ECOS DO FESTIVAL DE RECORDES...
Sexta, Set 19, 2008
ECOS DO FESTIVAL DE RECORDES...
A última coluna do Mestre Joca sobre o Festival de Recordes de 1970 lotou os boxes da caixa postal do boteco...
Galera colaborando com testemunhos e material que a gente vai soltando aqui aos poucos pra deleite da blogaiada. Uma amostra da bagaça de quem esteve lá e documentou o fato, com muitos detalhes...é a colaboração do "acervo dos Sanchez"
Legendas e comentários, os comparsas completam....vamos lá!


Expedito Marazzi e o Lorena-VW Spyder


Opala #51/Valvoline de Carlos Alberto Sgarbi

Carretera Chevy Corvette de Antonio Versa

Fusca 1600 cc de Josil José Garcia



Protótipo Amato-Ford de Salvatore Amato

Luis Landi e Ferrari Corvette
Primeira leva foi! Vem mais história por aí...
LS/J(reprodução acervo Augusto Sanchez)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico, Augusto Sanchez Images
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Depois da BLU, isto é um banho de água fria.
Preciso de um duplo ! Beber prá esquecer...
Observem as estranhíssimas caixas de farol na dianteira, o Santantonio de PVC (marca Tigre, talvez...), o tubo para reabastecimento, as lanternas traseiras, uma quadrada na esquerda e duas redondas na direita. Sem contar a pintura dourada feita a tubos de aerosol...
A única coisa correta são as rodas "Castelinho", um must da época!
E contar que essa "koisistraña" havia participado dos 1.500 Km de Interlagos neste mesmo ano, não me lembro o nome dos "intrépidos pilotos"...
Estou me segurando desde que vc colocou esta "coisa" em pauta ! Uma vergonha para ser esquecida !
Esta prova foi um absurdo, demonstração clara da incompetência e irresponsabilidade dos cartolas, participantes e expectadores !
Não entendo até hoje como não morreu ninguém.
Mas daí a chamar o Marazzi de "Mestre" já é um pouco demais, né ? Ele era um puta cara legal, mas tremendo braço-duro e completamente desmiolado.
E chamar esta bosta de "protótipo", só pode ser gozação ! Vamos modificar isto para sucata serrada ?
Se houvesse alí alguém com um mínimo de juízo, teria impedido o Marazzi de ligar o motor desta porcaria.
E de várias outras desgraças que apareceram por lá.
Abraços !
O protótipo Amato deve ser o mesmo que era do falecido Chupeta e que foi vendido a um blogueiro aqui. Se for é um Macon FFord alargado para biposto.
O Opala 51 branco me relembra meu velho Opala 72, 2.5 litros, três marchas na coluna, freios a tambor, também branco e com duas faixas preto fosco no capô, como mandava a época. Ah, e as rodas Envemo (Italmagnésio?) como era de lei..
Já o fusca remete a alguns dos mandamentos dos boys de então:carburação dois Solex 32 simples, comandinho P-2, um pentelhonésimo de rebaixamento de cabeçote, saída de escape quatro-em-um (podia ser também aquela Kadron, de lado.... tinha uns mais enjoados que usavam o avanço da Kombi...e aquela tampa do motor levantada era um charme adicional...
Quanto ao protótipo Amato tive a rara felicidade de ir resgatá-lo este ano - o chassi, melhor dizendo, oriundo de um Macon inglês de F-Ford, pois a carroceria era completamente outra...
Está aguardando recuperação em SP.
Isso aí...
Ele se inspirou no Piero Taruffi e suas aulas aqui trazido pela Quatro Rodas. Assisti as aulas do Taruffi de bicão, nem carta tinha na época.
O livro do Taruffi é uma absoluta maravilha em termos de teorias de tomadas, traçados, trocas de marcha, enfim, tudo que se referia à corridas. Um capolavoro mesmo. É interessante que o Taruffi não foi nenhuma unanimidade da época dele, mas todos reconheciam sua esperteza, o ingleses o apelidaram de Silver Fox, raposa prateada, primeiro pela cor dos cabelos, brancos desde a mocidade e raposa pela sagacidade. Mesmo tendo ganho apenas uma MM, foi o melhor professor e escritor de técnicas de automobilismo.
O Marazzi absorveu parte dos ensinamentos e montou a escolinha dele com bastante sucesso, ele sabia ensinar.
Apenas para não perder a piada, não se aplica muito aos dois: "quem sabe faz, quem não sabe ensina."
Este protótipo do Marazzi só de ver pela foto, parece mesmo que era muito mal feito, veja as lanternas traseiras...
Joaquim, fiz um fusca mais ou menos com a confifuração que você falou hoje, mas é diferente daquela época, quando se pegava um fusquinha 68 e dava um tratozinho, colocando uma dupla, escapamento tipo do puma, rodinhas castelinho e o rebaixava, parece que tinha mais emoção naquela época.
Jovino
Nessa prova de velocidade la na marginal ,, o "Kinko " foi pilotado pelo meu companheiro Stanley Ostrower, ( acho que a velocidade final foi de 169 KM.H,,- porque tinha Caixa 3 - muito longa, e não adequada para arrancadas ,,,La em interlagos no final da reta com motor VW 1600 cc e dois Weber 40,, ele chegava a aprox 200 Km/H a 7000 rpm. Nosso tempo por volta em Interlagos era de aprox 3,33 / 3,35 ,,
Com relação ao Expedito Marazzi convem lembrar que foi ele que montou uma das primeiras escolas de pilotagem em Interlagos, por onde passaram varios pilotos que foram vencedores , na época ;
Hoje chama-se Escola de Pilotagem Manzini - do Roberto Manzini,( na minha opinião , atualmente a melhor do Brasil ). abraços a todos ,,Luiz Evandro "águia"
Quanto ao Marazzi, acho que a tubulação era da fundição Tupy mesmo, no site do Garbriel tem fotos.
http://www.marazzi.com.br/recorde.htm
abs
LS
O Marazzi conhecia as próprias limitações !
Ele dizia: "Faça como eu digo, não faça como eu faço".
Nada mais verdadeiro.
Abraços !
Ele dava aulas em plena rua, as vezes dentro da Cidade Universitária, no meio do transito..
Consta que uma vez ele convidou o Zambello para bater o recorde brasileiro de velocidade, com as Alfas GTA, dirigiram se à estrada Rio - Santos, e no auge da tentativa chegou a Policia Rodoviaria Federal, e acabou com a brincadeira, multando-os por excesso de velocidade, pois nem licença eles tinham pedido.
Alguem sabe se isso é verdade ou lenda??
Abs
Ah e em tempo. A ferrari Blue é linda mesmo.
Abaixo a nota que saiu no site da Fasp: http://www.faspnet.com.br/noticia_exibe.php?noticia_id=2599
Falecimento de Adalberto Ayres de Correia Pinto Júnior, conhecido como Chupeta
10/12/2007 | 249 visualizações, incluindo a sua.
Faleceu nesta madrugada o nosso amigo Chupeta, Adalberto Ayres de Correia Pinto Júnior. O Chupeta teve um acidente vascular cerebral há 15 dias e ficou em coma desde então, nada sofreu.
Foi piloto profissional desde pequeno, seu pai era piloto de motocicleta e de carros, tendo participado das mais tradiconais provas nacionais de ambas as modalidades do esporte a motor, bem como de motonáutica.
O Chupeta correu em todas as provas nacionais como Mil Milhas, 500 km, 500 milhas e com carros como Avallone Chrysler, protótipo Macon/Royale/Amato, Stock Car e praticamente de todo e qualquer veículo a motor. Destacou-se em corridas de motocicleta na modalidade velocidade no asfalto e motocross, nesta última conseguido ser campeão brasileiro.
Iria fazer 49 anos no próximo dia 18 de Janeiro.
O velório será hoje, dia 09 de dezembro, no Cemitério São Paulo a partir das 11:00. O enterro sera às 17:00 no mesmo cemitério.
Roberto Zullino e Federação de Automobilismo de São Paulo
Não podemos julgar a situação de 1970 com os olhos de hoje. Segurança??? O publico em Interlagos sentava no "gramado" na beira da pista, e atravessava ela quando bem queria. Corridas de rua eram comuns, sem estrutura, sem segurança. As equipes eram um grupo de amigos (realmente AMIGOS!!!!) que se juntavam para ajudar um ao outro. Os carros eram feitos de forma amadora. A criatividade andava solta, e surgiram soluções maravilhosas (e para os olhos de hoje, abomináveis). Patrocinio era um amigo que conseguia um jogo de pneus usado. Outra epoca, outra realidade. Hoje se não tiver grana, uma equipe de 100 pessoas, com treinador fisico, nutricionista, alguem para encerar o cão do box, massagista para o piloto, etc, etc, etc, não tem corrida!!!!!! Piloto é piloto, Não entende p.... nenhuma de mecanica!!!!
Que tempo maravilhoso que passou. Minha felicidade é que eu pude viver isto!!!!!!!
Mais tempo ainda.. De 1970 para cá são 38 anos! Eu também pude viver esse tempo.
Aqui no Rio, nos anos 60, invadíamos a pista antiga no meio da reta. Lembro-me de um cara meio gordinho que era uma espécie de "boi-de-piranha". O gordinho passava pela cerca e nisso os policiais corriam para por o invasor para fora. Nisso o resto da galera entrava em pesoem outros pontos da reta e nos espalhávamos pelos boxes e pista. Muitas vezes éramos chamados a chacoalhar um DKW na largada para evitar que o óleo (Castrol R40) decantasse da gasolina. Bons tempos ... era uma zona deliciosa.
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