07.06.08
Plano B, nova revista de cinema
Na última semana, participei do lançamento da revista de cinema Plano B, da TZ Editora, um trabalho muito bem editado pelo Thiago Iacocca. O evento foi realizado no Cine Bombril, e os convidados puderam assistir à estréia do filme Cinematografia, de Gabriel Barros, sobre o trabalho de direção de fotografia, com depoimentos de gente como Affonso Beato, Walter Carvalho, Marcelo Durst, entre outros, que falam sobre suas experiências na atividade. O filme está sendo lançado já em DVD e é uma aula para quem se interessa pelo assunto, abordando tanto a parte conceitual quanto os aspectos técnicos do trabalho.
Fui convidado para participar desta edição “número zero” da revista, o que resultou numa entrevista com o cineasta Guilherme de Almeida Prado, especificamente sobre o roteiro de seu último filme, Onde Andará Dulce Veiga?, que nasceu de uma parceria do diretor com o escritor Caio Fernando Abreu. A previsão é de que o filme chegue às telas em agosto.
A Plano B é uma publicação trimestral e traz um conteúdo indicado principalmente para quem tem interesse pelos aspectos que se combinam para que um projeto se torne o filme que vemos na sala de exibição. Minha matéria foi específica sobre roteiro, e outros colaboradores escreveram sobre direção de fotografia, preparação de atores, “making of” (de Encarnação do Demônio, filme de José Mojica Marins), pós-produção, distribuição comercial...
Paulo Schettino fala sobre como foi fazer a pós-produção de Kuarup, de Ruy Guerra; Lina Chamie revela aspectos técnicos da realização de seu belíssimo A Via Láctea, em matéria de Luara Oliveira; Lula Carvalho comenta seu trabalho de câmera na mão para Tropa de Elite, e como é trabalhar como diretor de fotografia de Budapeste, dirigido por seu pai, Walter Carvalho, um dos profissionais mais reconhecidos do Brasil na área de direção de fotografia. A matéria é de Júlia Motta.
E tem muitos outros textos interessantes.
E a distribuição da revista é gratuita. Para mais informações, acesse Revista Plano B.
* * *
Aproveitando a autopropaganda deste post, a Superinteressante de junho traz mais três textos meus na seção "Fetiche", sobre os filmes O Incrível Hulk, O Fim dos Tempos e o lançamento em DVD de XXY.
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Comentários:
Vou ler seus textos.
Passando pelo centro do Rio,vi a venda em camelos um filme de 20 minutos chamado cara e coroa,com um diretor,que nunca ouvi falar"leo Colle"
o que me intriga é que em viagem a sp,o mesmo filme estava a venda e o mesmo em Vitori,e Bahia.em conversa com um "amigo" camelo o mesmo me disse ter vendido mil copias em um final de semana.me responda estamos em uma nova era no cinema,ou é uma consagração popular? vendo que um filme de 20 minutos esta a venda por dez reais,junto com lançamentos,e se espalhando por toda parte.
precisamos no Brasil mais gente com coragem como leo colle teve de fazer o filme no peito para que um dia possamos ser uma grande fabrica de filmes.
parabéns a todos.
e parabéns ao filme cara e coroa
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex