SER OU NÃO SER RÉPLICA...
Terça, Set 30, 2008
SER OU NÃO SER RÉPLICA...

Barchetta Biotto Alfa Romeo (e), Berlinetta Biotto Abarth e Maserati 4CLT (fundo). Acervo do Museu do Automobilismo Brasileiro
Com texto soberbo, Paulo Trevisan comenta sobre as expeculações e rumo tomados no campo das "réplicas", no portal Maxicar do amigo Fernando Barenco. E uma pergunta que não quer se calar. Será que as réplicas tomarão forma no futuro, ocupando espaço de eventos, em museu, provas de clássicos...e imaginem a cena, uma fila de Ferraris, todas com a cara que acabaram de acordar de um sono profundo, todas GTO, e aí rola um comentário que de original só duas entre as quinze expostas!
É isso...isso dá um forum danado!
LS(reprodução)
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Comentários:
O Museu do Automobilismo Brasileiro em Passo Fundo merece uma visita, urgente.
A ComparsasTur podia começar a agitar...
Aposto que pelo menos o Chimarrão, o Trevisan garante.
Réplicas ao meu ver, são homenagens a carros existentes, são sonhos de possuir o modelo original, sem ter condições, ou financeiras, ou porque o modelo não mais existe. O crime está em tentar impingir uma réplica como um carro original!!!!
As réplicas da foto são modelos extremamente interessantes, mas não as considero réplicas. São releituras!!!! Uma Berlinetta Abarth com motor Chevette, jamais será uma réplica. As linhas do carro são releituras. Não estou desfazendo nem o trabalho nem a mecanica Chevette (maravilhosa), apenas no meu entender, isto não é o que entende-se por uma "Réplica", um "Recreation", que deve ser o mais proximo possível do original.
A preocupação do Paulo, não tem sido com originalidade, mas sim em manter carros em condições de uso, e a realizar seus sonhos, o que todos devemos respeitar. Voce ve no seu Museu (voce pode navegar no site), carreteiras da decada de 50 com rodas de liga leve, com faróis "Oscar", da década de 70, com instrumentos modernos, adaptações e modificações mecanicas nos protótipos, etc. De modo algum isto desmerece seu fabuloso acervo. O volume de material original, é extremamente superior ao de material não original, muitas vezes extremamente dificeis de serem encontrados. O esforço e o material do Paulo são maravilhosos.
Voltando às réplicas: alguem considera um "MP Lafer" uma réplica do MG ??? Não, trata-se de uma releitura, mecanica diferente, materiais diferentes, o mesmo concito a mesma idéia. Nem por isto o MP é "uma droga"!!! É um carro que com o tempo passou a ter valor como "MP Lafer". (podemos citar no mesmo caso as releituras feitas no Brasil da Bugatti 35, da Alfa Romeu da Láutomobile, etc, etc). E os Cobras e POrsche Spyder por aí??? Há carros com aparencia extremamente proxima da original, e outros totalmente "tunados"!!!! Muitas vezes uma réproduçõa/réplica pode ser "muito mais original" que um carro original totalemnete modificado.
O assunto é longo, discutível, de opiniões diversas, mas uma coisa é certa: as réplicas boas ou mas vão existir, vão ter valor, vão ser consideradas sim, e o principal: em matéria de carros antigos, uma das grandes coisas "é ser feliz"!!!!
Principalmente as duas da frente.
Recriação
Réplica
"Evocazione" (vide texto do Trevisan)
Algumas recriações são maravilhosas, vide algumas Lolas T70 inescrupulosamente vendidas no exterior como originais.
Quanto às réplicas, um bom exemplo é um Jaguar Tipo C que estava à venda em SP, com mecânica Jaguar de XJ6 (anos 70). Não me lembro o preço de venda, mas um original custa algo ao redor de 1.000.000 de libras.
"Evocazione" é algo diferente. Um bom exemplo é a Berlineta Abarth do Trevisan.
Para mim, não existe este negócio de releitura, acho que é uma nova forma que criaram para enfatizar que ele seria melhor do que uma réplica, mas que para mim, só existe o original e a réplica, como disseram acima, que hoje, tem replicas mais bem acabadas do que as originais, vide as Lolas T 70 e os Porsche 917.
Agora, tem tantos carros de corrida jogados por garagens sujas e mal cuidados. Aqui em Brasília tem um dos Furias que correram na década de 70 com mecânica da Alfa 4 cilindros e muito bonito.
Este carro estaria bem melhor num museu como este do Trevisan.
Jovino
Esse Furia que está aí em Brasília é o que pertenceu ao Pedro Victor de Lamare com mecânica Opala 4 cilindros. Depois foi para as mãos do piloto-político Olavo Pires antes de ser adquirido pelo seu proprietário atual. Nesse périplo teve a mecânica Opala 4 cilindros substituída por uma de Dodge V8 318, depois uma de Alfa Romeo 164 (3000 cm3 V6) e depois uma mecânica de Alfa Romeo GTV 2000 cm3. E também a frente foi original substituída por outra, semelhante à do Furia-Lamborghini e da última versão do Furia-Chrysler.
Depois do Fittiporsche você vem de Fúria, com motor de Alfa quatro cilindros? Deve ter sido o primeiro construído, que andou com o Jaime Silva....
Nada disso. Já conversei com o proprietário por telefone, que por sinal também possui uma Alfa GTV preparada para a antiga categoria Classic, um protótipo 2 litros para provas de Endurance, etc. Trata-se do que relatei acima. Se quiser ver mais detalhes, procure posts no antigo Blog do Saloma, ao final de 2006.
Este Fúria foi do meu amigo Vicente (aquele que deu depoimento na saga do Fitti porsche) e ele correu os Mil quilômetros de Brasília, não sei precisar exatamenteo o ano (2002 ou 2003), talvês o último realizado aqui. Ele tinha a mecânica Alfa V6 e andou muito bem até a metade da prova quando quebrou e depois ele tirou a mecânica e instalou num protótipo inglês que ele tem guardado aqui em brasília.
Este Fúria hoje está com o piloto e colecionador Tom Villas Boas guardado em um galpão na asa norte e fez pequena modificação na frente, mas que ficou mais bonito do que o original e quando o vi tinha mecânica Alfa de 4 cilindros.
Na época, ele me disse que tinha sido pilotado pelo Jaime Silva e Ugo Galina nas corridas de rua aqui da cidade.
Vem novidade aí.
Jovino
Engraçado .. Eu já conversei com o Villas Boas há 2 anos, sondando sobre uma possível aquisição do carro. O próprio Vilas Boas me disse tratar-se do carro que foi do Olavo Pires que, por sua vez, comprou o carro do Pedro Victor de Lamare.
Faça uma busca nos posts do final de 2006 e veja que teve uma enormidade de comentários sobre a história e destino dos Furias.
Mas que fique claro: BEM FEITA !
Para merecer esta adjetivação, não se deve admitir conceção na aparência, que deve ser exatamente igual a original, em todos os detalhes.
Há uma Ferrari TR a venda no eBay, que serve bem como exemplo de réplica bem feita.
Vejam o ítem 120309407799
Quem disser que não gostaria de pegar uma estrada e acelerar esta barata, não entende nada de automóvel !
Acabei de falar com o seu xará Vicente e ele me confirmou o seguinte: este carro, realmente foi comprado pelo Olavo Pires do Pedro Victor De Lamare.
Acontece que o ex-senador e piloto Olavo Pires faleceu e este carro (como muitos)ficou abandonado em algum lugar que não me lembro agora e foi apreendido pelo Detran-DF e foi leiloado e o Vicente o arrematou.
Em 2002, o Vicente modificou a frente dele para poder participar dos mil Km de Brasilia juntamente com o Aluzio Xavier e depois colocou de volta a frente original do carro e o vendeu para o Tom Villas Boas, mas sem o motor e o câmbio original do Furia que está guardado com ele mais a carenagem dianteira que ele fez.
Na época, ele o vendeu para o Tom por R$ 35.000,00 e tem o recibo da venda.
Quanto a ele ter sido pilotado pelo Jaime Silva, pode ter havido uma pequena confusão de minha parte.
Me lembro, que quando o vi num dos boxes para participar da prova de Brasília, fiquei namorando o carro, apesar de ter muitos carros modernos, como Porsches, vários protótipos nacionais, aquele protótipo Riley da Souza Cruz pilotado pelo Ruyter e o Presidente daquela empresa, para mim era o mais bonito de todos e parecia que eu estava tendo uma miragem da época das provas de rua da cidade.
Jovino
Lá vamos nós de novo discutir sobre os Fúria !
Tenho as minhas convicções sobre a quantidade, origem e destino de todos os carros construídos, mas vamos deixar prá lá...esses debates acabam em discussões,e minha idade não permite mais isto...hehehehehe...
Vamos fazer um trato: nada de falar mais de Furia. Vamos preservar a saúde de Sir Joaquim Holmes que, na sua idade provecta, não deve ser submetido a excessos de emoção. Nem pensar em levá-lo a ver o Fitti-Porsche quando for achado.
Lembro-me que um dos posts ao final de 2006 chegou a ter mais de 60 comentários. Se for o caso, conversamos à parte, por e-mail, para não sermos expulsos do boteco.
Colarinho pra todos...
Quanto a Alfa GTV, se for uma vermelha, eu a conheço e tenho fotos dela.
Agora, que o carrinho é lindo, isto é.
Jovino
Fiquem à vontade para discutir o que quiserem aqui no boteco; longe de mim estabelecer regras...quanto mais no botequim do Tio Saloma, onde reina a democracia desde que mantida em níveis civilizados, é claro.
Como sou meio passional nesses casos, prometo ficar meio de lado, só assuntando os posts, ok?
Abração,
É um carro lindo que eu nunca tinha visto antes.
Eu fiquei em dúvida se esse carro é uma réplica/recriação de uma Alfa já existente, ou se é uma idéia da dupla Trevisan/Bianco.
Claro que seu que o cabra de Brasilia (Jovino) é bom de papos automobilísticos. Acompanhei todo o desenrolar do assunto Fitti-Porsche. Apenas estava tentando preservar a saúde do Joaquim, a pedido do próprio.
Quanto a abrir um novo post de Furia, tudo bem, você manda no boteco, assim como simplesmente poderia fazer um link que desse continuidade a qualquer um dos posts editados em 2006 no antigo Blog.
Tirando isso, cada um faz o que quiser.
As máquinas do Trevisan são maravilhosas e não são réplicas.
Seriam réplicas de quê? Não existiram carros iguais anteriormente, existiram parecidos.
São carros inspirados nos desenhos antigos e não são releituras, são autênticos. Releitura é o New Beetle, Mini e outros retrôs. Para mim se tem 4 rodas e anda já me agrada.
Enfim uma verdadeira aula sobre carros, coleções, automobilismo e tudo aquilo que gostamos de aprender.
Gosto destes termos moderninhos !
Volta e meia, aparece um para enriquecer nosso vocabulário. É papo cabeça, bicho !
Já teve época para o "inserido no contexto", depois veio a moda do "agregar valôr". Agora é a "releitura".
O bom é que estas palavras mágicas aplicam-se a praticamente qualquer coisa. Até para sandwich !
- Môço, dá para inserir no contexto deste sandwich uma fatia de queijo ? E vamos agregar valor acrescentando um pouco de maionese !
Agora é possível fazer uma releitura do Bauru, e botar mais duas rodela de tomate !
Jovino
Se o faról não é o original (carros de corrida em cada prova eram diferentes), os outros 99,9% o São Paulo, se alguém te disser "puxa está roda não é a original", a melhor resposta tem sido "eu sei! Já que voce conhece tanto, me consegue a original porque eu estou procurando". Ora vão pentear macacos!!!! Quem já restaurou um carro, sabe da dificuldade de faze-lo original, ainda mais se o veículo tem pretensões de ser utilizado. Aprendi que sobre carros nunca se diz "isto não existe..." ou "nã era assim....". Neste blog a todo momento aparecem coisas desconhecidas. A poucos dias tive que morder a lingua por fazer uma afirmação de que "nunca existiu tal carro conversível", e eu estava errado. Sou fã de réplicas. Concordo com o "Gaucho de Passo Fundo" se que são homenagens ou recriações de veículos que deizaram de existir, ou fora do alcance do bolso de nós, pobres mortais (tenho um Chamonix 550, adoro o carro, mas nunca o apresentei como "Porsche Spyder"). Réplicas são sensacionais. Quem não quer um Cobra? Paulo, parabens pelo seu trabalho de preservação e de desenvolvimento e fabricação de carros, realizando seus sonhos. Sabe, criticas sempre vão existir, a maior parte de invejosos que não tem competencia, entusiasmo, dedicação nem dinheiro para fazer o que voce faz.
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