"UMAS & OUTRAS" #27...

Segunda, Set 08, 2008



"UMAS & OUTRAS" #27...


Voando baixo em busca de recorde Por Joaquim Lopes Filho

Dentre a variedade de categorias que campearam no automobilismo brasileiro, duas tiveram pouca expressão ou só despertaram interesses pontuais.
Uma, o Quilômetro de Arrancada e a outra, o Quilômetro Lançado.
Parecidas em princípio, diferentes na essência.
O Quilômetro de Arrancada, em sua gênese e como o próprio nome diz, consistia da largada parada e aceleração crescente até a marca de um quilômetro, quando computava-se o menor tempo percorrido (e maior velocidade também, obviamente...)
Já o Quilômetro Lançado normalmente era disputado utilizando-se um quilômetro (ou um pouco menos) para aceleração, outro quilômetro para aferição de velocidade e mais um para desaceleração. Normalmente, considerava-se o tempo em ambos os sentidos, mas não era regra geral.
Ambas modalidades tiveram um certo prestígio nos anos trinta, quando algumas provas foram disputadas na altura do Km 57 da rodovia Rio Petrópolis (Baixada Fluminense), às vezes servindo como preliminar da famosa Subida de Montanha da Cidade Imperial.
Registra-se em 1933 a vitória do Campeão Europeu de Subida de Montanha, Hans Stuck a bordo de um Mercedes Benz SSKL esporte, à já estonteante velocidade de 202 Km/h !
Na mesma prova participa o jovem Roberto Marinho, anos depois o todo-poderoso presidente das organizações Globo, ao volante de um Voissin.
Algumas provas da modalidade também foram disputadas no Rio Grande do Sul, que já exibia naquela época um automobilismo vigoroso, facilitado pela proximidade de Argentina e Uruguai, mas somente despertaram a atenção do público nas primeiras décadas do século passado quando o automóvel representava uma real novidade.
Nos anos seguintes, os quilômetros de arrancada e lançado foram rapidamente substituídas por circuitos de rua, provas de estrada ou subidas de montanha.

O Vôo do Carcará

Assim, não foi sem surpresa que se recebeu a notícia da tentativa de quebra de recorde brasileiro de velocidade absoluta, feita pelo streamlined Carcará, obra conjunta de Jorge Lettry, Anísio Campos e Rino Malzoni, em 1966.
Numa época em que as equipes de fábrica, notadamente a Vemag, se retiravam das pistas, o anúncio de tal feito soava no mínimo estranho, uma vez que tentativas de recordes há muito não eram disputados.
Na manhã do dia 29 de junho o Carcará, um bólido de carroceria de alumínio, chassi oriundo de um Fórmula Jr, motor DKW de 1.100 cc e calculados 104 HP passaria à história como o primeiro veículo nacional a estabelecer um recorde absoluto de velocidade, sob o comando do piloto carioca Norman Casari.

Carcará voa na manhã carioca, Rio, 1966 (arq.Òbvio)

Em duas tentativas, Casari cravou a média de 212,903, devidamente registrada com cronometragem especial e assistida por comissários técnicos e desportivos, que homologaram o recorde.
Não que esta velocidade não tivesse sido alcançada antes, mas foi a primeira vez que um carro especialmente construído e com mecânica inteiramente nacional conseguia a façanha.

O vôo de Bird na Castelo Branco

Até 1970, o grande feito do Carcará – muito embora uma realização individual, uma vez que não houve outros concorrentes participando – era a única grande expressão de recorde de velocidade no Brasil.
Neste ano, em 20 de junho, outra iniciativa individual fora tentada pelo lendário piloto Bird Clemente que, ao volante de um Chevrolet Opala 3800 cc preparado e com o qual vencera as 24 Horas de Interlagos daquele ano, atinge a marca de 232,510 Km/h, homologado como novo recorde brasileiro de velocidade, muito embora a tentativa realizada na rodovia
Castelo Branco não obedecesse, a rigor, os cânones da FIA, ou seja, ao nível do mar e com uma inclinação de pista não superior a 1%, requisitos seguidos à risca pelo Carcará, quase exatos quatro anos antes.

Bird prepara-se para o recorde, Rodovia Castelo Branco,SP, 1970(Foto site Bandeira Quadriculada)

O Festival de Recordes da Marginal Pinheiros

Parece que em 1970 as tentativas de recordes caíram no gosto dos nossos organizadores, pois no dia 14 de novembro o Automóvel Clube Paulista, sob supervisão da Federação Paulista de Automobilismo e CBA, promove o Festival de Recordes, realizada na marginal esquerda do Rio Pinheiros, então ainda em construção.
Embora a maioria dos inscritos não representasse a nata do no nosso automobilismo da época, alguns participantes de peso compareceram ao Festival.
Entre eles, a famosíssima carretera Chevy Corvette de Camilo Christófaro que aparecia como principal desafiante do moderno Lamborghini Miura de Alcides Diniz, franco favorito à vitória por falta de maiores concorrentes.
Como outros inscritos de maior peso destacava-se o Ford-Galaxie com motor 7 litros de Luisinho Pereira Bueno, uma velhusca Ferrari-Corvette de Luis Landi, outra carretera Chevrolet Corvette de 4,5 litros de Antonio Versa e o Opala-Valvoline de Carlos Alberto Sgarbi.

Luis Landi e sua “Ferrari-Corvette”(arq. Gabriel Marazzi)

Carretera Chevy-Corvette de Antonio Versa(arq. Gabriel Marazzi)

Na turma de menor cilindrada os grandes nomes eram o Snob´s Corvair de Eduardo Celidônio, o Amato-Ford de Salvatore Amato, o Kinko-VW de Stanley Ostrower, o Puma-GT 1600 de Aldo Pugliesi, secundados por uma malta de VW 1600 cc.

Stanley Ostrower larga com o Kinko-VW(arq. Gabriel Marazzi)

Como de hábito no automobilismo nacional, no capítulo das excentricidades, o jornalista e piloto Expedito Marazzi apareceu com uma versão spyder de um Lorena pintado a tinta spray e um improvisado santantônio...

O protótipo Lorena spyder e Expedito Marazzi (arq. Gabriel Marazzi)

Briga das águas acaba na pista...

Uma leitura de bastidores revela a tremenda rivalidade estabelecida entre Camilo Christófaro e Alcides Diniz nesta prova.
Algum tempo antes, Camilo preparara um potente motor V-8 para o barco de Abílio Diniz, irmão de Alcides e um dos herdeiros do grupo Pão de Açúcar.
Abílio, um talentoso piloto de motonáutica, esperava assim conquistar o título de campeão brasileiro da modalidade, mas o motor quebrou nas voltas iniciais, deixando o campeonato nas mãos de um tio de um freqüentador deste espaço, conhecido por seu amor a Porsches 914 e MGB ingleses.
O saldo da empreitada foi uma violenta discussão entre os Diniz e Camilo, com acusações de parte a parte.
Assim, este Festival de Recordes parecia à feição para Camilo tirar a limpo o antigo desafeto.

O vôo marginal de Camilo Christófaro...

A prova consistia no velho esquema do Quilômetro Lançado, com um cronômetro abrindo no final do primeiro Km e o segundo no final do subseqüente, ficando o terceiro para desaceleração. Feito o percurso de volta, apurava-se a média das duas passagens.
E Camilão não se fez de rogado, acelerando pra valer sua carretera Chevrolet Corvette V-8 de 5.300 cc, 435 Hp a 7.000 rpm, cravando 15 segundos e 57 centésimos para seu quilômetro de ida e 14 segundos e 86 milésimos na volta, uma média de 236,727 km/h, com pico de velocidade de 268 Km/h!

Camilo arranca para a vitória(Foto AutoEsporte)

Já estava praticamente garantido o recorde brasileiro, mas era preciso ainda esperar pelo resultado do Lamborghini Miura...
Alcides Diniz largou decidido a acabar com a festa do velho Camilão, mas uma dificuldade no engate da quinta marcha do Lamborghini, logo em frente do segundo cronômetro jogou seus esforços por terra.
Apesar de toda tecnologia e modernidade o Miura logrou “somente” 16 segundos e 27 milésimos, a uma média de 221,226 Km/h, na primeira passagem. Na volta, apesar de ter atingido 227,560 km/h sua média não foi suficiente para bater a velha carretera e seu afinadíssimo motor Corvette!

Câmbio trai Alcides e sua Lamborghini Miura(Foto AutoEsporte)

Recorde garantido, Camilão, em estado de graça, fazia blague do adversário:
“Tenho na oficina outro motor Corvette com mais 30 HP, girando a 7.500 rpm. Se a pista tivesse mais uns 500 metros, teria chegado fácil aos 290 Km/h em vez dos 268 atingidos aqui...”
Como curiosidade, em pleno 1970, quando protótipos importados como Alfa P-33, Ford GT-40, Lola T-70 ou nacionais do porte de um Fúria-Alfa Romeo, Bino Mark II ou Casari A-1 davam as cartas nas pistas nacionais, é irônico constatar que o carro detentor do recorde brasileiro fosse um suposto anacrônico veículo, a famosa Chevrolet Corvette #18 e de seu folclórico construtor e piloto.
As carreteras ainda recusavam-se a morrer....

Participantes, carros e médias:
1º. Camilo Christófaro - Chevrolet Corvette 5.300 cc 236,727 km/h
2º. Alcides Diniz - Lamborghini Miura 3.929 cc - 224,413 km/h
3º. Luis Pereira Bueno - Ford Galaxie 7.000 cc - 198,192 km/h
4º. Eduardo Celidônio - Snob´s Corvair 2.600 cc - 194,886 km/h
5º. Luis Landi - Ferrari Corvette 4.500 cc - 192,978 km/h
6º. Carlos Alberto Sgarbi - Chevrolet Opala 3.900 cc - 189,074 km/h
7º. Aldo Pugliesi - Puma GT VW 1.600 cc - 177,572 km/h
8º. Expedito Marazzi - Lorena Spyder 1.600 cc - 174,900 km/h
9º. Antonio Versa - Chevrolet Corvette 4.500 cc - 174,832 km/h
10º. Anatole Cirello Jr. - Volkswagen 1.700 cc - 171,635 km/h
11º. Salvatore Amato - Amato Ford 1.600 cc - 170,843 km/h
12º. Stanley Ostrower - Kinko VW 1.600 cc - 168,564 km/h
13o. Célio Huggemeyer JVolkswagen 1.600 cc - 150,22km/h
14o. Josil José Garcia - Volkswage 1.600 cc - 145,248 km/h
15º. Luis Filinto Silva Jr. - Volkswagen 1.600 cc - 141,312 km/h


Joaquim, Joca, ou "Anexo J" do Boteco do Saloma, ex-comissário desportivo da FIA, foi fundador, presidente e diretor técnico de kart clube, rali, arrancada e dirigente de federação de automobilismo.Titular da coluna “Umas&Outras”, escreve regularmente neste espaço às segundas feiras.
(reprodução)



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Comentários:


Comentário de: M

Grande Joaquim !
Nesta eu táva lá ! Ví tudo com meus próprios zôios !
Foi muito engraçado ver o Cidão, furioso dentro dos sapatos-fashion, com a naba que a Laranja-mecânica tomou da josta do Camilão.
Engraçado tb foi ver a Galocha do Trovão dar um passeio nos demais "carros-de-corrida".
Abraços,
EU

PermalinkPermalink 08.09.08 @ 16:26



Comentário de: Dú · http://www.windflag.com.br

Jóca, 435 Hp a 7.000 rpm.
Sensacional, é nós na fita!
Parabéns brow.
Parabéns pelos 30 anos e um dia, e domingão tem Monza no Paddock.

E essa Lambo ficava como os outros carros, guardada na garagem ali na Brigadeiro, ao lado da Doceria do Pão de Açucar number one.
Não tou velho, é que comecei precoce.

Abração Joaquim.


PermalinkPermalink 08.09.08 @ 17:09



Comentário de: Jonny'O

Obrigado pela aula Mestre Joca.

Afinal ,quantos Kinko foram construidos?

E finalmente fiquei conhecendo o nome do prototipo laranja de numero dois ,essa grande variedade de tipos de carros ainda no inicio dos anos 70 dava um charme especial .

PermalinkPermalink 08.09.08 @ 19:51



Comentário de: jovino · http://jovino.coelho@mme.gov.br

Joaquim,
Na realidade o que eu sempre soube é que o recordista de velocidade era o Carcará e interessante a distinção entre as duas modalidades.
Se não me engano, o km de arrancada consiste em percorrer apenas 400 metros e não 1 km.
Bela matéria.
Jovino

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 07:39



Comentário de: Joaquim

Grande Jonny´O !!!

A rigor, somente um Kinko foi construído, o spyder sobre plataforma do Salvatore Amato, este aí da foto.
Mas acontece que anteriormente, coisa ali de 1969, um protótipo também construído pelo Amato, de carroceria fechada, deveria per corrido sob este nome, mas ao que me consta jamais passou de treinos.
O Luis Evandro Águia poderia explicar melhor, afinal os carros eram dele...
Lá por 71, salvo engano, apareceu um outro protótipo que deveria correr também sob esta denominação, agora pertencente ao Amadeo Campos e Márcio Bueno. Chegou até a fazer algumas provas com este último, mas acabou-se numa panca em Interlagos, creio que nos 500 Km de 71.
É o que sei sobre esses Kinko.

Grande abraço,

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 07:42



Comentário de: Vicente Miranda

Dú,
Apesar de ser do Rio, volta e meia estava em SP. Lá na garagem do Pão de Açúcar, além do Lamborghini Miura do Cidão, ficavam também a Maserati Ghibli do Arnaldo (que se acabou numa pancada) e a Corvette Sting Ray 427 verde garrafa do Abilio, esta última importada por meu tio, cuja loja (Criscar Automóveis) ficava do outro lado da Brigadeito.
Andei nessa Corvette com meu tio antes do carro ser entregue. Tempos depois, Abilio enviou o motor para os EUA para ser embrabado pela Traco, tradicional preparadora de motores da Can-Am. Voltou brabísimo, mas praticamente fervia subindo a Brigadeiro devagar.

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 09:29



Comentário de: roberto zullino · http://www.f1total.com.br/faster/

Eu também estava lá e apesar de vizinho do Alcides nunca fomos com os cornos um do outro. Ele era da Rua Salto e eu da BAtataes.

Adorei a vitória do Camilo com aquela traquitana dando pau no Miúra cheio de não me toques.

A marginal não tinha sido inaugurada e ajudei a medir o percurso. Eu estava no segundo ano da Poli que era perto e medimos com trena e teodolito os 3 kms. Ainda bem que tinham outros que deviam ser mais competentes, pois essas coisas da cadeira de topografia não estavam na minha predileção. Meu metro sempre tem 90 centímetros ou 110 conforme a conveniência.

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 13:36



Comentário de: Eric

Esse recorde de velocidade hoje é de Alejandro Sanches,argentino que mora aqui em SP(Flash Power) com seu Porsche 993 Bi-turbo levemente(!!!!)preparado.
310,77 KM/H de média.
Jovino,as provas de arrancada oficiais são 400m,mas depois tira o pé.
O KM lançado consiste em 1 km para acelerar,abe o cronometro em 1 km e depois freia.
A média do km é que vale.


PermalinkPermalink 09.09.08 @ 14:01



Comentário de: Joaquim

ôpa, Jovino
!!
São duas coisas diferentes: 400 metros é o Quarto de Milha, muito em voga nos EUA e hoje em dia pelo pessoal de Arrancada.
Já o Km de Arrancada era um Km mesmo, cheguei a correr alguns em Belém do Pará, lá por meados dos anos 70.
O Quilômetro Lançado era um saco, só fiz um; também com um Opala 4 cilindros, 4 portas,três marchas e câmbio em cima não tinha reta que acabasse, o carro era lento demais. Mesmo assim ganhei na categoria (Carros Standard, Classe B até 3 litros) derrotando um Alfa 2300, imagine como o cara da Alfa era ruim...

