01.07.08
Filmes de Philippe Garrel na Cinemateca
Nesta semana, a Sala Cinemateca de São Paulo está exibindo filmes do francês Philippe Garrel, o diretor do fantástico Amantes Constantes (melhor filme dos anos 2000, segundo o ranking Rolleiflex de filmes inesquecíveis).
É uma raríssima oportunidade de assistir a outras obras deste cineasta, cuja filmografia ainda é desconhecida de nossas telas. Bom, só dois filmes, mas, em se tratando de Garrel, valem por muitos.
Marque na sua agenda:
- Terça, dia 1º de julho, às 19h20 – Já Não Ouço a Guitarra (1991)
- Quarta, dia 2, às 19h30 – O Nascimento do Amor (1993)
- Quinta, dia 3, às 21h30 - Já Não Ouço a Guitarra (1991)
- Sexta, dia 4, às 21h10 - O Nascimento do Amor (1993)
- Sábado, dia 5, às 19h10 - O Nascimento do Amor (1993)
- Sábado ainda, às 21h10 - Já Não Ouço a Guitarra (1991)
A Sala Cinemateca fica no largo Senador Raul Cardoso, 207, perto (mas não muito) do metrô Vila Mariana.
Abaixo, você confere as resenhas dos filmes, divulgadas pela Cinemateca:
Já Não Ouço a Guitarra (J’entends plus la guitarre)
França, 1991, 35mm, pb, 98’ | Legendas em português
Benoit Regent, Johanna Ter Steege, Yan Colette, Mireille Perrier, Brigitte Sy
Filme autobiográfico, dedicado postumamente à cantora e modelo Nico (ex-Velvet Underground), ex-mulher de Garrel e musa dos filmes que o cineasta rodou na década de 1970. De volta à Paris após os incidentes de maio de 68, Gerard passa seus dias fumando haxixe e sonhando com a bela Marianne.
O Nascimento do Amor (La naissance de l’amour)
França/Suíça, 1993, 35mm, pb, 94’ | Legendas em português
Lou Castel, Jean-Pierre Léaud, Johanna Ter Steege, Dominique Reymond, Marie-Paule Laval
Os dramas existenciais e afetivos dos amigos Paul e Marcus, um ator e o outro escritor, ambos de meia-idade e às voltas com problemas com suas mulheres, revelam o vazio da experiência humana.
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Comentários:
DEPOIS QUE ASSISTIR AO FILME, TE DIGO O QUE ACHEI.
BEIJOCA,
Tudo bem?
Realmente, a mostra do Garrel é imperdível.
Mudando um pouco o assunto: o que pensa sobre a projeção digital nas salas de cinema do Brasil?
Um abraço.
Eu acho que a projeção digital é uma ótima opção por uma série de motivos. A praticidade de você não precisar da cópia de 35mm joga o custo da distribuição lá para baixo, permitindo que a gente tenha acesso a obras que, de outra forma, nunca chegariam aqui. Como o custo da exibição digital é baixo, um cinema pode correr o risco de passar um filme sem apelo comercial, e também pode montar uma programação para que este filme só passe na sessão das 16 horas, deixando as outras sessões para outros filmes. É uma grande alternativa para o cinema independente, que não tem verba para distribuição.
Agora, ser uma ótima opção não quer dizer que deveria ser a única opção. A exibição tradicional em 35mm tem uma riqueza de profundidade e matizes de cores que a exibição digital ainda não é capaz de produzir. Acho importante que os cinemas avisem quando se trata de uma exibição digital, e isso seja divulgado nos roteiros dos jornais, para que o espectador possa decidir de que forma quer ver o filme.
Mas a digital é uma tendência inescapável, pela flexibilidade que proporciona ao exibidor e as oportunidades que oferece ao produtor de cinema. Hoje, muita gente já produz o filme em digital (o que permite um resultado melhor do que os filmes que não nascem digitais e são convertidos para este tipo de exibição).
Um abraço.
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex