GP IV Centenário do Rio de Janeiro, 1965...
Quinta, Ago 28, 2008
GP IV Centenário do Rio de Janeiro, 1965...
Vídeo realizado por Omar Ferreia em 1965 , resgatado por José Carlos Tardio e telecinado por Paulo Faria e Célio Guedes em 2008...enviado pelo Paulo Peralta.
GP IV Centenário do Rio de Janeiro, 19 de setembro de 1965, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Uma prova dura, com acidentes e público que se estendia por todo o circuito. Dada o larga, Marinho pulou na frente, Malzoni #10, Camilo veio a seguir, Ferrari #18, mas logo à frente na tomada da Curva do Corsário, Camilo foi-se embora, seguido de Marinho, Wilson Fittipaldi, Alpine #47, Luizinho P. Bueno, Alpine #46, Bird Clemente, Interlegos #21 e Chico Lameirão, Malzoni #11. Tocando forte para abrir dos adversários, Camilo colocou 8 segundos em Marinho. E o bloco de trás virava praticamente nos segundos, Wilson, Luizinho, Lameirão, Jaime Silva Simca-Abarth #26 e Cyro Cayres Simca-Abarth #44. Os Abarths vinham se recuperando de trás e logo se firmaram no primeiro bloco, fazendo segundo e terceiro. Depois a briga do Malzoni de Marinho versus os Alpines de Luizinho e Wilson. Dos quatorze segundos de vantagem que Camilo tinha para os Abarths, lhe valeu colocar volta nos últimos, mas apertando o da direita, Cyro e Jaime chegaram em Camilo e Jaime passou a liderar, fazendo sanduiche com Camilo, no meio das Abarths.
Luizinho, escapa e pega o meio-fio, uma retória nas corridas de rua, e acabou perdendo meia volta com a troca da roda traseira, deixando para Wilson a responsa de brigar com o Malzoni de Marinho.
A registrar o capote de Tôco com o Abarth-Tufão #83 na Curva do Corsário.
As baratas tiveram seu show particular, uma pela controvérsia da Ferrari De Camilo, porque a dúvida estava no modelo, mas seguiram a denominação da ficha de homologação que existia no Automóvel Cluve de SP, e além da ficha, tinha um documento, dando fé, a carta-garantia da entidade de que enquadrava como Grã-Turismo (artigo 264 do capítulo IV do Anexo I da FIA) e outra das Abarths, que estariam para retornar ao país de origem, visto que, entraram em 1964 na condição de carro-teste e não foi prorrogado o prazo na terrinha. Mas aí já é outra história...
Vamos a chegada:
1-Camilo Christófaro/Ferrari GTO (?)- 60 voltas
2-Marinho - Malzoni - 57 v
3-Wilson Fittipaldi - Alpine 1300 - 57 v
4-Jaime Silva - Simca-Abarth - 56 v
5-Eduardo Scuracchio - Malzoni - 54 v
6-Bird Clemente - Interlagos - 52 v
7-Ubaldo Lolli - Protótipo Tempestade - 52 v
8-Pace - Interlagos - 51 v
9-Carol Figueiredo - Interlagos -51 v
10-Emílio Zambello - Alfa Giulia - 51 v
É isso, agora é com vcs...
LS(reprodução/AE)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico, Vídeos automobilísticos
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E DEPOIS...BIRD CLEMENTE
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E um dos caras que fizeram acontecer.
http://race.blig.ig.com.br/imagens/grande.jpg
Esta foto é do cara.
Maletas, ou caixas viram!.
Opâ, e tudinho de presente ao Sr. Trevisan.
Passando pela pericia técnica do Jóca.
Quer saber? Precisamos fazer um fds no Sul.
O Paulo abre o celeiro para nós?
Que saudade. Adorava ficar assistindo às corridas entre o "S" e a curva antes do retão da praia. Quem sabe vocês poderiam organizar uma vinda ao Rio para uma pizza ou churrasco "in loco", afinal não faltam churrascarias e pizzarias à beira do antigo Circuito da Barra.
Esta época dos simcas abarts é muito rara, pois quase não existem filmes deles e este eu não tinha visto ainda.
As berlinetas saindo de lado, o simca, uma das minhas grandes paixões, malzonis, fuscas e os grandes nomes do automobilismo brasileiro de todos os tempos acelerando forte.
Jovino
abs a todos
LS
Outro dia ví uma reportagem na Folha sobre o Guarujá da década de 70 que me deu uma p..a nostalgia, também.
Pra quem pensa que corrida de carro significa todo mundo andando sobre trilhos, é uma lição de verdade e de história.
Reparem o que os carros leves andavam de lado, pendurados muito acima do limite da aderencia e do bom senso, tão comuns nos dias de hoje.
Eram heróis destemidos, garotos sem noção ou irresponsáveis?
Muito pelo contrário...
Pilotos de técnica impecável, fruto do equipamento que dispunham.
Apoiados sobre pneus cuja aderencia e tecnologia estavam a anos-luz do que temos hoje em qualquer esquina, extraíam dos carros um desempenho inacreditável, contornando as curvas em velocidades extremas. Para tanto, a aproximação, contorno e saída seriam assustadoras para qualquer piloto de hoje. Só assim vinha tempo.
Mal comparando, é quase como a turma de Rally faz hoje, sempre atravessado.
Grande mérito dessa turma que resgata esse material.
Obrigado pela generosidade em partilhar essas imagens preciosas.
E que venham mais, muito mais!
São raras as imagens dessa prova no RJ.
Algumas poucas fotos das revistas Auto Esporte e 4 Rodas e olhe lá.
A histórica GTO (?) do Camilão brigando com Malzonis, Abarths, Belinetas, DKWs entre outros são de emocionar.
Documento precioso, parabens e muito obrigado aos garimpeiros que colocaram essas imagens nas nossas telas.
Só um pitaco no comentario do Klien:
O grande Bird Clemente diz até hoje que para se andar de DKW em Interlagos (o velho de 8 Kms) não era necessario usar freio.
Em uma Mil Milhas, o Bird deu tres voltas (andando forte) sem tocar nos freios do DKW, foi para os boxes para que o Crispim trocasse as lonas, sem queimar as mãos. Se usasse luvas (como seria o certo) perderia muito tempo.
E o Bird resmungou muito, pois era contrario a essa troca, uma exigencia do Lettry empolgado com um novo tipo de lonas.
Talvez seja esse o motivo pelo qual o Aguia nem comentou sobre os freios do DKW que testou.
Saloma
Seu blog está demais!!!
Fico um dia sem vir e quando chego dou de cara com essa jóia.
Meu muito obrigado a turma que fez esse resgate.
Pra mim foi um presente duplo, pois foi a única corrida que não pude assisitir ao vivo lá na Barra.
Claudio Ceregatti
Depois de tudo que você falou só me resta dizer: Assino embaixo.
abraços
LS
abs a todo e saudades daquela epoca de ouro do automobilismo, que era disputado no braço no talento e não na força da tecnologia, que valoriza o piloto na medida de seu investimento na equipe, com raras exceções
abs
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