DIÁRIOS DO HUGO #6
Terça, Mar 24, 2009
DIÁRIOS DO HUGO #6
INGLATERRA
Por Hugo Borghi
De abril de 1965 até meados de 1967 fui estudar na Inglaterra. O colégio era interno, e ficava distante de Londres uma hora e meia de trem. Um outro grande, e saudoso amigão, José Roberto “Zéca” Madureira de Pinho, tinha sido “extraditado” para lá, um ano antes. Motivo: Em fuga da polícia que o havia surpreendido durante um pega na Lagoa, e que agora o perseguia, teve uma “brilhante” idéia! Chegando na Curva do Calombo diminuiu a velocidade e deixou a parte de fora da curva para a “joaninha”. Assim que esta ficou “pendurada”, meio tortinha sobre o famoso calombo, o Zéca deu um totó com o bico direito do seu Simca Rallye Tufão na lateral traseira esquerda do carro da polícia, quase jogando “a viatura” dentro da Lagoa! Até aí, apesar de “politicamente”, totalmente incorreto, estava tudo de acordo com o planejado. O que ele não contava, porém, era com duas outras “patrulinhas” que vinham seguindo a primeira! Abrigaram-se então os participantes do pega, no Country Club que foi imediatamente cercado por diversas viaturas policiais. Um escândalo para um clube tão seleto! Cada um correu para um lado, e quando acenderam as luzes das quadras de tênis, “encanaram” quase todos. Só o Zéca escapou, pois seu irmão, por acaso, estava jantando lá com a namorada, e ele sentou-se à mesa fingindo que nada daquele alvoroço todo no clube era com ele. Como não era a primeira que aprontava, e suas notas no colégio Pe. Antonio Vieira, não eram exatamente das melhores, foi imediatamente “extraditado”.
Para se ter uma idéia, quando um outro colega nosso que era constantemente penúltimo da classe caiu para último, e levou uma imensa bronca do pai, saiu-se com esta pérola de desculpa: “Pô pai. O Madureira viajou!”
Da Inglaterra, o “Madureira” me escrevia cartas contando maravilhas.
Liberdade, mulheres sensacionais, carros espetaculares, festas à toda hora, enfim, o próprio paraíso na terra. Convenci meu pai a conversar com o pai dele, o aparentemente sisudo Dr. Demosthenes que, afirmou ser o colégio seríssimo, severo, e excelente. Fui então matriculado para o próximo termo.
Terminado o ano letivo aqui, e aproveitando que o Zéca estava no Rio, e já ia de volta, partimos juntos para Dane End House, no Hertfordshire, Inglaterra. Imaginem a minha excitação aos 17 anos!
Já no avião, o Zéca veio com um papo mole: “Olha, não é tudo bem assim como te falei não, sabe? Não é que tem taaanta liberdade pra gente, e também, não tem taaanta mulher assim...” Só faltei dar porrada no Zéca, ali mesmo dentro do avião. O que o sacana queria mesmo era companhia!
Mas o colégio era realmente muito bom, lindo, no meio de um campo inglês, com menos de cem alunos, todos estrangeiros e boa gente. O Zéca era queridíssimo por todos lá, da mesma forma que o era por todos daqui. Uma das pessoas mais doces que conheci. Boêmio, romântico, fala mansa, gostava (muito!) de um bom whisky, tocava bossa-nova ao violão, e tinha conversa boa para infinitas madrugadas. Feio à beça, encantava porém às menininhas com seu extraordinário charme. Saudades do amigo Zéca...
Tinhamos um colega chileno/francês que possuía o nome mais longo com o qual já me deparei na vida: Thierry Henrique Alexander Peter Charles Anthony Duhesme Wolkonski y Vial de Correa y Aragon! Uma curiosidade, da qual jamais me esqueci, pois o Thierry tornou-se também, um grande amigo nosso.
Chegamos numa Inglaterra ainda abalada pelo escândalo do caso Profumo, e numa época em que os Beatles, de cabelos curtos, e ternos pretos apertadinhos, estavam lançando seu sexto álbum, “Rubber Soul”, contendo a faixa “Drive My Car”. O carro dos sonhos de todos era o Jaguar E-Type. Os da primeira série então, nossa mãe, que coisa mais linda!
