CIRCUITO PETROPOLITANO...
Quarta, Set 28, 2011
CIRCUITO PETROPOLITANO...
Ultimamente estou com saudades de corridas de rua e dos Circuitos de Pètrópolis. Com o conhecimento que começamos a colher durante anos, guardar e reviver é fantástico. Nesse palco, que trás tantas saudades, que estão muito bem guardadas, na minha cachola. E muitas dessas imagens se fossem passadas para a escrita, daria um diário. Mas como a IMAGEM vale mais do que Mil PALAVRAS, vou colocar algumas imagens que recebi a tempos do meu saudoso amigo Sergio Hingel (até hoje tenho guardado na minha coleção de plásticos automotivos o símbolo da Hingel).
Então vamos lá, vou legendar e os matuzas, blogueiros de plantão e conhecedores vão completar com seus conhecimentos os comentários:

Largada de uma prova no circuito, em sentido horário, na década de 60. Essa era a reta da av. XV de Novembro, que após anos se a chamar Rua do Imperador. Era uma boa reta de antecedia...

...a curva da Praça D. Pedro e seguia pela reta do Museu, ccom uma curva à esquerda e depois a famosa da Catedral...que sempre tinha uma restinha de água perto do meio-fio e certa vez, José Carlos Pace "Môco" colocou uns amigos dentro do Renault Gordini e foi conhecer mais o circuito e passava na curva e deslizava pela parte molhada e se divertia. Esse era o Môco, cabra bom.
Passamos para a prova de 1968 que seria realizada no sentido anti-horário, uma corrida triste, e não me orgulho nem um pouco em dizer que ali foi palco da maior tragédia automobilística que já rolou na terrinha...são fotos exclusivas que iremos colocar aos poucos para dar um tempo para perguntas e reflexões.

A Deka do Henrique Tornagui "Bola", fazendo a curva da Catedral em treino para a prova. O Bola fazia um conjunto com a sua barata muito, vi vários duelos no antigo Autódromo de Jacarepaguá, com o Claudinho sobrinho do Luizinho Pereira, com as Fucas do Duque Estrada, Jorginho Freitas e por aí vai...era show quando antecedia as provas em Petrópolis, ver as Dekas do Bola e do Fuka circulando pela cidade...

Carreteira Gordini no treino da prova, fazendo a courva da Catedral...

Luizinho Pereira Bueno, em um das raras imagens em treino para a prova, contornando a curva da Catedral, com o Bino MK II...

O Willys Mark I, Bird Clemente, saindo da curva da Catedral e rumando para a reta do Museu. Outro Mark I #21, se acidentaria, nas mãos de Carol Figueiredo e o piloto foi rapidamente retirado da barata pelos amigos e pilotos. Antonio Ferreirinha, foi o cabra que retirou Carol de dentro da barata (me foi contado pelo próprio Ferreirinha que tem documentado em foto)...
Bom, é isso, dou continuação! E acho que vou fazer um post especial ao um grande ídolo da terrinha (a minha)...
(reprodução)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico
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Comentários:
Aliás, o que falta à Super classic aí de São Paulo é um gordininho, quem sabe com um motorzinho do Clio 1.6 preparado. Daria coro nestes montes de APs.
Você não tem uma foto dele maior e mais nítida.
Jovino
Se voce vier à Petrópolis, não esqueça de me ligar.
Feliz 2009 para você e sua família.
Abraços.
Jovino...tinha no começo, mais muito no começo, dois Gordinis, um com mecânica original e preparação de época do Marcelo Cassari, que o reformou e está pronto, mas não vai participar de provas...e o outro que foi adquirido no sul pelo Rubem Dualibi, com pintura imitando os amarelinhos da Willys, mas com mecânica de Corcel...esse não sei onde foi parar. Mas tenho um layout, que guardei nos meus alfarrabos, de um Gordini com mecânica atual da Renault de 1200cc e alguns pinduricalios a mais, mas o bacana da história, é que em S. José dos Pinhais é feito para exportação o motor de 1200, interessante!
Sergio...(se vc tiver contato com o Bola, peça para ele entrar no boteco e dar seus pitacos e talvez ele tenha algum material guardado), vamos fazer um arquivo de imagens de provas de Petrópolis, para podermos mostrar para o povo, o quanto fascinava esse circuito para os pilotos na época...se for para Petrô entro em contato com vc com certeza!
abs a todos e já começamos o ano bem, nessa disputa do Best Blogs, e que vai ser uma empreitada danada, a Qualidade X pagewies...
abs a todos e boas festas e um ano com realiazações positivas para nós!
PETROPOLES 1968 FOI MESMO UMA LOUCURA, TAL QUAL COMPARADO COM IMOLA 1994.
ME LEMBRO DO TOTÓ NO MARK NÃO ME LEMBRO DA DUPLA DELE(ACHO QUE NÃO ERA O BIRD).
ME LEMBRO DO CAROL/LIAN E MOCO EM PARCERIA COM O LUIS PEROBA.
VEJA SE ALGUÉM CONFERE- SERIA O TERRA SMITH?
ABRAÇÃO E SUPER 2009 A TODOS COM MUITA SAÚ
E E VITÓRIASJAN
Estas dos Bino Mark I e II são inéditas, mostrando o quanto o circuito de piso de paralelepípedos era difícil...Dekas e Gordinis entortando, o real espírito das corridas de rua daquela época.
Grande arquivo este do Sérgio Hingel e obrigado por dividir material tão precioso conosco.
E pensar que teve neguinho que desprezou este material..
Já votei no Best Blogs...
Em tempo: esta carreterinha Gordini não era a do Lair Carvalho? Se bem que me lembro dela vermelhinha...
Essa carreterinha se naõ me engano é do cabra amigo do Vicente e do Amaury, que tem uma oficina na praça da Bandeira no Rio. Lembrando o nome do cabra, digo mais tarde...e tá chegando o grabde dia, hem, parceiro. Os motores irão roncar no sul!
Se não é o Lair Carvalho pode ser o Fernando Feiticeiro Pereira. Quem andou também algum tempo com uma carretera Gordini foi o Marivaldo Fernandes, mas não me recordo dele em Petrópolis...
É, tá chegando o dia...
O cabra a que vc se refere é o Nelson Cintra e a carreterinha dele era azul. Não tem mais a oficina na Praça da Bandeira aqui no Rio, transferiu-se para Petrópolis. Segundo depoimento do próprio Nelson poucos minutos atrás ao telefone, na época ele construiu uma outra carreterinha Gordini que foi pintada de branco com detalhes em vermelho para João Ribas.
Também correram de carretera Gordini Fernando Pereira (carro branco com numeral 85) e seu companheiro de equipe Lair Carvalho (carro vermelho com numeral 49).
Essa caretera da foto tem o numeral 45, marca registrada de Marivaldo Fernandes.
Gostaria de registrar, tb., que o Amaury Mesquita está montando um Centro de Preservação da memória do automobilismo esportivo, alí na fronteira do Andaraí com a Tijuca, ao lado da oficina do Toninho Careca,a Blower.
Abraços.
Carlos, seria possível, fazer uma coletânia de material, que por ventura tenha na terrinha, textos, fotos etc...e declarações de amigos do Bola...porque quero fazer uma homenagem ao cabra. Agora vc pode me ajudar numa coisa. Não me lembro muito bem, mas ele correu de Opala de numeral 96 com patrocínio da Emewê do impágvel "Miloski" e sua Variante azul calcinha com amortecedores Koni, que tb não mais se encontra entre nós, será isso mesmo?
abs
LS
Não tenha dúvida de que faremos o possível para ajudar nessa empreitada. O Bola merece todo o nosso carinho, homenagens e lembranças. Manterei contato com alguns outros da época para ver se nos ajudam.
Darei informações sobre o andamento.
Desculpe iniciar 2009 com essa triste notícia.
Mesmo assim, um ótimo Ano Novo para todos que nos leem.
Abrs.
Parabéns.
Que bom que você deu o crédito ao Antonio Ferreirinha.
Pois é, na foto que saiu na revista 4 Rodas aparece bem claro ele de óculos escuros segurando o Carol e chamando mais gente para socorrê-lo e o irmão dele Herculano Ferreirinha dentro do carro também socorrendo-o.
Essa mesma foto saiu no site do Óbvio, sem essa legenda. Falei com o Ricardo Cunha, mas infelizmente, ele não fez a correção. Enfim, antes tarde do que nunca a justiça foi feita.
Águia
Foi isso mesmo, meu irmão Sérgio Cardoso faleceu na véspera. A batida foi no mesmo lugar em que o Carol bateu.
Lembro-me que bem mais tarde, um dia em que fui à DACON o Carol estava lá com um colar no pescoço, mas felizmente, se recuperando muito bem.
Abraços.
Como sequela do acidente em Petrópolis, Carol ficou com um pequena restriçao nos movimentos em uma das mãos. Mas isso não foi impedimento para que ele voltasse a correr, tanto no automobilismo (poucas vezes) mas pricipalmente em karts. Lembro-me de uma participação de Carol em dupla com Afonso Giaffone nos 1500 km de Interlagos, em Março de 1970, pilotando um VW-Porsche 914 (1700 cm3). Se não me engano o carro deu uma pancada no miolo, não sei se com Carol ou com Afonso.
Carol, com sua tocada limpa e rápida, obteve diversos títulos no kartismo como primeiro piloto da Equipe Hollywood, sempre com seu famoso número 1. Por seu intermédio, em 1973 consegui um super-motor RioMar (125 cc) na Mini, preparado pelo lendário Japonês, porque meu tio era amigo do pai de Carol, o "Figueiredo Maru".
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