Abração,

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 14:43



Comentário de: jovino · http://jovino.coelho@mme.gov.br

Joaquim,
É interessante que muita gente que disputa arrancada fala Km de arrancada, mas que na realidade, são apenas 400 mts.
Fiz algumas arrancadas aqui em Brasília com um opala 4 portas, 6 cilindros, 3.800 cc e câmbio na coluna, jogado no chão e com escapamento dimensionado direto atravessando para debaixo da porta do passageiro, mas só que na rua mesmo, lá no eixão norte de madrugada no final da década de 70 depois de consumir algumas latas de cerveja. Não era a minha praia arrancada, mas cansei de levar os opalões 250 s, os caras achavam que iam ganhar, mas eu os despachava na primeira do meu câmbio de 3 marchas que era longo. Enquanto eles colocavam a 2 marcha eu ainda estava acelerando na primeira e só olhando pelo retrovisor e também nos sinais de trânsito, com um Simca Tufão que tinha com mecânica 6 cc do opala, mas com diferencial do Dodge.Doce irrespondabilidade, pois nesta época, não existia "pardais eletrônicos" e a polícia não era de encarar muito ninguém.Incrível, mas sinto mais saudades deste opala do que do simca.Um dia destes, num encontro de antigos aqui em Brasília, apareceu um exatamente igual ao que tinha, verde metálico com teto vinil preto, mas o cara queria R$ 40.000,00 nele. Como diz aqui no Goias, era bão demais da conta sô.
Jovino

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 15:19



Comentário de: jose carlos

era 1980 eu comprei um opala 3 marchas 4100 ano 1974 4pts sem direcao e sem ar que pertencia a um senhor da gavea que tratava o carro como um bibelot
comprei o bitelo e fiquei meio perplexo eu com 22 anos e um carro de coroa
iniciamos o preparo mas cade a grana,tinha um piloto antigo no rio que morava no lins e que tinha um opala branco com patrocinio da pepsi que me vendeu um coletor envemo pra 2 carburadores dfv que acabou sendo colocado 2 446 que virou redondo.consegui trocar o comando sob instrucao do velho piloto que hoje esqueco o nome e de preparo no motor mais nada so coloquei o tranbulador com alavanca no assoalho com uma capa de console de cambio em baixo
lembrando tambem que coloquei os 2 sofas dianteiros originais que eram um conforto
pneus usava os g800 e descia a av brasil pianinho pois o bitelo bebia mais do que gamba de alambique
vez por outra eu frequentava a turma do alto mas o opala tomava xule dos passats que era outra historia
tinha uma turma que fazia arranca atraz do autodromo e eu ganhei algum troco pois os gatoes e bonitoes de dodge chamavam pra apostar nao acreditando no opala vermeho e preto pois tinha jeito de tiozao mas o coracao era de corredor de 100 mts razo
em suma sou botafoguense enao flamengo e nao tenho nenhuma foto deste carro era muito conheccido na taquara,na barra e no leblon em econtros de carros,porra loucos da epoca so que eu afirmo que tudo que eu fazia e faco ate hoje com 51 anos e com a cabeca limpa sem bebida e drogas,desafiavamos a prf na descida de petropolis pelo puro prazer do desafio
opala e um icone para nos aficcionados por automobilismo
afinal alguem conhece o piloto do opala branco com a porta desenhada com logo da pepsi
jc sete lagoas

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 16:00



Comentário de: Joaquim

Pois é, rapaziada...
No tal Km de Arrancada éramos seis carros em três baterias eliminatórias, isso na Classe B (1601 a 3000 cc)Standard.
Na primeira despachei fácil outro Opala 2,5 litros coupê. Na segunda, o Maverick 3.0 6 cilindros concorrente colou a embreagem logo na largada, daí foi mole. Na última, o cara do Alfa 2300 era daqueles que "telegrafavam" no acelerador entre as marchas, perdendo um tempo enorme. Mesmo assim, cheguei só meio carro à frente.
Isso foi em 74, e a brincadeira me levou a ser convidado a participar de rali de regularidade por uma concessionária VW local.
Foi meu maior prêmio...