Em termos de F1, os ingleses estavam eufóricos. O campeão em exercício era o John Surtees, seguido de Graham Hill, e de Jim Clark. Naquele ano o campeonato mundial seria mais uma vez dominado pelos pilotos britânicos. Jim Clark, o "escocês voador", se sagraria campeão com uma Lotus-Climax, Graham Hill seria novamente o vice, e Jackie Stewart o terceiro colocado, ambos com BRM. Um triozinho da pesada! Para culminar, Jim Clark venceria ainda, a 500 Milhas de Indianápolis daquele ano. Os britânicos deliraram.
Bem, se no colégio não havia taaanta diversão assim, tínhamos então que providenciar! Descobri um abrigo antiaéreo, do tempo da guerra, escondido no jardim. Era um labirinto de corredores de tijolos aparente, abobadados, e com pequenas saletas, tudo em perfeitas condições. Entrava-se por um alçapão disfarçado num canteiro de flores, e descia-se por uma escada de cimento. Perguntei ao diretor se poderíamos aproveitar o local para fazer um clube. Como inglês adora um clube, aprovou na hora!
Em Cambridge arrumamos uma aparelhagem de som Ampex, fios elétricos e lâmpadas para fazer uma gambiarra, e umas passarelas de tapete usadas. Encomendei ainda, uns cartões impressos com o nome “The Crazy Horse Club” para serem vendidos aos futuros “membros” como carteirinha de "sócio frequentador". Colocamos montanhas de almofadões nas saletas, penduramos pelas paredes quadros representando cavalos comprados num brechó, e num canto apropriado, montamos a “pièce de résistence” do local, o bar clandestino. Ficou sensacional!
Em uma semana inauguramos. Vendi os dois primeiros cartões de “membros vitalícios” para o diretor Mr. Hobson, e sua mulher que, graças a Deus, nunca apareciam por lá! Todos os outros alunos compraram, e distribuímos os restantes numa escola só de meninas que havia ali por perto. Tinha inglesa, sueca, holandesa, alemã, francesa, etc... Parecia uma ONU, só feminina, e só de adolescentes. O verdadeiro céu!
Pronto! Se o Zéca havia mentido antes, não importava mais. Tudo o que ele dissera, agora era verdade. O clube foi um sucesso. As garotas vinham de van e de micro-ônibus. Alguns pais desavisados traziam suas filhas de carro. Além de me divertir pra cacete ainda ganhei uma grana, e de quebra, um puta prestígio com o diretor que por essa minha “iniciativa”, me nomeou inspetor com direito a passar os finais de semana em Londres. Vendi então minha parte no clube para uns italianos (claro!), botei mais algum pra dentro, e ia farrear na capital. Enquanto isso, havíamos escrito ao Cláudio contando as mesmas maravilhas que o Zéca me contara. Três meses depois chegavam ele, e outro grande amigo nosso, o Eduardo Tamm Vilella. Estava novamente formada a quadrilha! Pouco depois chegaria ainda o Sylvio Simões de Mello Leitão, o "Urubú". Daí para frente, foram talvez os anos mais divertidos da nossa mocidade. Minha prima Maria Christina Bebianno que, nessa altura namorava um armador grego, ia sempre a Londres, e nos convidava para fins de semana inesquecíveis na base de Rolls-Royce Silver Cloud II e Aston Martin DB5. A DB5 estava no auge da fama por conta do filme do James Bond, 007 Contra Goldfinger. O slogan era: “Aston Martin DB5, o carro mais conhecido do mundo”. Possuía um motor de 6 cilindros em linha, com 3.995 cm3, e potência de 282 cv. Um carrão bem ao gosto dos britâncios.

Dois gregos amigos do namorado da Christina, e irmãos gêmeos, tinham duas exatamente iguais. Em 1966 foi lançado o modelo DB 6. Este último foi o modelo preferido por alguns famosos, entre os quais, Mick Jagger, Paul MacCartney, e o príncipe Charles. Dizem que a letra da música “Hey Jude” foi concebida dentro desse carro, numa aparelhagem especial de gravação que o Beatle havia mandado instalar. O modelo 1970 do príncipe Charles já rodava, naquela época, movido a bioethanol.
