11.01.11
Belas Artes diz adeus em grande estilo
Um dos cinemas de rua mais amados de São Paulo vai fechar as portas. Ok, não adianta espernear, porque parece que não tem mais jeito. A não ser que uma empresa boazinha e amiga do cinema surja nas próximas horas para reverter o que parece irreversível. Mas não acredito em empresas boazinhas.
Pelo menos, o Belas Artes sai de cena em grande estilo. Com uma retrospectiva de grandes filmes que fizeram parte de sua história, além de outros clássicos. Como são 68 anos de vida, o que não falta é filme bom nessa despedida.
Confira abaixo a programação.
Ah, parece que o espaço - onde tanta gente já se emocionou, riu, ficou mais inteligente - vai virar uma loja. Perfeito. Tudo a ver com a época.
* * *

O Bandido da Luz Vermelha, atração do dia 20
De 14 a 27 de janeiro, os Sucessos do Belas Artes serão exibidos às 18h30, e os Clássicos Cult, às 21h.
Haverá uma sessão extra no dia 25/01 às 16h com exibição de "A Guerra dos Botões" (França,1962; de Yves Robert)
Os ingressos da retrospectiva tem valor de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada).
Segue abaixo a programação atualizada da RETROSPECTIVA:
Dia 14
- 18h30 “Meu Tio” (França, 1958; de Jacques Tati)
- 21h “O Encouraçado Potemkin” (Rússia, 1925; de Serguei Eisenstein)
15
- 18h30 “Morte em Veneza” (Itália, 1971; de Luchino Visconti)
- 21h “A Regra do Jogo” (França, 1939; de Jean Renoir)
16
- 18h30 “Paixão Selvagem” (França, 1976; de Serge Gainsbourg)
- 21h “Amores Expressos” (China, 1994; de Wong Kar-wai)
17
- 18h30 "Sargento Getúlio" (Brasil, 1983; Hermanno Penna)
- 21h “Segunda-Feira ao Sol” (Espanha, 2002; de Fernando León de Aranoa)
18
- 18h30 “O Ilusionista” (EUA/República Tcheca, 1976; de Neil Burger)
- 21h “Música e Fantasia” (Itália, 1976; de Bruno Bozzetto)
19
- 18h30 "Noites de Cabíria" (Itália, 1957; Federico Fellini)
- 21h “ Lúcia e o Sexo” (Espanha, 2001; de Julio Medem)
20
- 18h30 “ Cría Cuervos” (Espanha, 1976; de Carlos Saura)
- 21h “O Bandido da Luz Vermelha” (Brasil, 1968; de Rogério Sganzerla)
21
- 18h30 “As Bicicletas de Belleville” (França, 2003; de Sylvain Chomet)
- 21h “A Lei do Desejo” (Espanha, 1987; de Pedro Almodóvar)
22
- 18h30 “Pai Patrão” (Itália, 1977; de Paolo e Vittorio Taviani)
- 21h “Apocalypse Now” (EUA, 1979; de Francis Ford Coppola)
23
- 18h30 “Gritos e Sussurros” (Suécia, 1972; de Ingmar Bergman)
- 21h “O Passageiro – Profissão: Repórter” (Itália, 1975; de Michelangelo Antonioni)
24
- 18h30 “Possessão” (Alemanha/França, 1981; de Andrzej Zulawski)
- 21h “A Malvada” (EUA, 1950; de Joseph L. Mankiewicz)
25
- 16h “A Guerra dos Botões” (França, 1962; de Yves Robert)
- 18h30 “ Crônica do Amor Louco” (Itália, 1981; de Marco Ferreri)
- 21h "O Sétimo Selo´" (Suécia, 1957; de Ingmar Bergman
26
- 18h30 “Johnny Vai á Guerra” (EUA, 1971; de Dalton Trumbo)
- 21h “Vestida Para Matar” (EUA, 1980; de Brian de Palma)
27
- 18h30 “Z” (França, 1969; de Costa-Gravas)
- 21h “Quanto Mais Quente Melhor” (EUA, 1959; de Billy Wilder)
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex