05.08.09
Por onde tenho andado esse tempo todo
Ah... Um mês de descanso do blog... Aproveitando as férias escolares (tá, é desculpa, porque faz tempo que saí da escola). Mas nesse intervalo não fiquei parado.
Participei como entrevistador convidado de um novo programa de cinema, do canal SescTV: o Sala de Cinema. Foi uma edição dedicada ao diretor Guilherme de Almeida Prado. Quando for ao ar, eu aviso.
E é um programa bacana, viu? Amanhã, quinta-feira, vai passar o episódio com a entrevista do João Batista de Andrade (O Homem que Virou Suco, O País dos Tenentes...). Dá para sintonizar no canal 137 da Net Digital.
Meus textos também andam surgindo aqui e ali. Desde a semana passada, está nas bancas uma edição especial da revista Superinteressante, só sobre psicopatas. Não, eu não fui tema de matéria. Pelo contrário, escrevi uma, sobre os psicopatas que vivem entre nós: o chefe psicopata, a amante e o amigo. Rendeu um espaço grande na revista, matéria de oito páginas, numa edição caprichada do Maurício Horta.
Também chegou a nova edição da revista de cinema Plano B. Nesta, há uma matéria minha sobre os filmes brasileiros bacanas, do ano passado, que estiveram pouquíssimo tempo em cartaz, como Serras da Desordem, Falsa Loura, entre outros. A matéria inclui entrevistas com o diretor Carlos Reichenbach, os críticos Inácio Araujo e Sérgio Alpendre, e o criador do Reserva Cultural, Jean Thomas Bernardini. Cada um, a seu modo, analisando os motivos que distanciam ótimos filmes brasileiros de seus espectadores.
E ainda vi muito filme em julho...
No cinema
- Coração Vagabundo, do Fernando Grostein – documentário muito bem feito sobre uma turnê do Caetano.
- Um Homem de Moral, do Ricardo Dias – documentário sobre o Paulo Vanzolini, que vale pelo personagem.
- Bem-Vindo, do Philipe Lioret – ótimo.
- Caramelo, da Nadine Labaki – água com açúcar.
- Horas de Verão, do Olivier Assayas – muito bom.
- Paris, do Cédric Klapisch – sensacional. 
- Tinha que Ser Você, do Joel Hopkins – outro água com açúcar, mas vale pelo Dustin Hoffman e pela Emma Thompson.
- A Era do Gelo 3, do Carlos Saldanha – nada muito diferente dos outros.
- Cocoricó, As Aventuras na Cidade, do Fernando Gomes – levei minha sobrinha Stella, de dois anos, para ver; acho que foi bom, porque ela ficou dançando na poltrona e, quando acabou, pediu para colocar de novo (achou que o cinema era um tipo de DVD gigante).
No DVD
Sessão retrospectiva do Woody Allen
- Bananas (71) – pastelão, mas melhor que o Che, do Soderbergh.
- Tudo O que Você Queria Saber Sobre Sexo * Mas Tinha Medo de Perguntar (72) – engraçado que este filme tenha sido feito antes de O Dorminhoco, porque é muito mais elaborado; dividido em episódios, faz uma paródia do cinema do Antonioni em um deles, e também dos filmes B de terror, no episódio do seio gigante.
- O Dorminhoco (73) – pastelão também, mas tem sua graça.
- A Última Noite de Boris Grushenko (75) – um dos filmes mais engraçados do Woody Allen, fiquei com vontade de comprar o DVD.
- Memórias (80) – ousado, mistura comédia e reflexão, é da mesma fase do Manhattan.
- Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão (82) – de um tempo em que qualquer filme mais leve do diretor, como é o caso deste aqui, era realmente criativo e impressionante de tão bom.
- A Rosa Púrpura do Cairo (85) – uma obra-prima, vai entrar na minha seleção de melhores de todos os tempos.
Sessão retrospectiva de clássicos
- Ladrões de Bicicleta (48), do Vittorio De Sica – filme importante e agradável de ver.
- Acossado (60), do Godard – filme importante para a história da linguagem cinematográfica, arrojado, mas particularmente acho bem chato.
- Um Só Pecado (64), do François Truffaut – bonito e elegante, embora não tenha nada de arrojado.
- O Bandido da Luz Vermelha (68), do Rogério Sganzerla – incrível como o cinema brasileiro do fim dos anos 60 era vigoroso, moderno e criativo; entre os extras, há um curta que termina com os dois atores (embora o filme seja um documentário, fica claro que os personagens interpretam) caminhando numa rua paralela à minha, onde fica o Almanara do centro, isso nos anos 60.
- Verão de 42 (71), do Robert Mulligan – na época, talvez fosse ousado, mas me pareceu pouco mais que uma sessão da tarde; vale pela trilha sonora do Michel Legrand e pela beleza da Jennifer O’Neill, de resto é esquecível.
Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/36916 Posts similares:
O Sonho de Cassandra, Falsa Loura e novidades em revistas de cinema
Plano B, nova revista de cinema
retrospectiva do cinema de paulista
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários, Trackbacks:
Abraços,
Rodney


Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.