20.01.08
Cem anos de japonesas no Brasil
Franklin Ruão, o repórter indomável dos recônditos de São Paulo, que já visitou essas páginas com um texto polêmico sobre o tumulto na Sé, durante um show dos Racionais (ele estava lá, registrando tudo), agora volta a emprestar suas opiniões afiadas como espada de samurai a este espaço.
No artigo abaixo, Franklin disseca as distorções da imagem que se cria dos japoneses e sua cultura, e presta uma homenagem do fundo da alma ao que, na sua opinião, o Oriente produziu de mais perfeito: as moças de olho puxado.
Para quem quiser entrar em contato com o autor, o e-mail do Rorschach do centrão é franklin@tigra.com.br
As fotos são de Otávio Dias.
* * *
No dia 18 de junho de 2008, será comemorado o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Os veículos de comunicação já estão apresentando matérias alusivas ao evento e até o final do ano vamos presenciar um festival de clichês mostrando as diferenças culturais entre os dois povos, os sacrifícios enfrentados pelos primeiros imigrantes, reportagens especiais feitas no Japão evidenciando o país como um paradoxo entre o passado e o futuro, etc.
Tudo isso me incomoda profundamente, pois acredito que a complexidade da alma do povo japonês não possa ser resumida dessa forma, assim como matérias mostrando o Brasil como um país “cartão-postal” também não traduzem a realidade daqueles que nasceram e foram criados aqui.
Poucas pessoas fora do Brasil seriam capazes de compreender plenamente como se dá a amálgama que compõe a vida e o espírito de indivíduos que foram capazes de sobreviver e algumas vezes prosperar em situações tão adversas como as que encontramos em nosso país. Mais difícil ainda explicar que essas dificuldades apresentam graduações sutis que escondem e mascaram intenções de todos os tipos.
Por acreditar nisso, não vou aplicar a mesma lógica reducionista nas comemorações dos cem anos da imigração japonesa no Brasil.
Qualquer um que deseje compreender os japoneses deve começar lendo O Crisântemo e a Espada, de Ruth Benedict, e depois Yukio Mishima.
Mishima sozinho já seria tema para milhares de páginas. Para os não familiarizados, deixo aqui a informação que este homem, apesar de alguns lapsos comportamentais, foi o único, último e verdadeiro samurai da era moderna. Enquanto isso, ditos autores e supostos “mestres” mal informados conspurcam a memória dos samurais e engordam suas contas bancarias vendendo bazófias para guiar executivos e analfabetos corporativistas pelo “caminho da espada” inventado por eles mesmos.
Nos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, prefiro exaltar o que de melhor os japoneses sabem fazer: filhas lindas e maravilhosas.
As japonesas nascidas no Brasil, desde cedo precisam aprender a conviver com a atitude do homem latino-americano, dado a arroubos quando avistam mulheres protuberantes. A beleza nívea e por vezes etérea da mulher japonesa requer um olhar diferenciado, e só para este se revela em sua plenitude.
Para agravar a situação, ainda existem aqueles que assediam essas belas jovens apenas motivados por fantasias fugazes e não pelo desejo confesso e verdadeiro de desfrutar uma companhia tão especial.
No meio deste turbilhão de emoções e sentimentos conflitantes, as japonesas ainda tiveram que lidar com estereótipos diversos, a expectativa dos pais quanto à carreira acadêmica, comparações com os irmãos e a manutenção de suas tradições. Com certeza, as japonesas não foram as únicas a lidar com esses problemas, mas resolveram tudo com esmero e agora desfilam realizadas neste centenário. Nas universidades públicas (ou particulares), elas estão presentes para a felicidade dos estudantes que podem dividir as salas de aula com elas. Nos trens do metrô, indo para o trabalho, caminhando despretensiosas pelas ruas, calçando chinelos, com suas mochilas repletas de chaveiros de bichinhos, atuando como dentistas, economistas, advogadas, bancárias, no serviço público, nas grandes corporações, nos hotéis, nas lojas, emprestando seu charme internacional para diversas empresas, elas são as mulheres mais bonitas que existem.
Na mídia, esse domínio fica evidente a cada novo lançamento cinematográfico ou em qualquer uma das comentadas séries da televisão norte-americana; no Brasil, essa realidade desponta tímida e equivocadamente, enquanto as luzes se voltam para Daniele Suzuki, prefiro destacar Giovanna Tominaga, essa sim uma verdadeira representante da beleza da mulher japonesa.
Mas de todas essas beldades nipônicas que nos presenteiam diariamente com sua presença, nenhum esforço foi tão louvável quanto o da seleção brasileira de softball que disputou os Jogos Pan-americanos em 2007, no Rio de Janeiro.
Com o intuito de divulgar o esporte que praticam, essas ousadas jogadoras de softball fizeram muito mais do que um ensaio fotográfico: redefiniram a sensualidade da mulher japonesa no Brasil.
A iniciativa dessas garotas evoca o talento pioneiro de Rosa Miyake, do programa ícone “Imagens do Japão”. Elas mostraram uma beleza natural, não adulterada por plásticas e silicone; são verdadeiras e você tem certeza que pode acabar encontrando com elas em algum lugar. Muito antes das comemorações do centenário da imigração, essas meninas mostraram do que as japonesas são capazes.
Doutora em Farmácia e cartunista, a franco-oriental Chenda Kuhn atende pelo pseudônimo de Aurélia Aurita. Ela escreveu e desenhou o álbum Morango e Chocolate, em que descreve seu relacionamento com o cartunista francês que vive no Japão, Frédéric Boilet. O infame francês decidiu construir sua carreira abusando da ingenuidade das moças do Japão, prometendo notoriedade para aspirantes a celebridades e criando álbuns a partir de relacionamentos que disse ter. Aurélia, buscando ascender na carreira, foi mais uma vítima desse farsante e, apesar da sua sensibilidade, comete o terrível erro ao afirmar que Boilet “louvou a mulher japonesa” nos seus trabalhos. Aurélia realmente tem muito que aprender com as atletas japonesas da seleção brasileira de softball.
O que muitos temem, eu digo sem hesitar: as japonesas são mulheres que vivem intensamente sua sensualidade e feminilidade; apenas homens que não tenham sua autoconfiança danificada conseguirão viver essa simbiose com a mulher japonesa.
Muitos não compactuam com minhas palavras e fico feliz em saber que suas mãos impuras nunca tocarão no verdadeiro legado que os imigrantes japoneses trouxeram para o Brasil há cem anos.
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Comentários:
Viva as japonesas!
as africanas, as afegãs, as russas, etc
Estamos num velório, onde a maioria é jampones, chega a matriarca da familia e grita em japones"quem largou essa bolsa aqui,?, voce não sanbe que está cheio de brasileiros nesse lugar?"
Um casal tem 3 filhos um casou-se com brasileira o outro com uma japonesa, o que se casou com a japonesa ganhou uma senhora casa no nome dele , o que se casou com a brasileira, o pai comprou um apartamento mixuruca pra ele morar com a esposa porém não colocou no seu nome e esate é humilhado constantemente pela familia.Infelizmente esses são apenas alguns casos existentes na familia de meu marido.Acho que Os japoneses deveriam ser mais gratos aos brasileiros e ter mais respeito pelo nosso povo que os acolheu com carinho e amor, para eles brasileiros não prestam.
yu. eu vivo e convivo com japoneses como todas, tem o lado bom e o lado ruim, eles tem dificuldade em se expressar.
vejo q nao esta muito feliz de conviver com eles, japonesas, o q nao existe relaçao ao topico.
Pq nao se separa?? eu namoro um brasileiro, sou nissei eh provavel q nao ganhemos ap mixuruca ou bom. e qual o problema nisso???
O Brasil não é uma miscelânia de raças? Não é um País acolhedor? De turismo? Então... Agradeça por ter um teto e ter conhecido o seu marido, YU.
Quanto a Yu, será que o filho que ganhou a casa é o primogênito? Os antigos japoneses tinham disso. O filho mais velho ficava com tudo e o resto nada... Cultura diferente, costumes diferentes...
Felizmente isso está mudando, mas tem alguns resquícios...
O Brasil não é uma miscelânia de raças? Não é um País acolhedor? De turismo? Então... BEIJOOOO DE WALLY BORGESWALLY@HOTMAIL.COM
Sou brasileiro, assim como também respeito a cultura e opinião de cada um. Admiro muito e AMO a beleza oriental. Com todo respeito às nacionais; procuro um amor oriental. Abraços às japonesas te lerem este comentário. bjs
Adoro o jeitinho de ingenuas...mas qdo vc as conhece intimamente...é uma bela surpresa...
Resumindo...: Quem conhece as orientais, namora com uma ou ficou um certo tempo....não quer saber nunca mais de loiras, morenas.....
abraços a todos e viva as orientais...elas são lindas e surpreendentes....
{ EU QUERO CASAR COM UMA JAPA }
pq sera? ha um grupo dos que ja namoraram uma japa ate curtem, mas ficam por ai
os dos obcecados por japas (que soh ficam com japas)
e os dos curiosos que gostariam de ficar com uma.
nao sei qual eh o melhor grupo. confesso. bem de qualquer maneira nos mulheres orientais ficamos felizes com isso.
Vi um filme,que mostra como era antigamente.
E até hoje estou admirando as mulheres japonesas =]
EU VOU CASAR COM UMA LOIRA DO BRASIL
JAPONESES GOSTAM É DE LOIRA FILHOTE LOL
abraço
douglas gavioli - sp - sp
bem apenas minha opinião.
houve um tempo em que o brasileiro era realmente muito amoroso e acolhedor.
mas esse tempo passou.
hoje tenho vergonha de dizer que sou brasileiro e acredito que se os japoneses são preconceituosos com os brasileiros devem ter seus motivos..
sou brasileiro sou louco para namorar uma oriental se eu encontrasse uma jamais daria motivos para vela triste , me esforçaria ao maximo para sempre vela sorrindo.
pois realmente são dedicadas e amorosas o que não se pode dizer das brasileiras pois infelismente no brasil
mulher so quer dinheiro.. e mais nada..
peço desculpas a quem possa se sentir de alguma forma ofendido com meu comentario ... essa não é minha intenção estou apenas expressando minha opinião..
é por que o amigo acima falou diretamente mal dos japoneses ..
e não concordo com isso pois como disse sou brasileiro e na minha opinião brasileiros não prestam..
claro que existem muitas exceções mas é isso ai.
ah.. se alguma oriental ou descendente se interessar em ter um namorado sério e que vai sempre tratala com muito carinho e respeito .. e com certeza jamais trocaria ela por nada nesse mundo.. fica ai meu comentario..
garto a todos que criaram este forum com um assunto tão interessante.. espero poder postar mais .....
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex