SIDNEY CARDOSO E SUA HISTÓRIA...#2
Quarta, Ago 27, 2008
SIDNEY CARDOSO E SUA HISTÓRIA...#2
Sidney e Milton, seguem as fotos enviadas, do parceiro Paulinho da Dacon. Na época com a pilotada e chefes de equipe e no larga ao lado da Porsche...

Roberto da Dacon com a galera. (foto do livro de Jan Balder)

Roberto da Dacon ao lado de Chico Lameirão, Porsche 910, (AE)
LS(reprodução arq. SC)
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Comentário de: Cesar Costa · http://www.fotolog.com/berlineta
Até hoje a história deste patrocínio da Hollywood não está bem explicada. Surgiu neste Porsche, quando era pilotado pelo Mário Olivetti, com uma pintura pra lá de psicodélica. Depois o patrocínio passou pelas mão do Ricardo Aschcar e acabou aí na Equipe "Z". Tenho a impresão que alguém passou a perna em alguém nesssa história...
Comentário de: Milton M. Bonani
Valeu Salomão e Sidney.
Obrigado pelas informações e fotos.
Obrigado pelas informações e fotos.
Comentário de: Joaquim
Meu caro César Costa,
O imbroglio da tal patrocinío Hollywood merece uma investigação mais aprofundada.
Vamos ver o que apurei: sem dúvida, em 1970, Mário Olivetti estreou o patrô Hollywood estampado em seu Porsche 910, se não me engano numa prova em Curitiba, onde venceu a carretera Corvette do Camilão. Mas daí parece que a coisa não evoluiu muito até Ricardo Achcar apresentar um plano de marketing para o Louis de Bolle - um belga, na época diretor da Souza Cruz, em 1971, contemplando dois carros para disputar a recém criado Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte, vulgo Divisão Quatro.
A escolha recaiu sobre dois novos protótipos Huron (projeto Jo Marquart) e motorização Ford DBA de 1,8 litro, enquadrados como Esporte 2 litros, a serem pilotados por Achcar e Chiquinho Lameirão.
Ok, o Achcar se manda para a Europa pra providenciar o material, etc, mas neste meio tempo aqui no Brasil é fundada a equipe Z, tendo como principais participantes José Carlos Pace (que se mandaria logo pra Europa, alavancado pelo patrocínio do Banco Português do Brasil, viabilizado pelos irmãos Abilio e Alcides Diniz..., Anisio Campos, Luisinho Pereira Bueno e, como eminência parda, o publicitário Mauro Salles, que tinha interesses empresariais em aproximar-se da Souza Cruz (conta publicitária e coisa e tal...).
Como o Achcar demorou na Europa (alguns afirmam que foi afetado até por uma greve dos Correios ingleses...) a comunicação ficou meio difícil e a Souza Cruz, debaixo de um lobby violento do Mauro Salles, fechou com a Equipe Z. Segundo o Achcar, aproveitando ainda todo o plano promocional e de estrutura de equipe bolado por ele, mas daí não posso afirmar nada...
Pois é, o Anisio Campos foi designado para ir à Europa comprar peças e otras cositas más e cruza com o Achcar dentro do avião. Situação incômoda, mas teve que dar a notícia ao piloto carioca ali mesmo (esta versão me foi contada pelo próprio Anísio!!).
Achcar, ao chegar ao Brasil e saber que seu contrato tinha sido rescindido, entrou na Justiça para reaver seus direitos e, após uma boa pendenga jurídica, acerta uma boa remuneração em espécie para ele e garante uma vaga para Chiquinho Lameirão na equipe em 71 (tanto que o Lameirão pilotou o 910 e o F-Ford da Hollywood nesta temporada, mas se mandando para a Motorádio no ano seguinte...)
O resto é história, tem muito caroço debaixo deste angu, mas por falta de maiores detalhes, fiquemos por aqui...
Este episódio da Hollywood teria um desdobramento paralelo que desaguaria na criação de um dos bons protótipos brasileiros dois anos depois.
Mas isto conto em outro post...
Grande abraço,
O imbroglio da tal patrocinío Hollywood merece uma investigação mais aprofundada.
Vamos ver o que apurei: sem dúvida, em 1970, Mário Olivetti estreou o patrô Hollywood estampado em seu Porsche 910, se não me engano numa prova em Curitiba, onde venceu a carretera Corvette do Camilão. Mas daí parece que a coisa não evoluiu muito até Ricardo Achcar apresentar um plano de marketing para o Louis de Bolle - um belga, na época diretor da Souza Cruz, em 1971, contemplando dois carros para disputar a recém criado Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte, vulgo Divisão Quatro.
A escolha recaiu sobre dois novos protótipos Huron (projeto Jo Marquart) e motorização Ford DBA de 1,8 litro, enquadrados como Esporte 2 litros, a serem pilotados por Achcar e Chiquinho Lameirão.
Ok, o Achcar se manda para a Europa pra providenciar o material, etc, mas neste meio tempo aqui no Brasil é fundada a equipe Z, tendo como principais participantes José Carlos Pace (que se mandaria logo pra Europa, alavancado pelo patrocínio do Banco Português do Brasil, viabilizado pelos irmãos Abilio e Alcides Diniz..., Anisio Campos, Luisinho Pereira Bueno e, como eminência parda, o publicitário Mauro Salles, que tinha interesses empresariais em aproximar-se da Souza Cruz (conta publicitária e coisa e tal...).
Como o Achcar demorou na Europa (alguns afirmam que foi afetado até por uma greve dos Correios ingleses...) a comunicação ficou meio difícil e a Souza Cruz, debaixo de um lobby violento do Mauro Salles, fechou com a Equipe Z. Segundo o Achcar, aproveitando ainda todo o plano promocional e de estrutura de equipe bolado por ele, mas daí não posso afirmar nada...
Pois é, o Anisio Campos foi designado para ir à Europa comprar peças e otras cositas más e cruza com o Achcar dentro do avião. Situação incômoda, mas teve que dar a notícia ao piloto carioca ali mesmo (esta versão me foi contada pelo próprio Anísio!!).
Achcar, ao chegar ao Brasil e saber que seu contrato tinha sido rescindido, entrou na Justiça para reaver seus direitos e, após uma boa pendenga jurídica, acerta uma boa remuneração em espécie para ele e garante uma vaga para Chiquinho Lameirão na equipe em 71 (tanto que o Lameirão pilotou o 910 e o F-Ford da Hollywood nesta temporada, mas se mandando para a Motorádio no ano seguinte...)
O resto é história, tem muito caroço debaixo deste angu, mas por falta de maiores detalhes, fiquemos por aqui...
Este episódio da Hollywood teria um desdobramento paralelo que desaguaria na criação de um dos bons protótipos brasileiros dois anos depois.
Mas isto conto em outro post...
Grande abraço,
Comentário de: Fabio
Saloma, sou o Fabio do Jiu Jitsu, como faço pra comprar o livro do Jan Balder?
abs.
abs.
Fabio e galera...Jan Balder vai dar as coordenadas para aquisição do livro...aguardem. Ele vai postar aqui...
abs a todos
LS
abs a todos
LS
Comentário de: Cesar Costa · http://www.fotolog.com/berlineta
Joaquim:
Resumindo: rasteiras em cima de rasteiras. O Olivetti é que não deve ter ficado muito satisfeito, né? Essa história me lembra o início da briga (e a principal causa), entre o Piquet e o Senna. Reza a lenda que o Piquet tinha um patrocínio da Golden Cross e aquele empresário do Senna, que já morreu também, ofereceu seu garoto à Golden Cross pela metade do custo. A golden não topou, o Piquet soube e aí começou a encrenca...
Resumindo: rasteiras em cima de rasteiras. O Olivetti é que não deve ter ficado muito satisfeito, né? Essa história me lembra o início da briga (e a principal causa), entre o Piquet e o Senna. Reza a lenda que o Piquet tinha um patrocínio da Golden Cross e aquele empresário do Senna, que já morreu também, ofereceu seu garoto à Golden Cross pela metade do custo. A golden não topou, o Piquet soube e aí começou a encrenca...
Comentário de: Cesar Costa · http://www.fotolog.com/berlineta
Aliás, naquela Copa Corcel(a primeira com o Corcel I), que a Ford organizou, havia um acordo para compra dos carros pelos pilotos no final das etapas a preço de custo. Quando a pilotada foi lá comprar descobriu que um dos envolvidos no embrólio do patrocínio da Souza Cruz havia arrematado todos. Mas como ele gosta de Berlinetas e parece estar doente, melhor deixar pra lá...
Comentário de: Valquiria Mendonça
Adorei ver Sidney Cardoso e sua História muito legal mesmo,não sei se é porque sempre fui apaixonada por corridas,carros de formula 1 e nesta época eu não era nascida,apesar de ter conhecido estes carros das fotos e também o colégio Arte instrução aonde foi meu primeiro emprego como recepcionista e Sidney meu primeiro patrão.È fantástico lembrar coisas boas...e aproveito para lembrar aqui da amizade que ficou longe mais não esquecida Ney um grande abraço val.
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