LOLA T-70 RENASCE DAS CINZAS!!!
Terça, Jul 29, 2008
LOLA T-70 RENASCE DAS CINZAS!!!
Certos carros de corrida tornam-se ao longo dos anos símbolos de uma era, independente dos resultados de pista.
O Lola T-70 MkIIIB é um desses carros.
No Brasil, correram dois, o primeiro um modelo MKIII, importado pelos irmãos cariocas Marcelo e Márcio de Paoli, que disputou o campeonato regional do Rio de Janeiro de 1969, obtendo duas vitórias e uma seqüência de quebras.

Lola dos de Pali e o Ford GT 40 de Sidney Cardoso, dois carros que não estão mais entre nós...

Em 1970, o carro foi vendido à Equipe Brahma-Casari, a primeira equipe independente montada em níveis realmente profissionais no Brasil. Neste ano o carro teve somente duas participações e como melhor resultado um décimo lugar nas Mil Milhas, após ter cravado a pole-position.

Lola de Jan Balder e Norman Casari, com Jan ao volante, em Angola. Momento raro de imagem, fornecido pelo blog do Pandini...
No ano seguinte, após algumas corridas inconsistentes – inclusive não largando por quebra nos treinos das Seis Horas de Nova Lisboa, em Angola – a Lola T-70 crava um terceiro lugar na Corrida dos Campeões, em Interlagos, seu melhor resultado do ano.
Sua próxima corrida seria sua última aparição em pistas nacionais. Treinando para os 500 Km de Interlagos de 1971, Norman Casari sofreu um acidente na antiga Curva Três. Ao sair do carro, esqueceu a bomba de combustível elétrica ligada, o que deu início a um incêndio no carro. Com tanques ainda cheios e grande parte do carro feito em magnésio, o fogo logo se tornou incontrolável, apesar dos esforços dos que o acudiram nesta hora. Para piorar a situação, os bombeiros, quando chegaram ainda jogaram água sobre o magnésio, promovendo mais fogo sobre os restos do Lola T-70.
Pouca coisa se salvou daquele carro, tendo os “restos mortais” ficado guardado com Norman Casari em sua casa em Petrópolis.
Passaram-se os anos, Norman faleceu em 2006, quando 18 meses atrás apareceu a possibilidade de reconstituir o Lola T-70 dentro de todas as suas características originais.
Para tanto, o que sobrou do Lola T-70 Brahma foi enviado para os EUA onde iniciou-se o processo de restauração do carro, aproveitando-se parte do monocoque original de alumínio e poucas peças da suspensão, a fim de manter sua autenticidade.
O restante do carro foi completado com peças e carroceria originais da Lola Cars, através de seu programa Lola Heritage – que constrói Lolas T-70 com certificação e numeração de fábrica.

Estacionado nos boxes no evento de apresentação, 2008
O carro foi completado e, utilizando sua “id tag” e pintura laranja “Brahma”original, estreou no dia 18 de Julho em Road Atlanta, USA, no evento intitulado Kohler/Brian Redman International Challenge, comemorando os 50 anos da Lola Cars.

A cara de felicidade do compadre ao volante do ícone brasileiro...
Ao seu volante, como convidado, um dos maiores – se não o maior – especialista em modelos Lola T-70 do mundo, o inglês John Starkey, que atestou a autenticidade do carro.



Trinta e sete anos depois de consumida pelas chamas, a Lola T-70 MKIII ano 1968 Coupé renasce literalmente das cinzas!
LS/JOAQUIM (reprodução/Site Obvio/John Starkey)
Categorias: Carros, Esportes, Automobilísmo histórico, Classic Cars
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NORMAN CASARI & LOLA T 70, THE LAST IMAGES
LOLA T 70, ANGOLA'S RACE...
GASTÓN + HUAYRA FORD
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Jovino
Quando é que volta pra casa? ou vai ficar por lá? Esse é outro carro que merece visita demorada, regada a muitas, muitas fotos para o arquivo.
Que noticia legal essa, Saloma.
É muita cultura para os desavisados!
Judia não, senão vou começar a colocar Histórias da TT, do Nivanor, da Família Lima, do Gui e da Soraya, Pai e Mãe do Rato e do Dudu, além de Saudades do Jacaré. Manéra brow. hahahahah. É nós!
