13.12.07
Gus Van Sant veste a camisa 10 da Paisà
Uma publicação independente, bancada por cinéfilos apaixonados pelo que fazem, com críticas aprofundadas e sem concessões sobre o melhor e o pior do cinema, de hoje e de todos os tempos. A Revista Paisà segue superando as traiçoeiras marés do mercado de revistas, dois anos após o lançamento do qual tive a felicidade de participar como criador e editor. A revista mantém o alto nível de seu conteúdo, agora nas mãos de Sérgio Alpendre e Filipe Furtado, e prometendo mimar ainda mais seus leitores em 2008.
A edição que está chegando às bancas traz como assunto de capa o cinema muito pessoal de Gus Van Sant, com uma matéria sobre seu novo filme, que lotou as salas da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, há quase dois meses: Paranoid Park.
Mas o mergulho no trabalho deste autor cinematográfico vai além, apontando como seu primeiro filme, Mala Noche, já antecipava uma estética que voltaria a partir de Gerry, e também abordando a parceria de Sant com o diretor de fotografia Harris Savides.
Nesta edição, eu colaboro com dois textos: um sobre o primeiro disco solo de Caetano Veloso (o primeiro dele foi com a Gal) na seção “O disco para todos os tempos”, e um artigo sobre o primeiro livro de crônicas de Rubem Fonseca, O Romance Morreu.
A Paisà número 10 ainda traz matérias sobre David Lynch (Império dos Sonhos) e a trajetória do cinema brasileiro em 2007, entre outros destaques.
Compre, assine, peça emprestado... Dê um jeito de ler. Na Internet, há matérias que não estão na versão impressa, de modo que também vale a visita: www.revistapaisa.com.br
* * *
Quatro curiosidades sobre o lançamento da Paisà, em 2005:
1) A publicação teve uma edição número zero, que não foi às bancas, com matéria de capa sobre Marcas da Violência, de David Cronenberg
2) Nessa edição, Ana Paula Arósio declarou seu amor pelo filme Barry Lyndon, de Stanley Kubrick: “Há um refinamento especial no trabalho dos atores, na sutileza de certas interpretações. Uma cena que me marcou foi a de Lady Lyndon (Marisa Berenson) depois que seu filho morre. São olhares sutis e emoção na medida”.
3) A conversa que deu origem à Paisà aconteceu no restaurante Sujinho, da Consolação.
4) No primeiro editorial, um dos criadores da revista aparece comendo filé aperitivo com pão e cebola. E não sou eu.
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Clint na revista, Cassavetes no site
[paisá]
Marginais e independentes na nova Paisà
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melhor sair com bife acebolado do que fazendo biquinho com uma filmadora de super 8. hehe
po, o bife aperitivo na mesa tinha muito mais a ver com a gente do que sua foto, vai... conceda.
ah, valeu pelo jabá


Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.