PAPOS DE PADDOCK
Quinta, Ago 20, 2009
PAPOS DE PADDOCK
8ª. etapa Classic Cup
Interlagos – 15 de agosto de 2009
Blog: Este é um papo de Box diferente. A rigor deve mesmo se chamar Papo de Paddock. Não participei da corrida por falta de motor(es).
Como sabem, estraguei o meu, assim como o gentilmente emprestado pelo Tranjan, na preliminar do último 500 km de SP. Mas, como estava na cidade a trabalho, não pude deixar de dar uma fugidinha, e ir visitar os amigos e colegas em Interlagos. Confesso que dá um sentimento meio estranho ficar de fora, só olhando. Dá uma vontade dananda de pular num daqueles carros e sair para a pista! Paciência...
Cheguei bem no início dos treinos classificatórios da Classic Cup, e fiquei assistindo às peripécias dos colegas no miolo, de dentro do carro, no estacionamento.
Minha primeira impressão foi: “Puxa, como a turma está rápida hoje, e como tem gente na pista!”
Acertei, o Antonio Chambel fez a pole com 2:00.569. Os cinco primeiros colocados dentro de 3 segundos.
Terminado o treino fui para o box # 20 da LF. Fiquei sabendo que 36 carros largariam. Um grid sensacional! Somente da nossa equipe ainda ficariam de fora, além de mim, o Flávio, o Marcelo Chamma, o Paulo Souza, o Natali, e o Gildo. Teriamos sido, pelo menos, 42 concorrentes. Espetacular! Sinto que as coisas, aos poucos, estão voltando a ser como nos bons tempos. Tomara! Até as chopadas entre as corridas estão sendo marcadas novamente. Que legal.
Chegando ao box, com os pilotos todos participando do briefing, fui recebido carinhosamente pelos mecanicos Marconi, Magrão, e Roger. Sensação boa. Abracei o Nenê, e a turma foi chegando. Pelo menos desta vez, ia ter mais tempo de papear com os amigos. Mestre Joaquim, Regi Nat Rock, Dú Cardim, o conjun..., quer dizer, grupo, “Os Cheveteiros do Brandini” impecavelmente uniformizados com as cores da equipe, Milton Rubinho que, apesar do sobrenome está mais para Lance Armstrong, pois veio pedalando desde Sto. André, primo Marcelo Giordano, Marcelo Chamma, Rogério Tranjan, Henry Shimura, Saloma, o caro Edson Furrier, cuja família vem de Lucca, pertinho da “minha” Bologna, e tantos outros. Finalmente tive o prazer de conhecer pessoalmemnte o Roberto Zullino, elegantíssimo em sua jaqueta desbotada, como devem mesmo ser as de bom couro, por cima de um vibrante colete vermelho...
O tempo passou rápido, e já era hora da função começar!
Sabendo como é gostoso receber aquela munhecada de boa sorte ao sair para uma prova, cumprimentei a todos que pude, e fui me encaminhando para a laje sob o heliponto. De lá se tem uma excelente visão do miolo, desde o final da Reta Oposta, até, lá longe, o início da subida depois da Junção, além de uma nesga da reta na saída da Curva do Café. Sentei no paralamas dum “buggy” amarelo (resistente esse paralamas!), e junto com o Marcelo Chamma, o Milton, e o Nenê, me preparei para as emoções que viriam. Nunca imaginei que seriam tantas!
O carro madrinha se afasta ao final da volta de apresentação, e os motores rugem reta abaixo! Quem será que vai surgir na frente? Lá vem eles entrando no nosso campo visual. Cinco carros embolados disputando a primeira colocação! Malanga na frente, Gulla, João Caldeira, Fábio e Chambel. Caldeira vem voando, trava tudo, se enfia por dentro, passa, e parte para cima do Malanga. Todo mundo junto.

Mais atrás, com tantos carros, não há “buraco”, tem disputa para todos os gostos, em todas as categorias. Nem sei para onde olhar.
As “usinas” colossais do Malanga e do Gulla, fazem enorme diferença na retas. No miolo os Passat do Chambel e do Fábio grudam nos ponteiros. O Caldeira tem algum problema com o seu lindo Porsche Speedster # 46 e se retira.
O Fábio começa a fazer a corrida mais espetacular que já ví. Nítidamente inferiorizado aos Pumas (!) em potência, o Passat “marron avelã” # 75 se agiganta pela tocada magistral do Fábio.

Na retinha que antecede ao Laranja, o Fábio vem sempre a uns cinco ou seis carros de distância do ponteiro da vez. No Bico de Pato já está colado. Desce o Mergulho infernizando a vida do carro da frente, para travar tudo, enfiar por dentro, e sair na frente na Junção! Na reta, por mais que se esforce, é atropelado pelos “haras” dos concorrentes. Digo para mim mesmo: “Se numa dessas ele consegue resistir, não vai ter para ninguém.”

Numa dessas o Gulla derrapa num óleo derramado no Laranjinha, samba, atravessa, e sai da pista, não antes de colidir de leve com o Fábio que rodou com o toque. Com isso o Passatão se atrasa. Mas por pouco tempo! Lá vem ele de novo! Mesma sequência. Gruda no miolo, e dá show! Puro braço e garra do piloto. Não erra uma. O homem está impossível, guiando muito mesmo!

Algumas atravessadas, sambadas, e saídas de pista (Luque BMW # 53, Du Lauand Fusca #72, Tranjan Passat # 44, Jr. Puma #27) e um espetacular 360º de um Chevette rosa no tal óleo derramado, e a coisa segue. Nem dá para respirar!
Na penúltima volta, emoção máxima! Malanga vem subindo para a reta a pleno motor, disposto a recuperar a ponta. De repente, bem na nesguinha de visão que temos do Café, ele enche o muro! Voam peças, poeira e fumaça. Nota-se que o carro roda junto ao muro e bate novamente nele. Bandeira vermelha. Corre, corre dos fiscais. Nossas gargantas ficam sêcas, e o coração perde uma batida. A cena está um pouco longe demais para que se distingam os detalhes. O Natali, bom amigo do Ricardo Malanga, chora emocionado, a Jackie Della Barba o consola. A coisa foi feia...

O José Augusto lembra que a ambulância não foi acionada. O clima melhora. Primeiras notícias: O Malanga, impressionantemente, está bem! Ufa! Respiramos todos aliviados...
Vamos todos até o parque fechado e os destroços chegam de caminhão plataforma. O carro acabou! Acho que desta vez definitivamente. Foi a segunda panca violenta seguida em duas corridas. Sobrou também para o Fusca #87 do Tadeu Destro que foi atingido pelo Puma verde, e ainda levou uma roda voadora que lhe afundou a frente.

Valendo a volta anterior, o vencedor foi o Gulla, nosso campeão de 2009 da Super Classic por antecipação, Fábio em 2º., Malanga em 3º, e o Chambel em 4º.
Corridaço! A melhor até hoje.
Lembro ao André Mello que é falta de respeito ele se classificar e chegar à frente do irmão mais velho!
Vou me indo do autódromo, cheio de pressa para voltar ao trabalho, e vislumbro o Malanga saindo do banheiro. Parece bem. Me encaminho para ele, e vou pensando: “ O que dizer? O quanto tememos por ele? Sobre seu medo na hora da porrada? Como está passando? Abobrinhas do tipo: “Que susto você nos deu?” Ninguém merece! Cheguei junto dele, olhei-o bem nos olhos, apertei firmemente sua mão em silêncio, e segui meu caminho...
Hugo Borghi - Brasuca #71
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Comentários:
Quanto a disputa com o cabeção(meu irmão) com todo o respeito, nessas horas agente perde o respeito, rsrsrs.
Espero ve-lo na pista o quanto antes, para voltarmos as nossas disputas sempre limpas e muito bacanas, já que você não pode participar nesta ultima etapa acabei travando uma verdadeira batalha com o trovão azul do Rogério e com o meu irmão na minha cola o tempo todo, foi muito bacana.
Seguem os links se você quiser acompanhar, a primeira parte tem a bagunça da largada e a segunda parte o duelo de quase meia prova com o Rogério.
P1 - http://www.youtube.com/watch?v=sQzkgFfR-aQ
P2 - http://www.youtube.com/watch?v=3uFlLtYt3B4&feature=related
Espero vê-lo de volta as pistas nas ultimas etapas em novembro e dezembro, uma pena que você não possa ir a Londrina no mês que vem.
Um abraço!
Bela descrição da prova, bela visão do todo.
Inclusive da tocada excepcional do Fabio Coelho, que faz verdadeiros milagres com o equipamento que dispõe.
Pra quem nunca viu, se milagre parecer pouco é no mínimo mágica o que o cara extrai do passat Marron Avelã. Só de solda deve ter uns 20 kilos a mais, não queiram saber, de fora dá medo.
Novamente, não pude ir. Uma pena, tá faltando saliva pra lamber tanta ferida. Vontade não faltou, mas estava sem ânimo e por incrível que pareça, sem espírito para acelerar na madrugada.
Mas vai passar. Quando, não sei. Mas vai.
Na próxima a 'gente vamos'.
Muito boa a cronica do Hugo (só pra variar). Eu não consegui registrar tanta informação assim, apesar de estarmos próximos.
Mas que foi supimba (essa veio do fundo do baú
A lamentar, a conquista com 2 provas de antecipação do título. Poderia ter ficado pra penultima, ou pra última, só pra dar mais emoção.
E ao Dr.Cerega, obrigada por sempre destacar o nosso desempenho, elogios vindo de uma pessoa como vc, pra mim é uma honra. Mas vc perdeu a melhor corrida da Classic Cup.
Abçs
Fabião
Qualquer elogio é pouco pelo que vc. apresentou no sábado!
Vai "extrair o que dá", assim, lá em Chapultepec...
Estou até pensando em usar vc. para "extrair o que der" numas novas linhas de crédito nos bancos... Vamos "secar" o Bco. Central!
Mais uma vez parabéns!
Grande abraço.
Hugo
Olá grandre André!
Pois é pena mesmo... vontade não me falta!
Acho que vou aproveitar esta "entre safra" forçada, e enfiar mais uns cavalinhos prá dentro da usina...
Tá ficando difícil andar na frente dos "Cheveteiros do Brandini"!
Aliás, muito legal as camisetas pretas com o numeral de todos da equipe.
Agora só faltam uma "grid girls", as Brandinettes...
Assisti a ambos os filmes. Muito bom! Tens mais um ou dois "pôneis" do que o Fernando, ou é só impressão minha? Fusquinhas encardidos, hein?
Grande abraço, e até a próxima!
Hugo
Mais uma vez senti demais a sua falta!
Tens exatamente até a próxima de Novembro para lamber o que tiver que ser lambido! Nem um minuto a mais!
Qualquer coisa que queiras, mesmo que seja só bater um papo de madrugada, quando os fantasmas aparecem com mais força, não hesite em me escrever ou ligar!
Grande abraço,
Hugo
Obrigado amigo!
Mas espero relatar as próximas lá "de dentro" novamente!
É meio agoniante ficar de fora, e assistir aos colegas se divertindo a valer na pista. A única vantagem é ter mais tempo para usufruir da convivência dos amigos.
Grande abraço,
Hugo
Obrigado!
Como disse ao Regi Nat Rock, de dentro é muuuuito melhor!
Abração,
Hugo
Quanto a motorização do meu chevette em relação ao do meu irmão realmente, o meu tem o motor mais forte por isso a diferença nas retas maiores. O meu motor e o do Adriano são 1.9 e o dele é 1.8
Um abraço!
Ando sempre com blusão de couro porque fui com meu spyder sem capota e é necessário vestimenta completa para manter o estilo.
Abs,
O seu relato da corrida dá uma ideia de como esta prova foi legal. Quero te dizer que o 360° do Chevette rosa foi espetacular para quem viu, mas para mim que estava la dentro, foi um puta susto. Eu queria alcançar um fusca preto na minha frente, e rodei duas vezes, esta foi a segunda. Eu comecei a correr este ano, e já fui espectador da classic cup la do heliponto, as corridas são legais mesmo, vale a pena o pessoal assistir. Quando os quatro dianteiros me passaram dando uma volta de vantagem, fiquei realmente curtindo aquela disputa.
Volte logo!
Luiz.
Olá Luiz!
Me desculpe por não ter mencionado o seu nome, nem o numeral do seu carro.
É que lá de cima não dava para ver direito o número, e também tem outro Chevette muito parecido com o seu. Como não tive oportunidade de pegar, ou de ver, nenhuma folha de tempo, fiquei na dúvida de qual dos dois seria e não quis colocar errado. Foi ótimo vc. aparecer por aqui para esclarecer!
Mas vc. há de concordar comigo que por melhor que seja a vista do heliponto, é muuuuito melhor estar lá dentro, né não? Mesmo com um ocasional 360o pelo caminho...
Grande abraço, e até a próxima.
Hugo
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