KART, SILPO PARA FBM....
Sábado, Fev 23, 2008
KART, SILPO PARA FBM....
Com a paralização da fábrica de kart Silpo, de Silvano Pozzi, as provas não empolgavam os apaixonados kartistas de época. Mas, com a compra da Silpo por Afonso Giaffone Jr., em agosto de 1968, deu uma certa motivação na galera. Silvano continuava como supervisor da bagaça, com isso novos projetos de chassis, sistema de freios e etc...(detalhes técnicos, Vicente Miranda manda bem)
Vieram a se chamar de FBM (Fundição Brasil Motores), e foram projetos dois modelos, em 125cc e 200cc (dois motores de 100cc).

No 125cc, Afonso mostra que o piloto vai mais sentado...

No 200cc, o piloto vai mais deitado, perto da posição de pilotagem dos Minis
Na motorização continuava o antigo Silpo com modificações em válvulas e cabeçotes. Era uma melhora significativa, passando de 14 HP para 17 HP, a 10.000rpm.

Os dois modelos, 125 e 200cc lado a lado
Abandonaram os carbura Dellorto e migraram para os McCulloch. Pretendiam uma produção de 50 unidades/mês e financiados pela própria fábrica. E resultados nas pistas, "anexo J" complementerá para nós...
É isso...
LS (reprodução/AE)
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Comentários:
Esses são modelos da fase inicial da FBM.
Foi uma fábrica inovadora que infelizmente contou com poucos pilotos além da equipe oficial composta pelos irmãos Afonso e Zeca Giaffone, e o primo Walter Travaglini em São Paulo e, aqui no Rio, o campeão carioca de Formula Vê, Newton Alves.
Observem que o cilindro do kart "monomotor" possui a descarga para frente, obrigando (ou permitindo) ao piloto ficar mais sentado, herança da Silpo, uma tendência européia, oposta à norte-americana, sempre assumida pela concorrente Min. Enquanto no”bimotor” (classe 200), o piloto podia ir mais deitado, devido às descargas serem para trás. Dá para perceber que a FBM tinha as duas opções de cilindro, com descarga para frente ou para trás, admissão por palhetas (reed valve ou torque induction, como queiram chamar) e refrigeração forçada como nos motores RioMar e McCulloch.
Observem que, devido aos motores na posição vertical, os carburadores eram voltados para a parte traseira do kart, que obrigava aos pilotos exercícios de contorcionismo para acessar as agulhas dos carburadores, com risco de ter os dedos decepados pela corrente. Os Mini, também do final dos anos 60, exceto o modelo Calunga, tinham motores RioMar 125, McCulloch 100 (um na classe 100 e dois na 200), sempre deitados, com cabeçotes voltados para a traseira do kart e carburadores na vertical.
Tem mais histórias sobre a FBM e o que trouxe de desenvolvimento para o kart brasileiro.
LS
Na classe 125, a mais numerosa em termos de participantes, os motores FBM eram por vezes mais rápidos que os RioMar fabricados pela Mini (Mecânica RioMar), porém quebravam muito. Os chassis ainda herdavam muito dos antiquados Silpo de barramento duplo (vide fotos).
Naquele tempo, poucos competiam com chassis modernos, destacando-se os cariocas Cesar Faria e Aurelino Leal Ferreira (ChôChô
A Mini modifica seu tradicional chassi em que o piloto ia deitado, na época apelidado de "língua-de-vaca" devido à forma da sua parte dianteira, instalando o motor ao lado direito, um pouco à frente do eixo traseiro.
A FBM, já fazia seus motores com válvula rotativa, até um foi projetado com duas válvulas, uma de cada lado do virabrequim e dois carburadores. E lança um chassi bem parecido com os italianos, denominando o kart de FBM K2. O Newton Alves tem um motor da última série da FBM, em seu quartinho-oficina, junto com outras relíquias, como o volante de seu DKW Belcar de pista, um motor Parilla HF17, algumas coisas dos Malzonis que teve, Formula Ford, etc ....
Quanto ao Kart é muito interessante como um detalhe como a descarga afeta em todo o projeto.
Mas o automobilismo é feito mesmo de detalhes ,e o Vicente dá uma aula para gente.
Valeu!
Jonny'O
A FBM que fabricava as motos argentinas Zanella no Rio Grande do Sul nada tem a ver com a FBM (Fundição Brasil Motores). Suas siglas ou nomes-fantasia são homônimos, só isso.
E ainda tem mais histórias sobre a FBM, mas vamos escrevendo aos pedeaços, bem ao estilo de Jack, O Estripador.
Nessa época a FBM desvinculou-se da Fundição Brasil, e foi criada a empreza AZEVA, cujas letras vêm de Afonso e ZEca e VA (de Walter), para fabricar os chassis Taiffun com o nome de Cox e importar os motores Parilla e Komet da classe FIA 100, que havia sido criada no Brasil.
A Azeva funcionava num galpão da Fundição Brasil, se nã me engano na Mooca, onde Waltinho ministrava as aulas teóricas do seu curso de pilotagem de kart, do qual eu fui aluno em 1973.
Os novos chassis de design europeu passaram a ser adotados também na classe 125.
Ainda na primeira metade dos anos 70, Waltinho vai para a Europa correr o Mundial de kart, traz um chassi inglês Zip e dá um show particular de pilotagem nas 100 Milhas de Kart em Interlagos.
Em 1975 a Mini abandona o velho Maxi-Mini e lança o Mini SS copiado do italiano Birel, o mesmo com que corriam Eddie Cheever, Ricardo Patrese, etc... que fez muito sucesso, que passou a dominar as pistas.
Mais adiante Afonso traz para o Brasil um chassi SpeedMaster.
Depois disso, Afonso, Zeca e Walter passam a se dedicar mais ao automobilismo.
foi muito importante para o kartismo.
abs
LS
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Venho por meio deste, IMPLORAR informações de quem realmente conhece, pois estou precisando seriamente de ajuda para os seguintes quesitos:
Tenho atualmente 9 karts de época, sendo eles os seguintes;
2 Maxi-Mini 1971?
2 Mini SS 1976?
1 Rois Kart 1963?
2 Banheiras Língua de vaca 1968-69
1 Jolly kart 1970?
1 RS americano 1960/62
Preciso de informações, fotos e ajuda para que consiga restaurar todos eles... Tenho as mecânicas originais dos Mini SS (V12) e do Maxi-Mini (V12 Marmitão), bem como do kart americano (Pasco 175cc)...
Preciso de informação, fotos, tudo é bem vindo...
Estou montando uma página voltada ao Kart Antigo, como disse, todas as informações são bem vindas...
Por favor, me ajudem, sozinho não conseguirei...
Grato...
Marcelo afornali - afornali@bicicletasantigas.com.br
Muito Obrigado , E continue e mantenha sempre este Blog
abs
Grato a todos
Abraço do Dionisio Pastore.
abraço a todos
Eldorado,SP, 30/01/11
Walter A. Crudo
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