23.08.08
O vôlei brilha, mas a Globo é, no máximo, bronze
O sábado começa lindo, com o ouro da seleção de meninas do vôlei.
Eu acho que o Galvão dá a dose certa de emoção a uma final olímpica que envolve tensão, sorrisos, decepções. Às vezes exagera, como na disputa pelo bronze no vôlei de praia. Parecia que Ricardo e Emanuel são os melhores esportistas que já pisaram neste continente; nem eles estavam tão entusiasmados quanto o Galvão.
Difícil mesmo de agüentar são essas cenas das famílias das jogadoras em suas casas no Brasil, com o Galvão parecendo locutor de programa brega em rádio AM, mandando beijo para a mãe de uma, um abraço para o marido de outra... Como se isso interessasse de alguma forma a todos os outros espectadores.
E o tema do Ayrton Senna entrando sorrateiramente entre as vinhetas de glória do vôlei? O que o Senna tem a ver com a eficiência da Mari nas cortadas, a criatividade da Fofão na elaboração das jogadas, a perfeição que foi o jogo da Sheila?
Num jogo desses, a Globo quer ser transmissão esportiva e, ao mesmo tempo, programa da Ana Maria Braga e do Faustão.
Mas as meninas do vôlei, de quem pouco se falou antes da olimpíada (vivemos, supostamente, no país do futebol - ainda que de bronze), superaram todo exagero e breguice da transmissão na TV, emocionando, embelezando a tela com sua vibração, e nos fazendo crer que, de vez em quando, os Estados Unidos não é páreo para nós.
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Já passou da hora
GALVÃO BUENO
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Comentários:
Ele tava até aposentando os jogadores, dizendo que seria o último jogo deles, que estavam muito velhos pra uma próxima olimpíada...
Tá falando demais... tá parecendo vovô rabugento! hahahaha
Acho mesmo que tá na hora do Galvão sair de cena e, adoraria ver Tadeu Schmidt como substituto.
abs
Talvez se vocês fossem atletas entenderiam a importância do Galvão narrando, mas são apenas gente comum, torcedores no máximo. Não tem nenhum outro narrador que de tanta emoção aos eventos esportivos, e para tristeza de vocês o Galvão Bueno continuará narrando por muito tempo, emocionando nossas vidas e deixando morrendo de inveja os que não entendem essa paixão chamada BRASIL, Então como diria o Galvão "nosso esporte é torcer pelo Brasil".Mas não se preocupe daqui a pouco nosso narrador esta de volta seja na Fórmula 1, ou na Copa do Mundo ( daqui a 2 anos) ou narrando o tri campeonato do grêmio no Brasileirão.
abs
Na verdade é muito divertido, o Galvão, mesmo que não intencionalmente, é uma comédia.
O Galvão e todo o aparato da REDE GLOBO tem condições de cobrar do governo maior apoio para o esporte olimpico principalmente o atletismo nos temos bons talentos - mais sem apoio não vão evoluir nunca - Se o Galvão fosse amigo do esporte usaria mais a sua energia para cobrar das autoridas e parava de enganar o povão.
ACORDA LEONOR - NADA PESSOAL E GRANDE ABRAÇO.
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex