PAPOS COM SEABRA
Sábado, Set 19, 2009
PAPOS COM SEABRA
Saloma, o Toninho, meu amigo, hoje já no andar de cima aos 51 anos, por um câncer que veio cedo demais, não era muito conhecido, mas foi um dos caras com mais habilidade natural que eu conheci na minha vida, pelo menos neste nível de automóveis (lógico, não estou falando de F1, SP, nem de nivel internacional)!!! Só que o cara não tinha um pingo de cabeça, e o nível de comprometimento dele com as corridas era abaixo de zero: não treinava, não se esforçava, nada. Gostava de corridas, era corajoso (as vezes irresponsável) e era habilidade pura. Era um cara de filosofia tipo Masten Gregory: “bati, acabei com o carro, mas enquanto eu estava na pista não tinha ninguém andando mais rápido do que eu...”. Pena ele ter desistido de levar automobilismo a serio, por causa do casamento e dos filhos com a mulher por quem ele era louco, senão, quem sabe, teríamos um outro Paulão pra estarmos sentindo falta hoje em dia, pelo menos a tocada era bastante similar.

Pra dar uma idéia, de carro igual ele “vestiu” mais de 3 segundos por volta os pilotos mais experiente, no autódromo do Rio – tô falando de um comparativo feito com o Maverick das fotos.
Também pra exemplificar a habilidade do cara, veja a foto do Maverick, abaixo, de frente: ele SÒ ANDAVA ASSIM !!!!!

Tinha um controle da barata fora do comum, mas, as vezes, perdia tempo por andar mais do que o carro. Por causa do jeito que ele guiava, houve algumas pessoas em SP que começaram a chamar ele de “o novo Bird”, num dia em que ele estava tocando o Puma 2.000 de rua dele, numa corrida de estreantes, em 72, tinha saído em ultimo entre 22 participantes, sem tempo porque não tinha treinado, não conhecia Interlagos (nunca tinha andado lá antes) e já estava em 3° na quarta volta, quando bateu na junção. Em primeiro tava o Zé Dentista, em segundo outro Puma Espartano, e ele não poderia pegar os 2 nunca, não tinha carro pra isto. Mas ele tava tentando.....

