ROYALE, UMA HISTÓRIA...
Sexta, Out 17, 2008
ROYALE, UMA HISTÓRIA...
Por Jovino do "Planalto"
Mais um carrinho que estava escondido aqui em Brasília e que fez muito sucesso nas pistas brasileiras na década de 70, este nas mãos do piloto brasiliense Leo Faleiro, que o manteve guardado e bem conservado até hoje em uma chácara no Lago Sul com mecânica Volkswagem 2.000.

Como uma coisa leva a outra, quando estava atrás de material para a Hot Dodge, descobri a possível existência do Fitti-Porsche, que infelizmente, teve um final como todos nós não desejávamos, mas no caso do Royale, este sim, tem um final feliz, pois fiquei sabendo que este carro estaria na cidade...

...e tentei localizar o dono a alguns meses, mas ele veio a falecer este ano e o carro ficou guardado por sua ex-esposa, a Sra. Consuelo Jofilli.
Nesta semana, entrei em contato com ela e me recebeu em sua residência quando batemos um bom papo sobre automobilismo e tirei algumas fotos para o Boteco.

A Consuelo teve participação marcante na história do carro, pois acompanhava o marido em suas corridas fazendo a cronometragem como acontecia naquela época, quando as esposas assumiam esta função dentro da equipe.


Segundo relato do Leo Faleiro feito do próprio punho deixado guardado num baú de recordações com um monte de fotos, o Royale tem suspensão independente nas 4 rodas, freios Girling a disco nas 4 rodas, 2 carburadores Weber de 48 mm, câmbio Hewland de formula 2 e motor Volkswagem de 2.000 cc com virabrequim roletado, com rodas dianteiras de 8 polegadas e traseira com 13 polegadas e peso total de 420 kl/ tanque com capacidade para 110 litros.


Este carro, segundo o Leo, participou do campeonato Brasileiro de Viaturas esporte em 1971 chegando em 2º lugar, do Campeonato Brasileiro de viaturas Esporte em 1972 chegando em 3º lugar, entre outras participações e também teria sido pilotado por José Carlos Pace, Luiz Pereira Bueno e Tite Catapani e foram trazidos para o Brasil 2 Royales pela equipe Bino/Ford do Luiz Antonio Greco, sendo patrocinado pela Ford do Brasil e Banco Comercio e Indústria de São Paulo.


O carro foi comprado pelo Leo em 1973 ou 74 em São Paulo do Emilio Zambello, segundo relato do piloto goiano Romeu Calil, que acompanhou o negócio na cidade paulista e o levou para sua oficina Veneno Motor Center em Goiânia onde o preparou para as provas. O Royale ainda estava com motor Ford Cortina 4 cil. e depois o Leo instalou o motor Volkswagem.
Segundo o Romeu Calil, quando foi a São Paulo pegar algumas peças do Royale que estavam faltando havia um outro por lá, mas ele não sabe precisar se era também do Emilio Zambello ou estava lá para ser preparado para corrida e este teria sido comprado pelo Luiz Estevão e trazido para Brasília e que segundo o próprio Luiz Estevão, teve destino ignorado.
Pelo que eu conversei com a Consuelo e o Romeu Calil, os dois carros são distintos, e que o Luiz Estevão pilotou um carro e o Leo Faleiros o outro, pois o que eu imaginava era que eles haviam pilotado o mesmo carro, pelo fato de serem de Brasília. Outro mistério, que vamos rolar as investigações, Mais uma empreitada para nossos amigos
Joaquim e Saloma e os comparsas, pois não consegui explicações consistentes que esclarecessem esta dúvida.
Quero, através do Saloma do Blog, prestar uma homenagem a este grande piloto de Brasília e que nos deixou recentemente que foi o Leo Faleiros, que participou do cenário automobilístico brasileiro desde o início da década de 70, quando tinha apenas 17 anos e até a pouco acelerava forte nas várias categorias que participou ao longo de sua carreira, e, apesar de ter sempre gente querendo comprar o carro, ele o preservou e graças a sua consciência, ele não acabou tendo um final triste como a maioria dos carros de corrida que fizeram a história do automobilismo brasileiro. Agradecimento especial a Consuelo Joffili, que contribuiu com material e foi muito simpática e esclarecedora toda vez que precisei dela e ao Romeu Calil, que esclareceu a origem da compra do carro.
Nota especial de Consuelo Jofilli...
Meu amigo Jovino, (a titulo de esclarecimento)
O Royale faz parte do patrimonio deixado pelo Evandro Leuman Faleiro (Leo) aos filhos Tatyana, Juliano e Enzo. Se por qualquer razão, eles (os filhos) nao puderem mais cuidar do Royale, eles teem certeza para quem passariam a responsabilidade de cuida-lo: seria para o Nelson Piquet, pois desde a Inglaterra ele sempre manifestou interesse no Royale e na possibilidade de conservar a historia nova de Brasilia, seus automobilistas e suas maquinas.
Seria bom ressaltar que os cuidados especiais, limpeza, lubrificacao e funcionamento do motor, eram o passatempo predileto do Leo. As fotos do Royale foram feitas em sua chacara, no Lago Sul, aonde ele morava com nosso filho Julliano, desde a nossa separacao em 1996.
É Leo que merece todos nossos elogios. Ele fez por merecer.
A familia Faleiro agradece a homenagem.
CONSUELO JOFFILY
(reprodução/arq. pessoal)
Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/25449 Posts similares:
FITTI-PORSCHE...A LENDA QUE NOS ASSOMBRA!
RICARDO DIVILA, SUA SAGA...
"UMAS & OUTRAS" #19...
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários, Trackbacks:
Quantos mais não estão entocados aqui ou ali e que haverão de ser redescobertos por teimosos perseverantes como voce?
Uau!, que legal rever esses fantasmas camaradas...
Com o devido respeito à D.Consuelo, que sorte a sua; pôde compartilhar com seu marido e comparsa (de boas lembranças), uma época romantica de nosso automobilismo..
Poderia coloca-lo em mostras itinerantes né?
agora vamos pesquizar.. Parabens a D. Consuelo pela preservação dessa reliquia,,, abraços a todos ..Luiz Evandro "águia" Campos
Meus cumprimentos à D. Consuelo que com rara sensibilidade manteve o carro do marido intocado, preservando assim mais um exemplar da nossa rara história.
Parabéns aos dois...
Dois foram importados pela Equipe Bino Samdaco (antes de ser Greco) para disputar as Mil MIlhas de 1970. Luisinho Pereira Bueno e Lian Duarte foram os compradores na Inglaterra.
Este modelo, o RP6, era uma evolução do RP4 anterior, podendo aceitar motores até 2 litros. Mas a configuração que veio ao Brasil - chassis RP6/2 e RP6/3 - tinham motor Ford Cortina de 4 cilindros e coisa de 120 HP, derivados dos motores de F-Ford e rodas dianteiras de 8 polegadas e traseiras de 13.
Como a fábrica atrasou a entrega dos carros, não foi possível estrear nas Mil Milhas, ficando os carros para a temporada de 1971, disputando o Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte, berço da Divisão Quatro.
Volto depois, deixa a turma complementar...
PS: Flávio Gomes "meu parceiro"??? Saloma, Saloma... Ficou esquisito!!!
http://corcel14.blogspot.com/
Cesar, o carro que aparece ao fundo no vídeo é um Espron BMW que o Leo disputou o campeonato brasiliense, e se não me engano, foi campeão brasiliense.
O filminho e as fotos eu fiz numa chacara da Consuelo no Lago Sul aqui em Brasília.
Jovino
Quando chegaram os do Grecco, já haviam + 2.
O do Marcos Troncon era o + acertado e incomodava muito carro grande.
fantástico! Obrigado pelo achado, e por dividir conosco.
Espero que um dia tenhamos uma maneira de ver esse veículo histórico de volta ao seu ambiente natural.
O Royale RP6 foi construído na Inglaterra tendo em vista as club racers inglesas, muito em voga no final dos anos 70. Inicialmente esses gentlemen drivers utilizavam carros da F-Ford mas com o crescente número de pilotos profissionais nesta categoria e com o fim dos "big bangers" (Lola T-70, Ford GT-40, etc..).
Jim Webb, proprietário do circuito de Brands Hatch e um dos criadores da F-Ford, inventou mais uma categoria, a F100 (porisso em alguns créditos no Brasil os Royale-Ford aparecem como F100), devido ao apoio da fábrica Firestone e a obrigatoriedade de uso dos pneus F100 (mataram a charada?).
