22.11.07

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Lendo o New York Times de graça na Internet

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A edição de 21 de novembro do New York Times trata, em sua seção de críticas de cinema, do filme I’m Not There, de Todd Haynes, sobre Bob Dylan, que foi sensação da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Eu mesmo tentei assistir ao filme duas vezes, batendo com a cara no anúncio de ESGOTADO (assim mesmo, em letras garrafais e inapeláveis). O crítico Sérgio Alpendre, que conseguiu chegar lá, disse que o filme “é uma obra-prima”, uma das expressões preferidas desse meu amigo, editor da Revista Paisà. A.O. Scott, do NY Times, parece ter concordado com o Sérgio, pois cobriu I,m Not There de elogios: “Eu não tiraria um minuto desse filme, nem o quereria diferente. Como 'Subterranean Homesick Blues', ele convida à elaboração, à crítica e à interpretação infinitas. É um filme profundamente pessoal, apaixonado em seu engajamento com os mistérios do passado recente”.

Imperdível, portanto. Não vejo a hora de entrar em cartaz por aqui. Mas só descobri a crítica de Scott graças ao fato de que o New York Times tornou seu conteúdo aberto a quem se interessar por ele, o que considero uma das atitudes mais merecedoras de brindes e aplausos. Desta forma, qualquer brasileiro, mesmo desprovido de cartão de crédito, pode se tornar leitor assíduo de um dos jornais mais importantes do mundo, como eu fiz.

Até recentemente, o NY Times mantinha seções com conteúdo exclusivo para assinantes, que pagavam pelo acesso US$ 7,95 por mês. Agora, está tudo liberado, inclusive a leitura de artigos antigos. Isto me possibilitou, por exemplo, ler o que o jornal publicou no dia 12 de setembro de 2001, a primeira data a noticiar, na versão impressa, o ataque terrorista às Torres Gêmeas.

Não que o equivalente a uns 15 reais por mês seja um valor impeditivo; é até bem camarada, mas o fato é que, na Internet, você não quer pagar por informação nem informar o número do seu cartão de crédito, seu CPF, sua impressão digital. Se alguém restringe conteúdo de um lado, há sempre opções gratuitas de outro, e vamos sempre atrás das gratuitas.

Se você acha que o New York Times tem algum desapego material ou vocação beneficente pela idéia de estender suas informações aos menos favorecidos, você só pode ser um ingênuo de pai e mãe. Americanos não são bonzinhos quando o assunto é negócio, e o jornalismo, desde que o mundo é mundo, visa primeiro ao dinheiro do anunciante e do leitor. Há ética? Sim. Generosidade? Isto não é para os jornais.

A iniciativa do New York Times partiu tão-somente da conclusão de que, abrindo seu conteúdo à leitura geral, conseguirá ampliar o número de visitantes de suas páginas na Internet e, assim, ter um produto mais atraente do ponto de vista publicitário.

É uma boa estratégia? Talvez seja, mas nem todos os fatos apontam para conclusões definitivas nesta questão. No dia 5 de novembro, o Wall Street Journal anunciou que seu site chegara à marca de 1 milhão de assinantes, e a procura pelas assinaturas continua em alta (mesmo assim, os diretores do Wall Street estudam a possibilidade de também abrir seu conteúdo, os loucos).

O fato é que a “novidade” do negócio Internet para as publicações ainda está na fase do tentativa-e-erro, e mesmo os principais meios de comunicação do mundo ainda estão inseguros quanto aos melhores caminhos para fazer dinheiro na rede. Vivo ouvindo opiniões conflitantes de especialistas em Internet como mídia sobre a oferta de conteúdo na rede.

Eu, como leitor-navegador entusiasta dos conteúdos que mexem com a minha cabeça, mas não encostam no meu bolso, continuarei a prestigiar os gratuitos.

* * *

O Portal Imprensa, dirigido a jornalistas, está com uma enquete no ar: Importantes jornais internacionais abriram seus conteúdos na Internet. Na sua opinião, o exemplo deveria ser seguido pelos brasileiros?
Votei que sim, é claro, e o placar estava 730 x 18 a favor do sim.

* * *

Para quem lê em espanhol, o El País, da Espanha, também abriu suas portas.

por Alexandre Carvalho dos Santos 4 comentários - Permalink

05.10.07

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Tropa de Elite a 2 reais no Espaço Unibanco

Boa notícia para os que, como eu, apreciam um cinema bom e barato na cidade de São Paulo: Nesta segunda-feira, dia 8 de outubro, comemorando seus 14 anos de operações, o Espaço Unibanco de Cinema vai cobrar apenas 2 reais em todas as sessões de suas cinco salas.

