16.08.07
Nijinsky
Eu não minto.
Passeio,
rumo vago.
Sou forte.
Sei que sou
fraco,
fogo-fátuo.
Dou-me ao luxo de perambular.
Conheço as pessoas
que não me conhecem.
Desejo as mulheres
que não me merecem.
Caso com a primeira que aparecer.
Um dia,
alguém há de sofrer
tanto quanto eu.
“Eu não moro nas ruas;
eu moro nos homens.
Meu endereço é Deus”
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Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.
No Twitter: @AlexRolleiflex