05.01.10
Na Superinteressante de janeiro
Começando 2010 já com uma matéria minha na revista Superinteressante. A edição de janeiro traz (com chamada de capa) um texto meu sobre como os roteiros dos filmes blockbusters partem de uma mesma estrutura, baseada nos arquétipos dos mitos antigos.
"Foi no fim dos anos 80 que um americano chamado Christopher Vogler teve a sacada. Trabalhando como consultor de roteiros para a Disney, ele redigiu um guia prático para que os roteiristas encaixassem personagens e cenas em modelos repetidos nas narrativas mitológicas. (...) Transformado em guru, Vogler fez do seu guia um livro, A Jornada do Escritor, em que explica melhor o que os 12 trabalhos de Hércules têm a ver com as missões aparentemente impossíveis de Luke Skywalker ou de Rocky Balboa."
A matéria está na página 36 da revista e explica como essa estrutura narrativa se aplica aos filmes Guerra nas Estrelas, Karatê Kid, Uma Linda Mulher, O Silêncio dos Inocentes e Up - Altas Aventuras.
17.12.09
Mostra de Cinema de Tiradentes - Cinema sem fronteiras
Da praça principal à estação ferroviária, do chão de pedra às igrejas barrocas, e diante da imponência da Serra de São José, tudo em Tiradentes é cenário de uma experiência estética sem igual. “Lá, tudo é cinematográfico”, confirma Raquel Hallak, a mulher à frente da Universo Produção, me explicando por que escolheu uma cidade sem salas de exibição para realizar uma mostra de cinema. E que mostra...
Dedicada unicamente ao cinema brasileiro contemporâneo, a Mostra de Tiradentes chega, em 2010, à sua 13ª edição, mantendo um nível de qualidade e interesse capaz de atrair muita gente das capitais para suas sessões.
“Nesta época em que festivais anódinos se multiplicam pelo Brasil graças à falta de critério da Petrobras e de outros investidores, a Mostra de Tiradentes permanece com um raro trabalho de curadoria, além de privilegiar o debate e um cinema menos comprometido com as tais leis de mercado, sempre invisíveis e enigmáticas”, afirma Sérgio Alpendre, crítico do Guia da Folha de S. Paulo, criador da revista de cinema Paisà e que não deixa de encarar as seis horas de estrada entre sua casa e a cidade mineira, sempre que é tempo de mostra. Ele diz que vale a pena. “Como existe uma escolha criteriosa na Mostra de Tiradentes, as chances de termos alguns filmes dignos de nota são maiores, ainda que o cinema brasileiro insista em demonstrar safras de gosto duvidoso. Apesar das dificuldades todas, é em Tiradentes que é possível tomarmos contato com um cinema mais interessado na estética do que no status, sendo um exemplo a ser seguido”, avalia.
Este trabalho de curadoria a que Sérgio se refere é realizado por uma comissão de seleção de filmes composta por quatro profissionais ligados ao cinema: Cássio Starling Carlos, crítico da Folha de S. Paulo, Cléber Eduardo e Eduardo Valente, cineastas e críticos da revista eletrônica Cinética, e Ana Siqueira, cineasta de Minas Gerais.
Logística diferenciada
Mas a seleção de bons filmes brasileiros contemporâneos está longe de ser o único desafio enfrentado pelos organizadores da mostra. “Para começar, a logística de se fazer uma mostra de cinema em Tiradentes é muito mais cara que a de qualquer festival feito numa capital”, afirma Raquel Hallak. “O que mais pesa para a produção é o fato de que, nesta mostra, tudo é construído, porque Tiradentes não tem sala de exibição. Então é preciso conseguir investimento também para criar essas salas temporárias, que chegam a receber 400 espectadores numa sessão”.
Raquel explica que, para a edição de 2010, que será realizada de 22 a 30 de janeiro, os convidados terão à disposição três telas de exibição, sendo uma bem na praça principal do centro histórico de Tiradentes. “Esta Mostra de Tiradentes é a prova de que é possível realizar um evento de cinema em qualquer lugar do País”, ressalta Raquel. “Desde que haja vontade política”.