Eric,
Em 91- portanto 21 anos após o Bird e o Camilão - o Fábio Souto Mayor atingiu 301 km/h na Rio Santos com um Opalão Stock Car. Acho que o recorde foi homologado, não me lembro bem...

Abração.

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 16:55



Comentário de: regi nat rock

Zulino:
Cansei de consertar essas metragens da turma da Poli, do Mackenzie e que tais. Sou (era na verdade) agrimensor e meu metro, tinha (ainda tem) 100 centímetros. Bons tempos de acaloradas discussões técnicas, resolvidas na trena.rsrsrsr
Eu acompanhava essas discussões de quem era quem, e mais rápido e sempre torcia pelo Camilão dentre outras coisas, por conta da arrogancia dos irmãos Diniz, que se achavam (mas o miura era lindo)... Vibrei com o resultado e com a cara de bunda do Diniz.

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 19:16



Comentário de: Dú · http://www.windflag.com.br

Roberto Zullino, e eu moleque na Fernão Cardim.

PermalinkPermalink 09.09.08 @ 23:05



Comentário de: roberto zullino · http://www.f1total.com.br/faster/

Reginaldo,

Os engenheiros civis da Poli nunca se dedicaram seriamente aos azimutes e poligonais, quanto mais um teodolito ou nível. Era resistência dos materiais e coisas matemáticas o tempo todo.
Nem sei porque chamaram a gente para fazer a medição, algum desavisado da Federação certamente lembrou que em São Paulo existia umas faculdades de engenharia e como a Poli fica na Cidade Universitária a coisa deve ter sido feita pela proximidade. O Mackenzie era muito melhor que a Poli nessas coisas de topografia. Juntei-me ao bandwagon porque gostava de corridas e carros, mas não tinha a menor idéia de como fazer nada e não fiz muita coisa a não ser atrapalhar e ficar camelando com uma trena de 30 metros. No entanto, acho que devem ter medido direitinho, os politrecos são dedicados.
Não lembro direito, mas acho que o Lorena do MArazzi tinha o santo antonio de canos de PVC, grande figura o Marazzi, uma grande perda.
O falecido Alcides, que descanse em paz, não se consegue querer mal um companheiro de infância, a idade releva as coisas, mas era uma das pessoas mais arrogantes que conheci, adorei o sapateado dele por perder do Lobo do Canindé e sua traquitana.

PermalinkPermalink 10.09.08 @ 00:01



Comentário de: regi nat rock

Zullino:
Eu sei. Meu filho é formado na Poli (turma de 2005) e eu sempre avisei "fica esperto com a topografia) qual o quê. Zero com louvor (e a mãe é arquiteta putz!). Enfim, conversando com os colegas de turma dele, ficou bem evidente: topografia ? bobagem.. por aí. O negócio dele é computação (trabalha na Google em BH). Não o recomendaria pra supervisionar um sobradinho mas, nessas traquitanas cibernéticas, assino sem ver.
E, até onde sei e se me lembro bem, o santo antonio no carro do Camilão era UM cano de pvc ou cabo de enxada bem no meio do carro do teto ao chão. Isto é, apenas papel decorativo.O do Marazzi não lembro do que era construído, mas não duvido da sua opinião. O pessoal não media nada, simplesmente sentavam na barata e mandavam ver. E como mandavam..... Abração

PermalinkPermalink 10.09.08 @ 10:08



Comentário de: Vicente Miranda

Zullino,
Ambos, Abilio e Alcides eram muito arrogantes.
Nos anos 60, Abilio competia na motonáutica na categoria R5 (hidroplano 3 pontos - motor de centro - 5 litros). Meu tio na categoria ON (catamarã - motor de popa - 2 litros). O que os 3 pontos abriam nas retas mas perdiam nas curvas para os catamarãs. Era uma briga bonita. Nessa época, Alcides jogava polo (meu tio também), geralmente no do Clube Hípico de Santo Amaro.

PermalinkPermalink 10.09.08 @ 10:10



Comentário de: roberto zullino · http://www.f1total.com.br/faster/

Vicente,

O Abilio eu conheço apenas de vista, ele é muito mais velho que eu e os irmãzinhos Alcides e Arnaldo.

