13.11.09

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Na Superinteressante, na Beta, no bar

Super 2

Não falei nada disso nos últimos tempos, mas meus textos continuam pipocando por aí. Na Superinteressante de outubro, uma matéria grande sobre Eduardo Saverin, o brasileiro que ajudou a criar o Facebook (mas que não levou a fama). Na Super de novembro, esta que está nas bancas, um artigo sobre como o esporte pode deformar o caráter, em vez do que se pensa normalmente a respeito.

Beta

E a revista Plano B virou Revista Beta. Também cresceu de tamanho, não só no número de páginas, mas no próprio formato da publicação.
A presente edição (dá para comprar na livraria do Espaço Unibanco) tem uma entrevista minha com Sérgio Rezende, o diretor de Salve Geral, a indicação brasileira para o Oscar.

* * *

Mudando de assunto, eis que a Uniban expulsou a menina do vestido curto, depois se arrependeu e cancelou a expulsão (alguém do marketing deve ter voltado das férias e apontado o absurdo da decisão anterior).

E os dois juízes dos últimos dois jogos do Palmeiras foram afastados do Campeonato Brasileiro por erros que seriam mais bem descritos como estrepolias.

E eu estava no bem-bom de um bar aprazível da Pompéia, degustando cervejas especiais, com a brisa no rosto, quando as luzes foram apagadas. E para achar o banheiro depois?

Um país que é um circo...

por Alexandre Carvalho dos Santos 2 comentários - Permalink

04.11.09

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Na Mostra: Roman Polanski, de Alê Primo

roman

Criado a partir de uma longa entrevista com o diretor de O Pianista, o documentário de Alê Primo é a prova da abrangência e diversidade dessa Mostra de Cinema de São Paulo. Em qualquer outra circunstância, renderia, quiçá, um programa razoável para a TV Cultura. E só. Nesta Mostra cheia de boa vontade e um coração de mãe, ganhou espaço em salas de cinema.

Polanski faz comentários breves sobre todos os seus filmes - sobre O Bebê de Rosemary, quase nada. Há ainda uns quatro depoimentos ligeiros de cineastas brasileiros, e um de Caetano Veloso, mais interessante, falando sobre a visita que o polaco fez com Jack Nicholson à sua casa na Bahia.

De resto, se a obra de Roman Polanski caísse numa prova de vestibular, esse filme poderia ser um “resumão” para quem nunca ouviu falar dele. Para quem conhece, vale apenas por uma ou outra cena de filmes mais raros do diretor. A linguagem televisiva também não ajuda a despertar outro interesse que não seja o didático, para neófitos.

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03.11.09

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Na Mostra: Cinzas e Sangue, de Fanny Ardant

cinzas

Cinzas e Sangue, primeiro filme dirigido pela atriz Fanny Ardant, tem um resultado bem desigual. Do que mais gostei: dos enquadramentos belíssimos, em composições de três, quatro e cinco personagens, distantes entre si, destacando a oposição entre os membros de famílias inimigas, sem que o diálogo precisasse dar conta disso. E os planos abertos, muito bem trabalhados no uso da cor, mas principalmente na disposição pictórica. Contradiz o estereótipo de que atores, quando vão para trás das câmeras, se limitam a fazer filmes com ênfase na interpretação (não que a atuação fique em segundo plano neste trabalho).

O que me incomodou: o tratamento teatral, em algumas passagens, não funciona na tela grande. Os rituais das famílias talvez impressionassem mais sobre um palco. No filme, parece forçado. Tudo é solene demais, e esse peso coloca a perder uma história que, em si, já parece enredo de novela das seis.

O resultado me deu a impressão de um simbolismo capenga sobrecarregando uma história já marcada pelas hipérboles. A cena final, em que lobos rodeiam a mãe que ousou ser uma mulher forte num mundo de homens violentos, ilustra bem esse exagero.

* * *

A sinopse
Exilada da Romênia desde que seu marido foi assassinado há dez anos, Judith vive em Marselha com seus três filhos. Após se recusar a ver sua família durante anos, e apesar dos seus medos e segredos, ela se deixa convencer pelos filhos e aceita um convite para o casamento do sobrinho. Eles vão passar o verão no país natal, descobrindo suas raízes e seu passado. Mas a volta de Judith revive velhos ódios entre clãs rivais e desencadeia uma espiral de violência.

por Alexandre Carvalho dos Santos Deixe seu comentário - Permalink

Na Minha Rolleiflex

Alexandre Carvalho dos Santos Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável. No Twitter: @AlexRolleiflex

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