SIDNEY CARDOSO E SUA HISTÓRIA...
Segunda, Ago 25, 2008
SIDNEY CARDOSO E SUA HISTÓRIA...
Sidney, um puta parceiro, que dá gosto de ouvi suas histórias sobre as corridas em Jacarepaguá; a aventura de trazer o primeiro Ford GT 40 para rodar na terrinha e tantas outras, manda as imagens que refletem o post anterior sobre o assunto do KG-Porsche na carreta indo para o Autódromo de Jacareguá, junto com o Fitti-V...vamos lá:

Sergio Cardoso, larga com o Karman-Ghia-Porsche 2L, 10/dez/1967...

Sergio, no Karman-Ghia-Porsche 2L, no "S", seguido do Malzoni vermelho de Gerbasi e do cara-preta do Norman...

Sergio, Gerbassi e Norman na curva Norte, 10/dez/1967...

Sérgio liderou até a 28 volta de uma corrida de 30, quando o motor soltou-se esticando o cabo do acelerador e ele foi fora na Ferradura. Sérgio com o Aílton Varanda e o "Passarinho", mecânico de Aílton que cedeu-o ao Sérgio nessa prova. Na foto “Passarinho” está desconsolado...esse cabra era bom mecânico e acredito que ainda seja

Pai de Sidney Cardoso, Roberto da Dacon que trouxe o KG-Porsche do Môco (asinalado com seta laranja), o amigo dos comparsas Juremy e Sidney. Foto de Waldir Braga "Estrela"

Primeira volta da Prova Jim Clark, 28/abril/1968...

Prova Jim Clark, o Fitti-Porsche quebrou e acabou Sidney liderando...
LS(reprodução/arq. SC)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico, Sidney Cardoso Images
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O Roberto Bonani da Dacon marcado aí na foto é meu primo irmão. Eu não o vejo faz mais de trinta anos. Se alguém souber do paradeiro dele, por favor coloque aqui. Obrigado.
Vamos por partes, passando a limpo a história dos KG-Porsches, porque eu já me esqueci de alguns detalhes históricos:
Sabemos que:
1)Sabemos que o KG-Porsche (2000 cm3) do seu irmão virou o Lorena e hoje descansa aqui no Rio mesmo, sem a mecânica original.
2) Sabemos também que o KG-Porsche (1600 cm3) do "Jiquica" Varanda ficou lá em Petrólois, depois foi para as mãos do Paulo Scalli, depois foi do João R. Lagoa, depois foi do Vicente "Muca", que depois foi do Paulo Lomba e finalmente foi para as mãos do Paulo Trevisan, vendido num pacote com um Fitti-Vê.
Pergunto:
1) Para quem foi o seu KG-Porsche (1600 cm3) que antes foi do Moco)?
2) De quem foi o KG-Porsche (depois com mecânica VW) que foi parar nas mãos do Nelson Balestrieri (de Jacarepaguá
3) Que fim teve o KG-Porsche (2000 cm3) que foi do Ailton Varanda?
4) De quem foi o KG-Porsche (já com mecânica VW, sem as rodas Kron Prinz, sem câmbio de corrida, etc) que estava na oficina do Marco Antonio (Jacarepaguá
Depois conto mais...
LS
O KG-Porsche que hoje é do Trevisan, quando era do Paulo Scalli, era azul marinho, ficou parado em Petrópolis durante muitos anos. Como os pais do João R. Lagoa, o tal que possui várias Alfas e depois comprou o carro do Paulo, têm casa na sua terra e lá fica o galpão, deixou o carro por lá mesmo. Depois trouxe o carro (sem mecânica mas com caixa, rodas Kron Prinz, etc) para uma fábrica de buggies na Penha, aqui no Rio, onde o carro ficou por muitos anos até ser vendido ao Muca, depois Lomba, depois Trevisan.
Esse carro a que você se refere pode ser o mesmo que hoje está no Museu do Trevisan, como também pode ser o do Ailton Varanda. Who knows?
Será que funcionava direito?
Jovino
Tb gostaria de saber do paradeiro do Roberto ! Grande figura ! Ele passava na fábrica de vez em quando. As estórias dele sempre rendiam horas de boas risadas.
Vicente e Saloma,
Tanto a Kron como a Lemmerz forneciam estas rodas para a Porsche. Tenho algumas. São idênticas.
Vcs sabem se sobrou algum motor GS no braZil ?
Tinha um Roberto da Dacon que era gordo e trabalhava em vendas. A última notícia é que tinha morrido mas faz mais de 10 anos isso. Acho que não deve ser o mesmo.
Quanto aos motores Fuhrman (4 comandos), os que foram da Dacon, dentre outros, que eu saiba, o Anão (LFG) comprou praticamente todos e os vendeu para os Estados Unidos. Sei que em SP ainda existem alguns Porsche 356 Carrera GS.
Todos as séries de motores GS usavam 4 comandos !
Desde os 547/1, que eram os 1500 roletados de 1955; até os 587/2 2000, modelo que enterrou os Solex 40 e passou para os Weber 46 IDM, de 1963.
Mas não sei de nenhum 356 Carrera em SP que tenha sobrevivido com motor GS.
Depois quero saber os KG....
Passei muito pela cerquinha de arame farpado que ficava atrás do muro da Norte, já na entrada da reta. Os guardas até me conheciam e me mandavam passar por ali, "porque o arame está mais aberto"....
Repito, existem alguns 356 com motor de 4 comandos (projeto de Doktor Fuhrman) em SP. Aqui no Rio havia um pré-A branco coupe, com motor 1500 cm3 roletado, que pertenceu ao meu amigo (do Saloma também) Luis Felipe da Gama Cruz. Parece-me que o novo proprietário mudou-se para os EUA e levou o carro. Caso contrário, ainda encontra-se na "terra brasilis", no Rio ou no Espírito Santo. Em SP existe um 356 Carrera 2, que em tempos idos pertenceu aos irmãos Fittipaldi, hoje ao Walter Lapietra (corria na SuperClassic com um Fiat 147 numeral 29 preparado pelo Fukuda) porém equipado com motor 356 normal. Se quiser ver alguma coisa de 356 com motor GS, acesse o site do Renato Bellote, onde poderá ver alguma coisa recém importada dos EUA.
Em tempo, Luis Felipe correu de DKW, Interlagos, Renault Rabo Quente, Puma, Formula Ford (Inglaterra e Brasil), Formula Super Vê e Stock Car. Hoje negocia alguns carros clássicos e ainda prepara motores VW a ar .
Eu conheci tambem o Roberto Rovai que era bem gordo e teve loja de automóveis no Centro e depois na Av. Europa. Esse realmente morreu há bastante tempo.
Eu acredito que o Roberto meu primo deve ter morrido também porque ele era o mais velho dos primos.
De qualquer maneira, obrigado.
Em SP, tb sou da mesma idéia que o Vicente. Tem um prata, 356, competindo na Super Classic, que o proprietario tirou os componentes originais, motor e câmbio e guardou...
Denner (stuttgart)a tempos, ia me ceder um comando do 356, que aparentemente sobrou de um motor que foi aproveitado para restaurar outro, ou coisa parecida...
Meu amigo Jorge Nicolau tem um comando e/ou um eixo de 356 que, com algum trabalho de usinagem, cabe no bloco 1200. Ou seja, a receita da Dacon para fazer primeiros os KG 1600. O Amador Pedro sabe como se faz.
Cesar,
LFG são as iniciais do saudoso Anão, Luis Fernando Gonçalves, filho de Angelo Gonçalves, este um dos pilares da engenharia automobilística brasileira. Seu Angelo teve passagens em várias fábricas de automóveis no Brasil e foi o fundador da Envemo. E na Envemo, copiou magistralmente o Porsche 356 e criou a melhor réplica de Porsche já feita. Após a venda da Envemo, Seu Angelo e Luis Fernando, pai e filho, passaram a cuidar da coleção particular nas instalaçõs maravilhosas que mantinham em Itapecerica da Serra, SP. Nessa coleção encontravam-se alguns Porsches Carrera RS, uma Alfa GTA, diversas Alfas GTV, uma Lancia Fulvia HF, uma Lancia Fulvia Zagato (que pertenceu ao M), três Jaguares XK120 (sendo um deles um dos 50 carros fabricados em 1949/1950 com carroceria em alumínio), algumAS Ferrari , Dino, uma Alfa Romeo antiga raríssima cujo modelo não lembro ao certo, um Lamborghini Miura com menos de 20.000 km rodados, um Triumph TR3, algumas motocicletas raras, algumas das quais eu ajudei-o a encontrar, etc, etc, etc. Uma coleção ímpar.
Se não me engano em Agosto de 2004, indo de SP para Jundiaí de moto, minutos após despachar um dos Porsches do Alexandre Gramático aqui para o Rio, abordado por dois assaltantes, assustou-se, acelerou e foi mortalmente ferido. Imagine que isso foi num Domingo, eu estava negociando com ele a compra de um dos XK 120 (totalmente desmontado) quando telefonei para casa dele à noite, a mãe dele atendeu e contou-me sobre a tragédia. No fim de semana seguinte, eu, Amauri MNesquita e Alexandre "Porsche" Gramático mandamos rezar uma misas pela alma dele. Aqui no Rio éramos só nós três na igreja.
Uma grande figura, conhecido pela sovinice e também pelo rigor com que restaurava seus carros e os dos clientes que faziam fila para ter seus carros restaurados por ele e pelo pai.
Algumas histórias sobre a figura, eu e "M" já deixamos aqui nos comentários, devidamente digeridos por quem o conhecia.
Não acredito que o 356 prata que corre na SuperClassic seja um carro que originalmente tivesse um motor GS. Seria uma heresia colocar um carro tão raro e valioso numa prova em que a maioria dos carros são híbridos com motor AP. Acredito que seja um 356 normal, com motor Porsche 1600 cm3 de comando de válvulas central, varetas e balancins, agora substituído por VW nacional com 2000 cm3.
LFG de Luiz Fernando Gonçalves, o Anão Maldito. Falecido na Marginal do Pinheiros vítima de um assaltante que tentou roubar a moto que ele pilotava.
Tinha o Anão Sinistro, mas que era amigo dele é o M.
Claro que o Porsche 356 prata da SuperClassic teve sua mecânica original substituída por um VW a ar nacional, mas não acredito que o carro seja um que originalmente tivesse motor GS (4 comandos, DOHC em cada cabeçote). Os 356 na sua versão standard eram equipados com motor de comando de válvulas central, varetas e balancins, como os VW tupiniquins.
Informo que a Lola T-210 com a qual Emerson venceu a Copa Brasil estava muito bem guardada na coleção do Anão (LFG).
