11.03.09
Ferreira Gullar e o imprevisível
Ferreira Gullar, próximo de seus 80 anos, sintetizando a roleta-russa da vida, em entrevista para a Bravo! deste mês:
“O que faz o homem sobre a Terra? Luta para neutralizar o acaso. Eis a principal necessidade humana: driblar o imprevisível, a bala perdida. Concebemos Deus justamente porque buscamos nos proteger da bala perdida. Deus é a providência que elimina o acaso. É o antiacaso.”
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Comentários:
Eram para mim o mais próximo da perfeição que se poderia chegar .
Até que de repente uma luz me fez ver o erro cometido.
Pude ver que estão tão perdidos quanto aquêles que criticam.
Ou talvez mais.
Não podemos olhar este poeta senão como pessoa com um dote adquirido ao acaso , similar a alguém que é colhido por um trem , e se enrosca involuntariamente a ele , e acaba indo para outro lugar aonde poucos vão.
Se fosse nascido ante da escrita ser inventada seria presa fácil para os tigres .
Não teria lá também , os tolos que pagassem por suas paginas escritas aos ecos do ronco de sua barriga em salas esfumaçadas.
É apenas como nós , não deveria expor suas idéias deletérias “brilhantes”.
No final realiza mai dano que ajuda àqueles que o lê.
Jose Carlos Kriver
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex