PAPOS COM SEABRA...
Quarta, Out 21, 2009
PAPOS COM SEABRA...
O PILOTO IDEAL...
Por Antonio Seabra
Quando o assunto é comparar pilotos, o fator preferencia pessoal entra em cena, e ai fica complicado: é como discutir preferencia por um time de futebol, por um partido politico ou por uma religião, NUNCA vai se chegar a um acordo, e as posturas passionais tornam-se inevitáveis.
Apesar disto, mesmo sabendo que vou trilhar um caminho taiçoeiro, resolvi me arriscar um pouco nessa polemica.
Antes de mais nada, devo esclarecer a minha preferencia pessoal pelos seguintes pilotos da F1:

José Carlos Pace (Moco) - 6/10/1944 a 18/3/1977, GP: 73, Venceu: 1

Gilles Villeneuve - 18/1/1950 a 8/5/1982, GP: 67, Venceu: 6

Ronnie Peterson - 14/2/1944 a 11/9/1978, GP: 123, Venceu: 10

Jochen Rindt - 18/4/1942 a 5/9/1970, GP: 62, Venceu: 6, Campeão Mundial:1

Jim Clark - 4/3/1936 a 7/4/1968, GP: 72, Venceu: 25, Campeão Mundial:1963 e 1965
Em seguida, vale dizer que todos estes foram da "minha epoca", ou seja, não sou um neófito. Estou mais pra Matuza... E, como não fui torcedor fanático nem do Senna e nem do Emerson, fico muito a vontade para falar (bem) desses dois. E tambem para criticá-los, quando pertinente.
Feito o esclarecimento, começo por dizer que as resenhas que se faz sobre os pilotos brasileiros estão eivadas de meias verdades, que repetidas a exaustão viraram dogmas. Destaco 3 delas:
(I) O endeusamento do Senna, a ponto de não se poder fazer qualquer minina critica ao cara, sob o risco de sermos cruxificados e queimados vivos.
(II) A história de que o Emerson "deu" o campeonato "post mortem" ao Rindt, quando na verdade, antes do Emerson herdar a liderança da corrida nos EUA com a quebra do Stewart (lider) e com o "splash and go" do Pedro Rodriguez, o Ickx (unico que poderia derrotar o Rindt naquele fim de campeonato) já tinha perdido qualquer chance de vitoria, depois de ter ido para os boxes quando estava em segundo, e ter voltado entre os ultimos. Então, qualquer outro que vencesse, o Ickx estaria fora da disputa e o Rindt seria campeão, já que a vitoria era absoutamente necessaria para que o primeiro permanecesse na disputa.
(III) a afirmação de que o Emerson não era rapido e que so ganhava corridas na estrategia. Quem afirma isto não se lembra que ele disputou corridas memoraveis contra ninguém menos do Jakie Stewart em 71 e 72, e que em 73 disputou palmo a palmo com o Peterson, com carro igual, o rotulo de mais veloz da dupla.
Dito isto, vou colocar a "minha verdade" sobre os brasileiros mais destacados.

EMERSON - foi um pilotaço, um cara que era extremamente rápido, tinha um enorme controle do carro, era um mestre nas escorregadas longas com o carro absolutamente sob controle, desenhando trajetorias perfeitas (basta ver as fotos dele com Lotus 72 e com o Mc Laren M23). Era também um grande acertador, tendo tido ideias brilhantes, tais como disputar uma corrida de F3 no antigo traçado de Silverstone (mais de alta, menos curvas e chicanes de baixa) com pneus mais finos, para ter mais velocidade de retas, o que facilitava ultrapassar; ou de mudar os aerofolios traseiros mais pra tras, na Lotus F1, para ter o mesmo "down force" (força x braço de alavanca) com menos area de arrasto, compormetendo menos a velocidade de reta, pra ficar só em 2 exemplos. Foi o piloto mais inteligente que já passou pela F1, sendo o melhor estrategista de corrida, e sendo o cara que melhor sabia preparar uma ultrapassagem. Estudava o adversário, as condiçoes de pista, dava um espaço antes de uma determinada curva onde ele fosse mais rapido para, saindo mais depressa, ganhar mais velocidade no fim da reta e dar o bote na freada. Seu maior defeito era, em situções dificeis, se irritar com fatos extra-pista, e deixar que isto afetasse o seu desempenho na pista. Mas, quando estava no dia dele, era imbatível.

SENNA - pra mim foi o piloto com maior determinação e maior poder de concentração que eu já vi correr. Vivia e respirava F1 25 horas por dia !
Sua capacidade de concentração era de tal ordem que, apsar de ser o piloto com maior preparo fisico em sua epoca, quando terminava uma de suas voltas voadoras, saida do carro visivelmente esgotado ! Dava pra ver na sua expressão que ele havia colcoado tanto de si naquela UNICA volta, que tinha queimado todo as suas energias vitais em 1,5 a 2 minutos de duraçao daquele giro. Seu reflexos tinham tempos de reação curtissimos, permitindo que ele fizesse manobras espantosas. Vide as 3 reduções de marcha feitas antes do choque fatal na Tamburello. Porem, se ele se distraisse e perdesse o nivel de concentração, podia cometer erros bobos, tal como o choque com o guard rail na curva antes do tunel, em Monaco ou o acidente similar na Australia (deixando a vitoria para o Piquet, com a Benneton), ambas em corridas que ele liderava com enorme folga. Sua determinação o levava a treinar intensivamente sob condiçoes criticas,o que lhe rendeu a incrivel capacidade de andar muito na chuva. Seus pontos fracos eram a emotividade, que o colocava em situaçoes desnecessarias, tais como nos acidentes com o Schlesser em Monza, com Nakajima no Brasil, na rodada no Brasil em 94, ou no acidente com o Mansell em Portugal 89: em vez de deixar o Mansell, que estava mais rapido, mas estava correndo sob bandeira preta, ultrapassa-lo, resolveu jogar duro e criou a oportunidade para o ingles toca-lo e tira-lo da prova. O proprio acidente com Prost no Japão, foi desnecesario, já que ele estava muito mais rapido e ainda tinha 6 voltas pra tentar a ultrapassagem numa curva de media pra alta. Mas ele, por pura falta de controle emocional, quis passar por fora na primeira oportunidade, e não pensou que aquela curva de baixa era o ponto ideal para que o frances maquiavelico causasse um acidente, sem riscos de se machucar, e que lhe daria (e deu) o titulo. As condições extra-pista igualmente mexiam muito com ele, e junto com o seu egocentrismo exacerbado, as vezes o estimulavam a desempenhos excelentes, porem, as vezes o levavam a atitudes idiotas e desnecessárias, como no acidente com o Prost na largada do Japão em 90. Curioso que as "viuvas do Senna" nunca admitem que este acidente foi tão de Dick Vigarista como os do Alemão com Damon Hill e com Jacques Villenenuve.

PIQUET - era rapidissimo, abusado, e era inteligente. Eu o definiria como uma mistura bem feita entre a inteligencia do Emerson e a coragem do Senna (não vale aqui considerar só o Piquet da fase final da carreira). Era também um cara astucioso, o que, em niveis normais, é uma qualidade desejável. Mas as vezes exagerava nesse quesito. Do mesmo modo que exagerava na franqueza, que poderia ser vista como excesso de siceridade ou como falta de educação (Barão de Itararé;). No inico da carreira eclipsou ninguém menos do que Nikki Lauda. Depois, formou uma dupla fantastica com o Gordon Murray, que deveria ter tido muito mais sucesso, nao fossem os Brabhams deste periodo carros tão frageis, ou se Ecclestone não tivesse optado pelos pneus Pirelli em 85, ano em que o BT54 era um carro excelente. Fez algumas da mais lindas ultrapassagens da F1, sobre o Senna na Hungria, sobre o Villeneuve na Argentina 81 (ninguem comenta, ms foi linda) e no Brasil em 82. Depois do acidente em Imola, ficou com os reflxos nitidamente comprometidos, só se recuperando na fase final da carreira, quando já estava na Benneton, onde teve alguns grandes desempenhos. Apesar do grande comprometimento com as corridas até o bi campeonato, Piquet nunca deu prioridade a ter um preparo titulo adequado, e teve seus momentos de desinteresse, nos anos de Lotus. A sua teimosia e irreverencia, foram fatores que dificultaram seu progresso, como por exemplo a insistencia em criticar a Ferrari e a Mc Laren, o que tirou suas chances de correr nestas equipes. Outro ponto fraco era seu desempenho apenas medio em pistas molhadas.
PACE - Aqui fica mais dificil, dado que é um dos meus maiores idolos das pistas, junto com Bird e Gilles. O Moco talvez tenha sido o piloto com maior habilidade natural entre os 4 citados (pronto, vou tomar porrada das viuvas do Senna...), e também era um bom acertador de carro. Dedicado e batalhador, se destacava mesmo pela fantastica capacidade de guiar carros de qualquer tipo, modelo e caracteristicas. Por isto, quando não dava pra acertar , ele ia lá e buscava o tempo no braço mesmo. Só quem o viu guiar sabe o que eu estou dizendo, ele não era mesmo deste planeta. Mas tinha muitos handicaps negativos: (I) O Moco primou pelas decisões erradas na hora de escolher as equipes pelas quais iria correr. Deixou de ir pra Ferrari pra ficar na Surtees, foi correr de Pygmee na F2, entre tantas outras opções melhores. (II) o seu estilo "bota pura" fazia com que ele não fosse um bom estrategista. Quantas vezes detonou os pneus no inicio das corridas, tentando manter uma liderança inicial. (III) Seu preparo fisico era inadequado, pra dizer o minimo. Exemplo foi o fato de ter cehgado a correr com a cabeça amarrada por tiras de couro, por não ter o pescoço desenvolvido o suficiente para aguentar a aceleração lateral, e perdeu uma vitoria certa na Argentina em 1977, quando na ultima voltas estava liderando por larga margem, por ter terminado a porva esgotado e desidratado. (IV) O Moco foi um dos maiores azarados na F1, só perdendo este titulo para o Cris Amon.(V) sua forte emotividade, seu jeito de boa-gente e sua ingenuidade não eram compativeis com a conquista de um campeonato mundial; Entretanto foi denominado por seu biografo como "o campeão mundial sem titulo", muito apropriadamente.
Bom, não vou falar mais do Moco. Só vou lembrar que o Luis Antonio Grecco, um inegavel conhecedor do talento de pilotos, disse e deixou gravado, pra quem quiser ouvir: "Eu só conheci 3 Extra-Terrestres na F1: Clark, Moco e Senna."
Com uma afirmação todos deverão concordar: tivemos quatro grandes campeões na F1, que estão entre os maiores pilotos do mundo, em todos os tempos. Não é a toa que juntos, somam oito titulos mundiais. E teriamos nove, se o Moco não tivesse morrido.
O piloto ideal teria de ter a velocidade e o arrojo do Moco, a inteligência e a estratégia do Emerson, os reflexos, a determinação e a concentração do Senna, o relaxamento e a astúcia do Piquet. Seria imbátivel !!!
Antonio Seabra
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Comentários:
Esta foto do Rindt foi uma grande "sacada" tua !!!! Deu a oportunidade aos amigos do boteco de rever a bela Nina Rindt ! Jochen Rindt, que era rapido na mesma proporção que era feio, empatou com o Piquet (casado a Holandesa Silvia Tamsma, mãe do Nelsinho) e o Beltoise (casado com a irmã do Cevert) no que tange a serem casados com mulheres lindas !
Valeu por ter colocado o comentário...agora vou esperar pelas porradas !!!
Abraço
Antonio Seabra
"No mundo todo, existem cerca de 25 homens pilotando um Formula 1. Desses, apenas 5 tem condições de ser Campeão Mundial. Eu sou um deles, portanto, penso que posso me considerar bom!"
Aliás, para sentar numa barata dessas, não se pode ter nada de bobo.
Alí, o mais otário dá nó em pingo de éter e apara as pontas.
Ah, foi muito bom ter ouvido ao vivo tuas histórias e considerações no nosso almoço com o Hugo, aquí em itaipava.
Uma coisa interessante entre seus "favoritos internacionais" é que com exceção do Clark, um exemplo de suaviade na condução de um carro, todos eram tidos e havidos como "vacas-bravas" (no bom sentido)...
Parabéns!
Concordo com vc. (apesar das pedradas que poderão vir por aí...).
Essa relação contempla pilotos excepcionáis. Todos fora de série dentro de um cockpit. Fora de um carro de corridas é que a coisa muda. É onde aparecem as maiores diferenças de personalidade que vão refletir no desempenho de cada um na pista.
