MIL MILHAS, INTERLAGOS, 24/11/1970...(2)
Terça, Nov 04, 2008
MIL MILHAS, INTERLAGOS, 24/11/1970...(2)
+ galeria de fotos do blogueiro Luca. E aqui encerramos temporariamente as cenas da prova...(parte 2)
1

Alfa GTA, Graziela Fernandez na reta dos Box
2

Alfa GTAm, Abilio Diniz na curva do Sol
3

Alfa GTAm, Puma na reta dos Box
4

Alfa GTA, Piero Gancia na Subida do Sargento
5

Alfa GTA, Piero na Subiida do Pinheirinho
6

Alfa GTA, Tite Catapani na descida pro Sargento
7

Alcides e Abilio, a dupla da Alfa GTAm no Sol
8

Angi Munhoz e Freddy Giorgi, a dupla do Puma na Subida do Sol
9

Protótipo Kinko, com Stanley na curva Sol
10

Helvio e Raul Natividade, MCPorsche no Laranja...
11

... o MCPorsche na reta dos boxes
(reprodução/arq.pessoal)
Categorias: A, Esportes, Automobilísmo histórico, Automobilísmo Regional, Mil Milhas Brasileiras
Compartilhe:
Posts similares:
MIL MILHAS, INTERLAGOS, 24/11/1970...
SHOW DE ALFAS
MIL MILHAS, INTERLAGOS, 1970...(3)
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários:
Os verdadeiros pilotos foram bem outros
abs
Joaquim
Saudações!
Paulo Prata...
Na foto 1, a Alfa da belíssima Graziela Fernandez, é impressão minha ou o vidro do piloto está meio abaixado? Se é isso, corriam com os mecanismos de vidro... Rodas de aço, 6 faróis que, lembro bem, durante a noite tremiam demais, em função da vibração dos carros. Quando mergulhavam da reta oposta para a curva do sol, era um efeito visual fantástico, quase surreal.
Na foto 2, reparem o que "rolava" o carro. Esse termo significa o quanto o carro inclina nas curvas. Nas Alfas essa característica era marcante, quase sempre levantavam a roda dianteira interna nas curvas de baixa, andando em 3 rodas e bem alem dos limites impostos pela geometria da suspensão. Coisa linda.
Na foto 3, reparem na barraquinha de lona logo acima da Puma, atrás da cerca das arquibancadas. Essas "malocas" desconfortáveis eram o nosso padrão na época, a gente chegava antes da prova e ficava lá, dia e noite. Quando chamamos esse lugar mágico de Templo, ou de "nossa casa" não estamos exagerando.
Na foto 4, a curva do sargento que não existe mais. Sabem o que tinha depois do guard-rail de 1 folha só, perigosíssimo? Um barranco, bem alto e íngreme. Escorreguei por ele mais de uma vez, de costas, vendo a aproximação dos carros, bem de frente... O que ralei de joelho, rasguei camisa, sujei de terra, lama e picões minha roupa não dá pra imaginar.
Nas fotos 4, 5 e 6 imagens bem claras do que detonou a Alfa o atropelamento na madrugada. Só tinha visto uma foto, clássica, das revistas da época. E os carros não eram uma latinha, não...
Depois eu continuo...
Este puminha do Angi Munhoz e Freddy Giorgi, simplesmente está lindo com estas rodas bem largas na traseira e é o modelo mais bonito já construído até hoje.
Jovino
Os carros para serem enquadrados na categoria "esporte-protótipo" deviam ter todos os equipamentos necessários para transitar nas ruas, e isto incluia faróis, lanternas, indicadores de direção, buzina, macaco, estepe e o tal do limpador de parabrisas.
Abraços !
Também havia diferença ao se encarar a morte, a Alfa atropelou e matou um assistente e ninguém soube de nada, a corrida continuou normalmente. O carro e o piloto continuaram correndo, pois não havia comoção, era parte do jogo. Nenhum julgamento ético aqui, pois se o piloto tivesse morrido ia ser a mesma coisa. Era assim mesmo, a morte fazia parte e era encarada com mais naturalidade que hoje, principalmente porque era mais comum com as cadeiras elétricas existentes. Hoje, a coisa é muito mais aumentada pela comunicação que gera uma comoção grande.
Fui assistente de algumas mortes em Interlagos como a do Américo Cioffi que capotou sua Maserati Studbaker na curva 3, a do Barberis na reta antes da Junção, a da Miss Campinas atingida por uma roda da Maserati do Cayres e em nenhuma delas houve paralisação ou cancelamento. Éramos mais autenticos e práticos, estavam todos para correr ou assistir, o resto era detalhe. Bons tempos.
Fiquei simplesmente maravilhado com as fotos e com os comentários!!!
Um abraço,
João
Realmente, o mundo pós-moderno e politicamente correto (graças à imbecilidade do governo Reagan que impôs esta babaquice ao mundo ocidental...)é muito chato e medíocre.
Que bom que fomos jovens nos 60´s. ! ! !
abs
Jovino
Respondendo a voce, sinceramente faz tanto tempo que não tenho lembranças "inteiras" da prova. Sei bem que cheguei bem antes do início, horas talvez, e saí logo depois do término, exausto e imundo.
Quanto ao atropelamento, soube apenas horas depois, quando alguem apontou a Alfa com a frente detonada e disse "que tinha atropelado o cara..."
As lembranças mais vívidas são das minhas andanças pelo circuito de madrugadinha e pela manhã, descobrindo novos pontos de vista em meio aos barrancos e mato alto.
Por acaso é você que corria com um Opala Clace C grafite pelos idos de 80 ? Se for , tenho foto sua .
Vou procurar uma foto , que ilustra bem éssa invasão do publico na pista .
isso mesmo, o Opala era na cor grafite número 84.
Só tenho duas fotos desse carro: Uma comigo na saída do bico de pato e uma outra com o Luis Garcia, meu sócio e amigo alinhado para largar.
Se aparecer mais fotos dessa época, tenho um troço.
Nessa Mil Milhas de 70 o publico na pista era quase tão grande quanto o numero de pessoas nas aquibancadas.
antes da largada, isso se não estiver enganado, ela foi vencida pela Alfa 25 em cima da ferrari do Moretti que teve um problema mecânico pela manhã e teve que ficar parada nos boxes por muito tempo...sobre o atropelamento eu estava na arquibancada e vi quando um helicóptero iluminava o local, o corpo do rapaz ficou bom tempo ao lado da curva do laranja até ser removido pela polícia....
Se não me engano ele estava inscrito para essa Mil Milhas, com um Mikey Mouse, em dupla com Charles Marzanasco, mas capotaram no treino.
Joca, não foi isso?
Um abraço.
Deixe seu comentário:



Assine por e-mail