Vamos por hierarquia! Sou penúltimo da fila, e o PERDE CALOTA tá em stand by?
Repetéco, nos poupe!
Copa Brasil, o Wilsinho numa e o Émerson na T-70.
a urna funerária, para dar vida ao carrinho. Fique certo que está documentado, todos os numerais em ordem. É como, voltasse no tempo em 1967 e tivesse saído da Lola Racing Cars, Huntingdon, Inglaterra...
Conta-se que a Lola T-70 Mk IIIB , chassi SL 76/153 , que pertenceu a Jo Bonnier, Avallone, Wilsinho e Marinho Antunes, também destruída num incêndio em Interlagos, teria sofrido processo de recriação semelhante, a partir de poucos restos mortais, talvez se não certamente com peças feitas por Derek Bell e estaria na coleção particular de Nigel Hulme, pintada de azul marinho com 2 faixas laranja, tal e qual uma que foi postada aqui no boteco recentemente.
Você, como expert em Lolas, poderia dar um depoimento a respeito?
Pelo menos seria uma esperança de conhecê-la de perto...
Na verdade, o termo adequado é recriado.
A outra Lola também virou cinzas, fui testemunha, varreram o que restou do carro. Nada disso impediu que aparecesse novinha e à venda como legítima.
Ainda bem que em ambos os casos, o lixo ficou com um só, pelo menos não deu cria. Tem uma Ferrari Testa Rossa que já deu, nasceram 3 Ferrais de mesmo número, uma tem o cabeçote da original, outra uma parte da suspensão e finalmente a terceira a carcaça do câmbio. As três têm a plaquinha com os números, o que nada importa.
Sou representante de uma casa inglesa de leilões, tem 300 anos e lida com carros raros, além de outras obras de arte.
Ambas Lolas não seriam aceitas como legítimas pelos critérios vigentes. Como recriações tudo bem, mas ai o valor é outro.
Um dos critérios empregados nas Ferraris é a solda, simplesmente não dá para imitar uma solda antiga. Essas Lolas são monocoques e dá para verificar a idade dos rebites. O pessoal trabalha bem, mas milagres não existem.
Há uns três quatro anos atrás lembro-me de ter lido um artigo do John Starkey a respeito das Lolas. Segundo ele, 136 unidades foram construidas entre MKIII GT e MKIIIB, sendo que 36 unidades do primeiro modelo, se é que não me enganei nos números.
Estamos falando de "puros Lolas" e não cópias e contrafações, que abundam (êpa!) por aí...
Pois bem, ainda de acordo com o Mr. Starkey somente sobreviviam 16 unidades originais da Lola MKIII GT e 33 unidades da MKIIIB. Isso lá por 2004, e devidamente comprovadas a origem.
Daí em diante começa a avacalhação: ao final da produção, lá por 1971, os chassis restantes, coisa de uns quatro ou cinco, foram vendidos ao Frank Sbarro que construiu umas unidades com motor Porsche, Ferrari e até Maserati para o mercado americano, obviamente usando a mesma numeração sequencial de chassis da Lola Cars.
Também umas duas ou três empresas inglesas passaram a replicar o T-70 ao longo das década de 80 e 90. Com a consequente valorização dos carros de competição dos anos 60/70 no mercado vintage, logo alguns espertinhos apresentaram algumas réplicas como carros originais, mudando logicamente a plaqueta de identificação.
Como exemplo, algumas vítimas famosas de "duplicação" foram as duas Lolas T-70 usadas no filme "24 Horas de Le Mans" e outras também acidentadas mas menos votadas.
O mercado de clássicos hoje está minado de Lolas T-70 falsificadas, e um dos meios de vida do John Starkey é identificá-las e dar autenticidade a estes carros.
Mas quem manja bem desse negócio de Lola é o Mr. M., vamos deixar que ele aqui se manifeste.
Algum tempo atrás li uma matéria numa revista americana sobre restaurações que há um percentual mínimo - não me recordo do número agora - de peças originais para validar um trabalho de reconstrução como original. Será que isso é válido internacionalmente ou apenas mais uma daquelas elocubrações de americanos?
É sabido que as réplicas de Lola T-70 MkIIIB (semelhantes à que pertenceu a Jo Bonnier, Avallone, Wilsinho e Marinho Antunes) construídas por Derek Bell, utilizam chassi tubular do tipo "space frame" com placas de alumínio ao redor para dar uma impressão de monocoque. Nesse caso denomina-se réplica.
Recriação seria o caso citado no post em pauta (Lola T70 Mk III - De Paoli & Casari) que, pelo que parece, foi recriada, ou seja, reconstruída à semelhança da original. Caso semelhante, aqui no Brasil, é o Mark I no qual caro, Figueiredo se acidentou em Petrópolis em 1968, em reconstrução (recriação) a partir de uns pouquíssimos restos mortais (uma porta, talvez alguns restos de carroceria e restos de suspensão, além das rodas) do carro original, sobre uma Berlineta Interlagos, tendo o outro Mark I, que pertence a Mauro Salles, como modelo.
Em todos os casos, parabenizo tanto as recriações quanto as réplicas de boa qualidade, como a do Jaguar Tipo C que existe aí em São Paulo.
Pra mim, isso que fizeram não existe. Não se pode sequer chamar de recriação.
Vimos as fotos do que sobrou da original. Poeira e metal retocido pra encher um balde.
Essa máquina aí em cima nas fotos não tem nada dessa poeira ou balde de metal retorcido.
É um carro novo, feito com pompa e circunstancia para ser vendida a incautos, ou a esses babacas que compram relógios falsificados e ficam mostrando por aí.
O carro do Casari não existe mais, assim como ele, que está lá no céu dos pilotos em muito boa companhia.
No mais, na verdadeira acepção da palavra, recriação é a criação de algo que deixou de existir. Mas em nada tira o mérito dos recriadores.
Mais um "air car" !
Podem tirar o "RE" e deixar apenas o "criado" !
Quem viu, tem memória e não baba-na-gravata, sabe muito bem que não sobrou nada para ser recriado !
Nem a ID tag.
Meu sorridente amigo John Starkey é mestre em autenticar estas maracutaias.
E a obra não é nada difícil: Escolhe-se um número "vago", compra-se uma T140 F5000 baleada (coisa que tem de monte nos USA), uma carroceria nova da TWM (http://www.tw-mouldings.co.uk/) que ainda fabrica e vende as carrocerias, feitas nos moldes originais e pronto !
E conheço pelo menos 3 fabricantes de monocoques, que fazem a réplica perfeitamente fiel.
O "pulo-do-gato" é que uma réplica custa uns $ 50 mil, e a "original" (de araque...) vale 7 ou 8 vezes mais.
O negócio prospera enquanto os trouxas acreditarem...
Como se pode ver, tem muito malandro fazendo a mala com estas lorotas.
Mas a maior piada foi a "re" criação do carro do Ava !
Por engano do meu amigo John, "re" criaram o carro errado !
Fizeram a SL76/153, mas o carro que veio para a Copa Brasil, ex Terry Croker, era a SL76/155 !
Saloma,
As T70 foram feitas na fábrica se Slough. A T76/155 foi a última montada lá !
CQD,
Abraços !
Jovino
Esta Lola Heritage é uma piada !
Quando Mr. Birraine adquiriu a Lola (ou o que sobrou dela...), a Caroline Pettitt me informou que uma das preocupações do boss era resgatar e organizar toda a documentação da Lola, coisa que o Eric, seu irmão e Mr. Rushmore sempre relegaram.
Mas o pateta que foi colocado a frente da Heritage era uma animal apedeuta !
Ainda na semana passada, o Allen Brown (este conhece o assunto) escreveu para mim, dizendo que há uma nova figura por lá - um tal de Glyn Jones, que domina a matéria ! Vamos aguardar e conferir !
Sir Joaquim-Holmes, com certeza fará as honras !
Abraços !
Se vc reler meu coment acima, vai observar que eu fiquei admirado da (re)criação, (re)cuperação, sei lá. Imaginei que com alguns parafusos e uns pedaços recuperaveis, o milagre da ressurreição aconteceria.
Eu, o Cerega ai e mais um monte viram o que sobrou e não sobrou quase nada, . Enfim, vivendo e aprendendo com a certeza de que qdo o sedan branco estacionar na minha porta
Abração...
PS mas que é legal ver a bichona com cara de nova, isso é...
Extremamente triste por isso não ter acontecido em 2005. Fico imaginando a cara que meu amigo Norman teria feito ao ver isso... Por muito menos, ele ficava emocionado. Você tinha de ver como ele ficou quando lhe dei uma miniatura do Carcará - bem antes dos da Automodelli - uma camiseta estampada com o Carcará (essa você já sabia, lembra?) e a revista Placar com o mini formula na capa.
Você sabe que as rodas traseira originis ainda estão no Brasil, em ótimo estado? Já estive com elas na mão...
LS
Os carros Lola cujos chassis começam com as letras SL, foram os fabricados em Slough.
As 3 séries de T70 só foram fabricadas em Slough.
Os chassis iniciados com HU, são os montados na fábrica nova de Huntingdon, já a partir de meados de 1970.
A primeira réplica de T70 foi a Sbarro, que era uma versão "stradale", montada e comercializada pelo fabricante suiço, com componentes fornecidos pela própria Lola. Tinha até ar condicionado.
O engraçado é que as Sbarro desapareceram sem deixar vestígios. Todas forma promovidas a T70 originais !
A bagunça generalizada foi provocada pela própria Lola, ou seja Sir Eric Broadley e asseclas: no caso das T-70 há um número que especifica o frame (neste caso localizado no chassi propriamente dito) e outro, diferente, na plaqueta de identificação do chassi, localizado no painel do carro. Quem já viu uma T-70 de perto -poucos por aqui, suponho - sabe do que estou falando.
No decorrer dos anos, neguinho malandro joga com pau de dois bicos. Ora utiliza o "frame number", ora o número do chassi para validar essas maracutaias. A rigor, dois números válidos mas que especificam coisas diferentes.
Isto porque ainda na ótica da época, quando um Lola era reparado por acidente ou até mesmo upgrade (vide famoso caso da 512S que correu no Brasil em 1970, mas aí é outro papo...)o normal era dar outro número ao "frame number" mantendo-se o número original do chassi.
Multiplique-se isto ao longo dos anos e teremos um cipoal difícil de desvendar.
No entanto, réplicas e recriações são apenas isso. Dar a entender que é original é coisa de picareta. Lamentavelmente, nesse ramo o que não falta é picaretagem, principalmente porque não faltam otários com grana para distribuir.
Acessem http://www.bell-performance.co.uk/
Pois assim é a vida, meu amigo ! Money talks !
Quando estas jostas não valiam nada, ficaram por anos encostadas nos fundos das garagens, inclusive no braZil; e ninguém se preocupava com seriais ou log books.
Mas quando os valores dispararam, apareceram os mágicos e começaram os truques !
Roberto,
O melhor lugar para ter rodas de magnésio, com mais de 40 anos, é na prateleira mesmo !
Tenho várias.
Grande Sir Joaquim-Holmes !
Não credite a culpa disto tudo ao Eric & irmão e muito menos a Mr. Rushbrook. Os registros da fábrica sempre foram uma bagunça, e eles nunca poderiam imaginar que isto daria oportunidade aos malandros.
O Eric era o inventor, o irmão ficava na execução e Mr. Rushbrook era a o burocrata.(acima escrevi errado o nome do ôme).
E, apesar de terem vendido centenas de carros, estavam sempre no vermelho.
Virando um pouco o rumo da conversa, humildemente sugiro a V.Exma. que relate os demais iconoclastas de plantão, o envolvimento do Eric na criação do Ford GT40, e a consequente naba que tomou Mr. Chapman, ao ver o projeto da Lotus 47 ser preterido pela Ford.
Esta estória rendeu pano prá-mais-de-metro !
Abraços a todos !
Joaquim,
Bem lembrada a estória do Chassis ID !
A fábrica costumava colocar uma ID# nos chassis, uma plaquetinha na frame da suspensão traseira (no canto superior direito).
O problema é que muitos chassis sairam de lá sem esta ID. Não me pergunte porque.
MAS ainda há uma outra identificação possível !
Em TODAS as invoices da fábrica, também constava o serial# da Hewland.
