A DEKA DO VOLANTE #13...

Segunda, Mar 16, 2009



A DEKA DO VOLANTE #13...


É isso mesmo, comunicado importantíssimo para quem acompanha a História Automobilística da terrinha. Ela vai voltar. Um ícone e a última, da saga das Mickey Mouse de fábrica. E brindando a notícia está Oswaldo Arouca Neto, sobrinho do Volante #13, que adianta aos comparsas...

"A DKW Mickey Mouse será exposto na FEICOM, de 24 a 28 de Março no Anhembi. Quem for poderá ver que o carro não está abandonado como muitos disseram, pelo contrário, está muito bem conservado.
Aliás, o Manoel Crispim já concordou, em prepararmos um motor para o mesmo. Este ano iremos colocá-lo em Interlagos, e não mediremos esforços para isso, pois não tem preço. Aqui quem vos fala é o sobrinhoo do Volante 13. Abs a todos, e espero vcs lá!! "

Viram que beleza de comunicado e para quem não acompanhou os papos sobre Dekabrás e Volante #13, enviado pelo parceiro Jovino a um tempo atrás, vai acompanhar agora. Porque é um belo texto e tem tudo a ver com o momento dessa homenagem...segue texto:

Mickey Mouse, era esse o carinhoso nome dado a esse carrinho todo especial, um puro-sangue, um bólido com mecânica DKW, construído para competição. No relato a seguir, Luiz Braidatto, relata com todo sentimento a história pouco conhecida desse valente veículo que foi um campeão. Luiz narra em detalhes a comovente história do Arouca, aquele que pilotou esse DKW de forma brilhante, mas que por fim resultou numa tragédia...

As 250 Milhas do Rio de Janeiro, 1968, Autódromo de Jacarepaguá. Terminou em quinto na geral e primeiro na sua categoria...

"HOUVE uma época que eu era Revendedor Autorizado DKW em São Paulo e o Mickey Mouse estava encostado nas dependências da Vemag porque ninguém tinha peito para tocá-lo e eu consegui comprá-lo.
Levamos o Mickey para o IPT e no túnel de vento conseguimos efetuar modificações na aerodinâmica que tornou o carro mais estável. Existia na época um engenheiro alemão da Vemag muito meu amigo que me passava uma série de dicas dos testes que eram feitos pela Equipe de Competição.
O alemão queria ver a gente brigando com a Equipe da Vemag e nos facilitava em tudo, até a compra de componentes especiais importadas da Alemanha. Exemplo: desenvolvemos um motor de 92 cv (no dinamômetro) para corridas rápidas, alto giro, não tinha nem marcha lenta, provido de pistões especiais, um só anel por pistão, virabrequim especial (alemão), carburação Weber individual, bomba de gasolina dupla de alta vazão inexistente na época, e muitos outros componentes, todos tecnicamente melhorados, caprichosamente aprimorados que afinavam o conjunto. Conseguimos algumas caixas de câmbio com outro alemão na ZF (que fabricava as caixas de câmbio para a Vemag) com relações de marcha especiais, para Interlagos tínhamos duas.
Até o mecânico Crispim que era da Equipe Vemag me passava valiosas informações e dicas nas competições. Muitos dos que participavam das corridas na época manifestavam prazerosa satisfação e prazer de ver o "carrinho" andar na cola dos DKWs da fábrica, dos Porsches da Dacon, das Berlinetas da Williams, na frente de muita máquina mais possante. O meu amigo chamado Arouca, o Volante Treze, era um piloto fora de série, um ás do volante, e o grupo que formamos era muito bom. Somente ele sabia tocar aquele bólido. Eu não era um piloto porque não tinha sangue frio ou equilíbrio emocional para no meio de uma disputa manter aquele controle nas tomadas de curvas ou na disputa pelos espaços. Era pé em baixo e acabava no guard-rail. Eu ficava postado à beira do campo como aquele sujeito contemplando e torcendo pelo seu time favorito de futebol de várzea.
Esse motor, acima descrito e com o carro todinho preparado, redondo, pneus americanos (que paguei uma nota preta), tudo estava acertado para a Prova Três Horas de Velocidade, em Interlagos. Em um dos treinos, meu amigo desceu do Mickey no nosso box e sem delongas me intimou: “Luiz, toca você, a pista tá livre, pode descer o pau que o bicho agüenta. É todo seu...”.Um desafio de dar um frio na barriga! Meu Deus! Parti do box fritando pneus, fiz a Curva Um e a Curva Dois sem tirar o pé só do acelerador, corrigindo o volante aqui e acolá, Desci o retão a quase 9.000 giros (não havia velocímetro, mas deveria ser entre l80-190 km por hora).
O trovejar daquele motor era indescritível, o Mickey vibrava com um jato quebrando a barreira do som (exagero), não tinha fim, a relação de marcha era bem longa o Huuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa do motor aumentava intensamente e a tendência do carro era girar entre eixos, faltava algo; bateu o medo terrível, fechou, porra! Falei comigo mesmo! Aliviei o pé da fera contornando a curva quatro no tú tú tú tú tú, subi direto para os box, quando estacionei no Box, o amigo pulou para dentro do carro gritando de alegria dizendo: “Viu, seu veado, afinou; conseguimos! Agora, senta de lado que vou te mostrar como se anda...” Acomodei-me no banco de passageiro segurando no Santo-Antonio (a carreteirinha só tinha um banco) e, ato continuo, o Arouca fez tudo que eu fiz de pé em baixo, mas quando entrou no retão nem sei a quanto andávamos, meu cagaço era bem maior. Não tirou o pé, foi frear no meio da Quatro, nessa altura o carro já não tinha as quatro rodas aderindo à pista, comecei a gritar, Virou! Virou!”. Todavia, o amigo desacelerou, corrigiu e quando ia capotar o pé em baixo e a tração dianteira se fez mais forte e entramos na reta em direção à Ferradura e o resto da volta, em consideração à minha gritaria e pânico, fomos mais devagar, também para poupar o carro.
Chegou o dia da prova e o pessoal da Dacon apareceu a bordo de um Fusquinha, construído em fibra, mecânica Porsche, José Carlos Pace (o Moco) ao volante, o carro todo disfarçado em Fusquinha para provar que Fusca também era de briga. Estava provido de pneus especiais e gasolina de aviação, até aí tudo bem, eu também utilizava esse tipo de combustível. (100 octanas) com óleo Castrol R.
Foi dada a largada. Rodaram em terceira e quarta num pau que foi o show da corrida. Um espetáculo para os olhos! Nas retas o Porsche andava na frente com o Mickey no "vácuo", mas nas curvas, no miolo, até à reta dos boxes o Arouca liderava, com o Moco no "vácuo", e foi assim até o final da competição. Até que, na última volta, o Arouca chegou na frente, uma cena que valia mais do qualquer troféu, que merecia ser comemorada mais do que qualquer outra coisa. O pessoal da VW ficou muito p. da vida, tinham fornecido tudo, tudo para a Dacon. Saíram frustrados. Foram pontos a menos para a minha firma, a Dekabras, mas valeu a pena, não me arrependo.
Comentaram que nós devíamos deixar o Fusca (Porsche disfarçado) chegar na frente, para ficar bem com os alemães. Ganhar ponto com os gringos!
Os dias foram passando. Outra corrida que o Arouca deu um show foi os Mil Quilômetros do Rio de Janeiro. A prova durou a noite toda e quando amanheceu, estávamos em primeiro na categoria. O outro piloto era nosso amigo Roberto Dal Pont, que corria na equipe da Vemag. O castigo infligido ao Mickey foi por demais severo. A pista era muito ruim, um bom número de carros quebrou, nas paradas do Box, o desejo era desistir de tudo, todavia, o Arouca gritava "deixa comigo, vamos chegar primeiro...” mas o combalido Mickey já não tinha mais embreagem, o amigo fazia milagre para manter a colocação.
Faltava muito pouco, era a ultima volta, mas o que eu mais temia aconteceu, explodiu o motor, porra! Próximo dos boxes, ainda corremos para ver se dava para reparar. Deparamos com uma cena impressionante, o motor ainda girava em dois cilindros, mas, quando tirei a capô, explodiu na minha cara, os pedaços de cárter caíram no meu pé, todos entraram em choque, o Arouca queria empurrar até à chegada, consegui acalmá-lo, já não tinha mais forças; foi uma choradeira geral, foi muito duro golpe para a equipe, no entanto, faz parte da competição. Final melancólico de prova. Colocamos o Mickey no caminhão, todo equipamento, duas noites sem dormir, peguei meu DKW e joguei o Arouca no banco traseiro; coitado, estava exaurido de fadiga, e "pau na máquina" pela Dutra, tinha que abrir a Dekabras no dia seguinte. A vida teria de seguir sua rotina.
Uma semana se passou e eu não tinha notícias do Arouca. Ele corria com o nome de Volante Treze, primeiro porque adorava o número treze, depois, acredite se quiser, a família era contra sua participação em competições, sua mãe era cardíaca, o pai e irmão viviam brigando com ele, visto que nas corridas punha em risco a saúde da mãe. Não queria fotos e implorava para a reportagem não citar seu nome. Tornou-se avesso à publicidade.
Certa tarde, me telefonou todo esbaforido, apavorado, pedindo minha ajuda, pois havia se envolvido num acidente, uma trombada com outros veículos. Sai em disparada em socorro do amigo. Quando cheguei ao local não entendi absolutamente nada, meu amigo estava meio zonzo ao meio de cinco carros amassados, os donos em pé de briga, todos exaltados, uns o acusavam de estar drogado, outros por imperícia e tudo mais que se pode ouvir num acidente, uma confusão dos diabos!
Entrei no meio da cena e consegui acalmá-los com a promessa de avaliar os danos e efetuar os reparos. Com muita conversa consegui convencê-los e nos dirigimos para a oficina, a Dekabras (abaixo).

Levei o amigo para sua casa, que não se conformava, nem ele sabia o que tinha ocorrido de fato, não estava bem, reclamava de dor de cabeça de rachar, mas nada que alguns comprimidos para sanar o incômodo não resolvessem. Quando se acalmou, deixei-o em casa e dirigi-me apressadamente para atender os outros.
No dia seguinte, a meu conselho, levei o Arouca para uma avaliação médica, um check-up em uma clínica bem conceituada de São Paulo. Como ele escondia tudo da família, ninguém ajudou, provavelmente ignoravam seu mal-estar. Fomos sozinhos. Foram dois dias de exames e nenhuma anormalidade foi constatada, tudo normal. Cobraram uma nota, achei os valores extorsivos. Resultado: fadiga acima dos limites (atualmente denominado de estresse), recomendaram férias e muito repouso, serenidade de espírito e todo aquele papo que médicos recomendam a seus pacientes...
Sou um sensitivo, estava preocupado, porque no acidente, pelo que me relatou, ficou praticamente evidente que ele tinha sofrido um súbito desmaio e, desacordado, bateu nos outros carros, não havia nem marca de frenagem na pista. Esse fato era intrigante.
Fiquei por vários dias muito preocupado, não tirava o amigo do pensamento, Quando telefonava, diziam que tinha viajado. Pensei, menos mal, seguiu meus conselhos e isso fortaleceria sua recuperação.
Entretanto, não conseguia me concentrar, o pensamento permanecia permanentemente ligado, martelando meu cérebro. Algo estava errado e não deu outra, dias depois o seu irmão me telefonou notificando que o Arouca tinha sido hospitalizado na Beneficência Portuguesa (hospital de renome na capital paulista) e deveria ser submetido a uma cirurgia cerebral. E nada mais consegui falar atacado pela emoção! Fiquei como que paralisado. Fui para casa extremamente pesaroso, arrasado, no entanto, não emiti nenhum comentário com meus familiares.
Porém, durante o almoço com minha esposa e meus filhos, fui acometido de um momento de profundo pesar e comecei a chorar afirmando que meu amigo havia partido para sempre. Apavorei toda minha família; minha mulher nada conseguia entender. Acalmei meus filhos que eram pequenos e corri para o hospital. Quando cheguei ainda alimentava a esperança que tivesse sido um devaneio de minha parte, aquele momento de pessimismo que muitas vezes somos acometidos.
Foi horrível, o pior havia ocorrido, o amigo tinha morrido e os irmãos e o pai estavam desconsolados.
Quando a notícia correu, na equipe foi uma choradeira geral, ninguém se conformava, uma tragédia, algo inacreditável!
No enterro do amigo, foi um momento desolador, de pesar sem precedentes, é muito difícil perder um ente tão querido, mas faz parte da vida e da qual sobrevém a todos. Razão pela qual somos denominados de mortais.
Flores foram depositadas sobre a sepultura. Eu deixei uma lata de Castrol R, que para nós era como se fosse "perfume francês". Um produto que fazia parte integrante de nossas vidas.
Após esse trágico fato, participar de competições perdeu todo o encanto; aquele deslumbramento, aquele ardor se desvaneceu e não sentia mais nenhum atrativo por essa atividade. Desmantelei toda a equipe e não queria mais ouvir falar de corridas. Não mais dava assistência a carros, não fiz mais "venenos". Nunca mais pisei em Interlagos. Era o ocaso de uma era.
Nem visitar outro amigo que eu chamo de "Rato”, o Emerson Fitipaldi, contemporâneo daquela era.
A família do Flodoardo Arouca, (daquela conhecida metalúrgica fabricante de fechaduras Arouca), era visceralmente contra essas competições que nos participávamos, eram opositores dessa modalidade de atividade.
Após sua morte fui contatado e cobraram a parte do amigo no Mickey Mouse e eu constrangido acabei cedendo para eles e, pasme, levaram o carro, o capacete, luvas, calçados, macacão e todos os troféus para ato contínuo, montarem em um salão da fábrica, um tipo de museu em sua homenagem, que permanece até os dias de hoje.
Durante 44 anos não tive contato com eles, mas, há alguns meses atrás, o pessoal do DKW Clube resolveu efetuar uma corrida in memoram, uma forma de póstuma homenagem aos remanescentes daquela saudosa e conturbada época e achei que deveria participar da prova. O veículo estava intacto e conservado no tal museu. Embora, eu não tenha mais a oficina mecânica, ainda conheço um pessoal que poderia me ajudar a pôr o Mickey a rodar em Interlagos, seria uma merecida homenagem ao amigo, e embora eu esteja atualmente com setenta anos, sei que se desse na partida, aquele motor iria reviver e meu cérebro, ao captar aquele huuuuuuuáááááááááááááásáááa nem que seja o tútútútútútútú, viraria bicho, é como uma viagem ao passado, reviver os momentos de um tempo glorioso que jamais se repetirá.
Entretanto, a afinidade que nos unia não era compartilhada com a família do meu amigo. Tentei alguns contatos com o seu irmão, Cassio Arouca, atual dono e diretor da fábrica, mas sempre sua secretária se dirigia a mim querendo saber o assunto, do que se tratava, eu me identificava como antigo sócio do seu irmão, o Flodoardo falecido, explicava o plano em prestar uma homenagem. Depois de inúmeras tentativas, não obtive êxito, jamais houve qualquer retorno. Para bom entendedor meia palavra basta. Jamais retornarei a procurá-los. Fico com minhas boas lembranças daqueles tempos felizes, vindos e findos...
Aos leitores meus, perdoem meu desabafo. Tudo o que passou não escondo, quero que todos saibam algo de um passado de acertos e desacertos, que se torne público”.
Luiz Carlos Braidatto (Luiz DKW)"