Jim Clark era introvertido e tímido, mas um foguete em qq. carro. Seu desempenho nos Ford Cortina Lotus são dignos de um Bird nas Berlinettas.
Dentro das frágeis e perigosas (até mortais)criações de Colin Chapman era quase imbatível. Tinha a mesma finesse dentro e fora de um carro.
Gilles Villeneuve e Ronnie Peterson eram de um arrojo e coragem sem igual.
Destemidos, guiavam com o coração. Tanto que Gilles morreu na prova seguinte à que foi desestabilizado emocionalmente por Pironi que o ultrapassou quando havia combinado de não o fazer.
Rindt era velocíssimo. Imbatível na F2. Acho que a frase do Bernie Ecclestone para o Rindt em 1968 diz tudo:“ Se você quiser ganhar corridas, vá para a Lotus. Se quiser sobreviver, vá para a Brabham”.
Jochen Rindt foi campeão póstumo pela Lotus.
Emerson é um piloto cerebral. Calculista, paciente, e trata bem do carro. Sua importancia para nós extrapola as pistas, pois foi quem corajosamente abriu as portas e pavimentou o caminho para brasileiros na Europa e EUA. Fora das pistas, segundo Jô Ramirez que trabalhou com ele, e tb. com quase todos os campeões brasileiros, era de personalidade difícil. Sempre queria as coisas à sua maneira, e nem sempre essa maneira, era a melhor. Talvez daí, nosso fraco desempenho na A1GP.
De Ayrton Senna quase tudo já foi dito. Ainda segundo Jô Ramirez, seu mecânico e grande amigo na Mclaren, Ayrton podia se concentrar absolutamente por uma 10 voltas. Conseguia portanto poles fantásticas e impecáveis. Já durante as corridas, caso largasse mal, a história podia ser diferente. Chico Rosa declarou a mesma coisa. Era muito emocional, e queria vencer a qualquer custo. A porrada em Mônaco mostra bem sua emotividade. Abrindo a cada volta, quando soube que Prost herdara, lá atrás, a 2a. posição, não diminuiu apesar dos veementes pedidos do Ron Dennis. Quando atendeu Ramirez ao telefone, depois de horas de insistencia deste, estava aos prantos e disse: "Sou o maior idiota da história."
Na sua última corrida pela McLaren, já no grid, apertou a mão do Ramirez, e chorando, disse que iria ganhar aquela para o time. Ganhou.
Piquet talvez seja o mais completo deles todos, mas aí entra sua excessiva irreverencia. Não só era rápido, mas o que mais entendia de mecânica e de carros entre todos os citados.
O Pace, coloco no mesmo estilo do Peterson. Ou tudo, ou nada! Pena ter tido vida curta. Certamente nos daria também muito mais alegrias.
Sou admirador do Andretti (do Mario!). O considero um "operário" da velocidade. Sem o glamour dos europeus (era mais americano do que italiano apesar de ter nascido na bota), conseguia pilotar, e ganhar, com qualquer tipo de carro. Midget, oval na terra, oval no asfalto, Sport protótipo, Indy, F1, o homem ganhou de tudo!
Hugo
Uma análise interessantíssima e, se me permite, vou replicar por aí.
Fico aqui lembrando comentários do Luizinho a respeito da habilidade do Moco e ele, com o jeitão humilde que tem (é é bem humilde) ao ser perguntado como fazia pra pilotar carros diferentes e se sair bem em quase todos dizia que em 3 ou 4 voltas, dava pra tirar praticamente tudo de um carro e saber se prestaria ou não. 3 ou 4 voltas!!! parece brincadeira! A condição pra isso era ter sensibilidade "e que o Moco era genial nisso". Acrescento: ele é consultor dos Maverick do Reinaldo e do Amilton no campeonato paulista de F 5.000 ou Formula livre, nem sei o nome direito, enfim... numa sexta feira de treino, apareci por lá e um dos mavecos estava com problema na suspenção traseira que necessitava de um apoio, trava, sei lá. Qdo levantaram o carro fui olhar onde se poderia mexer pra resolver o problema e não vi onde isso poderia ser fixado. Comentei com o Luizinho e ele deu a receita a lá "ovo de Colombo" e eu me recolhi a minha insignificancia de torcedor que "achava saber alguma coisa"...e acrescentou que o Moco fazia igual, td no "estalo" Puro gênio. Sou fã contumaz do Emerson desde os tempos de Gordini, crítico acerbo do Senna, Fã declarado do Nelson, e um ardoroso defensor do Moco, pra mim, o melhor disparado dos 4.
Parabéns pela impessoalidade de seu texto, retratando tecnicamente o que de melhor já apareceu por aqui e por aí.
jc sete lagoas
caro saloma estou com as fotos de um chassis avalone lola que vi semana passada
era um charutinho,suspensao de 2 leques dianteira,motor trazeiro em cromo molibdenio
o cara falou que era avalone lola
serz possivel
jose carlos
Vou tentar adicionar algo aos comentários:
Fritz: ter o teu aval é uma honra !!! Afinal voce conviveu e "misturou os bigodes" com a maioria destas feras !!!
Pedro: Voce lembrou muito bem, o Clark, além de tudo era humilde: "acho que posso me considerar bom", vindo dele, é ótimo. O nosso econtro em Itaipaiva foi fantastico. Agora vamos conhecer o resto da galera do boteco, inclusive o "sindico", em São Paulo, no dia 31/10 ! Tenho aprendido muito não só aqui, mas nas conversas com voce e com Hugo. E tem sido muito divertido lembrar pessoas e fatos.
César: De fato, com suavidade (Clark/Emersom) ou com arrojo (Moco/Gilles/ Peterson/Piquet/Senna/Bird) todos arrancavam o máximo do meio mecanico, todos eram dotados de incrivel habilidade, todos estavam, de uma forma ou de outra, acmia da "turma". Esse, a habilidade, é o traço de união entre eles. Quanto ao Emerson, quando ele se irritava, ele se "esquecia" do quanto era capaz. Vide Monza 73, que ele podia ter partido pra cima do Peterson mais cedo, mas ficou esperando a ordem do box, se irritou e não lutou com todas as forças no final. E lembre do Calrk do Cortina Lotus, como o Hugo bem mencionou !!!
Hugo: seu comentário é irretocavel. Fantastico lembrar que o Clark de Cortina Lotus era um show a parte, e lembrava o (incrivel) Bird. Não ter lido as memorias do Jo Ramirez é uma falha que eu devo reparar "asap".
Grande lembrança: Mario Andretti. Um dia peço ao Saloma pra fazer um post só sobre ele.
Regi: O "Peroba", por tudo que significou para o nosso automobilismo, por toda a sua capacidade como piloto, é um dos maiores fãs do Moco: não poderia haver opinião mais abalizada. Comunhão de ideias quase total: não chego a ser um critico acerbo dao Senna, só não sou cego com relação aos pontos fracos dele. Resumindo, não sou "viuva" do Senna.
Saloma: mais uma vez, obrigado pelo espaço. Estou ansioso que nem noiva no altar, pra nos vermos (todos) lá no Templo, no dia 31/10 !!
Abraços
Antonio
Que privilégio !!!
Concordo com 99% do que Voce escreveu.
Um abraço,
Caique.
Acho que o livro do Jô Ramirez ainda não foi lançado. O que coloquei foram pitacos colhidos de suas antigas entrevistas. O homem saiu do México pelas mãos do Ricardo Rodrigues foi para a Europa, e arrumou um primeiro emprego na Maserati. Daí pra frente foram só sucessos. Passou por todos os times de ponta na F1. Nos sport protótipos esteve com o John Wyer e os Fordões de Le Mans. Mudou-se para os EUA, esteve na Indy, e voltou para a europa. Para mim, é o cara que mais entende da "velha" F1 que existe. Também estou sêco para ler sua memórias.
Abraço,
Hugo
Abraço
Antonio
Pedro, concordo , quando o cara tava com "as pestes" , ter ele no retorvisor era a visão do inferno...mas se ele se irritasse, que arrumava a ulcera era ele.
Abraço
Antonio
E O CLARK É O MAIOR....
Abraco Amigo!
Sydney
ô Fritz, dá pra pegar uma ponte? vc aproveita e visita o velho, na segunda tá de volta... ugh!!!
Fico 6° e sabado. O Pedro vai comigo.
Antonio
abs
Sem contar que vem gente nova da confraria, então vamos dar boas vindas...
Tudo de grátis, com direito a estacionar no antigo sol.
