AUTÓDROMO CARIOCA, TCHAU! #2

Segunda, Out 05, 2009



AUTÓDROMO CARIOCA, TCHAU! #2


A revolta em cima da destruição de uma parte da história do automobilísmo da terrinha, principalmente a carioca, faz com que as manifestações de repúdio aos atos dos governantes,ocupem espaço na mídia. E como não poderia de ser, recebemos emails da galera que andou, ou participou indiretamente no palco carioca do automobilísmo.
Aqui vai mais um relato de uma das lendas vivas, Nelson Cintra...

"Saloma, não sei se voçê entendeu a minha revolta??
Sou da primeira turma que correu neste autódromo, acompanhei tudo por estes anos, até hoje.
Voçes não tem idéia de como era. Era um negocio de malucos, varios outros loucos como eu conseguiram um sonho.
Só para ter uma idéia, era danado chegar lá, rua de terra, cheias de buraco e lama, os carros rebaixados batendo o carter no chão.
A pista, para ter uma idéia, pela foto inédita que estou mandando, acostamento como falavamos, e negocio de filme americano,
Área de escape o que e isso???????

Nesta corrida realizada em 1966 Campeonato Carioca de Estreantes - 3 etapa. Vemos Sergio Cardoso de Alfa, Beto Sucupira indo para a lama de Gordini, eu ja na lama de Gordini e um JK ja na lama, pois uma Simca tinha quebrado o motor e espalhado óleo no "S".
A inauguração Autodromo foi no dia 10 de julho 1966".
Um Abraço.

Nelson Cintra



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Comentários:


Comentário de: Nelson Cintra

Valeu Saloma
Obrigado pela *Lenda Viva*
Eu so corri atraz de um sonho.
abraços.

PermalinkPermalink 05.10.09 @ 23:02



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Não tem o que agradecer. Acho que todos vcs, Sidney, Gama Cruz, Olivetti, Lomba, Aranha, Achcar...só para citar alguns da terrinha, devem estar de coração partido, mesmo porque, estão tirando uma parte do nosso quintal!

PermalinkPermalink 05.10.09 @ 23:07



Comentário de: Antonio Seabra

Eu até gosatva mais desse traçado inicial, embora não houvesse areas de escape, o asfalto fosse rugosos, etc. Mas era bem seletivo, com curvas pra quem tem braço. O traçado definitvo, embora muito seguro, alternva trechos seletivos com trechos que exigiam um bom carro e paciencia, pra não perder tempo. Ou seja voce se matava pra tirar tempo entre a Sul a e curva dos 90, e se não tivesse um carro acertado pra contornar a curva da Vitoria redondinho, perdia tudo na reta oposta. Da Pace até a norte, ele era seletivo outra vez, mas o retão looongo matava quem não tinha muito motor pra empurrar.

Não dá nem pra falar mais na CRETINICE dos politicos que nos roubaram o autodromo, Ma como disse o proprio Nelosn, nós também não fizemos quase nada para salva-lo.

Antonio Seabra

PermalinkPermalink 05.10.09 @ 23:28



Comentário de: Pedro Henrique "Baleiro"

Nelson, que saudade né? A gente fazia o maior esforço, mas não deixava de ir lá. Eu peguei o NOSSO Autódromo já um pouquinho melhor, pois comecei em 69, depois de ter assistido e aprendido um pouquinho com vocês. Daquí de Petrópolis desciam vários apaixonados, uns para assistir e outros para correr. Vou citar alguns que andavam naquela época, espero não esquecer ninguém (me ajude, Saloma). Aylton Varanda, João Varanda "Jiquica", Mário Olivetti, Renato Peixoto, Carlos Bravo, Helvio Zanatta, Renato Kreischer, Aloisio Kreischer, Giovani Bianchi, José Américo Velozo, Henrique "Bola" Thornaghi, Melo "Maluco", João "Gago" Hingel e Edgard "Moleque" Rodrigues.
Saloma conheceu todos, me ajude se esquecí alguem. Uns ainda estão conosco, outros devem estar tristes lá em cima.
Um abraço.

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 00:53



Comentário de: Roberto Octavio · http://www.fotolog.com/lerfamu

Oi Saloma, dá uma olhada no meu fotolog, fotos do Autódromo em 77/78

www.fotolog.com/lerfamu

Abraços

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 03:58



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Roberto, estou enganado ou as fotos foram tiradas na "Curva dos Noventa", atrás dos boxes...

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 08:44



Comentário de: Vicente

Nelson e Saloma,

Comecei acompanhar corridas desde os tempos do circuito da Barra no início dos anos 60. Gostava de ficar na curva que antecedia a reta da praia, logo depois do "S". Lá, sentado no capô do carro do meu pai, acompanhei a disputa acirrada de Chico Landi no KG-Porsche (Rampson) vermelho contra o Marinho no Malzoni de chapa.
Depois, com a construção do nosso primeiro autódromo, sempre tinha que catequisar meu pai para me levar à pista ou tentar uma carona e, quando não conseguia nem uma coisa nem outra, restava-me o périplo de ônibus da Zona Sul àquela região, naquele tempo, inóspita.
Lá na pista, a onda da garotada adolescente que curtia os carros e os pilotos era atravessar a pista para poder chegar perto daquelas máquinas que povoavam nossos sonhos. E para isso havia uma técnica para burlar o policiamento: um cara passava pela cerca de arame farpado no meio da reta, atraindo os PMs, e nessa hora a galera toda entrava na pista em outro ponto, mais perto dos boxes e misturávamos no meio daquele povo, isto é, mecãnicos, pilotos e fãs, como nós. Lembro-me de ter ficado de boca aberta vendo o Amauri Mesquita, hoje um grande amigo, carburando o Mini Cooper que tinha as bocas do carburador Weber viradas "para dentro do habitáculo" (o que devia deixar um certo aroma de gasolina no interior do bravo carrinho, lembro também de ter sido chamado, junto com outros garotos, a chacoalhar o DKW de plástico do Bob Sharp pouco antes de uma largada, etc... Chacoalhar DKW para evitar o decantamento do óleo era uma constante. Babei ao ver a carretera Renault Rabo Quente amarela #27 do Luis Felipe da Gama Cruz disputando palmo a palmo com a #49 Gordini do Lair Carvalho, entrava em êxtase ao ouvir o ronco dos KG-Porsche 2000 da Dacon. Sem falar na Alfa GTA do Olivetti, depois a Lola T-70, o GT40, Porsche 910, etc.
A volta era outra curtição. Fiz amizade com um cara que comprou um dqueles furgões verdes enormes que pertenceram ao Toalheiro Brasil e vendia sanduíches de queijo no autódromo. Voltava em pé, me agarrando onde pudesse. E o caminho de volta era sensacional, já que o cara fazia uma espécie de lotação, e nisso conheci diversas oficinas artesanais, como a dos irmãos "JáJá" (Jair e Jairo Amaro) construtores do Jájá Vê e do protótipo bimotor Jamaro. Tempos depois disso a Vick´s Racing Motors do nosso amigo e xará Vicente Domingues, etc...
Jamais imaginava que vivêssemos os tempos que agora estamos vivendo, sem um circuito na nossa cidade, melhor dizendo, no nosso Estado.

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 09:41



Comentário de: Cesar Costa · http://www.fotolog.com/berlineta

Resta uma esperança! Hoje no O Globo há uma entrevista de um arquiteto/urbanista defendendo que os tais "aparelhos olímpicos" sejam contruídos na Zona Portuária e não sobre o Autódromo...

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 15:45



Comentário de: Francisco

Só temos o autodromo aqui em S.Paulo, que tb não é grande coisa, por causa da fórmula UM, o abandono do esporte aqui não é diferente dos outros estados, incentivo nenhum das montadoras, formação de pilotos é zero, um evento como as Mil Milhas de 2007 não se repete por questões de patrocinio, publico só tem na F1, Stock e Truck, o restante do ano o autodromo fica para as moscas....se transformarem a área em FAVELAS VERTICAIS não se assustem....O FUTURO DO AUTOMOBILISMO ESTÁ NO INTERIOR. Nas grandes capitais é complicado demais. Gostemos ou não as ARRANCADAS crescem e atraem publico, o resto, bem é o resto. (Copa Clio tem 13 automóveis correndo, não precisamos falar mais nada)

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 15:48



Comentário de: pedro garrafa

Pouca Vergonha, não tenho palavras para traduzir a minha indignação com esse fato, e pergunto onde está a CBA, que sabe cobrar e muito bem pelas Carteirinhas, renovaveis a cada ano, as inscriçoes então nem se fala, enfim é tudo farinha do mesmo saco, ou melhor uma verdadeira quadrilha juntamente com o pessoal do comite olimpico, que vai enriquecer-se, sinto muito não tenho mais palavras, e concordo com o Sr. Antonio Seabra ,não foi feito nada para se evitar essa catastrofe.

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 16:57



Comentário de: Nelson Cintra

Ola Baleiro

Voce que e Petropolitano me diga uma coisa e o MARIO OLIVETTI??
Nao vao fazer alguma coisa sobre ele, vao deixar assim como esta ??
Um dos maiores pilotos, pai de todos os pilotos petropolitanos, foi a pessoa colocou todos estes pilotos ,que voce citou para correr.
Piloto de teste da FNM, construtor de dois carros de corrida, amigo especial de JK , amigo de Renato Peixoto o grande construtor de carros de Petropolis, promotor das corridas .
Sempre tenho estado com ele, pois o conheço dos anos 60 e nao foi feito nada ate hoje.
A tempos atraz falei com Paulo Scali, sobre isso, so que nao deu em nada.
Voce sabia que se JK fosse eleito 1965 ele iria correr na Europa ??
Esta e uma das historias que ele tem para contar e eu sou prova disto, pois e de longa data que ele fala isso.
E o tanto faz ????
E o Espingarda ???
E os 1000 Kls de Brasilia. ????
E por ai vai, o tempo passa nao somos eternos.
Gramde abraço
Nelson Cintra
Valeu Saloma pelo espaço.

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 23:06



Comentário de: Vicente

Resta a esperança que os contratos celebrados entre a CBA e os governos (Federal, Estadual e Municipal) sejam cumpridos. A meu ver ainda teremos uns 2 anos com o que nos resta de autódromo e, se for feita uma grande mobilização na mídia, quem sabe possamos ter uma pista asfaltada, caso contrário, teremos que nos tornar adeptos do automobilismo em terra e irmos para Adrianopois Motor speedway, como bem dise o Rubens aí em cima.

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 09:00



Comentário de: Pedro Henrique "Baleiro"

Nelson, de vez em quando encontro com o Mário. Grande Piloto e grande amigo. Digno de todas as homenagens. O Mário ainda sonha com a possibilidade de fazer uma prova longa de parceria com um filho e um neto, três gerações dividindo o mesmo carro. Seria sensacional. Se alguem puder ajuda-lo a ralizar esse sonho terá, com certeza, o aplauso de todos os petropolitanos. Quando corri de OPALA usava o numeral#96 homenagiando outro grande amigo, o Norman Casari. Se desse gostaria que algum piloto fizesse o mesmo com o numeral#65 homenagiando o Mário. Ficam as sugestôes. Saloma com a palavra.
Um abraço.

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 18:04



Comentário de: Antonio

Se for pra construir um novo autodromo, a grande sacada saeria fazê-lo em Petropolis ou adjacencias (Itaipava, etc). È perto do Rio, é uma cidade turistica, tem grandes áreas disponiveis, dá pra fazer uma pista com subidas e descidas em vez de uma pista plana (era o maior defeito do Rio, na minha opinião), tem tradição no automobilismo, tem excelentes oficinas de preparação, é mais perto de MG, para os mineiros que também não tem autodromo virem pra ca, tem um clima mais ameno, provavlemente teria apoio do spoliticos locais. Enfim, quem tiver mais justificativas, que apresente. Entre Deodoro e Petroplis, fico com Petropolis, facil.

Antonio Seabra

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 18:56



Comentário de: Pedro Henrique

Antonio, existe um projeto de um Autódromo, de autoria do Arquiteto Dirceu Costa Soares, que também correu, para ser construido no final da serra de Petrópolis, ao lado da chamada Reta das Bananeiras, entre a pista da BR040, a antiga FNM e o Imetro. Um projeto fantástico, com 7 tipos de traçados diferentes, inclusive subidas e descidas.
As encostas existentes serviriam de base para Arquibancadas, um espaço maravilhoso, propciando áreas de estacionamento, construção de Hoteis, Restaurantes e etc.
Proximo de Petrópolis, do Rio e nas margens da BR040 que liga o Rio a Juiz de Fora, BH e Brasilia.
Vou tentar falar com o Dirceu.
Um abraço.

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 22:07



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Pedro...grande lembrança do projeto do Dirceu! Vamos botar pra a frente a idéia!!!

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 22:41



Comentário de: Pedro Henrique "Baleiro"

Saloma. Liguei para o Dirceu logo após ter escrito o comentário acima. Ele disse que não se lembra de ter o original ainda. A cópia que eu ví foi no antigo Clube Petropolitano de Automobilismo, numa reunião na Oficina do Renato Peixoto. O Dirceu acha que talvez ela esteja com o Mário Olivetti. Sexta feira vou almoçar com nosso amigo Hugo Borghi em Itaipava, depois vou procurar o Mário para saber. Qualquer novidade eu te aviso.
Um abraço.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 01:05



Comentário de: jose carlos

este projeto eporreta e conta com nosso apoio de minas.eu lembro deste projeto do dirceu que era avancadissimo na epoca.foi com dr dirceu que bati a barreira dos 200 km por hora a borddo de um detomaso pantera nos anos 73 ou 74 na rio jfora na regiao de itaipava na direcao do mesmo indo ao centrecon da petrobras para um trabalho tecnico
coincidentemente meu guru augusto lordeiro era mecanico do mesmo,cumpadre do repe ,e meu parceiro dos projetos aqui no pkay ground
nossa 2002 esta quase pronta pra debutar
jc sete lagoas

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 19:27



Comentário de: jose carlos

qualquer homeagem ao ollivetti eu levarei um garrafao de pinga curtida na imburana,linguica de primeira e o doce de leite pra sobremesa
nao imaginamos e nem homenageamos este senhor que e lenda viva do automobilismo brasileiro
este senhor era piloto exponencial da epoca e funcionario admnistrativo do banco do brasil,so pra compararmos as epocas distintas
jc sete lagoas

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 19:32



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Jornalísticamente teclando...Designer e arteiro multimídia por opção. Na estrada desde 1982.

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