PAPOS DE BAR - CHEVETTE #8
Sexta, Jul 31, 2009
PAPOS DE BAR - CHEVETTE #8
Esse é um papo diferenciado, mesmo porque quando uma turma de loucos por velocidade se reune no bar, vem histórias. Portanto esse post será "Um papo de Bar", dos mais divertidos e prazerosos. Tanto que vamos nos render e marcar muitos outros! Vai o vídeo, e a identidade dos loucos virá com os comentários, e depois entramos no papo de box, já conhecido da galera...
PAPO DE BOX - CHEVETTE #8
Em primeiro lugar gostaria de me apresentar: Meu nome é Adriano Lubisco, tenho 35 anos e desde pequeno sou apaixonado por corridas, mas somente no final de 2007 iniciei minha “carreira automobilística” correndo as 2 últimas etapas da Classic com o Chevette #8, ano 1976 com motor 1.4.

Incentivado pelo meu amigo de infância Fernando Mello, que tinha acabado de montar um Chevette 1.4 e pelos depoimentos do Flávio Gomes em seu blog sobre suas corridas com DKW #96, resolvi procurar um carro para entrar nessa turma.
Encontrei o carro no início de 2007, totalmente desmontado e levei a oficina dos irmãos Brandini, onde durante 6 meses o Márcio Brandini transformou uma carroceria e um monte de peças em um verdadeiro carro de corrida. Era o ponto de partida para realização de um sonho, correr em Interlagos!
Fiz essas duas etapas em 2007 e todo campeonato de 2008 com o motor 1.4, mas pelo número cada vez menor de competidores nessa divisão, optamos por colocar um motor AP 1.9 para andar na D3, com mais carros e “pegas”.
Acho importante falar um pouco de nossa equipe, hoje chamada SCUDERIA BRANDINI. Os irmãos Brandini são os donos da oficina; o Márcio cuidando da parte técnica e o Ricardo da parte administrativa; contando também com o Val, Junior e Alex mecânicos que tratam nossos carros com a maior competência e carinho.
A equipe começou em 2007 com apenas um carro e com menos de dois anos de atividade na pista já estamos com 7 carros, todos Chevettes, sendo 3 com motor 1.4 e 4 com motor AP.

Após um início de ano de adaptação ao novo motor e de constante aperfeiçoamento do carro, foi nesta 7.º etapa que consegui meu melhor resultado até agora na categoria, vamos aos detalhes.
Sexta feira, 24/07/09, treinos livres
Cheguei a Interlagos às 7:30 da manhã com frio e muita chuva, e a primeira dúvida apareceu, estávamos com pneus novos e lixados e não tínhamos jogos reservas em bom estado, conversamos um pouco e decidimos: vamos com os lixados mesmos.