Minha querida prima que, infelizmente não está mais entre nós, era uma mulher lindíssima, e que vivia no jet-set internacional desde os 17 anos. Apesar de ter alguns anos a mais do que eu, éramos muito amigos, nos dávamos super bem, e nossa convivência era praticamente diária desde pequenos. Afinal, éramos vizinhos de parede na Rua Sacopã. Christina, para minha felicidade, havia decidido ser minha tutora na vida noturna. Desde as pioneiras casas noturnas do Hubert de Castejás no Rio de Janeiro, o Black Horse, e depois o Le Bateau, do Ton-Ton Macoute em São Paulo, Chez Regine´s em Paris, ao templo máximo da era “disco”, o Studio 54 do Steve Rubell, em Nova York, fomos a quase todas as boates de sucesso da época. Christina era freqüentadora assídua, e tinha passe livre em todas elas, numa época que só entrava quem era “badalado”. Estava também, constantemente cercada de lindas amigas. Numa dessas vezes, apareceu em Londres com duas gracinhas de paulistas. Uma delas, a Dorinha de Azevedo Marques, me virou completamente a cabeça. A outra amiga, acho que era a Mazi. Eramos sócios de carteirinha do “The Saddle Room”, e do “Annabel´s”, e nos esbaldávamos. Alguns anos depois, Christina casou-se com um inglês, o Roger Middleton, comprou uma casa na Old Church Street, pertinho da King’s Road, um Mini Cooper preto fosco com vidros fumê, e “assentou o facho”. Mas só um pouquinho!
Se o mundial de F1 de 1966 não foi vencido por nenhum britânico, mas sim pelo australiano Jack Brabham, pilotando um carro que levava o seu nome, o Brabham-Repco, pelo menos Graham Hill faturou a 500 Milhas de Indianápolis. A inglesada gostou.
Em dia fomos visitar a cidade de Windsor num Mini 850 vermelhinho, a convite da nossa amiga Balí Pinheiro Guimarães. O carro era emprestado, e a Balí não se acertava com o tráfego na mão inglesa, a direção à direita, e as marchas à esquerda, tudo ao mesmo tempo. A solução encontrada foi ela se concentrar só no volante e pedais, dirigindo o carrinho, enquanto o Cláudio passava as marchas, e eu fazia de GPS, lendo os mapas, e indicando o caminho. Depois de algumas arranhadas que quase destruíram o câmbio, a coisa entrou num ritmo satisfatório.
Quando não íamos para Londres, íamos para Stevenage, cidade próxima do colégio, onde nasceu o Lewis Hamilton, e que possuía um grande “dancing”. As meninas, em sua grande maioria estudantes e adolescentes como nós, ficavam sentadinhas em suas mesas esperando convites para dançar. Uma vez que aceitavam, daí pra frente, o maior ou menor sucesso da noite dependia exclusivamente da sua competência.
Dane End House não permitia que os alunos tivessem carros, pois consideravam muito perigoso. Mas, pasmem, podíamos caçar! Afinal, estávamos no campo. Coisas de inglês. Um colega persa, o Rostam Shakiri, tinha uma linda espingarda Holland & Holland calibre 12, de dois canos que ficava encostada na parede do seu quarto, ao lado da cama... Tempos menos agressivos, mais ingênuos, e gentis.
Em 1967 a F1 foi novamente dominada por um australiano. Desta vez Denny Hulme levou o caneco de campeão, e mais uma vez, ao volante de um Brabham-Repco. Jack Brabham foi o segundo, e Clark o terceiro. A inglesada não gostou nada.
Como um dos inspetores me cabia algumas tarefas semanais como acordar os colegas com um sino, anotar as compras que chegavam, e tomar conta de que tudo corresse bem entre os alunos. Ficava também sabendo com antecedência, quando haveria treinamento de evacuação da escola em caso de incêndio. Os “fire drills”. Geralmente eram de madrugada, no meio do inverno gelado, e pegava todo o mundo de surpresa. Os alunos corriam para formar no jardim, a maioria só de pijama ou cueca, tiritando de frio debaixo da neve! Ficavam muito impressionados que os brasileiros eram sempre os primeiros a aparecer, e sempre os únicos que estavam completamente vestidos, inclusive com sobretudos, botas, chapéus, luvas, e cachecóis...
Mas não fiquem pensando que era só farra, e pôrra-louquice. Afinal, essas são as partes divertidas de serem contadas. Também demos um duro danado. Estudávamos para valer durante a semana toda, sem moleza. Cumprimos com a nossa parte. Ao final do último termo, prestei exames no King’s College em Cambridge, e passei.
Em agosto de 1967, estava de volta no Rio de Janeiro, para onde costumava vir durante as férias de verão, mais longas do que as de inverno. Mas só por pouco tempo...
Hugo Borghi

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Comentários:
HUGO: parabéns pelas histórias, uma melhor do que a outra. Consegui até imaginar o 'totó' que a viatura levou, e também deu pra ter uma idéia boa do que rolava “The Crazy Horse Club”... hehehehe
Grande abraço
Hugo,há 5 anos de diferença entre nós,mas os paralelos continuam;em 67,aos 12, EU estava sendo extraditado também,para ficar 8 anos em colegios internos,ser tambem nomeado "prefect" e obter alguns privilégios,minhas escolas tambem filiais da ONU,uma das boates mais famosas do mundo nos anos 60 e 70,a Cave du Roy,carros e mais carros, e principalmente,amigos muito loucos e queridos.De quebra,já que James Bond foi citado,estar bem no meio do maior centro mundial de espionagem da época,quando esta ainda era feita pelos Bonds verdadeiros da vida,não satélites e gadgetzinhos eletronicos sem graça.
Aaaah,a Beirut pré-guerra civil !Que saudades...
e esse DB-5....hummmm que sonho....um dos mais belos carros de todos os tempos....
Vale hoje no reino unido umas 140 mil libras.....aiaiaiai
Quero comprar!
Saudações!
Forte abraço Edu Castro
nesta epoca o juca chaves assentava o seu circo em frente a extinta catatumba e vez por outra eu parava por la pra admirir o jaguar branco e um esportivo brasileiro que nao estou certo mas era uirapuru todo estilizado como carro de corrida
nao sei quantas vezes vi este show no circo de bicao,tinha 16 anos e voltava da aula de ingles no ibeu para pavuna que na epoca era uma viagem
o contra senso da epoca e o principe cornuto usar carroa e thanol e autorizar caca aos bixinhos ingleses
este ano vou a imglaterrra por missao de trabalho conheco quase todo o mundo menos a inglaterra e a franca
este ano vou ver a data de GOOD WOOD e vou tomar o cha das cinco em londres
mr HUGO
suas historias sao mais do que umas 10 sessoes de terapia e que nos motiva numa epoca dificil como esta
feliz cada vez que leio seu time revival
felicidades
jc sete lagoas
Caro colega "Prefect",
Quanta coincidência, hein...? Impressionante!
Bem, se vc. se refere a boite Les caves du Roi no Byblos de St. Tropez, vamos ter que escrever um capítulo só para isso!!! No dia 21 de julho de 1969, num telão montado nessa boite, assisti o Neil Armstrong dar os primeiros passos na lua... Passei 1 mês lá. Beirut não conhecí, mas me falavam maravilhas. Pôxa, conta um pouquinho mais...!
Abração,
H
Que caí na noite, dancei como um alucinado, barbarizei com a mulherada e vivi com força um monte de gente sabe, mas nem metade dos meus pecados confesso... Alguns deles às vezes me vem à lembrança, assim de graça, e rio sozinho como velhinho senil.
Aí vem o Hugo, com sua mansidão da meia-idade e milhares de horas de vôo despejando suas histórias...
Só de ter passado pela Studio 54 imagino o som, o calor e o clima do local.
Estar em London, London... Bem no meio dos anos 60, onde "quase tudo aconteceu" já é demais da conta.
Um zilhão de vezes melhor do que estar aqui na terrinha, entre a direita alienada e a esquerda festiva, ou nem tanto...A gente sempre diz que os anos na escola foram os melhores das nossas vidas. Mas longe de casa e dos olhos da repressaõ, nem imagino...
E nosso amigo Belair, discreto e tímido tambem começa a soltar suas aventuras... Não se reprima não, Belair.
Conta aí aquela Beirute de sonho e de paz, a Paris do Oriente médio que voce viveu...
Abraços à dupla de "felizes garotos expatriados".
Mais uma vez, parabéns pelo texto.
José carlos,
O circo do Juca Chaves chamava-se Circo Sdruws e, se você não sabe, o Juquinha, tradicional apreciador de Jaguar, teve um Brasinca que chegou a participar de corridas emprestado ao piloto Walter Hahn Jr., que depois viria a ser fabricante do carro, quando renomeou-o Uirapuru.
Acesse o endereço abaixo e leia a matéria "RABO QUENTE E BRASINCA", após comentário de Jan Balder com fotos do acervo do companheiro de blog Luca Vercezi.
http://www.interney.net/blogs/saloma/?blog=59&posts=15&page=1&paged=8
Sensacional.
O mundo começa na Inglaterra!
Salve a Rainha!!!!
Acho que o pessoal,no inverno,frequentava o Cave du Roi do Vendôme de Beirut;verdade,era comum embarcar no final da tarde de qualquer capital européia,voar para Beirut,passar a noite no Cave e voltar em voôs da madrugada,dormindo,e chegar de manhã aproveitando fuso horário.Eu,como estudante durango,ficava só na sobra,ali na pequena área,quase sempre só sonhando com alguém espirrar pra fora ,hahaha.
O Armstrong eu acompanhei em casa no Brasil mesmo,com 14 anos,passando 2 meses de férias aqui.
Cerega;esses diários do Hugo,como eu disse antes,estão sendo magistralmente escritos por alguém que sabe contar histórias,assim como você.Eu realmente sou tímido,não "conto"tão bem,mas as lembranças provocadas pelo Hugo estão me fazendo um bem danado,eu que sou nostálgico por natureza...
Magnífico é imaginar toda essa trajetória!!
De algumas boas risadas aqui!!!
Abraço
Abraços.
Sensacional...
Parabéns, Hugo.
Agora, devia ser sensacional o clima dentro desse bunker abandonado...
À todos que enviam tão gentís palavras, o meu sincero muito obrigado! São fatos (os contáveis!)pinçados na memória de tempos especiais, nos quais tenho a plena consciência de ter sido privilegiado pelas oportunidades e circunstâncias. Principalmente de ter podido viajar muito por esse mundão de Deus, e me encontrado com várias pessoas, digamos, "fora do comum", pelo caminho...
Faço coro, você tem um livro em mãos.
Saudações
Rodrigo
A maneira natural do 'contista' é hipnótica. Não dá para interromper a leitura. E ao fim, fica um gostinho de quero mais pois faltou a continuação.
Uma delicia conhecer suas aventuras.
Persista pois deve ter muita história escondida pra contar a esses leitores vorazes.
De minha parte, tem um leitor permanente.
E acho bom o Belair começar a mandar sua natural inibição pro 'caixa prego' e despejar suas histórias escabrosas para deleite geral.
O Ceregatti vive fazendo isso e acha que fala demais. Eu acho que fala de menos isso sim.
Neste boteco o que não falta é voyer e fofoqueiro.
Mais uma vez, obrigado.
O "berço de ouro" a que vc. se refere, foi vendido para pagar as contas, já há muuuuiiito tempo atrás, em função dos reveses da vida, como vocês verão próximamnete... Antes disso, foram tempos realmente especiais. Depois, vieram décadas de muitos apertos e enormes dificuldades, somente superados com muita garra, determinação, e trabalho. Tempos possíveis de serem suportados graças a uma boa, e permanente, dose de bom humor, e uma imensa alegria de viver...
Grande abraço.
Voce diz que "...determinação, e trabalho. Tempos possíveis de serem suportados graças a uma boa e permanente dose de bom humor, e uma imensa alegria de viver..."
Mesmo sabendo ser voce pouco mais velho que eu, tomo a liberdade: Essa é a sua leitura bem humorada, olhando pelas lentes da distancia no espaço e no tempo. O que de fato fez toda a diferença na dificuldade é algo que meu pai, felizmente ainda vivo e lúcido, chama de educação. Que pode ser berço, fibra, temperança, caráter, como queira.
Desde a mais tenra idade meus pais repetiam o óbvio: Que tudo que precisamos saber aprendemos até o jardim de infancia. O resto, é apenas para dar brilho à pedra já lapidada na primeira fase de nossas vidas.
Voce, meu caro, é um felizardo. Assim como eu próprio me considero, e muitos outros de nós. Independente de nossa origem, endereço, classe social, saldo bancário, dívidas impagáveis, mulheres possíveis e impossíveis, vidas simples ou não, somos felizardos.
Tivemos formação, educação, exemplos, apoio, motivos. Erramos pra caramba, acertamos um pouquinho. Aprontamos todas, mas fomos lúcidos. Afirmo que a família e a formação fez toda a diferença.
E se hoje voce consegue olhar todo o sofrimento com olhos sorridentes, talvez até condescendentes, pode-se achar um felizardo.
Foi tua educação e formação que te prepararam pra "tirar de letra" as dificuldades que surgiram.
Pra quem é do bem desde criancinha, não tem tempo ruim. Nem quando quebra o cambio, que dói pra caramba.
Grande abraço de um voraz leitor seu.
Seu pai está coberto de razão, assim como você...
Carinhoso abraço.
Copiando o feliz coment do Cerega: -
("Independente de nossa origem, endereço, classe social, saldo bancário, dívidas impagáveis, mulheres possíveis e impossíveis, vidas simples ou não, somos felizardos.
Tivemos formação, educação, exemplos, apoio, motivos. Erramos pra caramba, acertamos um pouquinho. Aprontamos todas, mas fomos lúcidos. ")
e mais,
("E se hoje voce consegue olhar todo o sofrimento com olhos sorridentes, talvez até condescendentes, pode-se achar um felizardo.")
Acho que disse tudo. Infelizmente conheço gente dita "bem nascida" (berço de ouro e tals) que vive do sobrenome. O Paulistano tá cheio delas.
Voce, certamente deu a volta por cima pois teve garra pra superar toda a debacle.
Os desafios estão aí pra isso mesmo oras.
Provar que temos cojones pra enfrentar as adversidades.
Esse papo de que, se falta pão, comam brioches, é receita certa para a mediocridade.
Razão pela qual, encaro tudo sempre de bom humor e com uma certa compreensão. Tem coisas que, para as quais, não vale a pena perder o sono; vender o "berço de ouro" ou quebrar o cambio (esse Cerega...) por exemplo. Pode doer mas não é o fim do mundo.
E aguardemos o próximo - hipnótico - capítulo de sua saga...
Copiando o feliz coment do Cerega: -
("Independente de nossa origem, endereço, classe social, saldo bancário, dívidas impagáveis, mulheres possíveis e impossíveis, vidas simples ou não, somos felizardos.
Tivemos formação, educação, exemplos, apoio, motivos. Erramos pra caramba, acertamos um pouquinho. Aprontamos todas, mas fomos lúcidos. ")
e mais,
("E se hoje voce consegue olhar todo o sofrimento com olhos sorridentes, talvez até condescendentes, pode-se achar um felizardo.")
Acho que disse tudo. Infelizmente conheço gente dita "bem nascida" (berço de ouro e tals) que vive do sobrenome. O Paulistano tá cheio delas.
Voce, certamente deu a volta por cima pois teve garra pra superar toda a debacle.
Os desafios estão aí pra isso mesmo oras.
Provar que temos cojones pra enfrentar as adversidades.
Esse papo de que, se falta pão, comam brioches, é receita certa para a mediocridade.
Razão pela qual, encaro tudo sempre de bom humor e com uma certa compreensão. Tem coisas que, para as quais, não vale a pena perder o sono; vender o "berço de ouro" ou quebrar o cambio (esse Cerega...) por exemplo. Pode doer mas não é o fim do mundo.
E aguardemos o próximo - hipnótico - capítulo de sua saga...
Também vivi na terra da rainha, mas aí já nos anos 80, e seus relatos me trazem lembranças incríveis.....continue, please.
Abç a todos Edu Castro
Além de péssimo aluno, repetente contumaz, como vc reconhece, valia-se de sua idade maior e seu físico avantajado para oprimir os mais novos e agredi-los gratuitamente. Um dia, sem motivo algum, me deu um soco entre os olhos que me nocauteou! Como era de se esperar, ao contrario de alguns que foram vitimas de sua violência, não deu para nada na vida!
Se morreu, rogo a Deus se apiede de sua alma.
João Pedro (Feola)- Turma de 1967
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