M,
Esqueci de algo que o Saloma não percebeu e, antes que perceba e fique brabo atrás do balcão do boteco, informo que Luis Felipe da Gama Cruz também correu de carretera VW-Okrasa que, na sua versão final, chegou a deslocar 1400 cm3, equipado com virabrequim Tornado. E chegava a ser mais rápida na pista do Rio do que o Porsche 356 pré-A (1500 roletado). Não que o LFGC pusesse o 356 para participar de competições, foi apenas um teste comparativo nos anos 60.
mesma que foi comprada pelo tite e corria com as
cores hollywood? abs, fred
Sim, a mesma Lola T-210. Outros monstros sagrados também passaram pelas mãos do Anão e seu pai.
Cesar,
Grande parte da coleção dos Gonçalves (Luis Fernando e Seu Angelo) foi vendida após a morte trágica do Anão. Restam poucos carros, alguns ainda em processo de restauração sob a batuta de Seu Angelo que, mesmo bem idoso, continua firme no galpão em Itapecerica da Serra.
Costumava conversar muito com Seu Angelo. Uma conversa com ele é uma aula de automobilismo. O Anão também era, além de um amigo que deixou saudades, uma fera em matéria de automóveis.
acho que chega não ?
Saloma muda post.. e passa a régua...
Desculpem-me não ter vindo ontem no boteco, mas anteontem fui dormir às 07:00 e os pedreiros começaram com a maquita e marteladas às 08:00, portanto só dormi 1 hora.
Olha, antes de responder as perguntas que fizeram aqui, gostaria de dizer que deixei agora mais uma complementação pra vocês no post sobre o Karmann-Ghia e o Fitti-Vê.
Creio que seria interessante darem uma lida lá.
Caro Milton M. Bonani
Como esse mundo é pequeno!
Jamais podia imaginar que você e o Roberto eram primos.
Infelizmente não sei mais dele, quem talvez possa saber é o Jan Balder, pois há coisa de uns 6 meses havíamos comentado sobre o Roberto e o Jan conhecia ele bem. Se você não tiver contato com o Jan, por favor me avise que te passarei os telefones dele e o e-mail.
Saloma
Diante disso, do Milton ser primo do Roberto, acho que ele ficaria grato se você publicasse aquelas outras duas fotos que enviei dele: mais uma comigo e a outra dele com o Greco e toda turma da Willys, ou então encaminhar meu e-mail pra ele, pois tenho as fotos em alta resolução, enviei com pouca pra não ficarem pesadas.
Antes de responder ao Vicente Miranda sobre os Karmann-Ghias, deixa só eu dar uma explicação dessa foto onde aparecem da esq. p dir. uma pessoa de Petrópolis que agora me esqueci o nome, Aílton Varanda gesticulando com a mão, o "Passarinho" desconsolado de cabeça abaixada, Sérgio falando com o Aílton e a noiva dele Laís também falando com o "Passarinho".
Eu estava logo aí atrás fora da foto e ouvi tudo, pois havia participado dessa mesma corrida com a Alfa Giulia e chegado em terceiro lugar. Vocês verão que com a explicação essa foto ficará bem clara para vocês.
O negócio foi o seguinte:
Aílton havia apresentado e oferecido o "Passarinho" para ser mecânico do Sérgio nessa corrida, visto que "Passarinho", mecânico do Aílton, já conhecia o motor Porsche.
Houve uma empatia enorme entre Sérgio e "Passarinho", os dois se adoravam.
Na véspera dessa corrida o motor Porsche estava apresentando um rateado e "Passarinho" depois de mexer bastante no motor e não conseguindo sanar, resolveu tirá-lo e desmontá-lo todo.
A bem da verdade, podia faltar ao "passarinho" um conhecimento mais profundo do Porsche, visto que ele não teve como os mecânicos da Dacon a oportunidade de fazer curso sobre esse motor que, na realidade, era bem complicadinho, mas ninguém pode dizer que ele tivesse medo e falta de disposição de retirar e abrir o motor quantas vezes fosse preciso.
O Juremy que aparece na outra foto ao lado de nós chegava a brincar com ele que seu apelido deveria ser "Passarinho" porque ele fica "bicando" demais o motor.
Bem, tira motor, coloca motor e, infelizmente, quando da última montagem, já de madrugada, ele esqueceu-se de apertar bem os parafusos de fixação.
Durante a corrida, como já foi contado, o motor soltou, consequentemente o cabo do acelerador esticou e Sérgio caiu no barranco da Ferradura, perdendo uma corrida que, praticamente, estava ganha.
Como nós tínhamos um colégio o Arte e Instrução que ficava perto de Jacarepaguá, na época com 3.600 alunos, muitos alunos iam assistir nossas corridas, o Amadeu Girão adorava isso, pois sempre que corríamos era natural que o público aumentasse.
Quando acabou a corrida muitos deles e outras pessoas do público inconformadas com a situação atravessaram a pista e ficaram gritando desaforos para o "Passarinho".
Sérgio ficou p da vida com os caras, o mesmo Aílton que está ali discutindo com eles. "Passarinho" de cabeça baixa, pois devido adorar meu irmão não se conformava em ter tido aquele descuido na fixação do motor e a Laís estava consolando-o também, dizendo: -Não liga não "Passarinho", nós sabemos que não foi por querer, essa turma nem imagina o trabalhão que você teve, são coisas de corridas.
Outro detalhe, se reparem bem verão que Sérgio está com a boca um pouco torta, isso foi devido a um tiro que levou na cabeça e a bala saiu na face esquerda rompendo um nervo da face que me esqueço do nome, fazendo com que a face esquerda ficasse caída.