No primeiro treino com muita chuva dei umas 10 voltas e me senti muito confortável com o carro e a pista, fazendo o melhor tempo em 2:27 alto, mas como na sexta não temos cronometragem oficial, fiquei sem parâmetro em relação aos outros carros. Conversando com meus companheiros de equipe o tempo parecia estar razoável.
No treino da tarde a forte chuva virou garoa, mas a pista ficou muito pior, um verdadeiro sabão e meu melhor tempo foi 2:30.
Sábado, 25/07/09, treino oficial
Como de costume cheguei ao autódromo cedo, por volta das 7:00 h., debaixo de muita chuva. Comentei com meu amigo e companheiro de equipe Alexandre Chaud (Chevette #36), “acho que hoje vai ser bom”. Há algum tempo estava esperando uma corrida na chuva, pois só assim podemos equilibrar a disputa com os carros mais rápidos, que além de motores com até 60 CV a mais, muitos possuem cambio escalonado, amortecedores e molas especiais entre outras melhorias, que ainda não temos.
Fui pra pista assim que a liberaram, fiz a primeira volta de aquecimento e abri a segunda volta confiante e me divertindo com a dança da traseira do Chevette, tempo 2:26.997. Na terceira volta percebi que dava para arriscar um pouco mais, tempo 2:26.357. Quarta volta, procurei acelerar mais cedo na saída do Sol e entrar na oposta mais rápido, Laranjinha por fora, miolo sem erros e na junção forcei um pouco mais para entrar na reta forte, então a traseira deu sinais de alerta, mas ainda assim consegui 2:25.446.
Como não tinha a menor idéia da posição de largada que esse tempo me daria, pensei em forçar um pouco mais. Vindo de motor cheio em 3.º na troca para 4.º, na curva do café, a traseira abanou pra fora e me deu um enorme susto, pois bater neste local pode ter conseqüências muito sérias, principalmente se ficar atravessado na pista. Percebi que era meu limite.
Fui o primeiro a chegar ao pátio fechado e enquanto o treino continuava fui até meu Box, chegando lá os mecânicos vieram correndo e mostrando na mão o número 1, não entendi direito e o Ricardo Brandini falou “você está na pole, vamos ver os tempos na televisão no Box vizinho”. Fiquei mais alguns minutos tentando ver alguma coisa no meio dos “chuviscos” da tela até o final do treino. Ainda meio incrédulo fui em direção a torre para o briefing. Este momento foi muito especial para mim, pois quando cheguei fui recebido com muita alegria, abraços e cumprimentos pelos pilotos e preparadores. Agora estava confirmado, era minha primeira pole position!
Sábado, 25/07/09, Corrida
Nesta etapa ficamos quase 4 horas esperando entre o treino e a corrida, mas a SCUDERIA BRANDINI aproveitou para fazer algumas ações para dar mais visibilidade a nossa categoria. Levamos modelos para distribuir Cards, com fotos e informações de nossos carros e pilotos; um Banner gigante para enfeitar o Box e um espaço com comida e bebida para os convidados. Essas ações são simples e mesmo com o clima não ajudando tivemos uma ótima resposta.
Durante essas 4 horas estava muito ansioso, tanto pela responsabilidade de largar pela primeira vez na pole quanto pelo acidente do Felipe Massa, do qual não tínhamos muitas informações.
Box aberto! Entro no carro, capacete, cinto, luva tudo pronto...putz, esqueci de ligar a câmera on board. Solta tudo de novo, coloca a câmera, capacete, luva, cinto....
Vamos para pista! Fui em direção ao grid, sentindo que a pista estava mais seca que no treino, o que não necessariamente significa que esteja melhor. Vou entrando pelo meio dos carros e me posiciono na primeira posição pelo lado do muro do Box. Desligo o motor, procuro me concentrar, mas olhando pelo retrovisor quase 30 carros atrás de mim, não foi uma tarefa muito fácil. Nessa hora minha cabeça ficou a mil por hora e o nervosismo aumentou ainda mais.
Então o Val, nosso mecânico, se aproximou e me falou “Faz o melhor que você conseguir, mas não queira ser um herói.” Essas palavras podem parecer simples, mas para mim, naquele momento, foram como um calmante e consegui me tranqüilizar.
Placa de 5 minutos! Motor ainda desligado e confiro se estou bem “amarrado” dentro do carro.
Placa de 3 minutos! Ligo o motor, a temperatura vai subindo.
Placa de 1 minuto! O coração bate rápido e acelero mais forte o carro em marcha lenta, agora é concentração total.

Abaixo a viseira, engato a 1.º marcha e vamos para a volta de apresentação. Já no S do Senna, percebo que não da para ficar com a viseira fechada, estava embaçando demais, então vamos com ela aberta mesmo. Chegando à junção o safety car reduz a velocidade, a minha direita o Passat #57 do Antônio Chambel, na fila de trás outro Passat, o #75 do Fábio Coelho e a Puma #51 do Gulla. Na entrada dos Box o safety car sai da pista, fico de olho no sinal, luzes apagadas, bandeira verde, agora é pra valer!

