posição. Depois de passado o susto (meu) ele disse com a maior calma - Zé, devemos olhar para trás também.
:-)
:-)
Só uma correção: o pai do João Luis e do Thomaas chamava-se João Geraldo.
Antonio
Não sei o que aconteceu, ontem tentei várias vezes deixar meu recado aqui, mas não ia de jeito nenhum, vamos ver se agora vai.
Muito bem lembrado, Amauri Mesquita sempre foi muito veloz e correto.
Não falarei mais sobre ele porque sou suspeito, quem nos conhece sabe de nossa grande e antiga amizade que mantemos em todos esses anos.
Ontem tive o prazer de comemorar com ele seu aniversário.
Amauri realiza sempre um Encontro de Carros Antigos e Réplicas no Clube da Aeronáutica na Barra da Tijuca, hoje foi mais um desses encontros. Consegui arrastar um de seus colaboradores Antonio Seabra pra lá, parece-me que gostou muito.
O domingo estava lindo, sol brilhante, árvores com sombras e agradável vento da praia acariciando as peles dos convidados.
Até a natureza presenteou o Amauri.
Abs,
Vou relatar duas passagens interessantes. Estávamos em 1994 à época da Copa do Mundo. Eu estava interessado em comprar uma Alfa GTV e tinha diversas mapeadas aqui no Rio de Janeiro e adjacências. Uma vez, telefono para ele e digo:
_Amauri, descobri um lugar em Niterói que tem algumas GTVs. Isso mesmo, algumas, dentro de um terreno murado.
Em poucos minutos, tremendo dia de semana, na hora do almoço, lá estávamos nós cruzando a Ponte Rio-Niterói. Chegando ao local, em poucos minutos, lá estava Amauri, de terno e gravata, pendurado no muro vendo os carros. Com as mangas de nossas roupas sujas, voltamos ao trabalho.
Poucos dias depois, telefono para ele e digo:
_ Lá na oficina do Zé Maria, em Botafogo, tem uma Alfa GT 1300 Junior. 'Tá meio podre, como toda Alfa que se preze quando abandonada, mas seria legal ver. Vamos lá?
Era dia de jogo do Brasil e, pouco antes do jogo, estávamos na oficina do hoje afável mecânico especialista em Alfas. Pedi para testar o carro no que o Zé me recomendou que não fôssemos muito longe. Amauri pega o carro, eu ao lado, e a voltinha pequena se estendeu. Fomos até o posto Shell na Av. Pasteur (início do Aterro do Flamengo), pusemos uns litros de gasolina para estender ainda mais a volta. Nenhum de nós pensava nas recomendações do Zé Maria.
Saímos do posto, pegamos o Aterro em direção ao Aeroporto Santos Dumont, e cada vez mais longe da oficina do Zé Maria. Amauri tecia comentários sobre o carro e nem sentíamos que estava quase na hora de todo mundo sair do trabalho e voltar para suas casas para assistir ao jogo. Fomos até o aeroporto e voltamos, trocando idéias sobre o carro que eu pretendia comprar, já pegando um tráfego mais pesado porém veloz em direção à Zona Sul. Nesse ínterim o carro começa a ficar amarrado, foi diminuindo a velocidade, Amauri reduzia e dava acelerador e nada do carro reagir. Foi parando, parando e parou quase chegando à Praia de Botafogo. Nesse momento me veio à cabeça a imagem corpulenta do Zé Maria que deveria estar de braços cruzados na porta da oficina nos esperando, nós que saímos para uma pretensa voltinha rápida. "Nossa" Alfa parada no meio da pista, os carros passavam a mais de 90 km/h tirando fino, a tal ponto que nem nos atrevemos a sair do veículo para ver do que se tratava.
_Amauri, já pensou como o Zé Maria vai nos recepcionar? Estamos f_____ e mal pagos !
Passaram-se alguns minutos que pareceram uma eternidade e nós dois ali, presos dentro da Alfinha, sem poder abrir a porta. Nisso Amauri deu a partida no carro e o motor virou redondo. Engatou a primeira e nada do carro se mover. Diagnóstico, as pinças de freio deveriam estar sem uso por muito tempo, superaqueceram e travaram. Ficamos ali por um bom tempo, até os freios esfriarem, torcendo para nenhum carro "achar" a traseira da Alfa. Mais alguns minutos e .... a Alfa se move meio claudicante e conseguimos chegar sãos e salvos à oficina do Zé Maria.
Felizmente, talvez por influência dos santos que protegem os antigomobilistas, a irritação do Zé Maria só foi externada com uma frase áspera, porém isenta de esperados palavrões. Saímos numa boa, não tão devagar que parecesse afronta, nem tão rápido que parecesse fuga.
Hoje, Sábado, Encontro Mensal do Clube do Puma - RJ, perto da cabeceira da pista do Aeroporto Santos Dumont. Lá estavam Cesar Costa, Mauricio Pontual, Pericles, Felicio com uma bela Mercedes 280 SL, Sulam, "Big", Claude, os gêmeos Pedro e Paulo, churrasqueiros oficiais, Dilson, Max "Acrílico" sem o MGA, Berek, etc... e lá pelas tantas aparece Amauri. Sentou-se ao meu lado, dei-lhe os parabéns pessoalmente e lembrei-lhe do episódio das Alfas descrito no comentário acima. Ele riu e lembrou de um pequeno detalhe: quando víamos por as Alfas por cima do altíssimo muro do terreno em Niterói, um ficava no chão dando calço com as mãos para que o outro conseguisse ver por cima do muro. Um olhava um detalhe e falçava para o outro. Aí o que estava olhando dava calço para o outro.
Abraço.
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