28.11.08

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Festa-show de aniversário de Lanny Gordin - hoje!

Pediram para eu dar um espaço sobre uma festa-show comemorando os 57 anos do guitarrista Lanny Gordin. É hoje, em São Paulo, na Rua da Consolação. Quem sou eu para não atender a um pedido desses?

Já escrevi sobre um show do mestre aqui e garanto que é inesquecível.

Confira abaixo o convite que me passaram.

Festa-Show de Aniversário de Lanny Gordin.

Dia 28/11/2008, sexta-feira, a partir das 22h. – Convite: R$ 15.
Local: C.C.P.C (Centro de Cultura Popular Consolação). Rua da Consolação, 1901 – Consolação - São Paulo. Estacionamento ao lado (Preço único R$10).
Informações: 7574 9081/ 2894 7811(Emerson Negão) / emersonnegao@gmail.com
Assessoria de Imprensa: Edson Lima / 11 3746 6938 / imprensa@oautornapraca.com.br.
Realização: Projeto Maravilhas Contemporâneas / Produção: Emerson Negão.
Apoio: CCPC (Centro de Cultura Popular Consolação) e O Autor na Praça.
Lanny toca acompanhado da banda Madder Trio (Maurício Madder na bateria, Márcio Mutalupi no baixo e Antônio Valdetaro na guitarra). O evento será realizado no CCPC (Centro de Cultura Popular Consolação). O repertório vai de leituras das clássicas gravacões em que Lanny participou na década de 60 e 70, passando por standarts do jazz e composicões próprias.


"Lanny é uma das mais profundas e ricas musicalidades do Brasil. Quem quiser aprender guitarra tem que ouvir Lanny Gordin." (Jards Macalé).

"Influenciado pelos guitarristas Wes Montgomery, Joe Pass e Jimi Hendrix , mas também atento à grande música do mundo (de Bach a Luiz Gonzaga), Lanny Gordin é um primeiro-sem-segundo na guitarra brasileira." (Chico César).

"O Lanny é um grande músico. Lembro de ver ele sair tocando baixo, sem jamais ter estudado esse instrumento. Ele ainda não teve condições de botar para fora nem um terço da música que ele tem dentro dele. “Eu torço para que o Lanny fique cada vez melhor para poder fazer isso”. (Hermeto Pascoal).

O Projeto Maravilhas Contemporâneas em sua 1ª edição realizará a Festa-Show de Aniversário de Lanny Gordin, em comemoração aos 57 anos de vida do lendário guitarrista brasileiro. Filho de pai russo e mãe polonesa, Alexander Gordin nasceu em Xangai, na China. Aos 16 anos já tocava na boate paulistana de seu pai, a conhecida Stardust, com músicos como Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte. No fim dos anos 60 e inicio dos 70 participou das gravações de discos antológicos de grandes nomes da música brasileira como Brazilian Octopus (Fermata – 1969), Suely e os Kanticus (Ki Bacana e Esperanto - Philips, 1969), Gilberto Gil (Gilberto Gil, Philips – 1969 e Expresso 2222, Philips – 1972 ), Gal Costa (Gal Costa, Philips - 1969, Le Gal, Philips – 1970 e A Todo Vapor, Philips – 1971), Erasmo Carlos (Carlos Erasmo, Philips – 1971), Tim Maia (Chocolate e Paz, Polydor – 1971), Eduardo Araújo (Nem Sim Nem Não, EMI – 1968), Jards Macalé (Jards Macal'e, Philips – 1972), Caetano Veloso (Araçá Azul, Philips – 1972), Rita Lee (Build Up, Philips – 1972), Aguilar e a Banda Performática (Carioca Canibal e Tribo, Neon Phonográfica – 1982), entre outros. Depois do período em que ficou conhecido como o guitarrista da Tropicália, Lanny passou a década de 80 no anonimato, com raras aparições, até que em meados da década de 90 ele reaparece em trabalhos de "novos" artistas como Chico César (Aos Vivos, Velas – 1995 e Cuscuz Clã, MZA – 1996), Vange Milliet (Vange Milliet , Baratos Afins – 1995), Catalau (Catalau, Baratos Afins – 1999), Jards Macalé (O Que Faço é Música, Atração – 1998), Itamar Assumpção (Pretobrás, Atração – 1998), e outros. Finalmente, nos anos 2000 Lanny começa a gravar seus próprios trabalhos. Antes tarde! Graças à atenção dada por Luiz Calanca, proprietário do selo Baratos Afins, responsável pelo registro de muitos talentos da cena musical independente, em 2001 saiu o CD Lanny Gordin (Solo)(Baratos Afins) e em 2004 mais dois CDs, Projeto Alfa vol. 1 e 2. Seu mais recente CD, Lanny Duos (Barraventoartes/Universal - 2007), conta com a participação de antigos parceiros como Jards Macalé, Gal Costa, Gil, Caetano Veloso e outros mais "recentes" na cena musical como Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra, Max de Castro, Chico César, Adriana Calcanhoto, Junio Barreto, Fernanda Takai, Vanessa da Mata, Péricles Cavalcante, Rodrigo Amarante e Zeca Baleiro. Mais sobre Lanny:
www.baratosafins.com.br/lannyapresentacao.htm / http://www.myspace.com/lannygordin

Tudo num clima bastante descontraído, para comemorar os 57 anos deste mestre da guitarra no Brasil, santo-coringa na história da música brasileira. Imperdível!

por Alexandre Carvalho dos Santos Deixe seu comentário - Permalink

25.11.08

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Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

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O último filme de Woody Allen não é, de modo nenhum, do nível de um Hannah e Suas Irmãs, de um Manhattan, ou mesmo de um Desconstruindo Harry. Mas precisa ser?
Já virou chavão, dizer que, como o sexo e a pizza, um filme dele é bom mesmo quando é ruim. Só que Vicky Cristina Barcelona está longe de ser um filme ruim. Não tem pizza, mas tem personagens ambíguos, boa música e sexo à beça; não à mostra, mas nos diálogos, nas dúvidas e intenções de seus personagens, eternamente insatisfeitos.

Vicky... não tem os surtos de palavras dos melhores diálogos do diretor, o que o afasta um pouco do Woody Allen típico, mas as neuroses e a fragilidade – patética até – do ser humano estão todas lá. Principalmente nos homens, arquetípicos e bobões diante da complexidade de suas fêmeas.

Depois de assistir a Vicky Cristina Barcelona, coloquei na cabeça que a ausência de Woody Allen no elenco faz bem a Scarlett Johansson. Ela volta a ser convincente, como a culturete que procura sua veia artística e só sabe o que não quer, assim como havia ido bem no papel da amante perigosa de Match Point. Já em Scoop, era a própria falta de direção, tentando se equiparar nos diálogos à velocidade de raciocínio de Woody, que nasceu para aquele papel, seu eterno papel, e põe qualquer um doido com o clown neurótico e palavroso que só ele sabe fazer.

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Mas eu, se fosse ele, daria preferência a Rebecca Hall nos próximos filmes. Ela, sim, parece modelo das intelectuais ansiosas, cheias de dúvidas e a fim de algo mais, imortalizadas por Diane Keaton.

por Alexandre Carvalho dos Santos 1 comentário - Permalink

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