O Passat #57 começa a me passar ainda na reta usando a força de seu motor, o outro Passat #75 tenta colocar por dentro, mas fecho a porta e contorno o S por dentro em segundo lugar. Pelo retrovisor percebo que algum enrosco no S, segurou o pelotão, me dando tranqüilidade para ir atrás do Passat #57...

...mas após 2 voltas percebo que não conseguiria chegar sem arriscar muito, a pista estava mais escorregadia e meus tempos estavam na casa dos 2:30.
Na 5.º volta vejo que o Passat #75, brilhantemente pilotado pelo Fábio Coelho, chega e não tenho como segurar e sou ultrapassado no Laranjinha. Vamos juntos até a reta e chegando no S do Senna vejo que o Passat #57, que liderava com tranqüilidade, sai da pista e na volta é ultrapassado pelo Fábio, mas recupera a posição já na reta oposta.
Percebendo que não tinha como chegar nos 2 primeiros e que não era ameaçado pelo pelotão de trás procurei “não ser herói” e fazer uma corrida mais conservadora, mas sem deixar de passar por vários sustos com a traseira dançando mais que a “popozuda do funk”.

Bandeira quadriculada! Vejo no muro do Box a vibração de nossa equipe. Agora é levar o carro ao Box 1 para vistoria. Nesta volta de comemoração não esqueço nunca de acenar para agradecer cada fiscal, com suas bandeiras agitadas, pois são nossos anjos da guarda na pista.

Adriano Lubisco - Chevette#8
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E sobre o video, Saloma seu traira!! rsrsrsrsr...
Um abraço e até a proxima etapa.
Assisti a corrida e vc. pilotou como gente "grande"... (no bom sentido...)
Com um carro menos competitivo do que muitos, como por exemplo o pseudo Puma do Gulla, vc. mostrou e provou que realmente tem "braço", pois é com chuva e naquele estado de pista que se reconhece um verdadeiro piloto.
Bem vindo a turma dos "Top Drivers" de Classic Cup.
Um forte abraço,
FRITZ
O Saloma ficou filmando um tempão, e eu só me dei conta no final! O papo "Bar Classic" estava muito bom.
E se a equipe e boa mesmo, va treinar todo dia, fique sempre em forma para corresponder ao talento do time.
Pole na chuva é pra derrubar qualquer cristão, é pra não esquecer nunca mais. E sua prova tambem foi correta: Apenas até onde o carro e voce podiam ir, nada além disso. nada de tentar ir um pelinho além, que o guard-rail é duro e o prejuízo ainda pior.
Valeu por tudo e pela "Chevetaiada" da Brandini.
muito bacana o seu texto. E a corrida mais ainda. E que bela turma essa da Scuderia Brandini. Parabéns, a nossa categoria precisa muito de pessoas como vocês. Espero novos encontros etílicos para jogar conversa fora, falar de corridas e dar muitas risadas. Espero também que o Saloma desligue essa b... de câmera pois ela é irritante.
Grande abraço,
Rogério Tranjan
Passat $44, o Trovão Azul
quando quiserem. Cana e bom papo? Tô dentro.
Abs.
Rogério Tranjan
Passat #44, o Trovão Azul
parabens pela pole e pelo 3o lugar! vc merece! quanto as empreitadas etilicas como o Rogerio falou,me chama pô!!!! já tinha comentado com o Fê "The shark" Mello de nos encontrarmos pra tomar umas...(minto,várias)!!! valew
Alfredo, Ceregatti, Rapha vamos combinar outros "papos de bar" é diversão garantida.
Não posso esquecer de agradecer ao Fritz Jordan. O elogio partindo daqueles que competiram em alto nível vale mais que qualquer troféu.
Abraço a todos,
Adriano "Chevette #8" Lubisco
E " Bar Classic " é só marcar.Foi muito legal!!!
Abraços a todos
Alexandre Chaud ( Chevette #36 )
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