Aproveitei e mandei duas fotos de um Esplanada Standard, de outro amigo, que correu uma subida de montanha em Petrópolis, já mencionada pelo Pedro Baleiro, acho que no blog do Mestre Joca.
Se vocês gostaram desta estória, eu tenho outra que acho sensacional, e, assim que eu tiver tempo, vou escrever e mandar para o boteco, para vocês avaliarem. Mas, só pra dar uma idéia, imagina um fusca 1300 (na verdade 1600...rsrsrs), rebaixado, numerado, sem pára-choque, descarga livre central, atravessando a Galeria Menescal (que o Saloma deve conhecer), em Copacabana, esticando segunda até uns 50-60 km/h, às 3 e meia da manhã de 6° pra sábado, antes de ir pro autódromo.
É isso, meu povo, depois tem mais...
Toni Seabra
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SUBIDÃO DA MONTANHA-PETRÓPOLIS
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Comentários:
acho que sobrenome era henriques ou domingues,pois foi este sr que me mostrou os caminhos pra montar o 4100 brabo que eu tinha num 4pt tres marchas que eu iniciei minhas investidas na descida do alto,na fontinha,nas subidas e descidas noturnas da serra em suma na era da falta absoluta de responsabilidade
com relacao ao fuca na menescal ,morava no 750 da copa e menescal era acho 620,portanto ali era area de atuacao de um pivete que frequentava o ibeu,e passavva horas no gordons em frente e ja degustei muita frios de uma delikatessen alema que ficava no meio da galeria
SALOMA,mais uma terapia do tempo de adolescencia
valeu
jc sete lagoas
CONTINUO PROCURANDO FOTO DE ALFA TAXI DO GALEAO DOS ANOS 68 A72
ESTOU EM FINAL DE RESTAURO DE UM JK E QUERIA HOMENAGEAR MEU PAI COM 85 ANOS COM ESTE CARRO
CONTO COM AJUDA DOS COLEGAS
JC SETE LAGOAS
belíssimas fotos, retrata um período maravilhoso do nosso automobilismo. A linda corrigida do Maverick na curva da vitória é para ser guardada e lembrada sempre. Dá para ver a habilidade incontesti do seu amigo, um show.
Nesta mesma categoria, Divisão 1 Classe C andava muita gente boa desconhecida, como: os cariocas Luis Anglada (que andava no Opala 41, numa época vinho e depois amarelo com o patrocínio da Brastel, preparado na oficina Hans Staden, em Botafogo, lembra?) e Ricardo Bürger (que andava no único Opala 4 portas, com o numeral 37, cor grafite escura. Este também dava um verdadeiro show em termos de habilidade e talento). Grandes lembranças!! Também andava o Murilo Pilotto, com o Opala da Refricentro, preparado pelo Odilon Marreco, na raiz da serra, na baixada. Grande preparador e grande amigo.
Deixo o meu email, assim poderemos nos corresponder e trocar algumas fotos desta época.
alfredobritto@gmail.com
Grande abraço.
Um forte abraço.
sempre ia/vou ao Rio com algum tempo passo na Galeria Menescal para uma esfirra no Ballbeck e imagino quantas vitrines podem ter rachado com a passagem deste fusca!
Para o Esplanada, apesar do V-oitinho ter bom torque, era um trecho sacirficante, pois as vezes a segunda era curta e a terceira era longa...
Mas era divertido !!!!
Antonio
jc sete lagoas
conheco o trecho desde 1968 a bordo de 4 rolamentos de caixa de onibus mercedes 321 num chassis feito de paraju mas com os rolamentos todos travados com parafuso pois vez por outra voava esfera pra todo lado
grande tempo
jc sete lagoas
caro cezar
me fez recordar da balbeck na menescal,mas eu ja pelejei pra lembrar o nome da delikatessen germanica no meio da galeria,eu via os entregadores da sadia com uniforme e quepe entregando os fardos de presunto e la existia um frio quadriculado muito gostoso
por sinal ao lado onde era o gordon,eram montado lojas para vender importados na epoca de natal e foi la que eu vi o primeiro autorama,isto era 1967,os carrinhos eram citroen sapo,volvo 444 e mercedes caixotinho,e os carros eram de metal.dai comecou a paixao e comprei o primeiro chassis com motor mabuch e competia na pista embaixo do cine na barata comsanta clara.
saudade nao tem idade ja dizia o big boy
jc sete lagoas
Andei muito nesta pista, na galeria onde hoje está a Modern Sound, onde ficava o cine Bruni Copacabana Acho que a loja era a Hobbylândia. Havia outra pista da Coral, na Gomes Carneiro, lá no Posto Seis. Tinha uma subida e um cotovelo. Uma vez meu Cheetha saiu reto (acho que travou o acelerador) e caiu lá de cima. Levei um bom tempo para achar o que sobrou dele no fundo da loja...
vez por outra saia do humaita pedro segundo a pe atravessava o tunel do sao joao batista e descia a figueiredo direto pra pista
quando minha velha descobriu tomei muita porrada mas vez por outra repetia a dose pois autorama era muito mais que o computador games e pra garotada de hoje
coincidentemente o coment posterior fala se da menescal e do monsieur lima que era meu vizinho no predio
a oficina do reuther era do lado da garagem que meu pai trabalhava em botafogo e era piolho de porta desta oficina com 11 pra 12 anos
bons tempos
jc sete lagoas
Mas a pista de Copa era muito melhor. Entretanto a da Coral era mais perto e eu conehcia mais gente lá, então, era pra lá que eu ia, com meu primo Renato Mauricio Prado (hoje Redator do Globo, de TV, Escritor, etc) .
Mas, logo cedo eu troquei o autorama pelos carros de verdade.
Antonio
Esse papo tá muito "bão".
HobbyLandia era no Ed. Av. Central e semre foi mais dedicada ao aeromodelismo. A HobbyCenter era em Copa, na galeria do Bruni-Copacabana e pista no subsolo. No final dos anos 60 inauguraram outra no Leblon em frente à Cruzada São Sebastião, mas fecharam as duas logo no início dos anos 70. A Coral não era lá grande coisa. Competição séria mesmo nos anos 60 só em dois lugares:
1) Autorama Center de Botafogo, nos fundos do Automóvel Clube da Guanabara, pista de propriedade do Ricardo Achcar.
2) Tijuca, pista da Barão de Mesquita.
Nota: o Maeda, chefe da poderosa Equipe Marte tinha uma lojinha de peças de autorama e uma pistinha pequena em cima da Lobras (Lojas Brasileiras) na Conde Bonfim, quase esquina de Rua Uruguai.
Nesses dois lugares reuniam-se as equipes mais poderosas de autorama que, de vez em quando, íam para São Paulo participar de provas de longa duração, como uma 24 Horas vencida pela Equipe Sebring, de Botafogo.
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