Boa opção para quem quiser assistir ao estreante Tropa de Elite (sala 1, projeção digital), que tem levantado diversas polêmicas. Já li que faz apologia da tortura, acusação de que o diretor José Padilha se defende; e a versão pirata do longa, que tem feito a festa dos camelôs, chegou às mãos até do ministro Gilberto Gil, reabrindo a discussão sobre o acesso a produtos culturais.

Ainda não tenho opinião formada sobre o que o filme defenderia, pois, diferentemente de Gil, não vejo filmes piratas. Mas pretendo aproveitar as sessões camaradas de segunda para conferir e comparar minhas impressões às que leio, todos os dias, em jornais e blogs.

Outros filmes na programação do Espaço Unibanco, a 2 reais na segunda:

Sala 2 – Morte no Funeral (Quero ver).
Sala 3 – Santiago (O documentário de João Moreira Salles sobre seu antigo mordomo. Recomendo).
Sala 4 – Bem-Vindo a São Paulo - projeção digital - (Filme produzido pelos organizadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, reunindo olhares de diversos diretores sobre a cidade. Gostei também). – O Homem que Desafiou O Diabo (Ainda não tive coragem de encarar) – O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Alguém ainda não viu? Achei que foi superestimado pela crítica).
Sala 5 – Cão Sem Dono (Ótimo) – Querô (Muito bom) – O Grande Chefe (Médio) – Anjos Exterminadores (Ainda não sei se gostei ou não gostei, mas certamente chamou minha atenção para o trabalho do diretor).

* * *

E vale lembrar que, toda segunda-feira, o HSBC Belas Artes vende ingressos a 4 reais para quem aparece com carteira de trabalho ou outro comprovante de que está no batente.

por Alexandre Carvalho dos Santos 4 comentários - Permalink

11.09.07

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Sessão Happy Hour nos cinemas da Playarte

Continuo em minha incansável missão de divulgar as iniciativas por sessões de cinema mais em conta. Pois bem, ontem a Playarte divulgou uma promoção bacana para quem gosta de pegar um filme logo depois do trabalho: é a Sessão Happy Hour.

Não, não há rodada de cerveja no meio do filme. Mas, a partir de agora, às segundas e terças-feiras, todo mundo paga meia nas sessões com início entre 18h30 e 19h30 nas salas da Playarte em São Paulo.

Para conferir quais são, clique aqui. Ah, a empresa informa que apenas as salas Lumiére e Santana estão de fora da promoção.

Apenas lembrando outras boas iniciativas na cidade: O complexo HSBC Belas Artes cobra só 4 pilas às segundas-feiras para quem aparecer com a carteira de trabalho, e o Espaço Unibanco cobra os mesmos 4 reais às quintas-feiras, para todo mundo.

por Alexandre Carvalho dos Santos 3 comentários - Permalink

29.06.07

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Promoções nos cinemas de São Paulo

Tom
"Show me the money!"

Você e sua namorada vão ao Reserva Cultural no sábado e, honesto que é, você nunca aceitou sugestões para falsificar uma carteirinha de estudante, de modo a pagar meia entrada. Parabéns, o Brasil precisa de senadores e deputados que pensem como você. Mas, veja só, assistir a um filme, coisa que você poderia fazer na sua casa, vai lhe custar 36 mangos, porque o ingresso lá custa 18 por cabeça. Se a opção for pela ótima programação do Espaço Unibanco, você vai pagar 32 pelo casal. Se gostar da companhia de adolescentes barulhentos e peruas tagarelas no Kinoplex Itaim, pobre diabo, além de perder o humor, vai deixar 40 reais na bilheteria. Sim, o ingresso lá custa 20 paus. Imagine gastar tudo isso para assistir a Treze Homens e Um Novo Segredo, atualmente em cartaz na sala 5... Masoquismo pouco é bobagem.

Para quem vai ao cinema uma vez por mês, o gasto não é tanto. Mas e se o fulano é desses malucos como eu que acompanham os lançamentos e vão, pelo menos, umas três vezes por semana ao cinema? Façamos as contas, levando em consideração um ingresso de 17 reais (valor cobrado pelo Cine Bombril): três vezes por semana, 51 reais; quatro semanas no mês, 204 reais. Sua cara-metade tem o mesmo pique para cinema que você? Tomara que a pessoa tenha para pagar o dela, ou você desembolsaria 408 reais por mês com essa sua mania de preferir a tela grande à mesmice da TV.