Mais uma vez faço as honras de agradecer ao brother Jovino, que recebeu um livro eletrônico encaminhado pelo Umaras, que escreveu sobre sua tentativa frustrada de integrar o quadro de pessoal da fábrica da Vemag e juntos com suas ações, contribuir para o engradecimento da história da Vemag nas pistas brasileiras.
Saloma
(reprodução)


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Alfredo Gehre

Fiquei arrepiado...
Vou lá ver o carro que foi a paixão de carro na minha infância. Torcia direto para o Marinho e o Volante 13 e este Mickey-Mouse ficou registrado na minha memória.
Cheguei a fazer um DKW de corridas e coloquei o número 13 justamente em homenagem a este "carrinho".
Envio a foto via seu e-mail...
AG

PermalinkPermalink 16.03.09 @ 20:50



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

É Alfredo, ainda existem pessoas sensatas por aí. Uma história parada e trancada entre quatro paredes não rende...se conseguirem formatar a idéia, vai ser show!

PermalinkPermalink 16.03.09 @ 21:37



Comentário de: JOSE CARLOS

vou la na feicom pra ver esta dkw
este carro deve estar conservado pois a arouca fechaduras e uma empresa seria e com produtos de boa qualidade
ja usei 2 obras o material deles e posso certificar que se aplicou no handling do deka a mesma cuidado que se aplica ao produto,o mickey mouse deve estar em bom estado
caro saloma,vou a feicon junto com meu fiel escudeiro adilson espingarda
onde podemos degustar uma pizza,vou a feicon e devo ficar no F1 9julho
jc sete lagoas

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 08:34



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Zé, me avise quando estiver por aqui...nos falamos!

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 09:27



Comentário de: Hugo

Impressionante e comovente relato...
Apesar de não ter podido encurtar o entre eixos, cortei os paralamas do meu Deka "a lá Mickey Mouse" influenciado pelas peripécias do Volante 13 em Jacarepaguá. Tomara que ele esteja, e seja, bem preservado.É uma relíquia dos "tempos de ouro".

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 09:53



Comentário de: Eric

Também quero ver esse bólido aí....aguardo o briefing.

Linda história,principalmente pelo sobrinho que quer reviver o carrinho nas pistas.

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 09:59



Comentário de: Belair

Que tal aproveitar a Feicon para organizar uma "pressão" sobre a família para desentocar o carrinho de vez? Uma "votação"entre os visitantes por exemplo?

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 11:38



Comentário de: Jovino · http://jobenevenuto@hotmail.com

Saloma, que notícia maravilhosa a volta do Mickey Mouse.
Vou te confessar uma coisa em relação a este testo do Braidato. Durante uns 2 anos, fiquei com este texto guardado em meu computador e o enviei a algumas pessoas, mas ninguém dava a mínima. Confesso, que quando o li pela primeira vez, fiquei muito emocionado e não entendia o porque das pessoas não se manifestarem, até o dia, sem nenhuma pretensão, o enviei para você e o Joaquim e para minha surpresa, você o publicou e a reação da galera aqui foi a coisa mais emocionante que eu vi neste blog.
Trata-se de um texto que fala da paixão por um carro e por amizades verdadeiras e uma época muito romântica do nosso automobilismo, aliás, a melhor para mim.
Nada como estar com as pessoas certas no lugar certo e eu agradeço a todos por ter me proporcionado a satisfação de ver que tem muita gente aqui com a mesma sensibilidade do que eu.
Como disse o Braidatto "Flores foram depositadas sobre a sepultura. Eu deixei uma lata de Castrol R, que para nós era como se fosse "perfume francês". Um produto que fazia parte integrante de nossas vidas" e acredito que todos nos aqui.
Jovino

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 12:45



Comentário de: ronaldo nazar

Chocante a historia do volante 13. Eu sempre quis saber quem era esse volante 13. Agora com este texto que o Saloma postou as minhs dúvidas estão esclarecidas. Obrigado Jovino e Saloma. Preservando sempre a memória do automobilismo nacional.

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 22:34



Comentário de: Sérgio Hingel

O texto desperta paixão e comoção.Maravilhoso.

PermalinkPermalink 17.03.09 @ 23:45



Comentário de: JAN BALDER

OLÁ SALOMA

DESDE A FEIRA DA MAHLE NA AV.PAULISTA EM 2002 OUÇO FALAR EM RESTAURAÇÃO DO MICKEY MOUSE E ATÉ HOUVE INTERESSE DE UM GRUPO FAZE-LO SOB O COMANDO DO TONINHO MUSTANG.
O CARRO FICOU NA MAHLE 6 MESES NO ANO PASSADO E DEPOIS FICOU NO GALPÃO DO TONINHO QUANDO ALGUNS ENTUSIASTAS DKW QUERIAM RESTAURA-LO, PORÉM ALHEIOS A VONTADE O GRUPO NÃO CONSEGUIU ENGRENAR COM O AROUKA.

ALI NÃO FALTA SÓ MOTOR- O CARRO TÁ FICANDO PODRE POR BAIXO- PRECISA FAZER TUDO EM UM CARRO PARADO A 40 ANOS.
TENHO MINHAS DUVIDAS.........

FORTE AB
JAN

PermalinkPermalink 18.03.09 @ 08:24



Comentário de: JAN BALDER

OLÁ SALOMA

DESDE A FEIRA DA MAHLE NA AV.PAULISTA EM 2002 OUÇO FALAR EM RESTAURAÇÃO DO MICKEY MOUSE E ATÉ HOUVE INTERESSE DE UM GRUPO FAZE-LO SOB O COMANDO DO TONINHO MUSTANG.
O CARRO FICOU NA MAHLE 6 MESES NO ANO PASSADO E DEPOIS FICOU NO GALPÃO DO TONINHO QUANDO ALGUNS ENTUSIASTAS DKW QUERIAM RESTAURA-LO, PORÉM ALHEIOS A VONTADE O GRUPO NÃO CONSEGUIU ENGRENAR COM O AROUKA.

ALI NÃO FALTA SÓ MOTOR- O CARRO TÁ FICANDO PODRE POR BAIXO- PRECISA FAZER TUDO EM UM CARRO PARADO A 40 ANOS.
TENHO MINHAS DUVIDAS.........

FORTE AB
JAN

PermalinkPermalink 18.03.09 @ 08:25



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Jan, a iniciativa é louvável, mas vai se ter muito trampo para colocá-la em condições de andar pela pista do Templo. Muita coisa, porque a carreterinha era infernal, e gritava mais do que pisada em rabo de gato molhado! E aguardar para ver...

PermalinkPermalink 18.03.09 @ 08:35



Comentário de: Sidney Cardoso · http://www.obvio.ind.br

Luiz Braidatto
Seu relato foi comovente.
Fiquei muito feliz com essa notícia da restauração, quem viu a Mickey Mouse e viu o Volante 13 tocar não se esquece.

Permita-me apenas duas correçõezinhas, isso é normal, o tempo costuma fazer isso conosco.

1- A gasolina de aviação usada pelo motor Porsche era a de 85 octanas, a de helicóptero, a cor dela era roxa, parecida com groselha. Os motores Porsches por serem refrigerados a ar tinham a taxa de compressão menor, daí usarem esse tipo de gasolina. Já os motores refrigerados a água usavam a verde de avião de 100 octanas.

2 - No Autódromo do Rio, diferente de Interlagos nunca houve corrida começando à noite, os 1000 Km costumavam acabar às 18:00.

PermalinkPermalink 19.03.09 @ 01:40



Comentário de: Zezão · http://www.kers-f1.blogspot.com

KERS F1 em construção ainda...

Belíssimo texto !

Como gostaria de ter compartilhado dessa era de ouro do automobilismo brasileiro...sem duvida gostaria.

PermalinkPermalink 19.03.09 @ 09:41



Comentário de: Vicente Miranda

Sidney,
Veja se consegue fotografar a Mickey Mouse carioca, do amigo Vicente Domingues e criar um post aqui no boteco.

PermalinkPermalink 21.03.09 @ 18:34



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Boa Vicente...se a barata está a disposição, porque não contar um pouco da sua história!

PermalinkPermalink 21.03.09 @ 19:35



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