A categoria utilizava chassis de F-Ford alargadas, suspensões independentes, freios e caixas de câmbio também vindas do monoposto, rodas de 8 e 10 polegadas. O limite de cilindrada inicialmente era de 1300 cc (caso do modelo RP4)mas com o uso continuado de motores Ford Cortina foi extendido até 1600 cc.
Com o implemento da categoria Sport-Protótipo 2 Litros na Europa, o chassi recebeu um upgrade, podendo acomodar motores de até dois litros de F-2 (Ford Holbay, naturalmente..).
Foi o caso dos Royale brasileiros da Bino Samdaco: chassi RP6, câmbio Hewland MK9, motores Ford Cortina de 1600 cc. Não se esqueçam que a Bino sempre correu com apoio indireto da Ford e necessitava de um link com o motor do Ford-Corcel, além da intimidade da equipe com engenhos de quatro cilindros desde os tempos de Renault Alpine.
Isso, aí, a gente volta depois, vamos aos comentários.
Abasteço-me do arquivo e do auxílio luxuoso do mestre Ricardo Cunha, com todas as participações do Royale em suas várias configurações (motor Ford, Alfa Romeo, GM e VW), de 1971 a 1975.
Aproveitem...
1971 - ( Motor Ford )
03/01 - 100 Milhas de Tarumã -
4 - Luiz Pereira Bueno
5 - José Carlos Pace
10/01 - Preliminar da Fórmula 3 - Interlagos - Primeira Corrida -
1 - Lian Abreu Duarte
4 - Sergio Mattos
10/01 - Preliminar da Fórmula 3 - Interlagos - Segunda Corrida -
3 - Lian Abreu Duarte
4 - Sergio Mattos
25/01 - Preliminar da Fórmula 3 - Interlagos -
NT - Lian Abreu Duarte
2 - Sergio Mattos
21/03 - 12 Horas de Interlagos -
3 - Lian Abreu Duarte / José Renato Catapani
23/05 - Corrida dos Campeões - Interlagos -
NT - Sergio Benoni Sandri
20/06 - Torneio União e Disciplina - Interlagos -
3 - Sergio Mattos
07/09 - 500 Km de Interlagos -
NT - Sergio Benoni Sandri
1971 - Motor Alfa Romeo -
07/09 - 500 Km de Interlagos -
3 - Eduardo Celidônio
11/12 - Prova Brasil - Interlagos -
NT - Sergio Mattos
1972 - Motor Alfa Romeo -
30/04 - Festival de Roncos - Interlagos -
6 - Marivaldo Fernandes
1972 - Motor Chevrolet -
22/04 - Campeonato Brasiliense -
1 - Luis Estêvâo de Oliveira / Luiz Barata
23/04 - Campeonato Brasiliense -
NT - Luís Estêvão de Oliveira / Luiz Barata
11/06 - Campeonato Brasiliense - Primeira corrida
1 - Luis Estêvão de Oliveira
11/06 - Campeonato Brasiliense - Segunda Corrida -
2 - Luiz Barata
1974 - Motor Chevrolet -
27/07 - Campeonato Brasileiro Divisão 4 - Primeira Etapa - Goiânia -
4 - Marcos Troncon
NT - Evandro Faleiro
03/08 - Campeonato Paulista Divisão 4 - Primeira Etapa - Interlagos -
3 - Marcos Troncon
31/08 - Campeonato Paulista Divisão 4 - Segunda Etapa - Interlagos -
NT - Marcos Troncon
1975 - Motor Chevrolet -
16/03 - Campeonato Brasileiro - Divisão 4 - Primeira Etapa - Interlagos -
4 - Fausto Berti
10/08 - Campeonato Brasileiro - Divisão 4 - Terceira Etapa - Brasília -
5 - Marcos Troncon
NT - Evandro Faleiro
19/10 - Campeonato Brasileiro - Divisão 4 - Quarta Etapa - Goiânia -
4 - Marinho Amaral
16/11 - Campeonato Brasileiro - Divisão 4 - Quinta Etapa - Cascavel -
NT - Marinho Amaral
Me permita um lembrete: embora tenha disputado o Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte de 1971 (foi campeão com o Lian Duarte, salvo engano,...)os Royale eram enquadrados como Divisão 6, protótipos com chassi e motor importado e não Divisão Quatro. Mas como vc colocou entre aspas, creio que queria ser irônico.
Grande abraço,
Regi, este carro já esteve exposto juntamente com algumas carreteras e Avalones, se não me engano, lá no sul com o Ricardo Trein, mas não sei a época, acredito que seja a poucos anos.
Segundo a Consuelo, o Nelson Piquet quis comprar o Royale e ela não o vendeu e eu ainda reforcei para que ela não o venda, pois faz parte da vida dela e do falecido marido. Acredito que ele continuará tendo o merecido repouso em sua chácara e muito bem cuidado.
Jovino
Esses carros deixaram saudades. Foram os primeiros a serem simples e inspiradores de nossos construtores. Eram leves, descomplicados, confiáveis e já tinham os Hewland MK9.
O falecido Chupeta tinha um protótipo muito parecido que foi vendido para o Caique. Durante anos achamos que era um dos Royales, mas depois conseguimos identificar como um dos Amato. Era um FFord Macon alargado que veio para a temporada aqui e ainda conservava o câmbio Hewland Mk8, mas acho que o câmbio foi vendido para outra pessoa.
Você foi o cara que esteve em Sampa na Superclassic no ano passado no hotel Ibis? Estavam lá o Vicente e o Sidney, eu e meu filho...
PS: esta viúva não é ruim não, hein!!
A última vez que estive em São Paulo foi em 2001 e foi a última vez que andei de avião. Como tenho um problema sério de glaucoma, na despressurização do avião quando começou a descer em Congonhas, a minha pressão intraocular quase explodiu o meu olho esquerdo e eu praticamente perdi 60% da visão esquerda e aí nunca mais tive coragem de entrar em avião e não o farei jamais, por isto, nunca mais fiz viagem muito distante de Brasíla, embora tenha muita vontade de ir a São Paulo conhecer vocês todos, mas quando penso que tenho que enfrentar mais de 10 horas de estrada e ruim, desisto da idéia. (como ainda não tive explicações convincentes de que a despressurização pôde causar ou não tal problema) prefiro ficar no meu canto e com conversa com o Roberto Nasser ele me falou que perdeu a visão do olho esquerdo mais ou menos na mesma situação, pois entrou enxergando no avião e desceu cego daquele olho.
Jovino
Somente dois Royale-Ford foram importados para o Brasil, no final de 1970, para as Mil Milhas, como afirmei anteriormente.
Somente nove carros foram construídos deste modelo, sendo os chassis R6/2 e RP6/3os comprados pela Bino Samdaco.
Para dirimir dúvidas, anexo os dados extraídos do livro oficial da Royale, com os dados da época:
These are Royale records of sold RP6s from Alan, in the Royale book:
RP6/1 Malcolm West - UK
RP6/2 Bino Samdaco - Brazil
RP6/3 Bino Samdaco - Brazil
RP6/4 Bill Scott - USA
RP6/5 David Schuster - USA
RP6/6 Marc Terrior - Belgium
RP6/7 Herbert Hartge - Germany
RP6/8 Arthur Banting - Holland
RP6/9 G Morand - Switzerland
Bom,com relação á quantidade creio não haver mais dúvidas. A questão agora é saber se eram dois ou somente um os Royales brasilienses.
Estive na inauguração do autódromo de Goiãnia em 74 e vi os dois em ação: na época o Leo Faleiros correu com este equipado com motor VW e Marcos Troncon com o Royale-GM 4 cilindros e 2 litros, preparado pelo Silvao Pozzi, ganhando inclusive a prova na Classe A.
Mais lenha na fogueira. Abaixo os resultados dos dois carros nas corridas no DF em 72
(fonte Brazylyellowpages):
Corrida em Brasilia, 1972
11 de Junho - Brasília - I Bateria
1 - Nelson Piquet - Camber-Volkswagen
2 - Luiz Barata - Royale RP-6-Chevrolet
3 - Durval Manzi - Puma 1600
4 - Antonio Martins Filho - Volkswagen 160o
11 de Junho - Brasília - II Bateria
1 - Luiz Estêvão de Oliveira - Royale RP-6-Chevrolet
2 - Ruyter Pacheco - Camber-Volkswagen
3 - Bernardo Baessa - Prot. Giripoka-Corcel
4 - Helio Silva - Volkswagen 1600
28 de Maio - Brasília - I Bateria
1 - Antonio Carlos Avallone - Avallone-Crysler
2 - Nelson Piquet - Camber-Volkswagen (Patinho-Feio)
3 - Ademar Pereira - Puma GT
4 - Waldir Lomazzi - Prot. Giripoka-Corcel
28 de Maio - Brasília - II Bateria
1 - Antonio Carlos Avallone - Avallone-Crysler
2 - Ruyter Pacheco - Camber-Volkswagen
3 - Ademar Pereira - Puma GT
4 - Luis André Reis - Interlagos-Volkswagen
Corrida em Brasilia, 1972
1 - Luiz Pereira Bueno / Alex Dias Ribeiro - Porsche 910
2 - Clóvis Ferreira - AC-Volkswagen
3 - Cleomar Resende - Volkswagen 1600 Spyder
4 - Ruyter Pacheco / Nélson Piquet - Puma 1800
5 - Paulo Cesar Lopes / Carlos Alberto Braz - Volkswagen 1600
6 - Jayme Câmara Jr. - Renault 4CV-Volkswagen
7 - Haroldo Meira / Luiz Gladstone - Elgar GT-104
8 - Durval Manzi - Volkswagen 1600
9 - Waldir Lomazzi / Bernardo Baessa - Prot. Giripoka-Corcel
10- Carlos Cesar Nascimento / Beto Toscano - Volkswagen 1600
NT - Luiz Barata / Luiz Estêvão de Oliveira - Royale RP-6-Chevrolet
Corrida em Brasilia, 1972
22 de Abril
1 - Luiz Barata / Luiz Estêvão de Oliveira - Royale RP-6-Chevrolet
2 - Anísio Campos / Alex Dias Ribeiro - Porsche 910
3 - Antonio da Matta / Clóvis Ferreira - AC-Volkswagen
4 - Rômulo Consort / Aquino Consort - Prot. Minho-Volkswagen
5 - Haroldo Meira / Luiz Gladstone - Elgar GT-104
6 - Ruyter Pacheco / Nelson Piquet - Puma 1800
7 - Jaime Câmara Jr - Renault 4CV-Volkswagen
8 - Waldir Lomazzi / Bernardo Baessa - Prot. Giripoka-Corcel
9 - Edgar de Medeiros / Anderson Rocha - Volkswagen 1600
10 - Fernando Ramos / João Luiz da Fonseca - Volkswagen 1600
Bem, analisando participações e resultados, dá pra tirar algumas conclusões, mas isto no próximo comentário.
Grande abraço
Mestre Joca é um arrasa-quarteirão, não deixa pedra sobre pedra, nem nada pra ninguém.
Vixe ! ! !
Bela matéria estão de parabéns.
JOEL
Jovino
1- Jovino, vamos continuar o trabalho de arqueologia automobilística e começar a pesquisar o destino do Elgar-GT 104, do Ênio Garcia (um já sabemos que foi destruído, o outro nem o Ênio sabe o destino)
2- Aliás, vi na relação do Joaquim que o Haroldo Meira, vulgo Haroldão, ex-administrador do Plano Piloto de Brasília e pai do piloto de Formula Indy Victor Meira pilotou o Elgar. Nunca soube disso. Interessante.
3- Cabe esclarecer que o nome do Leo Faleiros é Evandro Faleiros, Leo era apelido. Aliás, conheço a Consuelo deste o 3º ano no Ginásio Moderno, e que tinha um cara, na mesma turma, chamado Nelson Piquet Souto Mayor. O Leo conheci quando ele começou a namorar a Consuelo, faz tempo....
4- Uns tempos atrás, ouvi dizer que este era o último Royale, deste modelo, existente no mundo. Os outros tinham se acabado. Não sei se é verdade.
4- Interessante ver que o Royale chegou na frente até do poderoso Posche 910 da equipe Hollywwod, na prova de 22 de abril de 1972.
Saudações!
abs
LS
Já estou na captura de outro, mas por enquanto, ainda só nas sondagens.
Quanto ao Elgar GT, num show do Roberto Carlos na concha acústica lá pelo meio da década de 70 e que eu assisti havia um dos Elgar exposto lá no fundo e algumas pessoas afirmaram que ele teria sido comprado pelo Roberto Carlos e levado para Sampa.
Joaquim e comparsas, vocês que moram aí poderiam investigar esta informação.
André Stein, esta afirmação de que são Weber 48 eu tirei de uma anotação feita pelo Leo Faleiros e não sei quando foi feito isto, pode ser que tenha sido trocada depois.
Edmundo, segundo o Joaquim, foram construídos apenas 9 Royales e é bem provável que este seja o único no mundo mesmo, por isto, "alguém" tentou comprá-lo.
Jovino
O nome completo do piloto era Evandro Leumann (daí talvez o "Léo") Faleiros.
Pelo acima exposto pode-se supor ( já que concluir seria demais...)que o chassi RP6/3 é o mesmo que andou na Jolly Gancia com o Eduardo Celidônio e o Marivaldo Fernandes, equipado com motor Alfa GTA e que acabou nas maõs do Evandro Faleiros.
Já o chassi RP6/2 restante pelo jeito é aquele que andou com o Sérgio Mattos, Sérgio Benoni Sandri, vindo depois para o DF, equipado com motor Chevrolet-Opala 4 cilindros e correu em 72 com a dupla Luis Estêvão/Luis Barata.
Aparentemente este carro voltou para SP pois em 74 o Marcos Troncon utilizou um Royale-GM nesta temporada como demonstram os resultados acima.
Na prova inaugural do autódromo de Goiânia, como afirmei, os dois carros largaram, portanto dois chassis diferentes.
O chassi utilizado pelo Troncon em 74 é o mesmo do Fausto Berti (lembro-me que correu ainda com os patrocinadores do Troncon, Banco Safra e Wansat...)como assim o usado pelo Marinho Amaral.
Fica assim, aparentemente, desvendado o mistério dos Royale no Brasil.
Quanto ao destino do chassi RP6´2 dizem estar ainda com o pessoal do Silvano Pozzi, que era o preparador do Troncon, mas ninguém viu mais o carro.
Quanto aos chassis Royale RP/6 ainda subsistem na Inglaterra quatro desses modelos; o carro brasileiro seria então o quinto.
A partir de 71 alguns Royale RP/6 foram usados em provas de subida de montanha.
Quanto ao Elgar GT-104, dos dois construídos, um acabou-se num incêndio (como queimam esses carros nacionais, hein..?)e o outro teve a capota cortada, as portas laminadas e é bem provável que seja este que correu em 1972 no Pele´zão.
Agora, é com vocês...
Grande abraço aos dois...
abraços
Dinho
Sds
Edu Castro
"Segundo relato do Leo Faleiro feito do próprio punho deixado guardado num baú de recordações com um monte de fotos, o Royale tem suspensão independente nas 4 rodas, freios Girling a disco nas 4 rodas, 2 carburadores Weber de 48 mm, câmbio Hewland de formula 2 e motor Volkswagem de 2.000 cc com virabrequim roletado, com rodas dianteiras de 8 polegadas e traseira com 13 polegadas e peso total de 420 kl/ tanque com capacidade para 110 litros."
A descrição acima é de um típico motor VW a ar com 2000 cm3, com 2 Webers 48 IDA e virabrequim roletado, como os que se utilizava na extinta Divisão 4.
No entanto o motor instalado no carro (vide fotos) é um VW AP, para o qual que eu saiba não existem virabrequins roletados (somente os VW a ar, virabrequins da marca SPG), além de ter um único carburador Weber vertical e um filtro de ar de pequenas dimensões, normalmemnte utilizados em carros de rua.
Creio que a descrição do Leo Faleiros era com relação ao motor VW 2.000 preparado pela Camber que equipava o carro lá por 73 ou 74. Nas fotos atuais aparece claramente um motor VW-AP que deve ter sido instalado bem depois, uma vez que motor AP nem existia naquela época (creio que o MD-270 foi aparecer por aqui em 74, com o Passat...).
Grande abraço,
Você tem razão, por isto coloquei "Motor Wolkswagem", pois fiquei com esta indagação também, mas como foi tirado de anotações que ele fez e não sei quando (não existe data), pois era uma especie de minuta feita do próprio punho para apresentar a possíveis patrocinadores naquela época, onde ele colocava os possíveis custos e até o preço do carro, cerca de 140.000,00 (não sei que tipo de moeda). Mas como é um trabalho de investigação, por isto pedi a ajuda de todos os blogueiros, pois o que a gente coloca aí é de relatos de pessoas que participaram da vida do carro.
Jovino
Vamos aguardar a sua participação.
Jovino
Jovino
Jovino
http://www.morrisandwelford.com/index.html
Abs.
Jovino
que q vc me desse seeu email??!!!
Abraços
Este post tem 1 comentário aguardando aprovação...
Deixe seu comentário:


Assine por e-mail