Os exibidores jogam a culpa dos preços altos na massificação da fraude da carteirinha de estudante. Eles precisariam compensar pelos descontos de 50% cedidos para um número cada vez maior de pessoas, já que as faculdades não têm o menor controle sobre a emissão das ditas. Em muitas faculdades, a carteirinha é feita na hora pelo cara do diretório acadêmico, que muitas vezes comanda o processo de documentação no bar mais próximo. Por outro lado, as pessoas que nunca roubaram um picolé se sentem tentadas a cair na fraude porque não têm condições de arcar com entradas beirando os 20 reais. Lembrando que a ida ao cinema ainda envolve, no mínimo, um dinheiro para o estacionamento ou a condução.

Isso para não falar em teatro e shows, com preços direcionados apenas para consumidores A e B. A peça Fica Comigo Esta Noite, que estréia no Teatro Folha, tem ingressos a 70 reais no sábado. Quem teve a má idéia de assistir ao desorganizado show da Lauryn Hill pagou, pelo menos, 200 reais. E a cantora ainda demorou uma hora e meia para entrar no palco (pior para os cariocas, que esperaram três horas).

Pois o Guia da Folha de hoje prestou um grande serviço aos amantes de cinema que sofrem com os preços dos ingressos em São Paulo. Destacou as promoções feitas por algumas salas, com reduções significativas dos preços em determinados dias. Se você tiver tempo para ir ao cinema durante os dias de semana, vale a pena conferir.

Frei Caneca – Sessão Popular
É preciso ficar atento, pois o preço promocional de 5 reais vale para uma sessão específica, que varia a cada semana.

HSBC Belas Artes – Super Segunda
Comece a semana assistindo a um bom filme por apenas 4 reais. Basta apresentar a carteira de trabalho ou um comprovante de autônomo. Vale para qualquer sessão de segunda-feira.

Espaço Unibanco – Quinta Cinematográfica
Durante o mês de julho, os ingressos custarão só 4 reais nas quintas-feiras.

Cinemark – Sessão Desconto
Na sessão das 15h, há sempre uma sala do Cinemark com ingresso a 4 reais, com exceção dos complexos do Boulevard Tatuapé e do Iguatemi, que, a propósito, cobra astronômicos 21 reais pela sessão.

Aplausos também para o Cinesesc, na Augusta, que tem um dos melhores cinemas de São Paulo, com programação diferenciada, e cobra, no máximo, 10 reais pelo ingresso.

por Alexandre Carvalho dos Santos 3 comentários - Permalink

12.04.07

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São Paulo no Cinema - Promoção neste domingo

SP no cinema

Para quem tem fôlego de maratonista, o projeto São Paulo no Cinema oferece a seguinte oportunidade: neste domingo, dia 15 de abril, ao pagar o valor normal do ingresso em qualquer uma das 300 salas de exibição participantes, na capital e em cidades vizinhas, o espectador recebe um passaporte que lhe dá o direito de pagar apenas 3 reais em até 14 filmes, até terça-feira, dia 17.

O passaporte, que é pessoal e intransferível, terá validade em todas as salas de exibição, independentemente de onde for adquirido.

Este projeto foi inspirado no evento francês La Fête du Cinema, uma tradicional festa do cinema da terra de Bardot que já teve 22 edições. Segundo Eli Jorge Lins de Lima, presidente do sindicato das empresas exibidoras de São Paulo, o objetivo é incentivar o paulistano a cultivar o hábito de ir ao cinema.

Agora, convenhamos, a promoção oferece um espaço de tempo muito curto para atingir quem ainda não tem esse hábito. O consumidor ocasional de cinema, que só assiste a um filme fora de casa domingo sim, domingo não, dificilmente vai se sentir estimulado e ver, digamos, uns seis filmes em apenas três dias. Ainda que o ingresso promocional custasse só 1 real.

Estudante, por exemplo, paga só 4 reais às segundas e quartas no HSBC Belas Artes. E não precisa emendar 14 filmes em seqüência, no período enxutíssimo de três dias, para aproveitar bem o acesso a esse preço camarada.

Sairão no lucro, portanto, os cinéfilos e os espectadores que já vão muito ao cinema. Esses farão uma economia, antecipando dois ou três filmes que seriam assistidos um pouco depois.

Para que o objetivo da iniciativa fosse cumprido, seria sensato estender a promoção para, pelo menos, uma semana. O ideal: dez dias.
Depois reclamam dos espaços conquistados pelo DVD...

Veja se a sala ao lado da sua casa faz parte da promoção: www.saopaulonocinema.com.br

por Alexandre Carvalho dos Santos 6 comentários - Permalink

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