MIL MILHAS BRASILEIRAS, INTERLAGOS, 1973...
Quinta, Nov 13, 2008
MIL MILHAS BRASILEIRAS, INTERLAGOS, 1973...
Diretamente do país da bota...fala Max Pedrazzi:

Max Pedrazzi e Nélson Giraldes, Mil Milhas de 1973, completaram a prova em 14º com 177 voltas...
"Completando aos "blogueiros" a respeito das Mil Milhas, estou enviando essa fotos. Não me lembro, mas um dos frequentadores do boteco mencionou sobre esse carros ou o Saloma ou o Joel.
Em todo caso, segue o material. Não tenho me correspondido por assoluta falta de tempo e ainda por cima estamos entrando no inverno europeu e os motores ficam parados.

Protótipo Sabre em Interlagos...
Um forte abraço
Max Pedrazzi"
(reprodução)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico, Automobilísmo Regional
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Tem coisa mais linda do que um fusca Divisão 3, com aqueles slicks enormes na traseira e pára-lamas recortados?
Tem coisa mais doida que decuplicar a potencia original de um carro "do povo" e fazer curvas tão rápido que tudo torcia até quebrar o vidro dianteiro?
Tem sensação mais assustadora que espetar uma primeira, sair queimando a embreagem com aquele cambio longuíssimo, embaralhando tanto em baixa que parecia que ia desmontar tudo?
E quando enchia então? Primeira marcha até 80 por hora, pregadão no banco sentido o cheiro do excesso de gasolina azul misturado com embragem queimada?
A divisão 3 era fantástica, coisa de maluco de carteirinha. Quem viu, viu. Quem brincou, se achou.
Que protòtipo é este ? Que coisa linda!!! Que motor tinha ?
Pessoal, com estas fotos voces estao me provocando a maior vontade de "ter estado là"
abs
Afonso
Foi quando começou o desenvolvimento e a organização das categorias, pois antes, era tudo misturado.
Ver o Dodge do Leopoldo criar uma expectativa muito grande para andar e o pessoal da arquibancada que eu estava ficar fascinado com ele e quando os pinicos atômicos começaram a passar o Dodjão como se estivesse parado, foi um momento até engraçado em que os expectadores ficavam com uma interrogação na cara assustados com o que estavam vendo, pois achavam que o Dodjão sumiria na frente deles.
Jovino
Aquele Dodjão lindo não ia, mesmo. Vermelhão com o Leopoldo Abi-Eçab, a fuscaiada, verdadeiro enxame de carrinhos passavam como queriam, davam trabalho até para os Opalões da época.
Aproveitando: No post acima, da GT40 do Sidney Cardoso cobrei a presença, e agora cobro a sua: Vira e mexe teu irmão aparece no Templo, foi em Itu ver a Formula Speed e voce... nada. Tá lutando pra ser ministro nas Minas e Energia? Ou resolveu encarnar o espião que nunca ninguem vê (tá virando sua especialidade, descobrir desaparecidos) Aparece aí, pô.
Abraços.
Ceregatti, obrigado pela ajuda da indicação que o Joaquim te pediu para mim.
Quanto a virar ministro de minas e energia, tá mais para a grande amiga do Vicente Miranda, tô mais é querendo sair fora.
Estou combinando uma empreitada com o nosso mais novo comparsa (e investigador sênior) aqui do Boteco que é o Gonzaga e estamos pretendendo ir ano que vem aí numa das etapas da super classic no início da temporada conferir se o Flávio anda mesmo com o 69, pois com o corcelcinho II ele mostrou qué é bom de braço, isto, se a idéia maluca do Gonzaga de ir até o Peru de moto não vingar.
Jovino
Esses carrinhos que vcs chamam de pinico atomico eram realmente pinicos.
Participei dessa prova com um Maverick, onde depois da primeira hora e meia de corrida, tivemos o cambio quebrado sóbrando só a quarta marcha.
Depois da quinta hora, só quarta marcha sem menhum freio. Chegamos na frente de 37 (trinta e sete) desses maravilhosos veiculos,andando só em quarta e sem freios. Sem comentários
1º Ford Maverick Div 3 nº 20 Bird Clemente e Nilson Clemente SP – 201 voltas (12:53’15”
2º Ford Maverick Div 3 nº 18 Camilo Christófaro e Eduardo Celidônio SP – 197 voltas
3º Opala Div 3 nº 58 José Argentino e Raul Natividade SP – 196 voltas
4º Opala nº 7 Bob Sharp e Jan Balder RJ/SP – 196 voltas
5º VW nº 29 Alfredo Guaraná Menezes e Luigi Giobbi SP – 195 voltas
6º VW nº 47 Bruno D’Almeida e Voltaire Mogg RS – 191 voltas
7º VW nº 19 Toni Rocha e Peter Schultswenk SP/RJ – 190 voltas
8º Ford Maverick nº 22 Dante de Camilo e José Augusto Contijo SP – 189 voltas
a embreagem só era usada para sair do box. O carro em quarta, motor de arranque acionado e todos os mecas empurrando. Para parar no box mesma coisa, sinal uma volta antes chegava em quarta e todos se penduravam no carro para para-lo.
Realmente era uma briga dura fazer o miolo em quarta, passavam dois ou 3 por vez, pois o traçado tinha que ser bem aberto...
Em compensação depois da subida do café, passava todos de novo,na um e dois na reta, na reta oposta entaõ era 5 ou 6 por volta curva do sol, etc.
Realmente foi divertido.
abs
Respondendo à sua pergunta, o protótipo Sabre (criação conjunta de Alexandre Guimarães e Máximo Pedrazzi)usava um chassi tubular de Fórmula Brasil (ou seja um F-Vê mais reforçado, digamos assim...)alargado, motor VW a ar (aí não sei dizer se 1600 cc, 1800 cc ou 2 litros...), câmbio P3 da Puma e pneus de F2 (pelo menos foi o que me contou o pedrazzi...). O caro começou a ser construido em 1969 mas só foi terminado em 72.
O Sabre foi um dos raríssimos casos de carros construídos no Brasil que venceram logo na estréia: ganhou as Três Horas de Interlagos com Jacinto Tognato e Massimo Pedrazzi.
Grande abraço,
abs
Afonso
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