PermalinkPermalink 10.09.08 @ 11:53



Comentário de: roberto zullino · http://www.f1total.com.br/faster/

Reginaldo,
Eu até ia estudar um pouco de topografia, até para tirar brevê e carta de arrais. No final inventaram o GPS e não precisa mais saber nada. Ainda bem, sempre achei esse negócio de azimutes, poligonais etc...um saco.

PermalinkPermalink 10.09.08 @ 12:31



Comentário de: Vicente Miranda

Zullino,
Apesar da arrogância, o Abilio tocava muito bem o velocíssimo hidroplano 3 pontos Corvette no. 91 que, segundo soube, está preservado em algum lugar da rede Pão de Açúcar.
Apenas para registro histórico, após Abilio ter iniciado careira no automobilismo, o barco passou a ser pilotado pelo Carlos Keidel, filho do preparador "Biete" Keidel, que fazia os motores do Abilio.


PermalinkPermalink 10.09.08 @ 13:19



Comentário de: Joaquim

Enquanto os rapazesse divertem com as aventuras dos irmãos Diniz, vamos aos recordes oficiais desta prova, por categoria, reconhecidos na época pela CBA e FIA:

Gran Turismo até 1600 cc:
Aldo Pugliesi - Puma Gt

Turismo Especial Brasileiro até 1600 cc:
Luis Filinto Silva Jr. - VW

Turismo Especial Brasileiro 3.000 a 6.000 cc:
Carlos Alberto Sgarbi - Opala 3900 cc

Esporte Nacional até 2.000 cc:
Expedito Marazzi - protótipo Lorena Spyder

Esporte Livre até 2.000 cc;
Anatole Cirello Jr. - VW 1700 cc

Esporte Livre acima de 2000 cc;
Camilo Christófaro - Carretera Chevy-Corvette

Carros Importados:
Alcides Diniz - Lambo Miura

Como viram, festa de compadres, teve prêmio pra todo mundo.

Se vocês conhecem algum desses cidadãos acima, favor avisar, vai ver nem ele mesmo sabe...





PermalinkPermalink 10.09.08 @ 17:36



Comentário de: Dú · http://www.windflag.com.br

Vicente Miranda, me ajuda! Na Motonáutica!
Hidroplano D-18
Um escrito ECO no casco.
uma lancha com motor de centro #13.
Em que ano Luis Lara Campos foi campeão?
Teve prova no Lago do Ibirapuera?
Quem foi Gilberto Nascimento?
E por fim,
Um magrinho de Boné branco numa de motor de centro #14?

Desculpe o interrogatório, mas tinha umas anotações antigas e nunca as decifrei.
Abs.

PermalinkPermalink 11.09.08 @ 13:30



Comentário de: Vicente Miranda

Dú,
Desculpe, mas voei geral. Onde você vê essas fotos?
Não sei nem se o Luis Lara Campos JUNIOR, o que também corria de VW Divisão 3 preparado pelo pai, Lulu Lara Campos, chegou a ser campeão. Ele tinha um hidroplano 3 pontos com motor Opala 6 cilindros, um barco leve e pequeno, que era muito rápido em mraias curtas, principalmente nas primeiras voltas quando a raia estava lisa, mas após algumas voltas ou quando a raia estava meio "encrespada", o barco pulava muito, perdendo velocidade. Não era páreo para os melhores "3 pontos" equipados com motores V8 bem preparados, como o que foi importado dos EUA pelo Adhemar Cardozo (da A.Cardozo, Tudo Para a Industria, na Rua Florêncio de Abreu, aí em Sampa) depois vendido ao ..... Nicholas Grego, se não me engano. Hoje o Nicholas possui uma pequena frota de escunas operando em Ubatuba, SP.

PermalinkPermalink 11.09.08 @ 16:27



Comentário de: Vicente Miranda

Dú,
...... continuando, no Lago do Ibirapuera só dá para ter competição de nautimodelismo.

