UMA PROVA PARA POUCOS...1967
Sexta, Nov 20, 2009
UMA PROVA PARA POUCOS...1967
O titulo diz tudo, e parece que estamos nos dias de hoje, com a falta de público nas competições regionais.
O evento foi a Prova "Valdir Figueiredo", no autódromo do Rio de Janeiro, em 1967, organizada pelos próprios pilotos, mas com supervisão da Faerj. Em duas baterias, e a segunda em baixo de chuva.

Na primeira, deu Mário Olivetti na cabeça (acima), a lenda viva do automobilísmo petropolitano e da terrinha, na primeira colocação e Jorge Mourão, fuca branca de numeral 11 em segundo, e não sei ao certo se já estava com equipamento Okrasa, porque andou muito e levou a melhor sobre a Simca de Carlos B. de Souza.
Dada a largada, pelo anel externo, Fábio Crespi, DKW #19 e Francisco Perelo, Simca #200, ficaram atrasados, depois de rodarem, em relação a galera que avançava para a curva sul. Fábio, com a barata de Renato Malcotti, uma Deka muito bem acertada, tocou muito e abusava nas curvas de lado, conseguiu se aproximar dos lideres, que já eram, Carlos Sá Motta, DKW #95 (lindo carro com o capot preto), Carlos B. Souza, Simca #78, Jorge Mourão, Fuca #11 (já andando também uma barbaridade, no meio de carros mais potentes) e Mário Olivetti, conservador e aproveitando para passar sem brigar com seu JK #29. Fábio passou todo mundo e ficou a pouco mais de 15 segundos atrás de Sá Motta, mas teve seu semi-eixo traseiro direito quebrado, e abandonou.
Sá Motta, tranquilo, diminuiu o "train" de corrida, mas foi traído pelo volante do motor que se partiu (as Dekas tinham, alguns problemas de vibração por trabalharem em giro muito alto). Mário Olivetti que já tinha passado Jorge Mourão e Carlos Souza na força do motor do seu bem preparado JK pela "Oficina Peixoto" de Petrópolis, manteve-se em primeiro lugar e Jorge depois de brigar com a Simca de Carlos Souza chegou num brilhante segundo lugar.
Segunda bateria, em baixo de chuva, teve a Deka de Fábio Crespi, largando em último, mas na primeira volta, já era líder, seguido de Dr. Jivago, Simca #78, Olivetti JK #29, Perelo Simca #200 e Abelardo Aguiar, agora com a fuca #11 fechando o pelotão. Passando a chuva, no meio da bateria, Aguiar se aproximou dos líderes e passou os Simcas e JK e se firmou em segundo. Final da segunda bateria, com Fábio Crespi, Deka #19, Abelardo Aguira, VW #11, Dr. Jivago, Simca #78, Mário Olivetti, JK #29.

E com o resultado somados das duas baterias, a dupla Jorge Mourão e Abelardo Aguiar (acima) ficou em primeiro, com 18 pontos e comentários da época, Jorge Mourão e Abelardo Aguira, fizeram uma das melhores corridas, no seco e no molhado.
Saloma
(reprodução/AE)
Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/39115 Posts similares:
TARUMÃ, SUA INAUGURAÇÃO EM FOTOS...
SHOW DE ALFAS
MAKS WEISER...
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários, Trackbacks:
Desculpe a demora. Acabo de conversar com nosso amigo Luis Felipe da Gama Cruz que me garantiu que o carro #11, propriedade do Jorge Mourão, não era Okrasa. Tinha um par de cabeçotes muito bem eleborados, com adição de material por fora dos dutos para permitir diâmetros maiores nos mesmos, um bom comando e muito bem acertado. Era 1200 cm3.
Houve um OUTRO carro, este sim, do Abelardo Aguiar que competiu numa das ediçoes das Mil Milhas com o Armando Lagoeiro, que era o maior foguete. Tinha virabrequim especial, cabeçotes Okrasa, um comando feito artesanalmente (perfil dos cames copiados de uma motocicleta BSA de competição) e um compressor suíço (?). Era 1200 cm3.
Ele, Luis Felipe, me garantiu que Okrasa, em bloco 1200, só o dele que ainda dispunha de eixo Tornado e chegava à cilindrada de 1400 cm3. Houve OUTRO piloto, Carlos Macedo, que teve um kit Okrasa para bloco 1300, que não obteve bons resultdos porque o carro não era muito elaborado em termos de comando, etc.
Onde se lê "Fábio passou todo mundo ................. mas teve seu semi-eixo traseiro direito quebrado, e abandonou" deveria estar escrito "Fábio passou todo mundo .................. mas teve A PONTA DO LADO DIREITO do eixo traseiro quebrada, e abandonou."
DKWs de corrida quebravam muito as pontas do eixo traseiro, tanto que a VEMAG desenvolveu essas pontas em aço mais resistente destinadas às competições.
Acesse este site frances. Tem acessórios Okrasa, Speedwell, etc...
http://www.oldspeed.net/
Tenho ainda as fotos do carro com o semi eixo quebrado na Curva Norte!! E a Vemaguete do meu Pai ao lado sendo desmontada para tirar o semi eixo afim de que eu pudesse largar na segunda bateria.
Tomara que meu amigo Evandro Aguia com quem fiz algumas provas em dupla no seu ESCORT
Leia seu Blog e entre em contato comigo via email.
Crespi.fabio@gmail.com
Abraco a todos!
Fabio Crespi
Deixe seu comentário:


Assine por e-mail