SALOMA'S BLOG RACING DAY...(8)
Terça, Jan 20, 2009
SALOMA'S BLOG RACING DAY...(8)
Galera, voces se lembro do volks dois motores que apresentamos a alguns post atrás, que está no Museu do Automobilísmo Brasileiro, que leva no seu corpo uma peça única, o motor volkswagem 1300, totalizando uma cilindrada de 2600 cc. Bom, vamos ao vídeo, que o Mestre Joca, vai contar a historinha para nós...
LS(reprodução)
Categorias: Carros, Esportes, Museu do Automobilísmo Brasileiro
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Comentários:
Edison Guerra
Jovino
O bloco do motor foi soldado 1+1 ou feito novo?
E o virabrequim, foi usinado um novo ou conectados dois virabrequins originais?
As fotos que eu enviei chegaram? Entre elas estava a do Fitti Volks ,mais conhecido como 7 voltas.
Aguardo a sua resposta.
Abraços.
abs
Sem te puxar o saco e já puxando (mas voce merece):
Como pode um Homem com H maiúsculo como mestre Joa, falando de uma Obra de Engenharia Brasileira (+ maiúsculas), num Museu que é Exemplo (de novo...), administrado e inventado por um Abenegado, Ousado e Apaixonado, mostrar essa gravação assim singela, com essa simplicidade e tranquilidade para o mundo ver no YouTube? Fazer fácil o que é difícil?
Sem experiencia, ensaio, takes, iluminação, texto, estudio, diretor, xongas, necas e pitibiribas?
Duca a apresentação, duca o motor, duca, duca, duca tudo.
Porque digo isso? Simples: Vejam a Venus Platinada e a qualidade de sua transmissão de F1 e da Stock. Os comentários, a transmissão, o gás nitrometano que vira nitroglicerina (inacreditável falha renitente) e o famigerado "Dr. Stock" e suas aulas inúteis, básicas, pueris e solenes... Sua ridícula capa branca professoral, seu tom monocórdio e cansativo...
Mestre Joa... Estás me saindo um apresentador de primeira. E voce sabe bem que não deixo por menos, falar em público é comigo mesmo, é minha praia.
Trevisan:
Já recebeu o tal esquema/desenho/croquis/projeto da melhoria da distribuição do óleo? Pergunto porque ficou claro nas tuas explicações que um problema (ou "o" problema) crônico do motor soldado é a baixa pressão de óleo e suas consequencias. Equação ainda não resolvida, digamos.
Sem querer ser "entrão" mas já "entrando" é porque houve uma resposta de blogueiro muito incisiva, citando problema semelhante. E voce pediu aqui a dica...
Caso não tenha chegado nada ainda, o Saloma tem como achar o contato e ajudar a cobrar, suponho.
É que motores boxer "nervosos" são (um dos meus) sonhos de consumo. Solução genial, 100% equilibrada, de baixo centro de gravidade e sonoridade fantástica. Quem como eu e muitos daqui teve o privilégio de ver uma Ferrari Boxer 12 cilindros chegar "chegando" de cano cheio na reta oposta em quinta, enfiar uma pra baixo apontando para a curva do sol e embaralhar aquela sinfonia de 12 cilindros cuspindo fogo pelo escape não esquece jamais... Me arrepia até hoje, mais de 30 anos depois.
E nesse motor 2xVW com um trabalhinho nas vávulas de escape (como fizeram no Ligier) e tubulações do escape e suas curvas... Nem imagino o ronco da criança, deve até doer os ouvidos...
Aí então o Raphael gravava na bancada e punha no YouTube... Não ia prestar...
Vou colocar aqui o que falei no blog do Mestre Joca, lendo creio que compreenderão tudo e me pouparão de escrever de novo.
Joaquim
Hoje voltei a falar com eles e com o Ricardo Achcar que ontem estava numa reunião.
Portanto, fiz pequenas correções e acrescentei mais informações, devido a isso não estranhe o texto estar um pouco diferente.
Segue abaixo:
Mestre Joaquim
Que show !!!
A gente está acostumado a ver tantas produções caras, a ouvir tantas barbaridades na TV sobre automobilismo, que até se espanta quando assiste uma pessoa preparada como você falar com tanta naturalidade, com uma iluminação simples e com tanto conhecimento.
O que vou falar agora não faz a mínima falta no vídeo, pois ele está maravilhoso e você não tinha obrigação nenhuma de saber onde ficava a oficina dos irmãos "Jajá", sobretudo porque você não morava aqui.
Escrevo isso tão-somente pra colaborar contigo nas suas anotações futuras.
A oficina deles ficava em Jacarepaguá, RJ, na rua Edgard Werneck.
Outra coisa, acho que esses dois motores vieram depois do Fitti-Fusca, pois sempre morei em Jacarepaguá, estava sempre no autódromo e nunca vi ele lá antes dos Fittipaldi. Vi,sim, os Jajá VÊ.
Se você quiser posso apurar isso.
Parabéns!
24/01/09 02:30
Sidney Cardoso disse...
Mestre Joaquim
Por favor, entenda-me, não tenho o mínimo interesse em desvalorizar esse protótipo, muito pelo contrário, reconheço os grandes méritos dele.
Como escrevi aqui antes, eu morava a apenas 1 kilômetro da oficina do Jair e do Jairo, os "irmãos Jajás", e não me lembrava de ter visto outro carro bimotor antes do Fitti-Fusca dos irmãos Fittipaldi.
Pois bem, hoje liguei para os pilotos Amauri Mesquita, Ricardo Achcar e Vicente Domingues, liguei também para o Paulo Bracchi, "Russinho", para Benjamim Vera Molano, preparador de carros daqui na época, todos freqüentadores assíduos do Autódromo do Rio, sendo que Paulo Bracchi o freqüenta desde seus 9 anos de idade.
E todos se lembram perfeitamente que o primeiro a aparecer lá com essa novidade, bimotor, foi o Fitti-Fusca, em 14-12-1969, nos 1000 Kms da Guanabara.
O Vicente Domingues me contou que os "irmãos Jajás", estavam construindo esse protótipo, Jairo construía o chassi e Jair a carroceria de fibra, e que seria usado apenas um motor, mas que após eles verem o Fitti-Fusca resolveram copiá-lo.
Disse-me também que a adaptação foi logo em seguida, inclusive o Vicente foi o piloto de teste dele.
Vicente me falou que de início o acoplamento dos motores era igual ao do Fitti-Fusca, ou seja, por meio de uma junta do JK.
Disse-me também que o problema que esse carro apresentou - além da junta se partir, como aconteceu com o Fitti-Fusca - era na passagem de ar por baixo do chassi.
Disse-me que eles puseram um duto de entrada de ar na frente do carro para levar a refrigeração ao motor que era entre- eixos e ficava atrás do piloto. Falou-me que a idéia deles e executada foi de colocar um diâmetro menor na frente e maior atrás, para ver se o ar encontrando saída maior criasse um efeito de aumentar a velocidade do carro e refrigerar melhor.
No entanto na prática a teoria não deu certa, pois formava-se uma grande pressão do ar ali à medida que aumentava a velocidade, levantando o banco do piloto e quebrando-o por várias vezes. Devido a esses problemas acabaram abandonando o projeto.
Vicente Domingues disse que o carro só tinha pronta a frente e a cabine do piloto. Atrás, como estava em teste, ficou tudo aberto e o motor exposto.
Depois o Vicente guiou pra eles uma corrida de Fórmula Brasil, disputada aí em SP, que foi patrocinada pelo Shopping Iguatemi.
Penso que ser o segundo carro bimotor construído no Brasil não é demérito algum, muito pelo contrário, acho mais que justo que ele fique exposto no Museu do Automobilismo Brasileiro como uma raridade que é, ninguém pode negar.
Este fato de ser o segundo lhe dá credenciais para isso, sobretudo por não se ter mais o primeiro protótipo, o Fitti-Fusca.
Da mesma forma acho que seria uma injustiça tirar os méritos dos verdadeiros criadores do primeiro carro bimotor que são os irmãos Fittipaldi.
Pelo já exposto creio que uma placa com a indicação de que ele foi o segundo protótipo brasileiro equipado com dois motores acoplados atrairá a atenção dos visitantes e, com certeza, os visitantes irão querer vê-lo de perto para entender como funciona aquela engenharia.
Paulo Trevisan, proprietário do Museu, que o trata com tanta abnegação, vem prestando um serviço inigualável à memória de nosso automobilismo. É através dele e de seu Museu que os mais jovens podem conhecer a sua história e os mais velhos, emocionados, revivê-la.
A ele a minha sincera reverência e agradecimento pela alta qualidade do serviço que vem prestando à nossa sociedade e, sei, por conhecê-lo, que faz isso com o maior prazer. Quem não o conhece precisa ver o brilho em seus olhos, a emoção que transborda em suas palavras quando fala de suas raridades. Creio que essa é a razão de estar sempre com uma aparência jovem.
25/01/09 01:56
Quando a gente usa palavras aqui como gentleman, ou mestre, ou abnegado e outras tantas elogiosas, pode até dar a falsa impressão de um bando de puxa-sacos, uns babões ou lambe-botas que se auto elogia mutuamente, elevando egos fazendo reverencias inúteis, destituídas de valor ou conteúdo.
Não é nada disso.
E esse Homem, Sidney Cardoso, é uma das nossas referencias, e há outras. De história, disponibilidade, simpatia, respeito, generosidade, experiencia e educação.
Até para fazer correções ou ajustes, ou então ajudar a reescrever a história riquíssima do automobilismo brasileiro pede licença. Incrível elegancia, perfeito exemplo.
Apenas quem é um poço de dignidade sabe ser humilde.
Para ele, nenhuma novidade. Quem o conhece sabe disso. Sorte de quem partilha sua amizade.
Despejo esse monte de palavras aí (pra variar, prolixo) apenas para fazer um contraponto a imbecilidades que vez por outra pululam no espaço cibernético. Espaço tão democrático que cabem até ditadores que se julgam donos da verdade, tôscos e grosseiros distribuindo impropérios gratuitos, disseminando a discórdia e alterando a placidez de nossos objetivos.
E atacando justamente a aqueles merecem todo o nosso respeito e admiração.
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