Ele ficou 13 dias em estado de coma, aí já estava quase recuperado, mas isso é uma história muito comprida.
Vicente Miranda
Como já está muito longo, vou te responder sobre os Karmann-Ghias num post a seguir.
Acho que agora vcs começaram a chutar com os 2 pés !
Só falta aparecer na roda o Duesemberg do Peron !
1.- Os KG Porsche 1600 usavam o motor dos 356. Nada a ver com o 1200.
2.- O comando de válvulas do motor Porsche 356 é intercabiável com o do VW 1200, sem nenhuma usinagem. Se botar os 2 em cima da mesa, dá empate !
Só diferem pelo grid.
3.- Motor VW 1200, com o kit do Porsche 1600 (pistões de 74 mm), vira 1500, que por "estranha coincidência" é igualzinho aos Porsche 1500. Eu tenho um destes.
4.- Havia um kit Okrasa que usava as camisas de nicasil 74 mm do Porsche, mas com pistões planos e os cabeçotinhos de dupla entrada. Este motor tb fazia 1500 cc. Tive um destes e sei muito bem do que estou falando: É delírio dizer que isto empurrava os Porsche. Não anda na frente nem em queda livre !
Os cabeçotes Okrasa proporcionavam melhor enchimento, mas nunca chegaram aos pés dos cabeçotes Porsche, com dutos melhor posicionados, válvulas maiores e principalmente pelas câmaras hemisféricas.
Tem caroço neste angú, onde um tal Okrasa 1400 Mandrake andava na frente de um preàzinho !
Ou não era GS, ou o tal estava com o freio de mão puxado, ou os dois !
5.- Os 356 de SP, de Carrera só tem o script.
O do Lilico Meira é o do Celentano, que ficou famoso quando entrou, de madrugada, na agência BB da Av. Paulista x R.Augusta.
O outro era o do Guerreiro. (acho que é o do Lapietra)
6.- A Lancia Fulvia HF do anão era uma Fulvia normal, 1300 cc., câmbio 4m, que comprei do Sr. Giorgio Fornachiari (acho que não é assim q. se escreve).
7.- A "Alfa raríssima" era uma 6C2500 SS Coupé Villa D'Este 1952, realmente muito rara. Era a única no braZil, importada pelo Conde Matarazzo, e que fui resgatar em Niteroi. Vendí ao anão em 10 pagamentos, maior canseira para receber. Mas, escolado, só entreguei o carro depois que ele terminou de pagar.
Saloma,
Tenho comandos de 356 e 912 (90 CV e 102 CV). Dá para mandar copiar lá em Campinas. Custa menos de R$200.
Se quiser, disponha !
Joaquim,
Vou almoçar amanhã com o Paulinho Gierun. Se quiser ir, manifeste-se ! Mas vai ter que rachar o pedágio...
Como voce disse, vamos por partes, vou copiar suas perguntas e responderei embaixo pra não ficar confuso, tá legal?
1)Sabemos que o KG-Porsche (2000 cm3) do seu irmão virou o Lorena e hoje descansa aqui no Rio mesmo, sem a mecânica original.
R: Isso mesmo, a carroceria está com o perito criminal Gilson Timponi, ex-aluno de nosso ex-colégio.
2) Sabemos também que o KG-Porsche (1600 cm3) do "Jiquica" Varanda ficou lá em Petrópolis, depois foi para as mãos do Paulo Scalli, depois foi do João R. Lagoa, depois foi do Vicente "Muca", que depois foi do Paulo Lomba e finalmente foi para as mãos do Paulo Trevisan, vendido num pacote com um Fitti-Vê.
R: É exatamente isso que soube também.
2) De quem foi o KG-Porsche (depois com mecânica VW) que foi parar nas mãos do Nelson Balestrieri (de Jacarepaguá ?
R: Essa resposta será um pouco longa e tem a ver com sua pergunta posterior onde você me pergunta: De quem foi o KG-Porsche (já com mecânica VW, sem as rodas Kron Prinz, sem câmbio de corrida, etc) que estava na oficina do Marco Antonio (Jacarepaguá , ainda com pintura azul marinho (pode até ter sido pintado ao longo desses 40 anos) que hoje pertence aos irmãos Marx de SP?
Como gosto da verdade vou te falar o que sei:
O que foi do Nelson Balestieri, era exatamente o #2 do Moco, depois vendido a mim.
Como a Dacon havia parado de importar esses motores era uma dificuldade danada de conseguirmos peças de reposição. Meu pai conseguiu algumas através de um piloto de aviação de nome Die Dan e uma vez a turma da equipe Palma de Portugal nos enviou também.
A dificuldade estava bem grande com a alfândega.
Houve épocas que estávamos com o motor Porsche quebrado sem peças e eu doido pra correr. Fiz uma corrida com o Karman-Ghia Porsche 1600 do Jiquica que havia me emprestado e outra com o Alfazoni do Abelardo Aguiar que havia me alugado.
Resolvemos, então, enquanto não conseguíamos peças novas colocar um motor VW naquela carroceria de fibra, porém usando caixa de VW, pois o motor VW não enchia a caixa Porsche.E fiz algumas corridas com ele assim.
Quando o motor Porsche ficou pronto usando peças do Karman-Ghia do Sérgio e do meu, vendi a carroceria deste que foi o #2, depois #20, com motor VW para José Eduardo, um rapaz amigo que estava fazendo estreantes.
A título de curiosidade, ele havia estourado este motor VW e naquela corrida Subida de Montanha de Petrópolis que o Luizinho ganhou com o Mark I, o José Eduardo me pediu emprestado meu Puma de Passeio para correr, pois precisava fazer mais uma prova para passar a piloto. Aconteceu que na saída do túnel derrapou na água, bateu com o Puma na pedreira, chicoteou e foi no guard-rial do outro lado e meu Puma se acabou.
Depois José Eduardo parou de correr e vendeu-o para Nelson Balestieri, também meu amigo, ele e seu irmão Pedro Balestieri, grande amigo meu até hoje, tinham uma oficina VW que cuidava de nossos carros VW.
Mais tarde os pilotos Vicente Domingues e seu irmão Carlos Eduardo Domingues, "Edú", compraram do Nelson, que o havia pintado de azul escuro.
Mais tarde os dois irmãos tiveram uma briga feia e "Edú" colocou o carro na calçada na rua defronte a uma oficina que possuíam na Estr. dos Bandeirantes.
Preciso voltar um pouco pra você entender melhor e poder tirar sua conclusão: Enquanto eu estava correndo com o Karman-Ghia Porsche, um Sr. de nome Angelo de Luca, morador da Taquara, bairro vizinho onde eu morava, foi lá em casa com um Karman-Ghia Porsche VW 1600, ano 64, de lata, cor azul escura, me oferecendo para comprá-lo, pois também estava com dificuldades em adquirir peças novas pra ele e achava que por eu ter bom relacionamento com a Dacon ficaria mais fácil pra mim. Disse-me que aquele Karman-Ghia era o que Chico Landi havia ganho a corrida da Barra da Tijuca.
De início achei que era cascata a história dele ter sido o mesmo do Chico Landi, mas dei uma volta com ele adorei e acabei comprando-o.
Com o que sei agora, através do recibo que guardo até hoje, onde ele o adquiriu do Sr.Luciano Nicolas Rovere que o adquiriu direto da Rampson Comércio e Indústria em 31-07-64, portanto depois da corrida do Landi, pode ser que seja verdade.
Bem, com o tempo, vendi este de lata por um valor simbólico para o Sr. Luciano Palmerini que havia sido meu mecânico na Alfa Giulia e grande amigo.
Sr. Luciano após um tempo não tendo mais peças de substituição, fez uma transação com o Pedrino Forain, um mecânico que tinha uma oficina especializada em carburação, onde ele trocou o motor Porsche 1.6 por um VW na condição que o Pedrino faria dali em diante toda manutenção desse Karman-Ghia de lata de graça e Sr. Luciano pintou-o de amarelo.
O Marco Antonio vivia querendo adqurir este Karman-Ghia do Sr. Luciano, este sempre ia relegando até que justamente na véspera de falecer concordou em vendê-lo.
Mais tarde o Marco Antonio foi na viúva Marli e levou-o.
Bem, falei isso tudo pra você chegar a sua conclusão própria.
Vou te dizer o que o Vicente Domingues acha - por sinal, Vicente possui toda documentação do de fibra, desde o motor VW que compramos na Abolição Veículos, o de minha venda para o José Eduardo, deste para o Nelson Balestieri até o do Nelson para ele - Ele acha que foi feito um híbrido, ou seja, a carroceria de fibra do que foi do Moco, depois minha, depois do Nelson, depois dele.
Bem, ele acha que o Marco Antonio pegou os instrumentos Porsche do de lata colocou-os no de fibra e vendeu-o para o Marx.
Interessante que o Marx colocou o # 77, mas a carroceria era a #2.
3) Que fim teve o KG-Porsche (2000 cm3) que foi do Ailton Varanda?
R: Infelizmente, essa não sei te responder.
Desculpe-me, tive uma pequena distração e não percebi essa sua pergunta:
1) Para quem foi o seu KG-Porsche (1600 cm3) que antes foi do Moco)?
R: Sobre ele já respondi, apenas não havia percebido que você se equivocou quanto à cilindrada, pois este que foi do Moco e depois meu, já veio com 2000 cm3.
César Costa
Você fez a seguinte pergunta:
Na primeira foto aparecem o KG-Porsche, que pelo número deve ser o Sérgio Cardoso, o Gerbassi e o Norman, com Malzonis, lá no fundo parece ser o Alfazoni, não sei com quem, mas e a Berlineta? Seria o Sergio Peixoto de Castro ou o Gama Cruz?
O início dá pra ver bem era o Sérgio, Gerbassi e Norman, mas no fundo está difícil distingüir na foto, vou te passar o resultado da corrida, pois correram duas Berlinetas, a #39 com Heitor Peixoto de Castro e a #34 com Ronaldo Rebecchi.
Resultado:
1- #96 - Malzoni - Norman Casari - 30 voltas
2 - #65 - Alfa GTA - Mário Olivetti - 30 voltas
3 - #79 - Alfa TI - Sidney Cardoso - 30 voltas
4 - #39 - Interlagos - Heitor Peixoto de Castro - 29 voltas
5 - #85 - Protótipo Renault - Fernando Pereira - 29 voltas
6 - #19 - DKW Vemag - Renato Malcotti - 29 voltas
7 - #34 - Interlagos - Ronaldo rebecchi - 28 voltas
8 - #7 - KG-Porsche 2000 - Wilson Ferreira - 27 voltas
9 -#53 - Renault - Alvaro Costa Filho, "Varô" - 27 voltas
10 - #24 - Saab - Petrônio Afonso - 27 voltas
11 - # 91 - Renault - Márcio Abdenur - 27 voltas
12 - #92 - Renault - Willian Nadruz - 27 voltas
13 - #99 - Saab - Paulo Alarcão - 26 voltas
Tempo total da prova - 53m 35s 1/10
Média horária da prova - 111,60 Km/h
Melhor volta - 1m 48s 2/10 do carro no. 13 de Sérgio Cardoso
Olha, foi ótimo você ter me feito essa pergunta, porque consultando os dados agora percebi que havia passado uma informação incorreta, pois o Sérgio não parou na 28 volta, fiz uma confusão com a outra corrida dele com a Alfa na V e última etapa do Campeonato Carioca de Pilotos em 11-12-1966, que após ele se sagrar campeão de estreantes, largou com a mesma Alfa na de Pilotos e ali sim dechapou o pneu na 28 volta, caindo no lago do S e ficando em 9 lugar.
Nessa corrida aí aconteceu tudo que te falei, soltou o motor, o acelerador esticou e ele caiu na Ferradura, mas não me lembro em que volta. Talvez nosso amigo Ricardo Cunha tenha este dado para nos passar.
O negócio é salvar tudo no computa e todo os dias ler um pouquinho...
Tá todo o mundo louco...
Tem mais?
Manda mais...Manda mais...
Já vi ao vivo.E não é a carroceria convencional,tem inclusive o espelho embutido no paralama dianteiro e o teto bem definido em preto.
Me parece por essas e outras que é uma Carrera GS.
E não estou chutando com os dois pés.
Vai copiar comando para que Saloma?
Basta saber o que deseja e faz um special order...e para Fusca nem precisa especial order...tem na prateleira...
O que eu disse e reafirmo: Os 2 únicos 356 Carrera que existiam em SP não tem os motores GS desde 1812...
Não perguntei se chegou mais algum 356 Carrera, e isto nem me interessa.
Perguntei "apenas" se alguém saberia de um MOTOR GS.
A única resposta que esperava era "sim" ou "não".
E não existe comando especial de 1200 "naprateleira". Nem aquí, e nem em Tegucigalpa !
(o Motor Okrasa do Saloma é um 1200)
Mas gostei da sua sugestão da special order ! VC sabe mesmo desenhar um comando ? Se souber, apresento vc ao Howard, e ele pode até arrumar uma boquinha lá na Iskenderian, em Goleta, CA.
Abraços !
Para início de conversa, o pré-A estava totalmente standard com estofamento e tudo, enquanto a carretera VW-Okrasa 1400 era totalmente aliviada e preparada para pista. Isso me foi dito pelo próprio LFGC.
Como nunca montei esses motores cruzados de VW 1200 356, sei que existe intercambiabilidade mas alguma coisa, segundo me disseram, necessitaria usinagem, sei lá se para montagem de cabeçote ou alargamento do bloco para alojamento dos cilindros. Da mesma forma como tem-se que esmerilhar alguns setores de um comando de um motor VW quando se usa virabrequim 78 mm.
Todos sabemos que os KG-Porsche 1600 cm3 (de fibra) usavam motores de 356, mas os de chapa eram motores híbridos (carcaças de VW 1200 nacional com enxertos Porsche), como me disseram alguns especialistas em motores VW a ar.
Quanto à Alfa raríssima, conheço o antigo proprietário, o Harry de Niterói, que coleciona motos e bicicletas. Ele me contou muitos detalhes sobre a negociação do carro.
Isto tá parecendo o samba-do-criolo-doido !
Estão misturando motores VW1200 com Porsche 1500, 1600 e GS.
Vamos tirar isto a limpo definitivamente !
Botando ordem no galineiro:
Os blocos do VW 1200 e do Porsche 1500 são praticamente iguais ! Virabrequins, idem !
Usam as mesmas bronzinas de bielas, e nos mancais centrais. O bloco Porsche 1500 só é ligeiramente diferente no mancal traseiro.
O bloco do Porsche 1600 já tem outras diferenças. Mas ainda assim estes motores continuaram usando as mesmas bronzinas de bielas do VW 1200.
O afastamento das camisas é o mesmo nos 3 blocos. Isto é, as camisas são intercambiáveis. Lógico que no 1200, a bailarina vai dançar !
MAS os pistões não são. Se quiser usar os pistões Porsche, tem usar os cabeçotes tb !
Tanto os Porsche 1500 como os 1600 usam os mesmos pistões cabeçudos, porque os cabeçotes Porsche tem câmaras hemisféricas. (os cabeçotes são iguais nos motores 1500 ou 1600).
Dá para montar os kits, pistões e cabeçotes do Porsche (tanto faz, 1500 ou 1600) no bloco do VW 1200. Dá para montar inclusive o comando do Porsche, porque até a engrenagem é a mesma !
Só é preciso, usinar o alojamento das camisas (a bailarina...) e acertar o comprimento das varetas.
O resultado vai ser um motor 1500, com desempenho praticamente idêntico ao Porsche 1500.
Não fui eu que descobri nada disto ! Muita gente usou este "mixto-quente".
Mas para mim, quando se fala de Equipe Dacon, penso em KG de fibra, um com motor 356 1600 e 2 com motor GS 2000.
Abraços !
A carroceria ficou só o bagaço e este motor foi para os EUA.
Dai explica porque hoje esse carro está rodando com o motor normal.
Será???
Foi importado recentemente dos EUA.
Como não é a minha praia ...e numa terra de cegos quem tem um olho é rei...
Jovino
Tudo depende da precisão do ferramental de quem copia. É claro que algumas diferenças existem, afinal de contas toda peça usinada tem uma tolerância no seu desenho de fabricação. Por exemplo, no desenho de uma peça, determinada cota tem uma medida X "mais ou menos" 5 milésimos de polegada. Se pegarmos uma peça fabricada na medida máxima, quem fabrica a partir da cópia, não sabe se aquela dimensão medida está mais próxima de mínima ou da máxima. E, se a partir daí forem acrescentadas algumas tolerâncias a mais ou a menos, o comando será ligeiramente diferente de um original. No entanto, empresas especializadas em copiar comandos, cito o exemplo da SOBE Comandos Especiais em São Paulo, esse erro é bastante reduzido porque, a partir de um comando zerinho, eles preparam um came "master", fabricado com uma tolerâncioa absurdamente apertada, por exemplo "mais ou menos 1 milésimo", para ficar o mais próximo possível da amostra. Por isso proliferam comandos como Iskenderian 1010A, 1212, Engle 110, etc. Essas empreass especializadas já tem um catálogo com todos os comandos que eles podem fazer, em outras palavras, o comando XPTO da empresa "Y", é igual ao Engle ZV25 (286 graus @ .470 de levantamento), por exemplo. O meu VW-Porsche 914 2 litros tem um comando Iskenderian 228 (dá uma durtação de pouco menos que 270 grus) feito na SOBE. Se precisar fazer um comando lá, procure o Jorge Conrado, gente finíssima.
O Sandro da Sportsystem que fez inclusive o Karmann do Geraldo Piquet tem representação da Federal Mogul,tanto que seus comandos "secretos"são special order.
Os comandos da MMC aqui,são NACIONAIS e special order,sendo que os motores vem do Japão.
Acho que o seu amigo está errado. Ele não conhece quem faz bons comandos.
O tal equipamento de medição que vc fala é coisa simples. Com um apalpador e um transferidor, quem conhece faz o serviço.
Acho que vc é do RJ, não ? Vc deve conhece a Perusin, que faz por aí(ou fazia...) bons comandos há mais de 40 anos. O pessoal de SP mandava fazer lá.
Hoje há vários outros.
O comando pode ser "copiado", em um eixo bruto, ou em um eixo pronto(regrid). O problema de um comando copiado é o tratamento, que deve ser feito por indução elétrica. Isto, poucos tem condição de fazer.
Se a têmpera for feita por aquecimento e resfriamento brusco, o comando vai quebrar. E se não quebrar, vai esmerilhar os tuchos !
Se, por outro lado, o comando não for tratado corretamente, os tuchos é que irão acabar com ele em menos de 5.000 km.
Só concordo com vc em uma coisa: Copiar comando é mau negócio, para quem não conhece !
Abraços !
Como eu disse, não é a minha praia, embora adore mecânica e nunca tive oportunidade de aprender como queria.
Eu até pedi a este amigo para entrar aqui e discutir com vocês, mas ele se cansou deste dipo de discussão, pois tem muita gente que conhece como vocês, mas a maioria dá muitos pitacos sem saberem de nada ou simplesmente jogam e deixam acontecer.
O que eu sei é que um bom comando custa mais de U$ 2.000,00.
Jovino
Depois da explicação do Vicente, fiquei com uma dúvida:
Até que ponto essas diferenças milimétricas fazem diferença num comando de válvula. Por exemplo, 5 milímetros fazem grande diferença?
Depois dos CNC, a letra da sua música mudou !
Jovino,
Tá doido ? Comandos de catálogo nunca !
Pode custar $2 K, ou até mais, no caso de uma encomenda específica, e aí então por causa do ferramental de tratamento !
Boanani,
5 mm (a mais ou a menos) matou o comando !
O que o "M" comentou sobre a Retífica Perusin, na Rua Clarimundo de Melo aqui no Rio é verdade. Tinha um ferramental maravilhoso que somente era operado pelo Seu Aurélio. Infelizmente fechou as portas há uns 15 anos ou mais, e o ferramental destinado a copiar e retificar comandos hoje está em outra retífica localizada em Jacarepaguá mas, que eu saiba, está desativado. Por isso nós, cariocas, temos que recorer a São Paulo, esse país vizinho e irmão que fala a mesma língua porém com outro sotaque. Daí ter sugerido a SOBE.
Como já foi dito, copiar comando é mau negócio para quem não conhece. Além do que os custos infinitamente mais baratos que aquela fortuna a que você se referiu.
Milton,
Cinco milímetros correspondem a uma infinidade em termos de usinagem de precisão. Eu falei de variações da ordem de milésimos da polegada (ou centésimos de milímetros).
CNC precisa antes de mais nada de um programa. E esse programa pode ser gerado a partir de um copiador, que copia o came e "joga" o perfil num projetor de perfil, e daí um programador de CNC utilizando os recursos de algum software interpola curvas para cada região do ressalto.
Antigamente, no tempo em que a Perusin barbarizava copiando comandos Iskenderian, Engle, etc ... não havia CNC e o sistema era direto do copiador para o rebolo da retífica para se fazer um "master". Em outras palavras, apalpador provido de relógio comparador e transferidor para gerar o gabarito para, a partir daí, reproduzir os comandos.
