A LOLINHA DO EMERSON VAI A LEILÃO
Quarta, Jan 21, 2009
A LOLINHA DO EMERSON VAI A LEILÃO
Recebemos comunicado de um blogueiro de plantão, que pedimos mil desculpas, por não dizer o nome do santo, só o milagre. É que deu um enrrosco na caixa postal do boteco e alguns emails se perderam, mas esse já estava pautado e no rascunho. Portanto se passar por aqui, e ver a matéria, distinto blogueiro, mande para o email do blog sua identificação para colocarmos o crédito, ok...

Lola T210, grupo 6, 1970, chassis=série #SL-210-15 monocoque de alumínio, motor #70053,quatro cilindros em linha longitudinal, tipo Cosworth CVF, bloco Ford 116 E, 16 válvulas, câmbio Hewland FT 200-484, cilindrada 1790 cm3, potência máxima 235 hp.
Produzidos: 38 carros, combinados T210/T212 modelos em 1970/71. A Lola T210 foi um carros que deram uma importante contribuição ao automobilísmo no Velho Mundo e nas Amérias, na década de 70. Elas disputavam com os Chevron e Osellas, batalhas memoráveis em provas de velocidade de curta duração e de resistência e especialmente, no altamente competitivo Campeonato Europeu de 2 litros. Construída em alumínio e chassis tubular. Mostrando simplicidade, permitia reparos e manutênção mais eficazes.
Essa Lolinha chegou ao Brasil no final de 1970, pelas mãos de Antonio Carlos Avallone também organizador da "Copa Brasil", que foi uma série de 4 corridas em Interlagos. Uma negociação entre Eric Broadley e Avallone, patrocinadas pelo "Banco do Estado de São Paulo da Industria e Comercio", mas na condição de que opiloto seria Emerson Fittipaldi. Ganhou duas etapas do torneio e sagrou-se campeão. Diante de Lola T-70, Porsche 908/2 e Ferrari 512-S...ganha o título de Campeão Brasileiro. Em seguida, ele foi utilizado no filme "Roberto Carlos kilometros 300 por hora".

Foi vendida para o piloto José Renato (Tite) Catapani que é usado para duas temporadas. Usou as cores da Equipe BINO e mais tarde nas cores vermelha e branca da Equipe Hollywood. Tite Catapani carimbou várias vitórias durante as duas temporadas de 1971/72 em Interlagos. Após 1972, a Lolinha se aposenta numa garagem.



Ela voltou para o antigo continente em 2008 e está originalmente excepcional. E de quebra ainda têm no seu currículo, como primeiro piloto um Campeão Mundial de F1.
O leilão, promovido por Artcurial vai rolar em fevereiro próximo, num domingo, dia 8, no Palais des Congrès, Paris. Antes porém, ficará em exposição, do dia 5 ao dia 8 de fevereiro. Lance estimado: 150000 à 180000 €. Boa sorte aos poderosos interessados!
Sahib(reprodução)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico, Classic Cars
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ALFA GTA + ZAMBELLO...EXCLUSIVO!
"UMAS & OUTRAS" #21
LOLA T-70 RENASCE DAS CINZAS!!!
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A primeira em BH (1972) quando o Tite ganhou os 200 KM Brasileiros e a segunda uns dois anos atrás quando fui levar o carro do meu filho para reparos na oficina do Chicão, ex-piloto de Fusca da SuperClassic e preparador do Karmann Ghia Berinjela do Sérgio Spagnolo.
A Lolinha estava lá, nesta mesma configuração da terceira foto, sem pintura e se o Chicão não me confirmasse nem teria desconfiado que era a mesma.
Naquela época ele fazia a revisão do carro para ir lá pra fora...
Mundo pequeno, este...
Jovino
Que recordações estas fotos me trouxeram!
Vi a dupla Emerson/lolinha em tarumã, na etapa extra da Copa Brasil. Na ocasião foi um espanto alguém virar na casa do um e nove aqui em Tarumã. Mas o que realmente impressionava era que a laranjinha parecia andar sobre trilhos, tal a aderência e facilidade com que entrava e saía das curvas, fossem de baixa ou de alta. Num circuito sinuoso e rápido, sem as retas de Interlagos para compensar, o Rato brincou com o gato, digo o príncipe Juan de Bragation, impondo sua superioridade técnica sobre o Porsche 908/2. Essas imagens ficaram profundamente marcadas na memória deste (na época, é claro) adolescente. Mas o que mais chama a atenção é o fato de passados quase quarenta anos e os melhores protótipos brasileiros dessa faixa de potência, com tudo que se aprendeu e desenvolveu em tecnologia de chassis, eletrônica,pneumáticos, aerodinânica etc, continuam no máximo virando na mesma faixa de tempo e sem a mesma consistência (independente do piloto) daquele conjunto magistral.
Que época maravilhosa!
Um abraço
Julio Cesar Gaudioso
Porto Alegre
abs e volte sempre ao boteco!
Realmente, "Que época maravilhosa!"
Sérgio Santiago
Santos - SP
O segredo de carro rápido é a homogenidade.
Começa em pneus adequados, depois conjunto mola/amortecedor, depois geometria de suspensão, distribuição de peso, aerodinamica, relação de marchas e por fim motor. Nessa ordem de ajuste, e não o contrário. Começa pelo que une o carro ao chão e termina com o que gera energia pra tudo andar. Em engenharia é assim.
De nada adianta motorzão sem chão, aerodinamica sem relação de marchas adequada, pneu de primeira com amortecedor de segunda, baixo peso sem distribuição, esses erros básicos tão patentes, dentre outros muitos.
No caso da Lolinha, era bem menos potente, porem substancialmente mais leve, perfeitamente acertada e nas mãos mágicas de Emerson Fittipaldi.
Não deu outra: Davi venceu Golias, de novo.
Esse carro dá saudades, era uma beleza vê-lo dar couro nos carros maiores, tinha piloto no entanto.
Por favor, corrija o nome do banco, pois jamais existiu o tal "Banco do Estado de São Paulo da Industria e Comercio". O banco que patrocinou a Copa Brasil era o Banco do Comércio Indústria do Estado de São Paulo, mais conhecido com Comind e que pertencia ao Charlot Quartim Barbosa e outros. Lamentavelmente, o Comind estourou anos depois num escândalo enorme, mas evidentemente esquecido pelos escândalos posteriores. Os bancos que ficaram não patrocinam o automobilismo até como princípio de negócios.
VC uniu os nomes de dois bancos. O Banco do Estado de São Paulo - Emissor, que era o patrocinador do PV, que tinha a frente nosso amigo Marito Cintra Gordinho.
E o Banco do Comércio e Indústria do Estado de São Paulo - Comind, que tinha a frente nosso amigo Antônio Luiz Teixeira de Barros, o Totó.
O Marito e o Totó foram presidentes da FASP, sucedendo ao Agnaldo de Góes.
Veja que não foi por acaso que aquela foi a melhor época do automobilismo nacional.
Simples questão de competência. E eles não viviam de vender carteirinhas...
Esse carro pertence neste momento a um amigo meu no Porto, Portugal, e voltou a estar á venda.
Ab
Paulo Manso
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