PAPOS COM SEABRA
Domingo, Set 27, 2009
PAPOS COM SEABRA
O ano devia ser 1970, e o som que se ouvia a bordo dos carros dos jovens vinha de um gravador (isto mesmo, gravador) Phillips Mini-Cassete, estreante das fitas deste tipo, instalado numa enorme bandeja em baixo do painel. Radio FM nem pensar, ainda não existia, então, quando as fitas enchiam o saco, a Said para quem morava no Rio de Janeiro era colocar na Radio Mundial. Essa era a radio quente do momento, e os DJS da época eram o então aclamado Big Boy, e o outro um pouco menos votado, mas não menos famoso, conhecido como Monsieur Limá.
Aquela sexta feira a noite era véspera de corrida e o carro de um amigo, Toninho Moutinho, estava inscrito na prova de Estreantes e Novatos, que seria realizada no antigo traçado do Autódromo do Rio (antes de virar autódromo Internacional, com o traçado que foi recentemente deturpado pelos “geniais” políticos e dirigentes do esporte no Brasil e no Rio).
O carro era um fusquinha 1300, cujo motor tinha sido feito pelo Wilson Masid, dono da oficina Ben Volks, que ficava no alto da Marques de São Vicente, na Gávea, com os custos bancados pelo irmão mais velho do Toninho, o Wagner.
Na época, os carros participantes da provas tinham de ser ORIGINAL, logo, o motor podia ser trabalhado, mas não modificado. Entretanto, todos os fuscas 1300de fato eram... 1600cc ! Havia certa “conivência” por parte da Federação, que fazia vista grossa, e um acordo de cavalheiros entre os participantes, de modo que ninguém protestava ninguém. Afinal, andar de 1300 na pista era pior do que passear de carroça na Avenida Atlântica. Então, a coisa ficava assim: eixo cortado e balanceado, volante aliviado, bielas e pistões com pesos equilibrados, cabeçote trabalhado, um pouco mais de taxa de compressão, volante motor aliviado e um kit 1600 importado. O tempero final era uma bobina azul da Bosch, um distribuidor de avanço centrifuga de Kombi, e um trabalhinho no carburador original, pra aliviar a fome de um motor que pedia muito mais “comida”. O comando era o Puma P2, que, na falta de alimentação condizente, obrigava a marcha lenta a ficar em torno de uns 1200 RPM, e assim mesmo, “embrulhando” que era uma beleza. Mesmo mal alimentados, estes motores deviam andar pela casa dos 65 HP. Faltou dizer que o copinho do pescador da bomba de óleo era aumentado, para evitar-se que nas curvas longas, como a ferradura e a entrada do miolo, faltasse lubrificação
Usavam-se amortecedores de Kombi, mais duros, na traseira, alterando o ângulo do facão para obter-se uma cambagem bem negativa, e o conseqüente rebaixamento da mesma. A lembrar que os fuscas desta época ainda usavam os cubos de cinco furos, o que implicava que a suspensão fosse aquela de bitola traseira bem estreita.
Os melhores carros tinham a suspensão dianteira também rebaixada, e alguns já conseguiam trazer amortecedores importados, de melhor funcionamento. As rodas eram as originais do fusca, com pneus radiais Pirelli Cinturatto 155 x15.
Alguns pilotos mais ousados abusavam da premissa já aceita de burlar o regulamento: colocavam comando P3, usava espaçador de bitola traseira de uma polegada, escondido por trás de um tipo de calotinha bicuda, montada entre o aro de roda e o cubo, e tinha até um cara de Niterói que usava uma tala mais larga na traseira com pneu 165 x 15, só que descentrada pra dentro, de modo a não ser notada visualmente! Com o uso do espaçador, o pneu não roçava em nada. Houve uma ocasião em que este cara treinou com dupla carburação (e capô trancado!), espaçador e tala, e virou em 01h55min. 7, quando os melhores tempos dos melhores carros VW estavam na faixa de 1:59 e alto a 2 minutos.e uns trocadinhos.
Bom, o carro do Toninho estava novinho, e era o carro de uso diário dele. A suspensão dianteira era standard, e não tinha nenhum alivio de peso nas forrações. Tinha até rádio e antena!
Naquela sexta feira passamos o dia cortando e preparando os números em plástico tipo “contact”, e a noite, só depois que os pais deles fossem dormir, desceríamos pra garagem pra tirar os pára-choques, e colocar os números, etc. Éramos seis pessoas que iriam trabalhar, ajeitando o carro para o treino de sábado: Toninho tinha então 19 anos, Claudinho 17 e eu 16.