PS: se não me engano o post seria para comentar sobre a história escrita pelo Sidney Cardoso e nosso ping-pong sobre comandos de válvulas está fugindo do propósito da matéria, o que pode tornar-se enfadonho para os outros blogueiros; temos outros meios para aprofundar essa conversa, e-mail, por exemplo.
Tem razão ! O assunto aquí já mudou umas 3 vezes !
Mas enquanto render, acho que está valendo !
E, pelo jeito, vai continuar. Vejo que ainda tem 2 comentários aguardando aprovação do dono-do-boteco !
Pena que a Perusin fechou ! Muitas retíficas da antiga sairam do mercado por causa dos maquinários obsoletos.
As novas máquinas CNC, específicas para comandos, usinam o eixo bruto a partir das coordenadas inseridas diretamente pelo computador, a partir do desenho. Mas são para alta produção. Ninguém vai programa-las para fazer apenas 1 peça !
Para quem nunca viu, a máquina para copiar comandos artezanalmete, funciona como aquelas máquinas de fazer chaves.
E já que o papo não é sobre fundamentos de usinagem, voltemos aos papos sobre carros de corrida, as Alfas GTA, os KG-Porsches, o Fitti-Porsche e outras maravilhas que andavam em nossos autódromos há 40 anos.
Continuem, pô, estamos aprendendo, raios !!!
Fica chato eu e M ficarmos falando detalhes excessivamente técnicos de usinagem, metalurgia, ou seja lá que assunto for. A conversa vai ficar polarizada. O blog fica dinâmico quando todos podem dar pitacos, fazer perguntas sem constrangimento de serem neófitos ou mesmo totalmente leigos na matéria. Daqui a pouco Saloma vai nos colocar numa mesinha junto ao toilette.
Em tempo, para quem não sabe, CNC quer dizer Comando Numérico Computadorizado.
E você, busque no seu HD uma maneira de chegarmos aos 70 comentários, contando alguns babados dos bastidores do nosso automobilismo dos anos 60.
Que tal sugerir ao "seu" Saloma, o "dono-do-buteco", para abrir um post técnico ?
Acho que seria um bom canal para desmistificar muitas crendices que assolam o "tequeniquêiz" da moçada !
Eu gosto disto, e na medida do possível, poderei acrescentar alguma coisa.
O que vcs acham ????
LS
O papo técnico seria bom mesmo. Até poderíamos dar um pouco mais de continuidade ao papo de comandos aqui, neste post. Desde que os outros companheiros de boteco não nos mandem calar a boca ou conversarmos do lado de fora.
Por outro lado, os blogueiros podem até gostar da nossa conversa. Ainda teria muita coisa a falar a favor dos comandos copiados e a vantagem que têm em cima dos originais, por incrível que pareça, mas tenho receio de ser "over".
PS: bisbilhotando meus guardados, achei o catáloigo da Sobe e posso divulgar aqui o endereço e telefone, caso Seu Saloma permita.
Então comece nos explicando o porque do não ao Comandos de catálogos e sim aos comando copiados e similares.
Jovino
Peraí, ninguém disse não aos comandos de catálogo! Acho que mesmo tendo dirigido à pergunta ao M, a questão tem tudo a ver com meu último comentário.
Você deve ter conhecimento que em muitas categorias que obrigam a se utilizar comando standard, os preparadores muitas vezes optam por defasá-lo ligeiramente, quer por ajuste na correia dentada (ou corrente) através de ajuste no esticador, quer por utilização com chaveta com offset.
Nota: imagine que para um carro antigo, como meu MGB 1967, existem chavetas com offset que variam de 1 em 1 grau até 4 graus.
Continuando.... motores com 2 comandos de válvulas podem ter o cruzamento (ângulo em que as válvulas de admissão e descarga ficam simultaneamente) alterado também com regulagem no esticador da correia dentada (ou corrente).
Em suma, o diagrama do comando é o mesmo, apenas os ângulos de abertura e fechamento são alterados. E nos motores de 2 comandos, pode-se alterar o cruzamento também, como explicado acima.
Imagine agora um preparador de motor que se depare com um motor, nos temps das extintas Fórmula Super Vê, e Divisões 3 e 4, em que a preparação era livre. Imagine que um determinado motor estivesse muito bem afinado com um certo comando de "griffe" famosa, como Iskenderian, Engle, Crane, etc.. e o preparador ache que, se defasar o diagrama da admissão em relação ao da descarga, ou seja, alterando o cruzamemto das válvulas, poderia obter um rendimento ainda melhor. Ele, o preparador, vai a uma boa retificadora de comando e encomenda uma peça com os cames que ele quer, só que com a defasagem um pouquinho diferente do original. As possibilidades são inúmeras a depender da criatividade e arrojo dos preparadores.
Finalizando, um dia eu conto um "gato" que havia num Opala Stock Car que foi campeão nos primórdios da categoria. Não era no comando, mantido standard, e sim nos balancins, que davam uns girinhos a mais no motor.
Permita-me corrigir o que escrevi acima. Onde se lê:
"Por outro lado, ............ a vantagem que têm em cima dos originais, por incrível que pareça, mas tenho receio de ser "over".
Por favor leia-se:
"Por outro lado, ............ a vantagem que PODEM TER em cima dos originais, por incrível que pareça, mas tenho receio de ser "over".
Escrever com pressa dá nisso, sempre tem algo a ser corrigido:
"Continuando.... motores com 2 comandos de válvulas podem ter o cruzamento (ângulo em que as válvulas de admissão e descarga ficam simultaneamente ABERTAS) alterado também com regulagem no esticador da correia dentada (ou corrente).
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