Vamos ver se conseguimos juntar uma galera boa dias 29/30!
Esta 9a. etapa do Paulista promete ser muito concorrida, com um bom grid. Depois de tanto tempo parados por conta das obras da pista, a turma está sêca para andar! Já soube que tem gente até alugando carro...
O Antonio Seabra e o Pedro Baleiro vão na quinta pela primeira vez. Eu sigo na quarta. Ficaremos no Íbis Interlagos Tel.(11)5633-4800 que é BBB (Bom, bonito e barato)! É relativamente perto da pista, das janelas dá para se ver o Mergulho e a Junção.
Aí vai a programação para ver se o Fritz se anima:
Teremos de tudo durante o final de semana:
Classic Cup (Treinos na sexta. Classificação e prova no sábado dia 30)
E mais: Spyder Race (2 baterias). Sempre um bom grid.
Marcas e Pilotos (2 baterias)
Stock Paulista (antigos Omega da Stock)
Fórmula São Paulo (prá quem curte monopostos)
Históricos V8 5000
Força Livre
Clássicos de Competição
E ainda tem os impagáveis papos e mentiras no bar da Emília!
É tudo "di grátis" e com estacionamento. Entrada pelo Portão 7.
Vamos lá pessoal, a temporada está terminando!
Grande abraço,
Hugo
O Hugo, a pedido, já respondeu por mim (eu estava no carro, indo para o aeroporto, para Fortaleza). Eu já te mandei o meu telefone por e-mail.
Antonio
Confesso que sou sennista. Mas antes disso, fui Emerson, acho o Wilsinho ducacete. Vi o Stewart na pista, vi Lauda, vi Prost, vi Mansell, enfim, vi tanta coisa que gostar ou não do Senna não faz diferença num ranking desses.
O Pace tem um 'palmares' de resultados que não confirmam o que dizem dele. Era bom, torci ppor ele, fiquei doido na arquibancada do Gp Brasil de 1975, mas foi batido por Reutemann, um eterno vice - campeão, pilotando carros iguais.
Um ausente desse ranking, o Lauda, não pode ser esquecido, não só por seus títulos, nem por sua notória velocidade, mas especialmente por sua história de vencer o medo e ser campeão de novo.
O que achei mais legal foi ver tantos mortos entre os melhores: sempre penso como seriam os cinquenta anos da F1 se não morressem tantas feras. Acho que Peterson seria campeão; Villeneuve seria campeão. Pace, tenho dúvidas.
Opinião, cada um tem a sua. Com eu disse, é que nem religião.
Discordo que o Lole tenha batido o Moco: Só aconteceu em 74, ano em que o Pace entrou para a Brabham quase no final do ano, e o carro dele NÂO ERA igual ao do argentino (não tinha as mesmas molas de titanio, e outras cositas mas). De 75 em diante o Moco sempre andou na frente dele. E o argentino era mesmo meio sortudo (vide a vitoria na Alemanha em 75, todos furaram pneus, ele não, e muitas outras mais).
Quanto aos palmares, podemos filosofar: os dois pilotos que o Clark considerava como seus mais fortes adversários, Amon (páreo duro pro Moco em materia de azar) e o Gurney, tiveram parcos reusltados na F1. O Gilles considerava o Reutemann como sendo um dos melhores (eu não !)...Moss nunca foi campeão. Surtees, Hulme, Hill (pai e filho), Hunt, Jody e Jones foram (não estou desmerecendo-os, o Graham e o "Urso Velho" foram muito bons, e os demais eram rapidos, mas...)
Alguém aqui já viu foto do Prost ou do Lauda "de lado" ? Não eram exemplos de habilidade pura, eram pilotos concentrados, perfeccionistas, que se tornaram fortes a medida que os pneus e os carros asa foram tornando andar no "trilho" mais importante que a habilidade, pra "chamar" tempo.
Mansell só passou a andar na frente do Piquet depois do acidente da Tamburello, que deixou o Piquet mais lento, e depois do acidente do Frank, quando o Head passou a dar prioridade a ele. Sem duvida era um cara rapido, embora tipo vaca braba. Mas, estava longe dos melhores.
Se fosse pra destacar mais alguém, além dos que eu citei inicialmente, eu colocaria Andretti (pai, claro), Amon e Ickx.
Bom, isto é só a minha opinião. Respeito a sua.
Abraço
Antonio
Já dise isso aqui, mas vou repetir o que o Andretti disse dele:
"Se o Amon fosse coveiro, ninguém mais morria!"
Por falar nisso, confesso tb. que não achei nada legal "ter visto tantos mortos entre os melhores..."
Legal é ver que, décadas depois, talentos como Clark e Rindt (campeões) e Peterson e Villeneuve (mesmo sem serem campeões), embora prematuramente falecidos, ainda são reconhecidos.
Para comparar sobre ‘ser veloz’, o legal seriam os tempos de treino, mas não há nenhuma ferramenta de comparar tempos em treinos.
Eu não sabia das diferenças entre os carros de Pace e Lole.
Fica aí um pedido ao Saloma: hora dessas falar (ou arrumar um de seus colaboradores), para contar melhor a carreira do Pace na F1.
Concordo que o ‘palmares’ não conta tudo do piloto e o melhor exemplo é o Vileneuve: uma lenda na história da F1, mesmo com resultados pífios.
E também concordo com a lista de campeões que não eram lá essas coisas: Surtees, Hulme, Hill (pai e filho), Hunt, Jody e Jones não dão vontade de falar sobre suas vitórias.
Obrigado pelos comentários e pelas informações.
Walter
Como eu disse, compare de 75 pra frente.
Em 74 o Pace entrou no fim da temporada, e o Reutemnann (1° piloto) ganhou na Austria (o Moco fez uma corrida de espera, andando em 6°, e perto do final atacou: passou o Peterson, o Emerson, o Lauda e Regazzoni, e estava se aproximando rapido do Lole, quando o BT44 parou: uma braçadeira que prendia a mangueira da alimentação de combustivel soltou e a mangueira escapou ! Acho que numa Autoesporte da epoca tinha a foto do Moco chutando o carro. Reza a lenda que ele mandou cormar a pela e colocou no meio do volante do seu carro) e nso EUA , com o Moco em segundo. São as duas vitorias a mais.
De 75 pra frente a coisa mudou. O Moco andou na frente na Argentina, mas rodou, e depois ganhou no Brasil. O Lole ganhou na Alemanha na corrida que eu citei antes, dos pneus furados. Só pra alimentar a polemica: o Moco meteu uma penca de segundos 9eu disse SEGUNDOS) no Reutemann em Nurburgring, na classificação. Foi a melhor volta de um motor Ford no velho traçado, em 7 minutos cravados, e largou em segundo, só atras do lauda, Mas na frente de Rega, Emerson, etc.
Bom, vou checar os tempos em algum site, mas se a memoria não falha, o Moco levou vantagem em 75, e em 76 nem tem graça, com o BT45-Alfa o Lole não andou nada.
Se voce tem interesse em saber mais do Moco, recomendo ler o livro "Jose Carlos Pace, um campeão mundial sem titulo", do Luis Carlos Lima.
Abraço
Antonio Seabra
Abraços
Prazer te ver por aqui no boteco do Saloma (que eu vou ter oportunidade de conehcer pesoalmente este fim de semana em SP). To devendo o almoço e voce tá devendo procurar as fotos dos velhos tempos, tiradas com a tua Miranda com lente Vivitar, no traçado antigo do Autodromo de Jacarepaguá !!!! Quero ver também as fotos do tempo em que voce correu de Passat D1, e, embora eu não tenha acompanhado in loco, sei que voce andou bastante bem, até parar por falta de patrocinio. Aliás tinha de ter andado bem, dado o "professor", e o exemplo em quem se espelhar..tivemos um bocado de "aula" de "gratis", com um cara que tinha um puta braço, né?).
Grande abraço, meu amigo.
Antonio
Grande fim de semana para voces e pros outros "comparsas". Espero poder conhecer a turma também em um GP. Achei as fotos do D1 (só 3, as outras ficaram pelas paredes da vida e não tenho os negativos)e algumas do começo no kart, mas as do Toninho e do autódromo ainda não achei, vou precisar fazer uma "busca". Espero que a mulher não as tenha jogado fora (elas têm esse hábito, não as interessando...lixo). Grande abraço para todos aí e bons eventos, pois o final de semana aí vai estar recheado de atrações.
inveja é uma merda.
aauahuahauhauhauha
simply the best.
nem preciso falar.
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