Nascida em São João del-Rei, Raquel Hallak gosta de lembrar que é logo ali, do ladinho da cidade em que nasceu, que o público brasileiro tem, a cada edição, a primeira possibilidade de testemunhar o que será a produção de filmes nacionais ao longo do ano. Para a mostra de 2010, a expectativa da produtora é de que a seleção abranja cerca de cem filmes brasileiros. E a exibição – que é gratuita, vale frisar –, não é a única atração da mostra. De modo a estimular a discussão acerca do novíssimo cinema brasileiro, o evento inclui oficinas, seminários e debates. Há ainda lançamentos de livros e shows musicais vinculados ao festival.
Passado, presente e futuro
A Mostra de Tiradentes é um dos três vértices de um programa cinematográfico realizado pela empresa Universo Produção, chamado Cinema Sem Fronteiras. Somam-se a ela o CineOP e o CineBH.
Com proposta inédita no circuito dos festivais, o CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto – tem foco voltado para o patrimônio cinematográfico brasileiro. Ao estimular a preservação do nosso cinema, sua restauração, memória e identidade, esta mostra permite que a produção do passado dialogue com o cinema atual, descobrindo raízes e tendências. Esta mostra é realizada durante o mês de junho.
Já a CineBH é a mostra que, segundo Raquel, contextualiza o cinema no mercado a que pertence, permitindo a troca de ideias entre profissionais de diversos países, principalmente por meio de debates e, claro, exibições de filmes brasileiros e internacionais. Na última edição, realizada em outubro deste ano, os espectadores tiveram a chance de conferir 77 filmes, que atraíram mais de 15 mil pessoas.
Com este triângulo entre filmes brasileiros contemporâneos, filmes brasileiros do passado e o diálogo com o cinema internacional, o programa Cinema Sem Fronteiras produz eventos individuais, mas complementares, ao alcance do público de Minas Gerais e de todas as partes do Brasil em três épocas do ano.
Não perca
A programação completa com os filmes que serão exibidos na Mostra de Tiradentes estará disponível para consulta a partir do dia 13 de janeiro, no site www.mostratiradentes.com.br
* * *
Matéria minha que será publicada ainda em dezembro na Revista VIVA de São João del-Rei
09.12.09
Mad Dog invade o campeonato de cosplay
Há coisa de um ano e meio, meu eventual colaborador do blog, Franklin “Mad Dog” Ruão, esteve no Japão, numa aventura antropológica, jornalística e muito pessoal. Dessa viagem resultou um pequeno livro que o Cérbero da FAAP começa a oferecer para as editoras: Japão Inclassificável.
Abaixo, você confere minha apresentação feita para o livro e um capítulo do autor sobre o campeonato internacional de cosplay, em que marcou presença, chutou o balde e registrou o que viu.
* * *
A apresentação
Mês do cachorro louco em 2008. Não poderia haver período mais apropriado para a viagem que resultaria neste livro. Quando o Brasil comemorava os cem anos da imigração japonesa, e o bairro da Liberdade se entupia de barracas de frituras e sarjetas imundas, um produtor de televisão, acostumado às crônicas da sordidez paulistana, tomava o rumo inverso.
Franklin Ruão pode parecer nome oficial de repórter da Globo ou de assessor de imprensa do Planalto. Mas o Jardim Botânico e Brasília estariam de quatro, cheios das melhores intenções, se este homem um dia bombardeasse suas trincheiras vazias de idéias.
Sargento Mad Dog, o estrategista maior do Comando Sex Shop Boys, foi ao Japão dos Godzillas atrás de um submundo que se imponha à imagem de país do consumo, das adolescentes de cabelo azul, hipnotizadas por iPods, iPhones e penduricalhos afins. E este submundo se abriu, desejoso de amor carnal, à sua prosa quente de febre, que tanto deve na forma e na alma às estradas de Kerouac e aos delírios de Hunter Thompson. Underground que está, em seu texto, nos cosplayers dos desfiles e dos grandes eventos de HQs, nos tarados por ninfetas de olhos estreitos, nos bebaços de Kirin e nos loucos sagrados; no grupo de marginais multinacionais que desafiam a repressão numa rave, mas também nos saudosos de um Japão imperial, dono do feudo asiático.
O Sargento Mad Dog pode ser o terror de Interlagos ou o suspeito de gigolear o centro sujo de São Paulo, mas nunca é frívolo. O texto sobre Mishima, mais que uma mensagem de admiração ao maior dos escritores samurais, é também uma declaração de princípios. Seu texto ágil, de repórter de um mundo que as tias preferem não ver, dá ritmo à idéia que permanece lá, no meio das vírgulas e do bom humor que impera nesta obra: a de que Franklin é dos últimos que não se entregaram ao bom-mocismo desses tempos de vigilância sanitária. É autor de sua própria vida, sempre autêntica, sempre legítima. Como a minha e a sua deveriam ser.
Alexandre Carvalho dos Santos
* * *
World Cosplay Summit - 2 e 3 de agosto de 2008
Texto e fotos: Franklin Ruão
Cheguei a Nagóia no sábado pela manhã, e o calor intenso prometia mais um dia de muito suor, típico do verão japonês. Era a grande final do campeonato internacional de cosplay, patrocinado pela TV-Aichi. O World Cosplay Summit 2008 (WCS) contava com a participação de 13 países, entre eles o Brasil.
O cosplay é uma atividade na qual aficionados por desenhos animados, quadrinhos, filmes e séries de televisão se vestem como seus personagens favoritos e procuram interpretar seu comportamento. Embora existam cosplayers de todos os tipos, os mais famosos são aqueles que envolvem os personagens de desenhos japoneses (anime/ japanimation), cuja popularidade atinge vários países. O campeonato organizado pela TV-Aichi é considerado a Copa do Mundo do Cosplay, e desde 2005 o Brasil tem mandando representantes que são escolhidos após várias etapas seletivas. Em 2006, o Brasil conseguiu sua primeira vitória, e as expectativas eram grandes para 2008.
Encontrar a dupla brasileira formada por Gabriel Niemietz, 26 anos, e Jéssica Campos, 21 anos, não foi uma tarefa fácil. Eles chegaram às vésperas do campeonato e estavam cumprindo a extensa agenda de divulgação do evento junto com os representantes dos outros países. Meu contato para falar com eles, indicado pelo patrocinador oficial brasileiro, era o jovem Igor Inocima, que vivia no Japão.
Após vagar pelas ruas sem sinalização de Nagóia, finalmente encontrei o Hotel Trusty, onde eles estavam hospedados. Aproveitei a espera para desfrutar do ar-condicionado e das poltronas do hall de entrada. Enquanto esperava, notei, com certa perplexidade, como era o relacionamento entre as equipes que produziam o evento no Japão: os membros mais velhos, e presumivelmente mais experientes, recebiam toda a atenção e mimos dos mais novos, que pareciam ter um prazer quase físico em servir aos seus superiores hierárquicos. O próprio Igor, relaxando na poltrona, recebia uma massagem nas costas, e bastava levantar o cigarro, para que fosse aceso prontamente por um cupincha.
Em tom de gozação, pedi que Issao também fizesse uma massagem nas minhas costas, mostrando que também dispunha do meu próprio séquito de fiéis seguidores. Parece que isto causou ciúmes no assistente de Igor que, indignado com a irreverência e informalidade da nossa equipe, nos encarava incrédulo. Após essa palhaçada, que se desenrolou apenas entre os mais atentos, Gabriel chegou e tivemos a chance de conversar. Jéssica estava fazendo compras e tirando fotos pela cidade, e depois se juntou a nós.
Eles estavam bastante animados, Gabriel me disse que o cosplay, para ele, já não é apenas um hobby e que está se tornando uma atividade profissional, pois consegue tirar um bom dinheiro com os prêmios que recebe em competições e confeccionando fantasias para outros interessados.