PermalinkPermalink 11.09.08 @ 16:32



Comentário de: Anatole Cirello Junior

Amigos, meu nome é Anatole Cirello Junior e eu achei esse site só agora (18/02/2009) pesquisando meu nome no Google. Fiquei surpreso...Sou um daqueles nomes que aparecem como recordistas, na categoria Esporte Livre até 2000 cc. Acho que foi uma marca excepcional. Meu carro era um Fusca 4 portas, com motor 1667cc, que deveria ter não menos de 120 HP. Era um carro de rua, com tapetes, toca-fitas, estepe e até mesmo parachoques. O motor havia sido preparado pelo Amador Pedro, um excelente preparador e os cabeçotes haviam sido trabalhados por...mim. Isso mesmo, embora estudante da GV, meu hobbie era preparar cabeçotes. Bom, o motor era forte mesmo. Na época, eu já usava WEBER 48. O motor virava 7200 RPM e a marca de velocidade máxima superior a 171km/h de média foi superior a dos demais competidores que usavam motor 1600 a ar. O engraçado é que depois de 1971, só voltei a me interessar por corridas 35 anos depois, quando voltei para as pistas, desta vez correndo na Copa Fusca (Speed), no ano de 1999. Bem, o negócio vicia e estou lá hoje...um abraço a todos os leitores e ao dono do blog.

PermalinkPermalink 18.02.09 @ 22:07



Comentário de: Luiz "Okrasa" Salomão Email

Bela marca Anatole...se vc reparar, é claro que reparou, está a frente de carros com menor peso, e por isso seu tempo foi excepcional. Fico contente, por ter passado pelas mãos do mestre Amador. Meu amigo e preparador do meu Okrasa. Volta e meia estou almoçando com o cabra, que sempre quer melhorar o desempenho do meu 1200. Sgora temos uma equipe de rallye, com dois 1200. Estamos nos Campeonatos da Fasp e do Toninho de Souza...tem imagens no início do blog!
E tks, pelo elogio ao boteco...apareça sempre...
abs
LS

PermalinkPermalink 18.02.09 @ 22:27



Comentário de: Anatole Cirello Junior

Caro Luiz "Okrasa" Salomão,

Coincidência demais...encontrei o Amador ontem, a quem não via há muitos anos, na oficina do preparador Stanley. Falamos muito dos velhos tempos...Estou, inclusive, querendo levar para ele cuidar de um Fusca que era de corrida e eu transformei para andar na rua (ficou um espetáculo, mantive o Santo Antonio e o peso do Speed, por isso anda uma barbaridade).
Ainda em relação ao recorde: eu tenho um filme em Super 8, mais do que amador, dos carros arrancando para fazer a marca do recorde. É em preto e branco mas dá para ver bem a carretera 18 em movimento, o Lanborghini e claro, o meu carro, dirigido por mim aos 25 anos, ou seja, há 38 anos atrás.
Tenho também fotos dos carros atuais, que são: um Speed que fez o maior número de poles em seguida da história da Speed (9 poles em 11 corridas, nos anos de 2003 e 2004) nas mãos do meu filho Mariano, um fusca 52 com 370 HP (que saiu em 2 revistas, 4 Rodas e Mecânica, o fusca de rua (ex-Speed) e o Puma com o qual vamos participar da Classic Cup.
Outra coincidência é o Jan Balder, muito amigo meu. Ele sabe de todas as minhas histórias, inclusive os rachas no retão de Interlagos. Acho que fui o pioneiro, no Brasil, graças ao Amador, a derrotar uma Corvette nos 400 metros. Meu carro era um VW 1600 com WEBER 48 e a Corvette era uma Sting Ray nova do Alcides Diniz pilotada pelo Luiz Fernando Terra Smith, um dos melhores pilotos de Renault da fábrica. O Jan conhece essa história...
Bem, fico por aqui. Quando algum dias nos encontrarmos, eu conto mais.
Abraço
Cirello
PS: como eu faço para te enviar as fotos do recorde, recortes da 4 Rodas da época onde saiu a notícia e até mesmo dos carros atuais, que, modéstia à parte, são lindos?

PermalinkPermalink 20.02.09 @ 15:39



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Jornalísticamente teclando...Designer e arteiro multimídia por opção. Na estrada desde 1982.

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