13.02.08
Onde Os Fracos Não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen
Parte da crítica considera Onde Os Fracos Não Têm Vez como o grande filme dos irmãos Coen, e não foi só uma vez que li sobre esta história de violência e perseguição ser apenas um desvio em relação ao verdadeiro tema: a elegia dos filmes sobre o Velho Oeste, seus vaqueiros solitários e errantes, pistoleiros renegados por Deus, e homens da lei cansados de dar murro em ponta de faca. A nostalgia de um gênero.
Sim, no filme dos Coen há duelos, caçada humana e um facínora que vê tudo vermelho, embora mais para os serial-killers obsessivos do cinema recente que para os personagens de Lee Marvin. Mas esta nostalgia dos bons tempos do bangue-bangue entra meio forçada no filme, representada principalmente por um personagem sem muito o que fazer, que é o xerife do grande Tommy Lee Jones. Que não prende ninguém, não se envolve em ação nenhuma, e é só lamento o filme inteiro (embora tenha ótimos diálogos). Como se fosse um mero comentarista da ação, sempre misturando humor à sua melancolia.
Um dos clichês da resenha preguiçosa é que todo filme atual com componentes de Velho Oeste marca o fim do gênero, como se o “faroeste” não pudesse ser atualizado ou sobreviver à morte de John Wayne. É assim desde Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood.
O gênero continua vivo, atualizado por leituras contemporâneas mais e menos eficientes, embora agora tenha caminhonetes empoeiradas no lugar dos cavalos (às vezes), como não poderia deixar de ser.
O gênero continua, O Velho Oeste é que rejuvenesceu. Mas não muito.
E não vejo Onde Os Fracos Não Têm Vez como o melhor dos Coen. Tem personagens muito bem construídos, um Javier Bardem de provocar arrepios e um equilíbrio acertado entre suspense e ação... mas se complica na parte final, com passagens mal resolvidas, como se a dupla de cineastas de repente tivesse pressa em terminar o filme.
Durante quase toda a trama, o personagem principal tenta escapar de ser morto; o foco está todo nisto, e, quando ele finalmente sucumbe, há uma supressão do desenlace, como se fosse um detalhe de uma linha paralela da narrativa. E a elipse no encontro (não-encontro?) entre o xerife e o assassino deixa muito mais uma sensação de vazio do que da beleza do que não é mostrado, característica dos filmes de Antonioni. Vazio que se repete no final repentino.
De modo geral, acho Joel e Ethan Coen superestimados. Fazem bons filmes (este é um bom filme, apesar dos deslizes), mas não reconheço as obras capitais que outros pintam em suas telas. Seu melhor momento, para mim, é a comédia deliciosa E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, com seus temas musicais irresistíveis, George Clooney, John Turturro e Tim Blake Nelson em grande forma.
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O meu filme preferido dos irmãos Coen ainda é "Big Lebowsky".
Como disse, gosto dos filmes dos Cohen, mas não vejo nenhuma obra-prima entre eles.
Achei o filme longo, desconexo e monótono... chato até para uma sessão da tarde.
Gostei do seu perfil, é sonhador, gosto de homens sonhadores.
Bjs Laura
Tks.
Monotono, quase s/ historia... u.u
não entendi quase nada...
metade da sala do cinema saiu antes do filme terminar.
é por essas e outras que eu prefiro quando o mocinho mata o bandido.
Odeio assistir filmes que são mal explicados.
bom...claro que essa é minha opnião.
As "perseguições" são interessantes. Mas sinceramente e um filme pequeno e muito mal resolvido. So para quem quer dizer que viu todos os westerns.
Fuja !
o final é aberto.
você tira a sua própria conclusão.
sinceramente achei essa "crítica" do filme um tanto como "não gostei muito por causa do hype que fizeram em cima".
pra mim esse filme é perfeito e não tem erro algum.
fabuloso e sensacional do começo ao fim.
fora que o Javier Bardem está perfeito no papel.
encarnou o lunático perfeitamente.
todo esse pessoal que está criticando o filme aqui é por causa do hype.
podem falar o que for,é um puta de um filmasso e acabou.
Mas fico intrigada todas as vezes que saio do cinema com uma sensação nítida de vazio.
Tenho sempre dúvidas da minha percepção, pois não sou nem um pouco expert no assunto.
No entanto, todas as vezes depois do filme procuro ler as principais críticas e os comentários de quem já o assistiu.
Dessa vez, não foi diferente.
Quando li as críticas, a maioria se encaixavam perfeitamente na minha percepção e compreensão do filme.
Realmente, este foi um filme que pouco acrescentou. A sensação era de que faltava semrpe algo do começou ao fim. O fim então faltou mesmo.
Marcou apenas a atuação do ator principal e coadjuvantes.
O enredo e sua finalização foram mal construídos.
Essa é a minha percepção.
Como a galera puxa o saco destes diretores...
Não merece os 17 reais que paguei na entrada no cinema...é melhor esperar pra sair da locadora... e concordo com o coment acima... este filme não me trouxe nada muito alem de vazio. Não espere muito.
O fato de não sabermos se a esposa morre ou não poderia ate ficar em aberto mais existem algumas questões que precisavam ser esclarecidas como a morte De Moss, o filme inteiro eh ao redor disso e qdo ele morre simplesmente desfocam , assim como muitos tive a sensacao que terminaram o filme as pressas.
Alguem pode me dizer o q eh hype?
Tem mto dos faroestes, eu tb disse ist n oomeu blog, mas prefiro os antigos, eram mais românticos.
Abs Laura
clichês batidos, nada de novo, a não ser a narrativa que foi densa, crua e mosntruosa.
Um diferencial na maioria dos filmes do gênero.
A minha perplexidade no final não se deveu à outras que já tive diante de filmes de Bunuel e Almodovar. A minha perplexidade foi de não acreditar mesmo que esse filme tenha tido tantos elogios (nem digo ter ganho o oscar, porque ultimamente, esse é um critério até duvidoso)
Pois é, fiquei na mão..
até a proxima galera..
Achei a trama do filme muito boa, uma atuação bem legal, mas como a maioria não compreendi muito bem o final.
Fazendo um pouco de verdade absoluta sobre simples fatos:
Moss morreu pelo assassino lunático;
Moss teria deixado o dinheiro, mais uma vez, escondido na tubulação.
Motivo que levaria o assassino a voltar ao local do crime para pega-lo.
O xerife deu graças por não ter que encarar ele, (é o que me pareceu), ele já havia escapado pela janela. Neste momento é que temos certeza da afirmação acima.
Somando os fatos de que Moss não cumpriu o acordo, e ainda guardou o dinheiro em outro lugar, (sendo que disse que iria dar a mulher naquele dia, posso chutar uma mochila vazia), o assassino matou a mulher. Detalhe que ele olha os pés para ver se não estão sujos, acredito eu que, de sangue.
Finaliza com o xerife contando um sonho, onde mostra claramente, que ele é um 'bundão'.
Alguém tiver uma outra idéia, posta aí, mas foi isto aí que entendi que me fez não gostar do final.
TEM QUE MELHORAR MUITO PARA SER CONSIDERADO RUIM!!
Não percam tempo assistindo...
O filme é bom, só que ninguém consegiu entender.
Eu sei que o filme é bom, mas sei também que hoje não consigo compreendê-lo, posso até fazer algumas consideralões, mas serão óbvias, preciso de uma crítica boa, de alguém que leia o filme, porque o filme não é de graça
Não é um filme comum.
Não tem um final comum.
Mas uma coisa ele tem em comum com vários filmes!
É UMA PORCARIA!
Anton mata a mulher de Moss, pois ele ao sair da casa olha a sola dos sapatos para ver se não havia sangue. Ele mantia seus princípios portanto não deixaria de matá-la.
O Sheriff era só mais um funcionário público que não queria se sujar demais no trabalho, apenas se aposentar.
O Sheriff é o Anton deveriam ter alguma ligação, porque Anton não o matou na cena do crime dentro do quarto ?
Os irmãos Coen são audaciosos e querem exatamente isso causar polêmica, aguçar o prazer dos cinéfilos de plantão... e cá entre nós: não é pra qualquer um!
Sorte e Saúde à todos vocês
Filme é para todos os gostos esse é de uma "linhagem" diferente, do que se apresenta e que a maioria espera; gostei, odiei e recomendo!
o cara da entrada no hospital baleado e ninguem procura saber de onde vem o tiro.
A froteira do Mexico com EUA e vigiada 25:oo por dia, nem formiga mexicana passa despercebida e ele desceu pegou a mala com a maior tranquilidade em pleno dia e ninguém viu?
gostaria muito de morar nesse pais onde ninguem ver nada.
Fala serio acabei de assistir o filme ainda voltei pra ver se tinha perdido alguma coisa no finalzinho, esse foi foda!!!
Como um filme desse ganhou 5 oscars????
Queria intender, porque os chamados críticos de cinema, em sua maioria, vangloriam este filme.O que eles veem além de nós? O que este filme nos acrescenta? Porque diabos essa coisa de deixar em "aberto" é considerado coisa de inteligente? Qualquer filme, em qualquer história, que você deixar de mostrar uma cena vai fazer o público "pensar".
A única coisa pelo menos esse filme me acrescentou, eu nunca mais assisto um ganhador de oscar de "melhor filme".
se nunca assistiu FredyVSJason
ou otro o olhos famintos
todos os pontos relevantes que mereciam uma explicação foram respondidos explicitamente no filme. o final repentino é feito pra irritar mesmo. assista de novo!
o filme é mto bom sim... a historia e os personagens...tudo tem seu sentido apesar de deixar em aberto o fim do filme
as pessaos que nao entenderam...assistam ao filme mais umas 20 veses e depois se entenderem retornem aki com seus comentarios
sem falar besteira


Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.