Perguntei para Jéssica o que ela achava da sensualidade que envolve as participantes femininas de cosplay, acostumadas a realizar ensaios sensuais no Japão. Ela respondeu que não teria problema em fazer fotos desse tipo. A dupla brasileira mostrou ser bastante madura e envolvida na realidade que compõe o verdadeiro mundo do cosplay. Não tenho dúvidas em dizer que o Brasil estava muito bem representado, e que as emoções estavam só começando.
Após a conversa no hotel, fui almoçar com minha equipe, que teria seu batismo de fogo nas ruas de Nagóia durante a Cosplay Parade, um desfile com todos os participantes, que antecede a competição.
O almoço foi bastante animado, em um restaurante chinês fora da rota dos turistas. Bebemos muita cerveja Kirin Lager Beer e depois nos encaminhamos até o templo Osu Kannon, onde havia uma concentração de cosplayers para iniciar o desfile. Além dos participantes do campeonato, qualquer pessoa fantasiada podia integrar o desfile. Muitas pessoas fantasiadas de todas as idades compareceram, e nós seguimos a procissão, devidamente animados pelo álcool.
Nenhum evento acontece no Japão sem a autorização da yakuza, a máfia local. Um cordão de isolamento foi feito por simpatizantes da máfia, vestindo a camiseta da organização por baixo das suas tradicionais camisas havaianas. Uma das suas funções era impedir que o público não fantasiado invadisse o cortejo. Mesmo assim, conseguimos furar o bloqueio japonês e desfilamos junto com os cosplayers, acenando para o público e tirando fotos no meio do pessoal.
Entre os fantasiados, um grupo chamava a atenção: eram os kigurumers, um tipo específico de cosplayer que, além das roupas, utiliza uma máscara que cobre todo o rosto e uma malha cobrindo braços e pernas, não deixando nenhuma parte do corpo exposta. O objetivo é se transformar completamente no personagem escolhido. As pessoas que escolhem esse tipo de cosplay costumam se beneficiar do anonimato proporcionado pela fantasia e realizam também mudanças na sua opção sexual. O calor era intenso, e o suor escorria pelo corpo todo. Mesmo com um calor de mais de 37 graus centígrados, os kigurumers em nenhum momento removeram suas fantasias.
O desfile seguia pelas extensas galerias do Osu Shopping Street, e o trânsito parava para que cruzássemos de uma galeria para outra. Igor nos encontrou em um determinado ponto do caminho e, finalmente provando seu valor, nos levou por um atalho, para que nos colocássemos à frente do desfile e assim pudéssemos tirar boas fotos. Saímos correndo pelos becos de Nagóia, causando espanto para os japoneses; minha equipe composta por Issao “Dengue”, Edson “Magrão” e sua namorada Mariko “Cambalacho” Kanbanyachi mostraram muita energia em seguir pelas vielas, até que conseguimos chegar na frente do desfile onde estavam os competidores internacionais.
A dupla brasileira foi escolhida para representar o Brasil após várias etapas classificatórias; suas fantasias eram dos personagens Jo e Jango, do desenho “Burst Angel”, sendo que Jango (a fantasia de Gabriel) era uma armadura de robô com mais de dois metros de altura. Na Cosplay Parade, eles utilizaram outras fantasias: Gabriel ia de Ken, do game “Street Fighter”, enquanto Jéssica se apresentava como Ada Wong, do jogo “Resident Evil 4”. Saudamos a dupla brasileira com gritos de torcida de futebol, e os competidores e espectadores presentes tremeram diante de nossa energia indomável.
O final do desfile foi dentro do templo Osu Kannon e, mais uma vez, tivemos que furar o bloqueio imposto e adentrar o local. A organização do evento distribuía chá e água para os combalidos participantes. No pátio principal, a austeridade dos monges contrastava com as performances animadas dos cosplayers, que aproveitavam para tirar fotos utilizando o templo como cenário.
Só nos restava desejar boa sorte para Gabriel e Jéssica, e torcer por eles na final do campeonato, que seria no dia seguinte. Gabriel me confessou que estava bastante confiante, e devo admitir que senti que o Brasil podia ganhar, pois o nível dos outros competidores não chamava a atenção, com exceção da dupla chinesa.
Mesmo tendo que reparar sua fantasia, que havia sido danificada na viagem, na noite de domingo, dia 3 de agosto, no Oásis 21, o centro de exposições que abrigou a final do campeonato, Gabriel e Jéssica sagraram-se campeões do WCS 2008, provando que não é apenas no futebol que o Brasil ganha títulos. Conforme nossas previsões, a dupla chinesa também foi bem e ficou em segundo lugar.
Issao se arrependeu de não ter comprado, por uma pechincha, a fantasia original do Gabriel, que não pretendia trazê-la de volta para o Brasil. No final, precisando urgentemente descarregar a cerveja, o chá e a água, eu e Issao recebemos ajuda de estudantes que estavam no local, e invadimos o banheiro exclusivo dos monges.
03.12.09
Participando do programa de TV "Sala de Cinema"
Depois de meses em que participei das gravações, eis que hoje, finalmente, vai ao ar a edição do programa "Sala de Cinema", do SescTV, com o diretor Guilherme de Almeida Prado (A Dama do Cine Shangai, Onde Andará Dulce Veiga?).
Fui um dos participantes convidados, que fazem perguntas ao diretor em meio à entrevista conduzida pelo apresentador Miguel de Almeida.
Sala de Cinema – Guilherme de Almeida Prado
Quando: hoje, quinta, às 22h.
Para sintonizar o SescTV:
- Canal 3, da Sky.
- Em SP e RJ, Canal 137, da NET Digital
- Em outras cidades, consulte: www.sesctv.org.br
Reprises do programa:
4/12/2009 : 2h : sexta-feira
4/12/2009 : 16h : sexta-feira
5/12/2009 : 20h : sábado
6/12/2009 : 4h : domingo
6/12/2009 : 17h : domingo
7/12/2009 : 0h : segunda-feira
7/12/2009 : 10h : segunda-feira
13.11.09
Na Superinteressante, na Beta, no bar
Não falei nada disso nos últimos tempos, mas meus textos continuam pipocando por aí. Na Superinteressante de outubro, uma matéria grande sobre Eduardo Saverin, o brasileiro que ajudou a criar o Facebook (mas que não levou a fama). Na Super de novembro, esta que está nas bancas, um artigo sobre como o esporte pode deformar o caráter, em vez do que se pensa normalmente a respeito.
E a revista Plano B virou Revista Beta. Também cresceu de tamanho, não só no número de páginas, mas no próprio formato da publicação.
A presente edição (dá para comprar na livraria do Espaço Unibanco) tem uma entrevista minha com Sérgio Rezende, o diretor de Salve Geral, a indicação brasileira para o Oscar.
* * *
Mudando de assunto, eis que a Uniban expulsou a menina do vestido curto, depois se arrependeu e cancelou a expulsão (alguém do marketing deve ter voltado das férias e apontado o absurdo da decisão anterior).
E os dois juízes dos últimos dois jogos do Palmeiras foram afastados do Campeonato Brasileiro por erros que seriam mais bem descritos como estrepolias.
E eu estava no bem-bom de um bar aprazível da Pompéia, degustando cervejas especiais, com a brisa no rosto, quando as luzes foram apagadas. E para achar o banheiro depois?
Um país que é um circo...







Alexandre Carvalho dos Santos já quis ser grande: um homem da Renascença, um herói existencialista, o poeta do derradeiro poema, do poema da redenção, do gol de bicicleta, do filme que explicará tudo. Conformou-se com uma rede em Itaúnas, os desassossegos de Pessoa e uma última sessão de cinema, sempre nas primeiras fileiras. Mas escreve, porque é inevitável.