E podem verificar ! Canto a La Traviata de traz-pra-frente (que me desculpe o Giuseppe...) se algum desses "air cars" tiver a caixa original.
Outra observação, pelo que me lembro não era necessário retirar o volante para entrar no carro.
Da mesma forma que o Ney, torci para os De Paoli não estraçalharem o carro, se bem que eles trouxeram um mecânico inglês para cuidar do carro e tem uma história na minha memória de ele jogou esta jóia no lago do velho Autódromo do Rio.
M, porque não escreves sobre a T70, da mesma forma como Mestre Joa, tem nos brindado toda 2ª feira com artigos fantásticos.
Abraço
Concordo com vc em gênero, número e grau !
Sou um cara nostálgico, do tempo que se conseguia diferenciar um MG de um Porsche a quilometros de distância !
Os carros de hoje não tem um pingo de personalidade. A 500 metros, são todos iguais.
Gosto dos carros esporte clássicos. E prefiro uma réplica bem feita, com toda a aparência de originalidade que consagrou a marca, mas com uma mecânica atual, motorização de 3 dígitos, cx sincronizada, freios decentes e suspensão aprimorada. Se for um coupe, o ar condicionado é essencial !
Fora a graça que é "assassinar" uma 430 com um Austin-Healey, de aparentemente 50 anos de idade.
A cara-do-mané não tem preço !
Barba,
Acho que o assunto T70 já se esgotou !
Andei procurando saber o destino das Sbarro, mas não tive sucesso. Por incrível que pareça, só encontrei uma no México, que foi adquirida como T70 original.
Precisamos aguardar agora Sir Joaquim-Holmes tecer comentários sobre a outra criação de Mr. Broadley, o GT40.
Abraços a todos !
O assunto ainda não se esgotou de todo...aguardem a próxima segunda, vamos um pouco mais a fundo, tem pano pra manga...
Abs.
Lá vem Sir Joaquim-Holmes com mais alguma bomba !
O peior é que agora que o mestre dos alfarrábios pegou fama, deu prá fazer suspense ! Virou estrela !
Venha, Grande Joaquim ! Conte mais esta prá nóis !
Não gostei da proposta do Cesar !
Em primeiro lugar, diretor da Ambev não compra nada.
Quem compra alí é o "Seu" Carlos !
O ôme compra, vende e faz chover !
E porque dar pro Trevisan ? Pode muito bem dar para mim ! Tenho um canto na garagem, pronto para ela. É só dar uma varrida !
Pode até vir com as cores e logotipo da Budweiser, que será bem vinda !
Agora a bronca no Saloma:
VC está omitindo aos amigos as informações que passei sobre os outros "air cars". Sou obrigado a colocar aqui ! Vejam esta T160 no site do Bill Dowson:
http://www.race-cars.com/carsales/lola/1212888332/1212888332ss.htm
E vejam esta T70 no eBay:
http://cgi.ebay.com/ebaymotors/ws/eBayISAPI.dll?ViewItem&rd=1&item=220262890707&ssPageName=STRK:MEWA:IT&ih=012
Nesta, prestem atenção na última linha da descrição.
E divirtam-se !
Aqui rola uma democracia, que não se omite nada que é relevante aos assuntos abordados, mas somente aos assuntos abordados. E finalmente, taí seus links, colocado por quem de direito, e a diversão tá lançada (como vc diz)...
É isso...
LS
Não tem bomba, não...a gente só vai revirar um pouco mais a história das Lola pras novas gerações, só isso.
Aquele abraço,
Num comentários acima, Joaquim citou o fato do percentual mínimo de peças que validaria um trabalho de reconstrução como original. É óbvio que, vendo-se o que sobrou das Loloas de Casari e Marinho Antunes, carros que na época continham muitas peças em magnésio, só mesmo a fabricação de unidades novas, usando talvez uma ou outra peça apanhada no rescaldo, para dar um charme de DNA do carro original até mesmo para uma jogada comercial de recriação. Zulino também ressaltou que essas reconstruções ou recriações nunca valem o mesmo que o carro 100% original. No que todos concordamos.
Acredito que concordamos que o reaparecimento de uma Lola T70 Mk III GT laranja com o numeral 96 é digno de aplausos, assim como o Carcará II e o Formula Jr do Trevisan, os dois últimos frutos de um trabalho de mestre de Toni Bianco.
E esperemos pela próxima matéria de Joaquim.
Acho que há uma enorme diferença entre o que está fazendo o Trevisan, construindo réplicas dos carros verdadeiros, simplesmente para para manter a memória viva e sem nenhum objetivo de lucro financeiro. Ótimo ! Louvável !
Mas no caso das Lola(s), ninguém fala que é réplica. Afirmam que é o próprio. E estes carros já são colocados a venda muito antes de terminada a "restauração". Bandidagem descarada !
Estes picaretas estão "reconstruindo" o que não exite. Pura fraude, e pior, com autenticações fajutas, fornecidas por quem se diz guardião da história !
Pelo andar da carruagem, logo, logo, irão restaurar a Arca de Noé, a partir de algum viado que cataram na rua...
Estamos todos estamos falando a mesma coisa. Eu, você e o Zullino.
Mesmo que a atual Lola 96 tenha um ou outro rebite da que pertenceu ao Casari, um pedaço da fibra, um braço tensor de suspensão, que seja, é óbvio que o carro não pode valer o mesmo que um original. A construção do carro, que seja uma recriação, como essa "Lola T70 MkIII GT" é um trabalho maravilhoso, eu adoraria possuí-lo. Mas, se o vendedor está negociando o carro como original, é trambique puro. Seria como criar uma Rita Hayworth a partir de uma mecha de cabelo ruivo.
Diferente da restauração do Coppersucar-Fittipaldi, e muito diferente do trabalho do Trevisan recriando o Carcará II e o Formula Jr.
Finalizando, eu adoraria possuir um GT40 original, mas se pudesse comprar uma réplica MDA, comprava imediatamenmte. Melhor ainda, bateria um papo com Jim Hall e encomendaria um Chaparral 2E, que ele reconstrói a partir dos desenhos e moldes originais.
Vicente, nota 10, afinal este espaço é para no decorrer do dia, agradecermos o Saloma pelo espaço concedido, nestes dias doidos que está passando.
Milton, nem sei do tal M do Gomes, mas sei que este espaço não é para neguinho ficar torrando o saco. M, um abraço, monta um blog. Por acaso vc. competiu com o Luisinho????????????
Saloma, legal vc. dar espaço, é nós brow.
Obrigado pela "nota". Esses assuntos sobre os belos carros que já frequentaram nossas pistas, cuja imagem retemos na memória, mexem com as paixões que temos por essas máquinas maravilhosas que desafiam o tempo. E toda força ao Saloma. Vamos ficar atrás do balcão e cuidar do boteco nesses dias difíceis que ele está passando.
Joaquim,
Capriche na nova matéria. Em tempo, e um pouco fora do assunto "Lola", não me esqueci daquela matéria que penso em fazermos a quatro mãos sobre a carretera do Camillo. Procure no HD algum registro da Ferrari F1 dos anos 50 que foi (re)criada a partir do eixo traseiro (De Dion) que foi do carro do piloto Rio Negro, depois foi para a carretera 18 depois foi para a citada F1. Se não me engano a ID plate da Ferrari ficava no eixo De Dion. Averigüe isso e me informe por e-mail.
Saloma,
Se puder, passe aqui pela terrinha no fim de semana de 7 de Setembro quando haverá, junto com a exposição master do Veteran Car Club do Brasil - RJ em Teresópolis, o badalado rally de clássicos Circuito Imperial. Veja detalhes no site da Obvio, onde inclusive tem fotos dos carros pré-inscritos (vide barra de Menu no canto inferior da página).
abs
LS
Já te passei o email com o que sei sobre as Ferrari 250TR no Brasil.Espero que seja suficiente.
Aquele abraço,
Obrigado pelos e-mails. Eu achava que o carro doador do eixo fosse um monoposto, e agora percebo que foi um biposto, a 290 MM.
Viajo no fim de semana, segunda-feira estarei de olho rútilo e lábio trêmulo (frase de Nelson Rodrigues) lendo sua nova matéria. Capriche. Eu, por enquanto, ainda sofro da preguiça baiana que me impede de escrever.
Um abraço,
Vicente
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