PUMA ESPARTANO - José Martins Jr

Segunda, Set 28, 2009



PUMA ESPARTANO - José Martins Jr


Galera, segue as imagens do Puma, modelo espartano, voltado para corridas. Como disse Jovino, que encaminhou as imagens, foram feitos uns 40 Espartanos com esse destino. Seguem as imagens...

Na foto,o Martins e o Jacob Kourozam, em 1971 , no Festival de Motores 1ª prova, 1º Martins, 2º Jacob, 3º Maldonado, 4º Carageleascow, julho de 1971

Em 1972, com o intuito de tirar os jovens dos pegas nas ruas, se montou um Torneio com cinco rodadas de 16 de abril a 27 de maio, que tinham tambem o objetivo de educar os jovens pilotos de rua, para o uso correto em pista. E foi surpreendente o volume de inscritos, mais ou menos 120 participantes se inscreveram no Torneio.
Isso tudo, idéia do então Diretor Desportivo da FASP, Agnaldo de Góes. E as empresas ligadas ao setor abraçaram a idéia e foi um sucesso só. Mas, os "doublê" de pilotos, carregaram para as arquibancadas seus amigos e torcida, com isso lotando também do outro lado da pista. E uma particularidade, em várias etapas, até a última prova não se sabia quem era o vencedor, tal era a disputa pelo primeiro lugar, sempre com três ou quatro carros disputando ferrenhamente as posições.
Foram revelados, nomes como José Martins Jr., Antônio Castro Prado, Alexandre Barros, Aloísio Andrade Filho, Luiz Carlos Lara Campos, Rui Amaral Jr., Ricardo Mansur, Ricardo Malanga (que corre de Puma Espartano na Super Classic), Paulo Prata, Julio Marques...entre muitos outros.
O Torneio forneceu um tremendo espetáculo e nos presentou com pilotos de ponta no automobilísmo da terrinha...
Os campeões do Torneio, por divisões:
Divisão 1/Corcel: Antonio Castro Prado - 28 ptos
Divisão 1/Volks 1300: Carlos Carvalho Siqueira - 19 ptos
Divisão 1/Volks 1500: Luiz Aladino Dias Osório - 26 ptos
Divisão 3/Volks 1600: Luiz Antonio Siqueira Veiga - 28 ptos
Divisão Karman-Ghia: Ricardo Mansur - 28 ptos
Divisão Puma: José Martins Jr - 40 ptos
Divisão Opala: Hermano Silva - 24 ptos

Puma GTE 1971 Espartano, que pertenceu ao pai de Rodrigo Martins, o piloto José dos Santos Martins Jr. As fotos são de 1968 e 1972, na pista de Interlagos mas a barata tambem participou de provas no sul do país, como relata Rodrigo no site do Puma Classic, ..."a carroceria de corrida foi substituída por uma de rua e vendida para uma pessoa, que eu não sei quem era, que morreu em um acidente, no Puma que recebeu essa carroceria Espartana"...
(reprodução)



Posts similares:
BARULHO NO FORTE
PUMA GT - 1980...EUA
MIL MILHAS, INTERLAGOS, 24/11/1970...(2)

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: roberto zullino · http://www.f1total.net

Nem todos os espartanos eram iguais. O meu tinha o vidro traseiro menor e o capô maior, mas tinha os limpadores cruzados ao invés do limpador único. Não sei se foi colocado por algum dono anterior, mas parecia de fábrica. Acho que acabaram montando alguns com peças mais à mão.
Acho que o principal é o vidro e o capô, além da fibra mais fina. Acredito que o cárter seco e os radiadores de óleo e tanque eram instalados na fábrica, era uma instalação bem feita e por dentro das caixas da porta.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:06



Comentário de: Renato Bellote · http://www.garagemdobellote.com.br

Esse Puma era um carro bem legal.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 12:34



Comentário de: jovino · http://hotmail

Saloma, segundo o Felipe Nicoliello presidente do Puma clube do Brasil e maior conhecedor no assunto foram construídos cerca de 10 unidades deste modelo e só existem 2 conhecidos, um no Rio e outro em São Paulo.
Jovino

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 13:05



Comentário de: Renato Pastro

o Alexandre Barros citado no post não deve ser o Alex Barros do motociclismo brasileiro / mundial pois o mesmo nasceu em outubro de 1970...
Abraços
Renato Pastro

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 13:10



Comentário de: roberto zullino · http://www.f1total.net

Acho que o Jovino e o Nicoliello tem razão, essa história de 40 carros é meio lenda. Devem ter construído 10 para valer e mais uns 30 mezzo aliche, mezzo mussarela como o que tive. Foram montando com equipamentos normais de linha que deveriam ser mais fáceis.
Eu sabia que o meu era um espartano pela grossura da fibra e porque tinha o cárter seco, radiadores e tanque, além do vidro traseiro e capô maior, vidro muito mal feito que inundava o carro de água, além de não ter ventilação como os normais.
No entanto, o carro tinha bancos normais, limpadores cruzados, tapetes e outras coisas que não deveriam existir em um espartano puro. O tanque de gasolina era normal e tinha guelrras de tubarão e não essas entradas de ar maiores. Tinha rodas aro 15 em estrela de cinco pontas, o espartano do Lomba tinha as mesmas rodas.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 14:33



Comentário de: Dinho Amaral · http://www.fotolog.com/dinho75

voces estão confundindo..... Puma Espartano ...e Puma Rallye 1800cc... uma coisa é uma coisa...outra coisa é outra coisa....

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 16:02



Comentário de: Antonio

Cheguei a ver este carro andando, tanto com o Angi Munhoz, quanto depois, com o Zé Dentista (José Martins). O carro andava muito.
O outro, com o numeral 35, se não me engano, é o carro com que o Paulo Gomes correu (e chegou a liderar) as 1000 Milhas. Foguete !

Antonio Seabra



PermalinkPermalink 28.09.09 @ 18:15



Comentário de: Joaquim · http://www.mestrejoca.blogspot.com

Estou com o Zullino e o Jovino, devem ter construído coisa de umas dez unidades do Espartano e olhe lá. A maior "concentração" de Pumas VW numa prova foi na Corrida dos Campeões, Interlagos, 1971. Obviamente, nem todos eram "espartanos".

O primeiro da série foi, sem dúvida, o da equipe baiana AF que estreou nos 550 Km de Salvador de 1968, com a dupla Norman Casari/Lulu Geladeira.Já em 69 haviam o do Luis Evandro Águia, o do Marcelo Campos (Carbel)e o do Angi Munhoz/Freddy Giorgi(depois transformado no #48 revendido para o José Martins das fotos acima). Nos mil Km da Guanabara participaram dois Puma VW, um com o Lian Duarte (#18) e outro do Paulo Alarcão, salvo engano. Este último envolveu-se num acidente com a Alfa P-33 do Môco, sendo quase linchado pelos integrantes da equipe Jolly Gancia.

O famoso Puma #35 do Paulo Gomes/Sérgio Louzada e preparado pelo Marinho Camargo, só apareceu em 1970. E por aí vai...

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 18:16



Comentário de: Leonardo

Vero Dinho!Ha confusão entre o Espartano e Rally.O carro do Lomba, citado acima, é um Rally e não um Espartano, embora também possuia os radiadores de óleo que eram instalados nas extremidades dianteiras do carro onde haviam aberturas em cada um dos lados para direcionamento do ar para refrigeração dos radiadores.Os Rallyes também possuiam carter seco.Talves nem todos, não ha registros precisos.Os autenticos espartanos eram caracterizados pela espessura da fibra mais fina e pelo amplo capô traseiro, que fora adptado a fim de simplificar e agilizar o acesso aos dois carburadores durante uma possivel manutenção rápida em uma prova.Quanto a quantidade fabricada realmente tudo indica que foram 9 ou 10, mas 40 não com certeza.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 19:40



Comentário de: Antonio

Mestre Joaquim,

Lamento discordar, mas o Puma que bateu na Alfa do Moco, pela minha memoria, foi o do Marcelo Campos. Inclusive, conversando outro dia com um amigo "nosso" (me permita) que assistiu ao incidente e aos fatos decorrentes do mesmo, fiquei sabendo não foi bem um "quase linchamento", como sempre acreditei e ouvi, mas uma ira belicosa de parte a parte!!! Ambas as partes queriam partir pra porrada...Mas, nessa hora eu tinha saido do autodromo pra almoçar (estava lá desde muito cedo, e não havia mais nada pra comer...). Então, deixa o amigo aparecer aqui pra contar como foi, de fato.

Antonio Seabra


PermalinkPermalink 28.09.09 @ 21:13



Comentário de: João Cesar · http://www.fnva.com.br

A partir de que ano a puma passou a disponibilizar os Puma Kit de Eveneno?

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 22:04



Comentário de: Vicente

Joaquim,
Lembro do Paulo Alarcão e de outro cujo nome me esqueço, só o apelido "Cavalo Doido", ambos correndo de Saab.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 00:18



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Toni...acho que tenho o registro da porrada do Puma e da Alfa, vou verificar.
Vicente...era branca a barata, o Saab?

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 09:03



Comentário de: Helio Mendonça

Creio que não foi comentado que tanto as espartanas quanto as rallys as configuraçãoes de motor /caixa etc.. eram pedidas pelo comprador sendo dificil sair um carro igual ao outro ..

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 10:25



Comentário de: Vicente

Saloma,
O Saab do Afonso "Cabalo Doido" era vinho e, em algum momento, teve um motor de DKW instalado, segundo Newton Alves me informou. Era da Tijuca, imediações da Praça d Bandeira.
O outro Saab, que só pode ser o do Alarcão, se não me engano era meio bege, meio cinzento, "cor-de-burro-quando-foge", e parece-me que ficava na Ilha do Governador.
De qualquer forma, cor é algo que pode mudar de uma hora para outra, tenha-se como exemplo o Lorena que pertenceu aos irmãos Sergio e Sidney Cardoso.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 17:28



Comentário de: Pedro Henrique

Seabra, vc convocou, eu me apresento. rs
O Puma que bateu na P33 do Moco foi o do Marcelo Campos sim, uma bota de BH. O Moco já tinha uma vantagem confortável sobre a GTA que estava em segundo, Zambello, se não me engano, que por sua vez estava sofrendo um baita "calor" do Marcelo. Após colocar mais uma volta no mineiro, o moco aliviou no miolo atrapalhando o Puma. O Marcelo passou pelos boxes e sinalizou que ia dar uma porrada na P33. Dito e feito. Quando o Moco freiou na entrada da Curva Norte, o Marcelo deixou o pé no fundo e pegou a lateral trazeira da Alfa. O Marcelo foi pra fora da Norte e o Moco girou pra parte de dentro, chegando a a travessar uma pequena lagoa existente atrás dos boxes. O Marcelo veio muito puto querendo dar porrada no Moco, que por sua vez também queria estranhar o mineiro. A turma do "deixa disso" se encumbiu de evitar.
Um abraço.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 20:10



Comentário de: Joaquim · http://www.mestrejoca.blogspot.com

Amigos,

Realmente, fiz confusão com o Puma. Não era do Alarcão e sim de Paulo A. Correia que correu em dupla com "Miúdo". Ainda acho que está havendo alguma confusão com relação à panca da Alfa P-33. O Puma #36 fechou a P-33 na entrada da Norte, jogando o Moco para fora.É o que consta nas súmulas e até reportagens sobre a prova. Já o Marcelo Campos corria no Puma #38 da Carbel em dupla com Martius Jarjour e terminaram em terceiro com 280 volts completadas, atrás do Piero Gancia e José Ramos (294 voltas)e dos vencedores Giu Ferreira e Heitor Peixoto de4 Castro com 298 voltas.

Alguém pode me explicar?

Abs

PermalinkPermalink 30.09.09 @ 19:58



Comentário de: Antonio Seabra

Mestre, eu naõ tenho registros, só memoria...
E memoria é boa ainda, mas as vezes falha. Não dá pra discordar se voce tem registros que o Marcelo Campos completou a prova.
Infelizmente eu sempre tive na cabeça que ele tinha sido protagonista do famoso acidente !

Saloma, achou o teu registro ???

Antonio Seabra


PermalinkPermalink 30.09.09 @ 23:44



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Tô procurando...me perdi nas datas!

PermalinkPermalink 30.09.09 @ 23:55



Comentário de: Pedro Heneique "Baleiro"

Mestre Joca, pra variar, acertou em cheio. Eu também tinha a certeza que o episódio do acidente teve como protagonista o Marcelo Campos. Dou minha mão à palmatória. Mas espero que me desculpem, pois já se passaram 40 anos, e eu confiei apenas na memória, que acho, está sendo um tanto atrapalhada pelo "alemão".
Abraços.

PermalinkPermalink 02.10.09 @ 10:22



Comentário de: Ricardo Mallio Mansur

O termo "espartano" em automobilismo, designa um carro desprovido de tudo que não é essencial para competições como: Velocímetro, pisca, buzina, ventilação, estofamento, bancos (só concha do piloto), tapetes, para-choques, vidros laterais e traseiros substituídos por plásticos etc.. Sua corroceria em fibra (Puma) é mais fina e menos resistente em detrimento do peso. Seu chicote elétrico é simples e funcional. Um carro de uso exclusivo para pistas. Saía de fábrica com sistema de cárter-seco, radiador de óleo, reservatório, escape 2+2, santo-antonio, tanque especial de bocal-rápido, rodas aro 15 de 6 polegadas na frente e 7 na traseira. Não sei se o câmbio já era "Caixa3" de fábrica. O #48 do José Martins era equipado com essa caixa.
Numa das 5 largadas, fiquei na fila de trás e ele antes da largada, com os carros já alinhados, com muita calma, tinha o cuidado de avisar aos mais próximos e afoitos, que sua 1ª era muito longa e o carro não saía bem, para ter cuidado para não "encher a traseira"...De fato, eu com câmbio original sempre largava muito bem, mas no meio do retão, Martins sempre passava e sumia! Quando eu apontava na "Ferradura" com meu Karmann-Ghia #33, Martins já estava saindo! Isto na 1ª volta. Um belo carro e muito rápido.

PermalinkPermalink 13.03.10 @ 03:41



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Saloma do Blog

Jornalísticamente teclando...Designer e arteiro multimídia por opção. Na estrada desde 1982.

Mais sobre o autor

Últimos comentários

Busca

Interney Blogs






Categorias

powered by
b2evolution

* Ilustração do cabeçalho: Ararê