26.09.07
Quentin Tarantino: Grindhouse e Death Proof

Cena de Death Proof, de Tarantino
Mulheres gostosas em shorts cavados, carros envenenados em alta velocidade, “sex & violence” à anos 70. Quentin Tarantino está de volta, tornando mais explicitas do que nunca suas fixações quanto ao cinema B daqueles filmes que passavam em sessões duplas no centro sujo da cidade, a precinhos camaradas.
Para tornar o retorno a este cinema ainda mais real, Tarantino convocou o parceiro Robert Rodriguez para reproduzir este tipo de sessão dupla e fuleiríssima. Criaram, assim, Grindhouse (como se chamam os cinemas de sessões duplas de sexo e pancadaria nos EUA), composto de dois filmes em um: Planeta Terror, de Robert Rodriguez, em que um casal enfrenta zumbis alucinados (estréia nacional prevista para 12 de outubro), e Death Proof (À Prova de Morte - só em março de 2008), de Tarantino, em que Kurt Russell é um assassino que usa um carro possante como arma.
Aqui, no entanto, os filmes serão lançados separadamente, como aconteceu em outros lugares do mundo.
Confira aqui o trailer americano com o 2 em 1 de Tarantino e Rodriguez: Grindhouse.
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A nova edição da Revista Paisà, que acaba de chegar às bancas, aborda exatamente o novo Tarantino, numa seção especial com os seguintes textos:
- Eduardo Valente conta como Tarantino deixa de apenas homenagear os filmes B para, em Death Proof, realmente fazer um filme ao estilo do que víamos nas sessões baratas do centro.
- Leandro Caraça nos apresenta um artigo didático e do balacobaco sobre a história dos filmes apelativos que formam o cinema “exploitation” e o “grindhouse” em geral.
- E José Roberto Rocha explica como o ator Kurt Russell desenvolveu sua persona cinematográfica com o diretor John Carpenter, que deu ao mundo o carro-assassino Christine (1983).
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Outra matéria imperdível desta Paisà é a que relaciona os 25 melhores filmes franceses dos últimos 25 anos.
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Opa, também imperdíveis: dois textos meus.
Um sobre os vilões no cinema (seção Fotogramas), outro sobre três filmes de François Truffaut com o personagem Antoine Doinel: Beijos Proibidos (sensacional), Domicílio Conjugal (o melhor dos três) e Amor em Fuga (podia ser melhor). Está na seção de DVDs.


Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.