Os outros eram o Wagner, irmão mais velho dele, o Rosauro e outro amigo, todos já bem mais velhos. Dividimos as tarefas e começamos a faina, o mais silenciosamente possível. Tirar as calotas, tirar o espaçador traseiro que era usado na rua, remover os pára-choques, remover os fios dos faróis de milha, colocar os discos de fundo branco de depois os números pretos sobre eles, o trabalho andava bem. Ah, tínhamos de montar também o fantástico Santo Antonio feito de tubo de PVC! Mas na hora de retirar a “tromba” da descarga Kadron, para montar a saída direta central, a coisa complicou um pouco. Tivemos de trocar os prisioneiros, estava tudo engripado, foi uma novela Só terminamos a operação de guerra lá pelas 2 horas da manhã!
Agora tínhamos de tirar o carro dali e levar para outra garagem, de onde sairíamos às 6 horas da manhã para o autódromo. E era preciso testar se estava tudo funcionando. Além disso, todo mundo estava cansado e morto de fome!
Nós morávamos na Rua Sá Ferreira, no posto seis, em Copacabana, e a opção para comer alguma coisa legal, naquela hora, era o Gordon, uma lanchonete da moda, cujo símbolo era um Canguru. Um enorme boneco de um Canguru com cara de sacana ficava na entrada da lanchonete, chamando muito a atenção dos passantes. Tinha os melhores sanduíches da época e ficavam abertas 24 horas. Decidimos ir até o Gordon da Avenida Copacabana, que ficava uns 10 quarteirões mais pra baixo, em direção ao Leme, bem em frente a uma grande Galeria, famosa na época e existente até hoje, chamada Galeria Menescal (foto abaixo).

O arquiteto Renato Menescal, 65 anos, sobrinho do idealizador do projeto, Humberto Menescal, vê com bons olhos a possibilidade do tombamento da galeria – construída durante a Segunda Guerra Mundial e que, na inauguração, tinha garagem para funcionar como abrigo anti-aéreo.
Empurramos o carro pra fora da garagem, porque ligar o motor ali faria um esporro inaceitável dentro do prédio. Ai decidimos que continuaríamos empurrando até a esquina da Av. Copacabana, a uma quadra de distancia, para não correr o risco de acordar ninguém que pudesse vir a contar aos pais dele. E decidimos também ir em três carros, porque alguns outros amigos tinham aparecido durante a madrugada, e iriam junto lanchar. O Wagner tinha um fusca 1800cc feito pelo Goetz, que para andar na rua era um verdadeiro foguete para a época, e o Rosauro estava com o VW “Zé do Caixão” dele, novinho. Quando o Toninho, já na Av. Copacabana, ligou o carro numerado, foi aquela trovoada! Eu e o Claudinho pulamos dentro e ele já saiu “esticando” as marchas pelo meio do silencio da noite, deixando pra trás um eco que nos seguiu pelo meio do corredor de prédios da avenida deserta. Paramos na porta da Galeria Menescal, enquanto os outros conseguiram estacionar na fila dupla, em frente ao Gordon.
Saciada a fome de todos, depois que o Wagner patrocinou o lanche da madrugada, na porta da galeria alguém lançou o mote: “Quem chegar por ultimo de volta na garagem vai pagar o jantar de amanhã”.
Porra, o fusca “de corrida” era o carro que estava mais longe, e quando o Toninho conseguiu ligar o motor os outros dois já iam mais meio quarteirão à frente virando na rua seguinte, no maior embalo. Não sei qual de nos três teve a “brilhante” idéia, que ele não hesitou muito em executar: subiu na calçada e entrou pela galeria!
A Galeria Menescal cruzava direto da Avenida Copacabana para a Rua Barata Ribeiro, que era o nosso caminho de volta. È uma galeria larga e alta, e deve ter cerca de 120 a 150 metros de extensão, com as portarias dos vários blocos de apartamentos saindo para o interior dela. Na ânsia de chegar do outro lado na frente dos outros, o maluco do Toninho esticou a primeira “no giro” e manteve a segunda semi-esgoelada, por volta dos 50-60 km/h, com a descarga central berrando alto dentro da galeria, como se fosse um Trombeteiro do Apocalipse anunciando o Final dos Tempos. Nisso sai de dentro de uma das portarias um cara com jeito de bêbado, e... quase que a gente “levantou” ele !!! Faltaram alguns milímetros para o atropelamento, mas nada que tivesse feito a gente parar de rir. A sensação que nós tínhamos era como se um caça a jato estivesse passando por baixo de todas as pontes do Tiete, estávamos fazendo algo inusitado e incrivelmente louco!
Claro que saímos do outro lado na frente dos nossos “competidores”, o que, naquele momento, foi mais extasiante do que seria a hipótese remota de vencer a corrida de domingo. E a cara de espanto deles foi algo impagável.
Quando chegamos de volta ao local onde o carro pernoitaria, não conseguíamos mais parar de rir e de curtir: parecia que tava todo mundo drogado, embora fossemos os caras mais caretas do planeta.
No dia seguinte, na volta do treino, satisfeitos de o Toninho ter classificado aquele carro não muito competitivo numa posição honrosa, e orgulhosos dele ter dado uma bela exibição de toda a sua incrível habilidade natural (isto é papo pra outra conversa...), voltávamos devagarzinho com o fusca, pra não chamar muito a atenção (como se fosse possível, como o carro numerado, etc.,) e não acabar sendo presos, e vínhamos tentando ouvir a Radio Mundial. Estava na hora da parada musical de sábado, apresentada por um daqueles famosos DJ. Foi aqui que nós ouvimos mais ou menos o seguinte, no inicio do programa:
“Crazy people, ontem a noite playboys enlouquecidos e irresponsáveis atravessaram por dentro da Galeria Menescal com um carro de descarga livre, a 120 km/h (!) e por muito pouco não atropelaram o Monsieur Limá!”
Depois disto, ainda atravessamos a Menescal outras três vezes (sem descarga livre). Mas a propaganda na radio mundial foi tão eficiente, que vários outros “playboys enlouquecidos” fizeram o mesmo. Virou moda sair do Gordon e cruzar a galeria de carro.
Menos de dois meses depois colocaram alguns blocos de concreto nas entradas da Galeria, para impedir definitivamente a passagem de carros por dentro dela.
E QUEM FOI O DJ BIG BOY DA ANTIGA MUNDIAL 860
Newton Alvarenga Duarte foi o mais importante locutor de sua época, imitado, copiado, ídolo, foi responsável por uma verdadeira revolução no rádio brasileiro. Mas o Brasil apenas o conhecia como Big Boy. Como locutor, introduziu uma linguagem jovem, mais próxima do público que o ouvia. Seu "hello crazy people!", a maneira irreverente como saudava os ouvintes, tornou-se marca registrada de um estilo próprio, descontraído (foto)...

...diferente da voz empostada dos locutores de então. Como programador, demonstrou extrema sensibilidade ao captar o gosto do público, observando as tendências musicais ao redor do mundo e inovando a partir de idéias que modificariam todo um sistema de programação estabelecido. Apaixonado por música desde a infância, iniciou uma coleção que chegou a 20 mil discos ainda adolescente, manifestando preferência pelo rock, o então novo ritmo americano que conquistou os jovens no mundo todo. Também costumava "peregrinar" na rádio Tamoio do Rio de Janeiro, a rádio que apresentava a programação mais atualizada na época. Sempre procurou manter contato com os programadores e outros aficionados por rock em busca de informações e de uma oportunidade profissional. Seu sonho desde então que procurou alcançar com obstinação. A oportunidade finalmente surgiu quando foi convidado para substituir um programador que entrara em férias. Assim, não hesitou em interromper a carreira de professor de geografia para tornar-se radialista.
A carreira - Mais tarde foi convidado para participar de uma bem-sucedida tentativa de reformulação da rádio Mundial AM, que se tornaria a rádio de maior audiência entre o público jovem do Rio de Janeiro. Foi ali que iniciou sua atuação como DJ, ganhou o apelido de Big Boy e criou o estilo inconfundível que continua até hoje influenciando locutores e inclusive das modernas FMs, cujas programações muitas vezes ainda seguem os moldes de seus programas. Com sua voz alegre e postura informal, complementava as músicas que tocava com informações "quentes" sobre o mundo do disco, impondo uma dinâmica irresistível ao programa; tudo isso sem perder o jeito de fã dos artistas, o que o aproximava ainda mais dos ouvintes.
Profissional Multimídia - Big Boy também pode ser considerado o primeiro "profissional multimídia do show business brasileiro. Programador e radialista eclético, diversificava sua atuação mantendo como elo de ligação a paixão pela música contemporanea nos seus diversos segmentos e movimentos. Manteve dois programas diários na Mundial AM, Big Boy Show e Ritmos de Boite, um na rádio Excelsior de São Paulo e um semanal especializado nos Beatles, o Cavern Club, também na Mundial.
Atuava como programador, colunista em diversos jornais e revistas, produtor de discos e DJ dos Bailes da Pesada, onde mantinha um contato direto com o público que gostava especialmente de soul e black music, principalmente na Zona Norte do Rio. Na televisão, inovou ao apresentar em sua participação diária no Jornal Hoje da TV Globo, que pela primeira vez apresentava clips com músicas de sucesso do momento. Em seu programa Papo Pop, na TV Record de SP, lançou grupos brasileiros de vanguarda. Foi também o responsável pela implantação do projeto Eldo Pop(Atual 98FM do RJ), no início das transmissões em FM no Brasil.
A antiga Eldorado FM, era especializada em música progressiva, visava contemplar um público restrito mas altamente especializado em seu gosto musical e que encontrava ali um veículo de expressão da autêntica música de vanguarda. Ao longo de toda sua vida profissional, Big Boy continuou ampliando sua coleção. Em diversas viagens a outros países apurou seu acervo, buscando raridades como "discos piratas" de tiragens limitadíssimas.
Ao morrer havia juntado cerca de 20 mil títulos, entre LPs e compactos, na maioria importados, que abrangem diversos gêneros musicais como rock, jazz, soul music, rock progressivo, música francesa , trilhas sonoras, etc. Como um todo, a discoteca Big Boy constitui-se num acervo cultural importantíssimo, pois retrata vários períodos do cenário discográfico mundial e, mais do que uma coleção, trata-se da síntese do trabalho de um profissional que ousou inovar.
Big Boy, (1/Junho/1943- 7/ março/1977), morreu sufocado por um ataque de asma, num quarto de hotel em SãoPaulo.
(Fonte: http://www.brasilradionews.com.br/)
Toni Seabra/Saloma
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MINHA PRIMEIRA CORRIDA...
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Faltou lembrar que o carro chefe do Gordon era um cachorro-quente de 30 cm (êpa!). Se tivésse menos disso o cliente ganhava outro. Quanto ao Big Boy e o Limá, havia uma disputa entre os dois: o Big Boy usava muito inglês (que ele falava bem) e o Limá o francês (que não falava patavina). Houve uma época em que o Big Boy decorou uma Simca Chambord como aquele Rolls Royce do John Lennon. O Limá pra não ficar atrás, arranjou um Galaxie bordô (o carro mais caro na época), com umas faixas amarelas e gosto pra lá de duvidoso. Na mesma época e na mesma Copacabana, os irmãos Mutantes, Arnaldo & Sergio moravam lá no alto da rua Santa Clara e tinham um Lorena, pintado de azul metálico, com degradé para amarelo, e um Plymouth (acho que 64/65), duas portas verde, com enormes talas traseiras abóboras, também em degradé. Enquanto isso a Rita Lee tinha um Jeep 52 verde e morava na rua Miguel Lemos, também em Copacabana. E na porta do Colégio Mallet Soares na rua Xavier da Silveira, onde eu estudava a atração era o pai da Olinda, uma colega de sala, que tinha um GT 4R dourado, com enormes talas traseiras e pneus importados e um Opala Envemo quatro portas (ainda não havia Opala duas portas), azul metálico.
Tempos em que havia uma certa rivalidade entre as tribos que preparavam seus fuscas com Goetz Leider e Rainer Reuther, ambos preparadores de VW no bairro de Botafogo. Goetz depois passou a mexer com Pumas e carros de fibra, mudou-se para um galpão em São Cristóvão, abandonando a preparação de motores, mas Rainer continua na sua minúscula oficina na Rua Fernandes Guimarães, que ostenta um painel com fotos de alguns carros de corrida por ele preparados, como os do Mauricio Chulam. para quem fez os motores dos Heve com os quais foi Campeão Brasileiro na Divisão 4.
Maravilha os sanduíches do Gordon (Diabólico, Angélico, etc) e Big Boy nos ritmos de boate na Mundial, sempre com aquela vinheta "MUUUUNDIAL" no meio da música para impedir que gravássemos nos nossos Mini K7.
A última vez que vi Monsieur Limá, ele estava saindo do último túnel que dá acesso à Barra, lá em meados dos anos 70, com aquela cabeleira que parecia um "cotonete de orelhão", num espalhafatoso Dodge Dart SE verde "cheguei".
Nessa época os grandes DJs (na época falava-se discotecário) do Rio eram Big Boy, Monsieur Limá, Ademir (tocava no Le Bateau), Amandio (ainda ativo trabalhando na night e às tardes na Modern Sound) e o maior de todos, Ricardo Lamounier, que arrasava na New York City Discotheque, ali na Rua Gomes Carneiro, pertinho do Gordon da Praça General Osório, em Ipanema.
Eu morei na Sá Ferreira em 73/74, ( no prédio do tenente Bandeira) e ouvi cada história da rapaziada do Rio, realmente de arrepiar.
Como trabalhava pra dedéu e a 1ª cara (muuuuito cara) metade estava grávida do segundo, não sobrava tempo nem pra ir até o autódromo para me enturmar com o povo e, em sintese, passei dois anos a seco de automobilismo, em pleno Rio de Janeiro.
Vale a máxima da época. Os paulistas trabalhavam, os cariocas de divertiam e os gaúchos mandavam.
Boas lembranças.
Conheci o "Big Boy" na Praia das Conchas em Cabo Frio, apresentado pelo Paulo Giovani, da globo, que era daqui de Petróplolis. O tal de "Big Boy" era um tremendo gozador, além de grande DJ era um sarro. Rimos muito com ele.
Parabéns pelo relato.
Um abração.
O Big Boy foi um ícone daquela época e conhecia muito da cultura musical, principalmente o rock and roll. Tinha uma locução que diferenciava do padrão normal de todos, pois sua narrativa era bem acelerada.
Na época, existiam dois programas de rádios que eu gostava, o dele, muito bem descrito por você e o da Ananda Applel nas tardes de sábado ou domingo, mas que era sobre os Beatles e eu não perdia nunca os dois.
Para mim um dos maiores radialistas da história, se não for o maior.
Jovino
e o do big era um americano que nao lembro a marca
monsieur morava no mesmo predio que eu morava na copa 750,fui criado no quarteirao do gordons e grande parte da panca que carrego veio dos hot dogs
eu morava sobre o rei da voz que era o maximo em eletrodomesticos da epoca
eu lembro desta epoca dos fucas na menescal porque certa feita fui comprar frios e vi colocando as floreiras impedindo a passagem doas autos
nobre tony,vc lembra de um cara chamado pingo e que tinha gordini de corrida e morava na domingos enter santa e dias da rocha
este cara foi quem me levou pela primeira vez ao antigo caledonia
SALOMA,TERAPIA SEM ASSINAR CHEQUE
valeu
jc sete lagoas
abs a todos
Daqui a pouco alguém vai ter que escrever sobre os pegas da Curva do Calombo, na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas.
A onda era ter o TKR cara preta.
E copinho no cárter, é uma "faca de dois legumes". Corre-se o risco de dar uma panca num quebra-molas, racha o copinho, o óleo vai embora e adeus motor. Ainda bem que o motor Tipo 4 do 914 tem defletores no cárter e, quando preciso (provas de regularidade no autódromo em que o óleo corre todo para a direita na Curva Sul e outras do Miolo Sul), ponho um pouco mais de óleo no cárter.
consegui segurar pois estava lento e com chuva
botei no guincho do automovel club com minha mae ao lado e fui pra botafogo na garage da mucisa onde meu pai tinha apoio no taxi dele e ao fundo tinha um gordini desmanchando,saquei a manga de eixo e coloquei no lugar e as 11 da noite estava em casa na pavuna
jc sete lagoas
Gente, só pra explicar, a sacada de lembrar do Big Boy, e de juntar a ficha dele aqui, foi do Saloma !!! Muito legal a ideia.
Foi um tempo muito legal de se viver no Rio !
Mas TKR cara preta veio bem depois hein... Na epoca o Mini Cassete tinha recem substituido aqueles enormes toca fita do tipo "cartucho" de um rolo só, de funcionamento continuo. Aquilo vivia a "mastigando" a fita, era uma encrenca !!!
Quanto ao "copinho", na epoca era a unica saida, mesmo com o risco de bater no chão e...vazar. Ou pior, rachar o bloco, se a porrada fosse pra valer.
Mas sem copinho mais longo, não dava. O Toninho mesmo, treinando no autodromo com uma Puma 1969, motor standard, "bateu motor" por falta de lubrificação por longos periodos, devido ao carro inclinado por periodo longo, na entrada do miolo e na Ferradura do antigo traçado, que eram curvas bem longas, e praticamente seguidas. Depois de umas s 10 voltas seguidas, fundiu...
Copnheci um cara chamado Pingo, que tinha um Gordini e depois uma Simca Emisul Preta, rebaixada e de rodas mais largas e cromadas, linda, com descarga só com abafadores, e que tinha o som de V8 mais slindo da epoca. Ele só arrancava , esticva segunda na Atlantica, e depois desacelerava, pra fazer aquele som "rasgado", sensacional. Mas ele morava na Atlantica, ali pelo 2560.
Tinha outro Simca conhecido, um Tufão café com leite, cujo dono (Carlos Antonio, que foi sócio da Motorfix e depois da Caer (Ford)) que não acelerava muito, mas tinha o carro muito bem cuidado. Era conhecido por "Ceguinho" (ele não sabia do apelido, eu acho) porque o carro dele tinha 4 pares de farois de milha, alem ds originais normais e de neblina !!! Era cada Figura.
Modern Sound, bilboard e Hobby Center, sensacional lembrança, Vicente. Demais. Quantos aos pegas do Calombo e do Alto da Boa Vista, eu deixo pra proxima...Tenho uma estoria snsacional do Calombo: filamgem da cena da abertura da novela Assim na Terra como no Ceu !!! Outra hora, se o Saloma deixar, eu conto, he, he.
Regi, voce morou ali ??? em que numero ???
Pessoal, obriagod pelos comentários legais, valeu.
Antonio
Saloma o Fuka, seu primo, Fuad Abi Daud, era muito meu amigo, inclusive contribuia com uma propagando do Fuka's pra gasolina do Fusca #52.
"MUUUNNNDIIAALL, 860 TONELADAS DE SOM!!! kkkkkk"
Você falou de MUCISA Vamos decifrar isso para os não cariocas.
Para quem não é do Rio (e com mais de meio século de idade) não sabe do que se trata. A MUCISA era uma cooperativa de motoristas de taxi que tinha garagem, reboque, borracheiro, abastecimento (gasolina), troca de óleo, oficina mecânica e as vagas extras da garagem eram alugadas para terceiros. Tinha uma garagem da MUCISA na Rua Silveira Martins, no Catete, onde o tio da mulher de um amigo meu guardava um Triumph Roadster 1800 cc 1948 e um Dodge Charger LS praticamente sem uso.
Toni a lembrança do "genio" Big Boy veio a tona e deu no que deu! E Toni, isso me lembra o Puma 69 do Renha e vermelho do Paulista...
Pedro, muito legal que vc conhec eu o Fuka. Praticamente foi ele que me jogou nesse vício danado de bom. Gasosa na véia é o há. E para de entregar a manha da subida...he...he...
E por falar em motos eu tive: Triumph Bonneville 650 cc 1970, Vincent-HRD 1000 1952, Triumph Tiger 650 cc 1971 (transformada em Bonneville), Norton Dominator 88 (500 cc com quadro Manx) 1952 e BSA Thunderbolt 650 cc 1971. Frequentei muito o Postinho e o Arpoador, e acelerei muito na Vieira Souto, Aterro, Alto da Boa Vista e Elevado do Joá.
Não lembro direito do numero, saia do tunel a direita, acho que 180/188 por aí, uns 30 metros antes de virar a esquerda pra ir pra Ipanema. Se fosse em frente subia o escadão da favela. Pela posição hoje seria alvo de tiro direto...
Era um predião grandão. A renata fronzi morava no 4º andar e a minha vizinha de andar era Consulesa da frança, grécia, sei lá. (8º andar) Nesse prédio morou o tenente Bandeira do atentado na Toneleiros.
Cacete, faz tempo pacas, meu filho nasceu ali.
Voces se divertindo trocando figurinhas, contando proezas e eu dando um duro lascado. Tá tudo errado... Não posso dizer que meus quase 2 anos por lá foram divertidos, porque NÃO foram. ahahahah
O Biju arrematou a 350 com um lance altissimo, só pra garantir. Era linda, maquinão. Levou para o postinho e foi um sucesso.
Daí organizaram uma arrancada entre ela e uma Kawa 350 Avenger, só pra ter uma ideia do que a MV andava. Ia ser uma surra na Kawasaki. Mas na hora agá, a 350 Avenger sumiu na frente...
CLaro, o 3 cilindros dois tempos era um foguete, e a MV era "longa" demais pra arrancada, mas o povão nem tomou conhecimento: a MV ficu com fama de "paralitica".
Antonio
Logo depois o Tony arrancou com um Mustang 67 conversivel branco, V8, e levou o cara de arrancada e andou junto de final, pra deleite de todos. Era muito legal !!!
Ali havia um Km medido com trena e marcado com placas, para medição de final. Cheguei a cronometrar um Puma 72 - 2000cc, de rua a 191 km/h, com 189 km/h no outro sentido, com a 4° de giro cheio, a uns 6100 RPM (fora da escala) naquele conta-giros ladrão dos Puma. O velocimetro, mais ladrão ainda, estava a 220km/h...Bom, nunca fiz a conta da relação de cambio x diametro de giro da roda-pneu, pra ver se a conta fechava.
Hoje qualquer carro melhorzinho passa disto, no meio do transito (Astra, Focus, etc). MPorém, hoje seira impensa´vel fazer o que faziamos naquela epoca: era deserto, não tinha carros, não tinha policia, não tinha predios, nada.
Antonio Seabra
Dava frio na barriga fazer aquelas curvas de alta da descida sem tração...Tinha fusquinha 1500 de roda fina que chegava lá em baixo na frente de carro brabo !!!!
Antonio Seabra
Em 73/74 eu já morava em Niteroi, fazia engenharia na Fluminense, estava casado e trabalhava. Mas sempre arrumava um tempinho pra voltar lá na rua. Na verdade ates eu morava na Almte. Gonçalves, 1 quarteirão adiante, mas todos os meus amigos eram da Sá Ferreira. Talvez por já estar em Niteroi eu não tenha te conhecido ali, da praia, ou da rua. Naquela epoca todo mundo se conhecia, era menos gente...
Valeu, Alberto, fomos colegas de turma no São Bento. É tudo sim uma grande viagem no tempo.
Abraços
Antonio
Que eu saiba a MV Agusta do Biju era 750. Havia outra MV 750 aqui no Rio, de um tal de Luis "Cigarrinho" que comprou de um cara de Santos, SP. Imagino a cara do Biju tendo levado pau da Kawa 350 2t, que por sinal arrancava muito, como você disse. E sobre Kawas 2T, tinha uma 750 de um cara que estudava na PUC. Essa andava mais que notícia ruim. Mas minhas preferidas sempre foram as motos inglesas.
Quanto ao Posto Texaco no Flamengo, ficava em frente à Curva da Amendoeira, onde terminava a Av. Rui Barbosa e começava a Av. Oswaldo Cruz, "triangulando" com o fim da Praia ndo Flamengo, ao lado da revenda Comercial & Marítima (Chrysler), que por sua vez ficava ao lado da Rodasa (VW). Acompanhei um raríssimo MG TC se acabar no tempo ali, debaixo das árvores.
Se não me engano o FUSCA "apitava" a 4500 RPM. Um abração.
Faça contato.
Fica acelerando o Okrasa, fica ..... Vai acabar moendo o eixo Tornado e daí vai ter que voltar ao eixinho original e a cilindrada volta aos 1200cc.
Mas de qualquer modo 6.000 é muito bom.
Me lembro que uma vez colocamos um Compressor Judson num 1.200 e ele arrancava na frente do KG 1500 do Renatinho Monteiro, o "Crika", lembra.
Pedro e Saloma: podemos estar falando de coisas diferentes. Para um fusca 1600cc, mesmo "brabinho" mas com 1 só carburador, caixa e diferencial std, na velocidade final com cerca de 4600 tá de bom tamanho. Nas trocas de marchas, devia girar uns 5500, sim, por ai. Acho que o Saloma falou do giro do Okrasa nas trocas de marcha e não na final, pois, se eu nao estiver errado, o 1200 original tem um diferencial e uma 4° marcha muito longas. Com o motor original, a final no plano vinha de 3° e não de 4° marcha. Com o kit Okrasa, a situação se invertia (mais potenica), mas não deveria girar muito mais do que 4.000 rpm (chute !!!) na velocidade maxima, no plano.
No caso do Puma, um motor 1.9 / 2.0 l, superquadrado (diametro maior do que o curso), bem trabalhado, comando 1010 e Weber 40 duplos, escape dimensionado, e caixa e diferencial std. é licito esperar-se uma RPM de troca de marchas em torno dos 6000. Como o contagiros e o velocimtro originais dos Pumas nao eram muito confiáveis...trocava-se de marcha já fora da escala do instrumento. Também é licito esperar-se que um carro destes, mais leve e aerodinamico, tenha de final mais uns 35-40 km/h que um fusca como o 1600 do Pedro (com um carburador só
Abraços
Antonio Seabra
Antonio
Luiz vc quiz dizer flutuar valvula. KKKKKKKK
O alemão ta pegando ele também Antonio. KKKKKKKKK
o caliente e um boxeur 2.7 6 bocas do subaru que compra baratim na bolivia,mas tem que trazer a central de injeccao ,tenho um saab 93 1955 que to pensando neste boxeur 2.7 mas acho que vou enfeiticar um bexiszinho e colocar no esprtano pra fazer gracinha
jc sete lagoas
Quando ele andou em Interlagos, além da descida do retão antigo, estava com rodas Aro 13 e com outros pneus, talvz de perfil 70 (pra epoca era o máximo !!), o que deve ter "encurtando" um pouco o carro, tudo ajudando a girar um pouco mais.
He, he, Este topico rendeu um bocado de conversa ...Me fez até lembrar que eu sou (era ???) engenheiro mecanico...já tinha esquecido disso !!!!
Legal.
Antonio
Antnio
Um abraço.
Os carros largam e ficam estacionados num largo ao final da subida, aguardando o final para todos descerem e haver a confraternização. Em 2001, na categoria de 1800cc, e fiz um tempo de 3m23seg. Voltei em 2002, novamente na 1800cc, e confirmei o tempo, 3m24seg. E essa foi a despedida da subida.
Até 2009, era a fuca mais rápida que tinha participado. Passei o bastão para o "primo" do Kid Aranha, que veio com um canhão de 2300cc e outras coisinhas mais. Sobrou potência, para quem viu subir, a barata e poderia abaixar mais o tempo, que foi de 2m58seg. O link do post com fotos está aqui...
http://www.interney.net/blogs/saloma/?s=pico+jaragua+2009&sentence=AND&submit=Busca
É uma subida muito travada, e já primeira curva a direita, têm uma umidade que complica a tangência, fora outras mais para cima...
abs
O teu tempo foi excelente, se comparado com o das 2 Pumas (tempos iguais), mesmo considerando que o teu carro tinha um pouco mais de motor e estava mais ajustado de "chão". Mas era um carro mais pesado e com entre eixos maior, que nun trecho como aquele (subida/curvas apertadas) é um handicap negativo.
Velocidades Médias (considerando a medida de 4.600 m): Pata Choca 2min38.1 ~104,7 km/h (~ = a do Gago com o "VW Enrabativo"). Pedro 2min. 42.7 (aprox. = a do Tony e do P. Renha com os Pumas) ~101,9 km/h. Tonimho(8°
Todas são velocidades medias excelente para o trecho, guardadasa as limitações de cada carro.
Antonio
Lendo com calma seu comentário:
"Outra coisa interessante que o pessoal do postinho do Flamengo (Perto da Rodasa ........................................Tinha fusquinha 1500 de roda fina que chegava lá em baixo na frente de carro brabo !!!!
Até 1972 eu morei na Av. Rui Barbosa 560 e no meu prédio morava um cara que tinha um VW 1500 azul marinho rebaixado, que até chegou a ir a SP numa caravana do postinho do Flamengo para particpar de uma prova de estreantes e novatos em SP e, se a memória não me falha, chegou bem colocado. Não me lembro o nome dele, mas me lembro que ele era um cara alto, magro e namorava uma vizinha, a Beth. E o pai dele, "Seu" Madeira, tinha um Impala impecável. Seria esse o cara que descia a serra na frente de todos?
Mas ali tinha alguns caras que andavam bem, o Julio, o Serginho, que tinham fuscas 1600, Ricardo, que tinha um KG 1600 1970/71 branco, dos mais bonitos do Rio. O Paulo Renha costumava ir lá também, com o Puma. O Ricardo, mais tarde chegou a correr e andar bastante bem. Outro que andava bem era o Kleber Mansur, que tambem correu, mais tarde. Na minha opinião, o Julio estava entre os melhores dali.
De vez em quando quem aparecia lá era o Fernando Calmon, que tinha um KG azul pavão, bonito, exceto pela cor. Outro habitueé era o Lito Cavalcanti.
Tinha um povo que, como muitos, gostava de carros e de corridas, mas não acelerava: Pimpão (Puma 1600 bravo), Otavinho Gouvea de Bulhões (o filho), que tinha um Puma 2.200 brabissimo, chegou a participar de uma prova de estreantes em SP, mas sem andar mutio forte. Tinha um cara que tinha um Puma verde, gente muito fina, sempre estava com um pastor alemão preto. Esse cara eu soube que morreu num acidente na saida do Rebouças, de carona no carro de outro cara de lá. Era muita gente, não dá pra lembrar de todos.
Eu não ia lá sempre, só as verzes. Ficavamos mais era na Sá Ferreira, em Copa, e na oficina da Gavea. Lá na Ben Volkseu conheci o Waltinho Salles, que na epoca, ainda menor de idade (acho que com 15 ou 16 anos), tinha ganho do pai uma BMW 2002 Tii, laranja, maravilhosa de babar. Ele só podia usar de vez em quando, nos fins de semana !!!
Abraços
Antonio
Lembre-se do velho "deitado": "there is no substitute for cubic inches".
Peitar um 1600 standard até que o 1200 (com eixo Tornado passa para 1400) fuçado poderia, mas um 2000 ....
O cenário proposto pelo dono do boteco favorece o Okrasa. Vamos então para um campo neutro. Que tal a Via Dutra (Rio-SP), subida da Serra das Araras, partindo logo após o "pardal" e chegada uma curva antes do Posto da Polícia Rodoviária.
Subida das Araras, motor 2000 contra o "mil e duca" Okrasa (1400cc), é covardia...ainda que o Okrasinha tivesse mais chão.Rs, rs, rs
Antonio
O Saloma queria puxar a brasa para a sardinha dele.
O segredo ..... o brimo" modestamente vai dizer que além do auxílio luxuoso de uma empresa de Sampa especializada em alinhamento e acerto de suspensões, tem um acessório entre o banco e o volante que faz a maior difereça.
Não tema o 1200 (se é que não é 1400 cm3 com eixo Tornado). Um amigo meu, preparador de motores bissexto, residente no bairro do Leme, diz que andar de 1200 é o maior barato. Você pode brincar de dar a maior lenha na maior segurança, à estonteante velocidade de 40 a 60 km/h, e curte como se estivesse num rally de velocidade ou batendo o recorde de Nurburgring. Sem falar que pode encarar as curvas em quarta de pé no fundo, sem o menor problema.
Saloma,
Acerte-se com o Joao Cesar para por tirar essas coisas a limpo. Você escolhe o circuito, o Joao Cesar tira um dos cabos de vela como handicap. O que você acha?
Afinal, o que é que tem debaixo do capô ??? è Porsche mesmo o é 1400 cc ??
Antonio
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