SHOW DE ALFAS
Sexta, Mai 01, 2009
SHOW DE ALFAS
Fala Sidney Cardoso...

"Na primeira etapa do Campeonato Carioca de Pilotos...foto de Sidney Cardoso com Lorena Porsche #20, não terminou por quebra do trambulador..."
Na segunda etapa do Campeonato Carioca de Automobilismo de 1968, não me lembro o motivo, estava sem o Lorena pra correr.
Abelardo Aguiar que possuía um Alfazoni me ofereceu para alugá-lo, visto que na primeira corrida deste Campeonato, embora tivesse feito a volta mais rápida da prova, tive que parar devido a quebra do trambulador do Lorena (acima), sem marcar um único ponto.
O Wilson Marques Ferreira, "Mug", que havia corrido as Mil Milhas comigo em 67, de Alfa Giulia, também estava com problemas em seu carro, se não me falha a memória, um Malzoni.
Ele me pediu, solicitei ao Piero Gância e ele alugou a Zagatto para o "Mug".
Esta prova foi vencida por Mário Olivetti com Alfa GTA, que, já havia vencido a etapa anterior.
Bem, corri com o Alfazoni que deu problemas e tive que parar de novo, sem marcar ponto.
"Mug", chegou em terceiro com a Zagatto.
O resultado desta prova:
1 - Mário Olivetti, Alfa GTA (Primeiro na cat. acima de 1301)
2 - Aloísio Kreischer, Alfa GTV (Segundo na cat. acima de 1301)
3 - Wilson ferreira, Alfa Zagatto (Terceiro na cat. acima de 1301)
4 - Hélvio Zanata Alfa Giulia (Quarto na cat. acima de 1301)
5- Ronaldo Rebecchi, Interlagos (Primeiro no Grupo III-Gran Turismo)
(quatro Alfas nos primeiros lugares)

Wilson Marques Ferreira, Alfa Zagatto #9 e João Moraes #99, Malzoni

Alfazoni, Sidney Cardoso #2, curva Norte

Alfazoni, Sidney Cardoso #2 alinhando para o treino de classificação

Alfazoni com Sidney #2, entrando no "S"

Hélvio Zanata, Alfa Giulia #76, Sidney, Alfazoni #2, Bob Sharp #40, DKW, Heitor P. de Castro Berlineta e Fábio Crespi, DKW

Wilson Marques Ferreira que fez dupla com Sidney nas Mil Milhas, em 1967, com Alfa Romeo Zagato #9 e Sidney com Alfazoni #2, antes da largada

Panachê de imagens da prova, Hélvio Zanata Alfa TI #76 vem puxando a fila, o Interlagos de Ronaldo Rebecchi na sua cola. O único acidente da prova foi com o Malzoni #99 de João Moraes, que saiu da pista. E a "cansada" Alfa Zagatto de Wilson Ferreira, foi um bom terceiro lugar na geral e na categoria acima de 1301.
(reprodução AE)
Sidney Cardoso
Categorias: A, Carros, Esportes, Sidney Cardoso Images, Automobilísmo Regional
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Comentários:
É sempre bom escutar as histórias do Sidney.
Um pergunta Sidney, essa Alfazoni era boa de curva ? a bichinha com esses Firestone enormes ficou muito engraçada, o carro parece que está montado com 4 biscoitos Globo ! hehehe
(Para quem não é do Rio, Biscoito Globo é uma marca de biscoitos de polvilho, que fazem uma lambança quando vc os come, mas são uma delicia e quebram o maior galho no engarrafamento ou na praia)
Jovino
Não me canso de apreciar as linhas graciosas dessa Alfinha de triste fim, abandonada em plena rua.
Ô gente incompetente esses brasileiros...
Mais uma vez obrigado Sidney, por compartilhar essas lindas fotos.
Realmente a raríssima Alfa Zagato acabou seus dias na rua, onde foi depenada. Nas minhas buscas cheguei ao filho do último proprietário, já falecido, mas não teve jeito.. Pelas informações que tive, o que restou do carro foi sucateado.
Desculpe-me só estar respondendo hoje, tive uns contratempos e fiquei vários dias fora da internet. Voltei hoje.
Felipe W.
Esse Alfazoni era excelente de curva, possuía diferencial autoblocante. Foi a primeira vez que dirigi um carro assim.
De todos carros que guiei este foi o que levei mais tempo pra achar seu limite. Apanhei um bocado com ele. Por incrível que pareça, acredite se quiser, guiar o GT 40 foi bem mais fácil.
De início tentava jogar a traseira pra sentir sua reação e ela não saia por nada. Olha, levei tempo pra pegar sua manha.
É como você falou, os pneus dele pareciam mesmo aqueles biscoitos Globo de polvilho.
Abraços.
Esse carro tinha um problema crônico de estourar o pára-brisa, devido ficar com o capô levantado com uns 4 dedos, o ar quente o estourava.
Comigo não foi diferente, lembro-me que fiquei um bom tempo em sexto duelando com Ronaldo Rebecchi que estava de Interlagos e aí o pára-brisas estourou com o calor.
Abraços
Acredito que o Alfazoni deveria ser dificílimo de ser guiado, devido ao entre-eixos curto associado a bitolas muito grandes. A distância entre-eixos e as bitolas configurando um retângulo "quase quadrado", é praticamente impossível jogar a traseira.
Um abraço,
Vicente
Sem falsa modéstia o fabriqué aux Brésil é infinitamente mais bonito que o monstro ianque, e até hoje arrasa nos encontros dos antigos, mesmo quando alquma daquelas g(t)eringonças estejam presentes.
Saudações belgo-monarquistas
carlo paolucci
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